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Kremlin tenta forjar um país, a Malorrúsia, visando dominar a Ucrânia

7 de agosto de 2017 - 19:45:49

Tanque dos separatistas pró-Rússia nas ruas de Donetsk.

No leste da Ucrânia, separatistas pró-russos proclamaram um novo Estado denominado Malorrússia, que significa Rússia Menor, mas que de fato é o primeiro passo de um processo que visa engolir quase todo o território da Ucrânia e até parte da Moldávia.

O anunciado país de Malorrússia incluiria as regiões de Lugansk e Donetsk por completo. Mas, isso seria só um início de conversa…

O líder pró-russo Alexander Zajarchenko explicou que o novo Estado se aglutinará em volta das autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk. Sua Constituição será votada em referendo e a capital será a cidade de Donetsk, segundo declarado ao jornal El Mundo, de Madri.

Esses dois territórios sublevados pelo influxo de Moscou já tinham aprovado a secessão num referendo em que os eleitores votavam mirados por fuzis e cujos resultados foram contestados. No dia seguinte os “vencedores” pediram a integração à Federação Russa.

A ocupação efetiva do leste da Ucrânia pelos secessionistas pró-russos é de só uma fração de Lugansk e Donetsk. Além da península da Criméia e das regiões de Ossétia e Abcásia que pertencem à Geórgia.

Mas Vladimir Putin não ousou sequer reconhecer a independência desses secessionistas. Seu plano era mais sibilino.

Ele pretendia usar os revoltosos que já estavam sob seu controle para exigir imediatas concessões do governo ucraniano legítimo de Kiev.

Mais na frente, ele esperava usá-los como alavanca para engolir a Ucrânia inteira. Mas a intriga não conseguiu quebrar o patriotismo ucraniano e ficou paralisada.

Mapa revelador do plano russo circula em sites ocidentais ‘companheiros de estrada’ de Moscou. E prevê a ocupação pela Malorrússia e/ou Novorrússia até de partes da Moldávia (com cores russas). Depois, seria anexado o centro da Ucrânia incluída Kiev (com cores ucranianas). Só sobraria a Ucrânia ocidental empurrada para a Polônia (listada no mapa).

Agora renova a tentativa com a proposta desta atreira Malorrússia. “Será um Estado sucessor da Ucrânia”, confessou Alexander Timofeev, membro do governo da autoproclamada República Popular de Donetsk.

Os separatistas controlam só uma parte das regiões de Lugansk e Donetsk, mas pretendem ser os donos absolutos desses Oblasts (Estados).
Alegam que o “o governo da Ucrânia demonstrou ser um Estado falido”, sem se preocupar que nas regiões usurpadas os separatistas nem fornecem os serviços básicos à população.

O mapa da Malorrússia vem mudando, mas inclui territórios nunca alcançados pelos separatistas. Chegam até a Moldávia, engolindo a grande cidade ucraniana de Odessa e todo a costa do mar Negro.

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, relembrou que os separatistas são meras “marionetes da Rússia”.

Balazs Jarabik, investigador do Centro Carnegie, afirma ser evidente que “os separatistas não poderiam sobreviver sem ajuda russa”. Durante o conflito, os separatistas apelaram à Rússia para que essa os salvasse anexando seus territórios.

É bem o que Putin gostaria como início de conversa. Mas a astúcia lhe sugeriu cuidar-se. Inventou a “Novorrosía” e tentou forjar uma guerra civil que não foi acompanhada pela população.

Foi então obrigado a engajar pesadamente tropas russas e invadir os territórios “separatistas”, sofrendo graves perdas e desprestigiando a causa da guerra aos olhos da opinião pública russa.

A conhecida escritora Anne Applebaum, que está publicando o livro A fome vermelha, sobre a história da Ucrânia, acredita que a “Rússia está por trás”.

Ela mostra que desde os tempos da URSS, Moscou costuma “criar estados ‘fake’ (falsos) baseados em territórios ocupados pela própria Rússia para desestabilizar outros países” que ela quer engolir.

O Kremlin tomou distâncias, mas “para inglês ver”. Pois Leonid Kalashnikov, criatura do regime e presidente do Comitê da Duma para a Comunidade de Estados Independentes, defende que a criação da Malorossía é “inevitável”.

Simultaneamente, o Kremlin intensificou as violações das linhas de fogo acertadas nos acordos de Minsk, estimulando ataques militares dos separatistas armados por ele.

Kurt Volker, ex-embaixador dos EUA perante a OTAN e encarregado das negociações de paz na Ucrânia, responsabilizou a Rússia pela retomada das violências no leste ucraniano.

Segundo ele, atualmente as partes estão se matando numa “verdadeira guerra” que nada tem de um “conflito congelado”, como a Rússia e seus companheiros de viagem fazem crer, noticiou a agência Reuters.

Os recentes combates na região do Donbass deixaram 12 mortos numa semana. Berlim e Paris exigiram respeito dos acordos de cessar-fogo de Minsk de 2015.

Esses estão sendo regularmente violados e é patente que a Rússia e seus acólitos não pretendem cumpri-los. No máximo, explorá-los para tirar vantagens.

A tensão se estendeu até a Geórgia, no Cáucaso, onde o presidente Giorgi Margvelashvili e seu homólogo da Ucrânia, Petro Poroshenko, criaram um Alto Conselho Bilateral.

Esse visa “a liberdade dos territórios ocupados” pela Rússia em ambos os países e promover “a integração total na OTAN e na União Europeia”, noticiou o UOL.

Poroshenko qualificou os povos ucraniano e georgiano de “vítimas da agressão da Rússia”. E agradeceu aos voluntários georgianos que combatem contra os separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia “pelo convencimento que dessa forma também lutam pela Geórgia”.

