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“Cura gay” e Fake News: mentiras, sensacionalismo e a construção de estereótipos

23 de setembro de 2017 - 18:21:36

Mentiras descaradas nas manchetes da última semana deram o exemplo de uma manipulação intencional e ideológica contra a atividade profissional dos psicólogos.

E as principais vítimas foram justamente os pacientes homossexuais.

 

A grande mídia brasileira foi responsável, nessa semana, por mais um episódio do grande ‘case de fake news‘: a chamada “cura gay”. A expressão surgiu há alguns anos para caracterizar o projeto de lei que possibilitava o tratamento psicológico de homossexuais que desejassem deixar de sê-lo, o que vinha sendo proibido por órgãos como o Conselho Federal de Psicologia, sob a acusação de preconceito. O assunto morreu por algum tempo, enquanto o projeto permanece parado. Voltou à pauta a partir de uma ação popular impetrada contra o CFP, e da liminar do juiz Waldemar Cláudio de Carvalho (foto) permitindo o tratamento de homossexuais que tivessem interesse.

Mas na última semana, as manchetes chegaram, em diversos casos, a contradizer objetivamente o que de fato ocorreu, mostrando claramente, como que em um exemplo didático, como é feita a guerra da informação por meio do fake news.

O tratamento dado pela mídia acaba sendo um preconceito com as pessoas homossexuais que se encontram em estado de sofrimento com a sua condição. Em nome de uma agenda de “orgulho gay”, a imprensa age de modo irresponsável promovendo mais sofrimento a essas pessoas e negando-lhes o direito de serem tratadas como gostariam.

A alegação central, manifesta em muitos títulos e manchetes da mídia, acusa a decisão de considerar o homossexualismo uma doença que precisa ser curada. Esquecem que quem falou em “cura” foram eles, justamente na tentativa de acusar quem quer que falasse no assunto de preconceituoso. Uma manobra que revela o modo de ação das milícias ideológicas espalhadas pelas redações.

Vejamos os títulos das matérias de cada grande jornal, lembrando que o título é um excelente termômetro do viés midiático, uma vez  que ele permite discernir o tom e a ideia central que o veículo quer imprimir na mente do público.

O Tempo: Justiça Federal permite tratar homossexualidade como doença

Veja:
Justiça permite tratar homossexualidade como doença

G1 (Globo) :
Justiça gera polêmica: permite tratar homossexualidade como doença

Folha de São Paulo:
Justiça concede liminar que permite tratar homossexualidade como doença

F5:
Famosos se manifestam contra a decisão de tratar homossexualidade como doença

Estadão:
Juiz libera cura gay por psicólogos

O uso do termo “cura gay” também foi encontrado em diversos veículos, tentando passar a ideia de que a decisão judicial seria preconceituosa e discriminatória:

Época (Globo): Cura gay: “Reorientar gays é como embranquecer negros contra o preconceito”, diz psicólogo

Correio Braziliense:
Ex-alunos de juiz que permitiu cura gay criticam posicionamento do docente

Mas o que diz a decisão do juiz?
O juiz teve o cuidado de declarar em sua decisão que: “a homossexualidade constitui variação natural da sexualidade humana, não podendo ser, portanto, considerada como condição patológica” (grifo nosso).  Portanto, a decisão judicial que motivou o fenômeno midiático, começa mostrando claramente que NÃO cabe falar em “cura gay” ou “homossexualidade enquanto doença”.

A ação foi movida para atender o anseio de pessoas que são homossexuais ou estão confusas e desejam ter auxílio psicológico. Contudo, devido a uma resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP), os psicólogos estavam impedidos de auxiliar esses pacientes.

Por isso, a decisão judicial foi enfática e pontual ao deliberar que não se pode “privar o psicólogo de estudar ou atender àqueles que, voluntariamente, venham em busca de orientação acerca de sua sexualidade, sem qualquer forma de censura, preconceito ou discriminação”. Ou seja, a decisão visa dar um direito aos homossexuais que desejam ter esse tipo de tratamento.

