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Mutilação genital feminina e a loucura suicida do multiculturalismo

15 de agosto de 2017 - 20:21:37


Os advogados de defesa de dois médicos de Michigan, naturais da Índia e uma de suas esposas, que foram indiciados pelo júri em 22 de abril e acusados de mutilar os órgãos genitais de duas meninas de sete anos, pretendem apresentar o argumento de liberdade religiosa na representação de seus clientes muçulmanos.

Os réus são membros da Dawoodi Bohra, uma seita islâmica de sua terra natal. Na esfera federal, sendo este o primeiro caso desde que a mutilação genital feminina (FGM em inglês) foi proibida em 1996, a defesa afirma que a prática é um ritual religioso e, portanto, deve ser protegido pela lei dos Estados Unidos.

A petição revela involuntariamente as falsas alegações feitas por proeminentes muçulmanos – como o estudioso/apresentador de TV iraniano/americano Reza Aslan e a ativista palestina/americana Linda Sarsour, que insistem que a FGM não é “uma prática islâmica”.

A mutilação genital feminina, também conhecida como circuncisão feminina, é o corte ou a remoção do clitóris e/ou da lábia, como forma de eliminar o desejo e o prazer sexual de uma menina, garantir que ela seja virgem até o casamento e permanecer fiel ao seu marido. De acordo com a Organização Mundial da Saúde:

A FGM não traz benefícios à saúde, além de causar danos às meninas e mulheres de diversas maneiras. A prática significa remover e lesar o saudável e normal tecido genital feminino, interferindo com as funções naturais dos corpos das meninas e das mulheres. De modo geral os riscos aumentam quanto maior for a severidade do procedimento.

Os procedimentos são realizados, na maioria das vezes, em meninas que estão entre a infância e a adolescência, ocasionalmente em mulheres adultas. Estima-se que haja mais de 3 milhões de meninas em risco de sofrerem a FGM por ano.

Mais de 200 milhões de meninas e mulheres vivas hoje foram mutiladas em 30 países da África, Oriente Médio e Ásia, onde se concentra a FGM.

O influxo de imigrantes e refugiados dessas regiões do planeta para países ocidentais teve como consequência um aumento dramático e perigoso da FGM na Europa, Grã-Bretanha e Estados Unidos. De acordo com as estatísticas do Serviço Nacional de Saúde, pelo menos uma menina a cada hora está sujeita a este procedimento agonizante somente no Reino Unido – e já faz quase 30 anos que a prática lá é ilegal.

Concomitantemente, um Relatório da Comissão Europeia revelou que cerca de 500 mil mulheres na Europa foram submetidas à FGM, muitas outras correm o risco de serem forçadas a se submeterem a ela. Na Alemanha, por exemplo, foi inaugurada uma clínica em 2013 para fornecer tratamento físico e psicológico às vítimas do procedimento, cerca de 50 mil mulheres passaram pelo procedimento, sendo cerca de 20 mil em Berlim. Chamado de Desert Flower Center, o empreendimento foi encabeçado e financiado pela supermodelo/atriz natural da Somália Waris Dirie, proeminente ativista anti-FGM.

Em 15 de maio, na esteira do caso dos médicos da FGM em Michigan, a Câmara dos Deputados de Minnesota e o Senado de Michigan aprovaram uma legislação que estenderá aos estados as leis federais anti-FGM existentes aos pais de meninas que foram sujeitas ao ritual. Afinal de contas, são as mães e os pais que forçam as filhas a se submeterem ao ritual – como no caso da autora somali, Ayaan Hirsi Ali, foi a sua avó.

Em uma entrevista concedida ao Evening Standard, do Reino Unido em 2013, Hirsi Ali – ex-muçulmana que renegou sua fé e se tornou uma crítica que não faz rodeios quando se trata do Islã e da Lei Islâmica (Sharia), principalmente quando afeta as mulheres – explicou porque tem sido tão difícil processar membros da família envolvidos na FGM:

“Passei por isso aos cinco anos de idade e 10 anos mais tarde, mesmo 20 anos mais tarde, eu não teria testemunhado contra meus pais”, ressaltou ela. “É uma questão psicológica. As pessoas que estão fazendo isso são pais, mães, avós, tias. Nenhuma menininha vai mandá-los para a prisão. Como viver com uma culpa dessas?”

O problema maior, no entanto – que deve ser abordado juntamente com a legislação – abrange o multiculturalismo ocidental que enlouqueceu. Tomemos por exemplo a decisão por parte da editora da coluna Ciência e Saúde, Celia Dugger do New York Times, em abril, de parar de usar o termo “mutilação genital feminina”, alegando que ele está “culturalmente carregado”.

“Há um abismo entre os defensores ocidentais (e alguns africanos) que fazem campanha contra a prática e as pessoas que seguem o rito, eu senti que o linguajar utilizado ampliou ainda mais esse abismo”, salientou ela.

A FGM não é um crime menos estarrecedor do que o estupro ou a escravidão, no entanto as autoproclamadas feministas no Ocidente – incluindo muçulmanas como Linda Sarsour e ativistas não muçulmanas se engajam em uma cruzada contra a “islamofobia” – silenciam quando se trata de práticas bárbaras ou negam sua conexão com o Islã. Será que elas também apoiam a escravidão, outra prática respaldada pelo Islã, ainda praticada hoje na Arábia Saudita, Líbia, Mauritânia e Sudão, bem como pelo Estado Islâmico e pelo Boko Haram?

É por isso que a legislação anti-FGM, por mais crucial que seja, é insuficiente. Chegou a hora de estar vigilante não só contra praticantes e pais, mas também para expor e desacreditar qualquer um que tente proteger essa brutalidade.

 

Khadija Khan é jornalista e comentarista paquistanesa, atualmente radicada na Alemanha.