Soldado ucraniano católico morto em recente ataque dos separatistas pró-russos
violando os acordos de Minsk. Combates retomaram com intensidade.

“Apesar de termos duas regiões ocupadas (pela Rússia), estamos orientados para a cooperação e a amizade”, acrescentou o presidente georgiano Margvelashvili.

Ele se referia às autoproclamadas repúblicas de Abcásia e Ossétia do Sul, que o Kremlin considera Estados independentes após engoli-los pela força das armas na guerra russo-georgiana de 2008.


http://flagelorusso.blogspot.com

 

 

  • Toda a Europa oriental mas principalmente a Ucrânia, Polônia e estados bálticos sempre foram os principais alvos do expansionismo russo.

    Os russos atacam esses países para testar a postura do ocidente. Caso o ocidente se mostre fraco os russos continuam com o expansionismo, caso a resposta ocidental seja forte eles param e retrocedem. Típica postura de comunistas.

    O que Trump deveria fazer é enviar cada vez mais tropas americanas para esses países e forçar que a OTAN faça o mesmo. Outra medida tem que ser no reativamento do escudo anti-misseis no leste europeu e no envio de armas para esses países amigos.

    O ocidente não pode assistir de camarote novamente os bandidos russos repetindo as mesmas merdas de sempre.

    • José Barros José Barros

      Muito bem meu caro Osvaldo Pereira Jr. . Alguns amigos internautas não entendem geopolítica.

  • Robson La Luna Di Cola

    Os países eslavos estão em uma situação dificílima: de um lado, a ameaça russa. De outro, a cultura libertária predominante na Europa Ocidental: livre-iniciativa, sexo, drogas e rock ‘n roll. Sendo um povo extremamente religioso e conservador, talvez prefiram os grilhões russos! Go Putin!!!!

    • Como se a livre-iniciativa fosse algo ruim e como se na Rússia, China ou Coréia do Norte não houve-se haréns particulares para satisfazer sexualmente os ditadores.

      Vai ler e estudar primeiro antes de falar besteira na internet. Por acaso você já ouvir falar em trupe do prazer do ditador norte-coreano?

      Se não sabe, da uma pesquisada na internet. E antes que eu me esqueça Mao Tsé-Tung era estuprador de meninos e meninas, além de morder a fronha as escondidas. Se dúvida leia a Vida Privada do camarada Mao escrita pelo próprio médico particular dele Li Zhisui.

    • Como se a livre-iniciativa fosse algo ruim e como se na Rússia, China ou Coréia do Norte não houve-se haréns particulares para satisfazer sexualmente os ditadores.

      Vai ler e estudar primeiro antes de falar besteira na internet. Por acaso você já ouvir falar em trupe do prazer do ditador norte-coreano?

      Se não sabe, da uma pesquisada na internet. E antes que eu me esqueça Mao Tsé-Tung era estuprador de meninos e meninas, além de morder a fronha as escondidas com os próprios guardas do palácio presidencial de Zhongnanhai. Se dúvida leia a Vida Privada do camarada Mao escrita pelo próprio médico particular dele Dr.Li Zhisui.

      • Robson La Luna Di Cola

        Liberalzote ridículo, livre-iniciativa não é algo ruim. Mas livre-iniciativa, sexo, drogas e rock ‘n roll, é. Outra coisa, mané: estou falando das opções da POPULAÇÃO eslava, e você vem com este papo de haréns particulares nas cúpulas do poder. Acorda, mané. Isso existe até nos EUA, símbolo da democracia mundial. E o caso Monica Lewinsky, no governo Clinton, por exemplo? Por que você só ataca governos comunistas e não fala das m… que acontecem no mundo Ocidental? Resposta: você é uma Marilena Chauí com sinal trocado.

        • Monica Lewinsky era de menor quando se relacionou com o Bill Clinton?

          Ela foi obrigada a fazer boquete para o Bill Clinton?

          Já o Mao Tsé-Tung e companhia pelo contrário, eles OBRIGAVAM crianças e adolescentes a transar com eles em verdadeiras surubas nos aposentos presidenciais até mesmo passando doenças venérias para elas assim como o ditador norte-coreano utiliza de seu prestigio e poder para seduzir e usar sexualmente centenas de jovens camponesas do interior do país.

          Ou seja, os mesmos hipócritas que condenam a degradação sexual do ocidente que inclusive teve origem em ações de intelectuais comunistas, são os mesmos que prostituem e exploram sexualmente suas próprias populações.

          Os comandantes das FARC engravidavam meninas adolescentes e depois as obrigavam a abortar em plena selva amazônica. Depois saiam dando lição de moral na tropa pregando contra a degradação moral do ocidente.

          Ninguém pode comer ninguém nos regimes comunistas exceto o ditador e a alta cúpula do partido. Nossa, como são moralmente exemplares esses sujeitos não?

          Você que fica puxando o saco desses comunistas vagabundos muito provavelmente teria sua filha, irmã, esposa ou mãe sendo enrabada por um alto funcionário do partido ou mesmo pelo ditador e não poderia fazer absolutamente nada.

          No Iraque por exemplo os pais das meninas que eram abusadas sexualmente pelos filhos de Saddan Hussein eram fuzilados caso denuncia-sem os abusos para a polícia. Assista o filme o Duble do Diabo.

          É inadmissível que em pleno século XXI e com vasto material disponível para pesquisa ainda tenha imbecis como você que apóiam esses verdadeiros demônios na terra.

          • Robson La Luna Di Cola

            Imbeil é a puta que o pariu!

    • Rafael Nascimento

      Eu não diria “Go Putin!!!”, mas vc tem razão quanto à encruzilhada na qual a Europa Ocidental está metida. Espero que eles encontrem uma terceira via.