Apesar disso, a esmagadora maioria das manchetes, no início dessa semana, dizia o contrário. Como é o caso da matéria da Exame, no dia 18, redigita como: Justiça do DF permite tratar homossexualidade como doença

Artilharia de Fake News perde terreno e dá o braço a torcer
Após gerar grande polêmica na Internet, muitas pessoas foram até a decisão judicial e perceberam que a mídia estava forçando a barra. Até mesmo gays, ex-gays e transexuais se manifestaram mostrando que as manchetes estavam completamente fora de contexto. Assim, alguns dias depois do estouro das manchetes, começaram a surgir matérias em grande sites de notícia amenizando o tom e contando com alguma objetividade.

Exame (21/09): Juiz diz que decisão não trata homossexualidade como doença

UOL (21/09):
Juiz que autorizou “cura gay” diz que decisão teve interpretação “equivocada”

Diário de Pernambuco:
‘Cura gay’: Juiz afirma que em ‘nenhum momento’ considerou homossexualidade como doença

Fake News e guerra informativa
A disseminação da mentira pelos jornalistas conta com uma excelente estrutura de justificativas. Os jornais se sentem muito à vontade para afirmar que reportaram “a primeira impressão” e, com isso, repercutirem a parte mais sensacionalista, isto é, a mais apelativa de um fato. Depois, feito o estrago, tratam de aprofundar a questão, dando ares de objetividade e análise crítica. Obviamente, o efeito disso é que, na segunda fase, o público já perdeu o interesse pelo assunto, ficando apenas a sensação inicial, do escândalo da primeira impressão. Esse processo formata, na opinião pública, uma imagem do fato e dos envolvidos, um estereótipo, como diria Lippmann, que em futuras referências ao tema, voltará com toda a força, motivado pela necessidade de simplificação dos personagens e fatos.

Daqui há seis meses, quando por algum motivo os jornais voltarem ao assunto, os leitores recorrerão à imagem mais simplificada da questão, motivados a encaixá-la em um novo episódio da narrativa dada, e não à expressão mais complexa e objetiva do final da cobertura, que é mais difícil articular. A simplificação, como vemos, é a chave da manipulação e gera uma adequação do leitor à mensagem simplificada e estereotipada, o que facilita todo o processo.

É fácil, portanto, justificar tudo isso como sendo parte da atividade jornalística, o que de fato é verdade. Isso porque os jornalistas internalizaram a técnica e o processo e conseguem usá-lo para os fins da sua agenda ideológica e gostos particulares.

As agendas internacionais se tornaram pauta jornalística garantida desde o final dos anos 1990, quando a atividade jornalística precisou do aporte financeiro do chamado Terceiro Setor, vendo-se refém não mais de venda de produtos dos seus anunciantes, mas da venda das ideias da rede global de ONGs pelo mundo. É o que chamam de globalização da comunicação.

(Colaborou: Marlon Derosa)

Cristian Derosa é jornalista e autor do livro ‘A Transformação Social – Como a Mídia de Massa se Transformou numa Máquina de Propaganda’.

 

 

  • Sebastiao Loureiro

    nessas horas fica cristalino como até jornais ditos de direita como o Estadão têm uma agenda globalistas

    • Felix André

      É mais do que evidente. Todos apresentam determinados assuntos seguindo padrões bem nítidos. Jornais e revistas impressas, portais de notícias na internet, telejornais, programas de rádio, telenovelas, filmes e até programas infantis, enfim, todos esses meios estão imbuídos da tarefa de doutrinar, de formar opiniões.

    • Seu Zé

      um jornal chamado Estado ser de “direita” é estranho

    • Guilherme Borges

      Não existe jornais de direita.

  • Heleniel da Nanda

    Brasil é pais de gente palpiteira e de opinadores de plantão, de população que se quer se dá ao trabalho de pesquisar e estudar a fundo para se saber as origens e propósitos dos inúmeros “mimimis sociais” e “Fake News” criados pela “geração mimimi” de hoje e constantemente levantados causando esse caldo de confusão social. Na realidade a preguiça de estudar e procurar entender o que realmente está acontecendo de rupturas e transformações sociais através dessas “Fake News” e “temáticas histérica”, essa sim é a doença do povo brasileiro, pois opinar e passar para a frente “Fake News” sem argumentos sem entendimento e sem pesquisar e estudar a fundo qualquer um quer se acha no dever de o fazer, pois isso é de praxe dos palpiteiros e de opinadores de plantão!!!!

  • Odilon Rocha

    É impressionante a desonestidade intelectual. É impressionante a ignorância.
    Querer curar o que não pode ser curado.

    • Felix André

      Não se trata necessariamente de cura. Se os impulsos homossexuais são a causa do sofrimento psicológico é justo que o próprio homossexual procure um alívio, um conforto e maior esclarecimento. Pode ser que essa sua “orientação sexual” seja mais uma desorientação, uma formação deficiente da personalidade de cada um, num permanente estado de confusão mental e sofrimento. Ativistas gays e simpatizantes tratam o assunto com muito fatalismo, como se a tão complexa personalidade humana fosse totalmente dependente de alguma herança genética ou congênita. O pior que ao impor sua visão do assunto acabam se intrometendo na decisões pessoais de cada. O que um indivíduo decide sobre sua sexualidade não é da conta de ninguém..

    • Seu Zé

      tem homossexual que aceita numa boa os desejos sexuais que possui e tem os que não conseguem aceitar, tem um parente meu, primo distante do meu pai, que se matou por ser homossexual, ele não suportava ter desejo por homens

  • Evandro Silva

    Que deus abençoe, o juiz que autorizou a TERAPIA DE REVERSÃO!

  • Osvaldo Pereira Júnior

    A OMS só retirou o homosexualismo da lista de transtornos mentais por pura pressão do lobby gay e da mídia pró-homosexual. Nunca houve estudos sérios comprovando que o homosexualismo fosse ou não um transtorno, sendo que todas as pesquisas realizadas até então, apontavam para que fosse realmente um distúrbio e é exatamente por esse motivo que ela se encontrava na lista de doenças mentais até então. Ou seja, ela foi retirada da lista não por decisão cientifica séria mas por pura ideologia e para agradar certos grupos.

    Não havendo portanto uma conclusão científica, a discussão deve continuar em aberto e tanto a opinião dos que defendem homosexualismo como sendo um transtorno como a opinião contrária devem ser respeitadas até que se chegue a um consenso científico baseado em pesquisas sérias e não por decisões tomadas por pressão de grupelhos e ONG`s a serviço de engenharia social globalista.

    No meu entender, um sujeito que nasce no corpo de um homem mas se sente como sendo uma mulher ou vice e versa, só pode ser um louco.

    Seria exatamente a mesma coisa de um sujeito ao se observar no espelho, se considerar a reencarnação de Napoleão Bonaparte e obrigar todos a sua volta a chamá-lo desse nome e a prestar reverência. O mundo está cheio de pessoas assim mudando apenas o personagem.

    Outro problema desses transtornos mentais é que eles podem ser contagiosos, principalmente para crianças e jovens que ainda não desenvolveram plenamente suas personalidades.

    Ora, se você colocar uma criança no meio de loucos varridos, muito provavelmente essa criança desenvolverá algumas características desses males pois o que molda a personalidade de uma pessoa é em grande parte o seu convívio social.

    Penso que é exatamente por isso que estamos assistindo hoje a uma explosão de casos de homosexualismo. Não são casos de homosexualidade de nascença (afinal doentes mentais também nascem doentes mentais) mas sim, de homosexualidade adquirida via exposição a propaganda e ao convívio social com outros homosexuais.

    Crianças e jovens estão sendo expostos prematuramente a uma sub-cultura que ao invés de tratar um mal milenar como deveria, acaba o enaltecendo e ainda o promove para crianças e jovens.

    Desconfio também que mulheres são ligeiramente mais propensas a adquirir esse mal por serem mais emotivas do que os homens além de serem também mais abertas,comunicativas e receptivas socialmente do que o sexo masculino. O que acaba facilitando o contato social e talvez seja por isso que o número de lesbianismo explodiu na última década com a ajuda também das redes sociais e a independência financeira cada vez maior do sexo feminino.

    Portanto apesar de respeitar a opinião contraria, no meu entender o homosexualismo é claramente uma doença mental que como tantas outras também é contagiosa principalmente para crianças e jovens.

    Sobre o juiz que autorizou esse tratamento isso é uma decisão acertada que simplesmente vai dar a oportunidade de pessoas doentes poderem se tratar caso elas assim desejem. Ninguém é obrigado a continuar sendo homosexual assim como ninguém é obrigado a continuar sendo Napoleão Bonaparte.

    O juiz e ninguém em sã consciência deseja obrigar ninguém a se tratar desde que não estejam prejudicando outras pessoas.

  • Shirley Loos

    A formação tanto dos ditos “profissionais”, quanto dos brasileiros em geral, é baseada em ideologias. Portanto, super medíocre.

  • Rafael

    Nos temos a pior imprensa do mundo, nem ao trabalho de ler os jornalistas brasileiros cumprem.

    • Seu Zé

      povo do chimpanzil só sabe ler o título

  • Se eu sou homossexual e tenho dúvidas sobre isso, cabe só a MIM buscar orientação, tanto para não querer ser como para querer ser homossexual. E a liminar não diz nada sobre cura, procurem se informar.

  • tabajara_music

    Se uma pessoa heterossexual procurasse ajuda para se reconhecer como homossexual, o estardalhaço da mídia e dos ativistas seria organizado de forma oposta. Aí, é porque “sempre foi” e “saiu do armário”. Mas o contrário jamais é admitido. Por aí, já se nota a vigarice intelectual dessa gente.

  • Márcio Machado da Silva

    Um país doente, repleto de pseudointelectuais vigaristas!

  • Luiz Carlos

    Gosto muito desse portal de notícias!!!

  • Terezinha A. Yokoji

    A maioria do Povo brasileiro não sabe interpretar um texto, por isto tamanha confusão. O juiz está correto.

  • PUNK

    Homossexualismo é doença. Quem não concorda que dê o .cu e sinta a dor.

  • Leonio Xanas

    Só para comentar que ficou muito bom o novo lay out do site!

  • Rafael Nascimento

    A grande mídia hoje está num dilema: manipular a notícia, garantir o dinheiro dos globalistas e continuar perdendo audiência; ou falar a verdade, recuperar a audiência e perder o dinheiro dos globalistas.

  • Luiz F Moran

    É mais do que óbvio que grupo social algum, cujas reenvidicações possam ferir o Direito Natural do cidadão, sejam levados a sério ou mesmo legitimados pela sociedade, por mais que suas reenvidicações possam parecer justas.
    Entende-se por Direito Natural tudo aquilo que possa valer para qualquer pessoa, independente de suas preferências sexuais, ou de sua raça, ou de sua classe social.
    O que na maioria das vezes esses grupos ou movimentos sociais reenvidicam não são “reparações históricas” ou “justiça social” ou “luta contra preconceitos” como adoram afirmar em suas retóricas enganososas, o que eles na verdade sempre reenvidicam são formas de PRIVILÉGIOS, o que, inclusive, contraria toda sua narrativa.

  • Nobruca

    “Daqui há seis meses”: o correto é “daqui a seis meses”. O verbo haver indica tempo passado, e o trecho fala sobre tempo futuro.