Publicado no site do Gatestone Institute – https://pt.gatestoneinstitute.org

Tradução: Joseph Skilnik

 

 

  • Daniel Robert

    Barbaridade Islâmica, com certeza, mas por qual razão não se é condenado a circuncisão Judaica, pois ela também é uma forma de mutilação! Este assunto sempre que levantado nos EUA, é levado para o lado da liberdade religiosa, para os judeus é claro, não para os Maometanos, este é o resultado da tão alardeada ”liberdade religiosa” que os americanos amam, liberdade para os idiotas, para os imbecis nenhuma liberdade.

    • Werner Nabiça Coêlho

      Antiamericanismos de meia tigela

      • Daniel Robert

        Aonde retardado? Aonde?

    • Sassá Mutema

      KKKKKKKKK. Circuncisão não se compara com extirpação do clitóris! Circuncisão não causa prejuízo algum à vida sexual do homem! PQP!

      • Daniel Robert

        Foi voluntária nas criancinhas judaicas, foi ou não foi?

  • Renato Cionek

    Daniel Robert…seu idiota!
    Circuncisão pode ser uma mutilação!. É na realidade. Porém,é útil à higiene do homem, evita a fimose, e, não tira o tezão de nenhum homem. Muito pelo contrário, aumenta o tezão. Não sou Judeu, estou cagando e andando para os Judeus mas, entre um vizinho Muçulmano e um Judeu, fico com o Judeu!. O Judeu esta por ai a fim de ganhar uma grana com diamantes, ouro e demais pedras preciosas disponíveis. O Muçulmano, pobre ou rico, ignorante ou letrado é um extremista, temente a Alá. Portanto é um camarada que pode te enfiar uma bala na cabeça porque você não pensa como ele! VAI ENCARAR?.

    • Daniel Robert

      Retardado, aonde que eu comparei judeu com muçulmano da maneira que você expõe? Eu só fiz uma observação do uso da ”Liberdade Religiosa” para a justificação de imbecilidades e da mutilação, mas você é um palhaço histérico que só entende as palavras através do imantamento de emoções que você sente nelas, e que já tem logo uma tomada de posição/opinião sem mesmo saber o que se foi dito, típico idiota brasileiro que fala do que não sabe, diz tudo sem pensar em nada.

      • Newton (ArkAngel)

        A Circuncisão é um ritual judaico, e a mutilaçãp genital é um rito islâmico…aliás, se, segundo proeminentes muçulmanos a FGM “não é uma prática islâmica”, por que a maioria de tais absurdos é praticado justamente por islâmicos?

        • Porque o Islã é forte na África e Oriente Médio, onde essas práticas de mutilação ainda perduram em diversas culturas.

          Mesmo entre nós a mutilação é tolerada em crianças, como a praticada pelos judeus ou mesmo os furos nas orelhas para uso de brincos. Podem ser menos agressivas do que as práticas descritas no texto, mas não deixam de ser mutilações compulsórias de bebês.

          • Newton (ArkAngel)

            A diferença é que a circuncisão não interfere no prazer sexual do homem (inclusive contribui com a higiene do local); já a mutilação genital feminina…mas concordo que tanto a circuncisão que não seja por motivos médicos, e os furos na orelha são pequenas mutilações compulsórias.

          • Bebeto_maya

            Sim, interfere. Tanto que existem pessoas revertendo a circuncisão. Eu, por exemplo, não faria atualmente. http://www.cirp.org/library/restoration/

          • Newton (ArkAngel)

            EU sou circuncisado, tive fimose quando criança, e posso garantir com conhecimento de causa que não interfere mesmo! Uma pergunta: como reverter a circuncisão, se a pele do prepúcio é removida?

          • Bebeto_maya

            Pra mim interferiu. Esticando o tecido remanescente por meses e induzindo divisão celular.

          • Newton (ArkAngel)

            Sem querer te desanimar, mas acho que sua cirurgia foi mal feita.

          • Bebeto_maya

            Muito. Mas eu jamais faria novamente. Estou revertendo com o tratamento acima.

      • barbosa

        Realmente Daniel, ou você é um energúmeno ou um canalha, pois comparar uma prática que não interfere na função do órgão, como no caso da circuncisão judaica, com a mutilação de um órgão, com o propósito deliberado de tirar sua função, como no caso da mutilação genital feminina, é de uma estupidez sem limites.

        • Mas não deixam de ser mutilatórias em ambos os casos. Além disso, a mutilação genital feminina varia entre culturas e pose ser mais ou menos agressiva.

          O relativismo joga o Direito nessas situações bizarras principalmente nos EUA. Nesse caso, gostemos ou não tem-se que admitir que foi.criada mais uma lei discriminatória aos homens, pois protege apenas as mulheres.

          Como não sou relativista, sou da opinião que se deve proibir tudo que for agressivo ao corpo, inclusive furo na orelha. Que na adolescência (14 anos) essas pessoas decidam sobre essas intervenções estéticas ou ritualísticas.

          • barbosa

            Ainda bem que vc não é um relativista Pedro. Então vamos analisar sua argumentação: “Além disso, a mutilação genital feminina varia entre culturas e pose ser mais ou menos agressiva”. O que significa isso?

          • Que o nível dessa barbárie varia e por isso deve ser totalmente banida, sem exceções!

          • Sassá Mutema

            Bullshit!

          • Se não tem argumentos, considere-se bloqueado.

        • Daniel Robert

          Foi voluntário nos bebezinhos? Seu filho de dama da noite.

          • barbosa

            Belo argumento, Jumento! Devo lembrar que vc não deve transmitir a suas frustrações pelo oficio de sua genitora aos demais.

          • Daniel Robert

            Foi voluntário ou não?

        • Daniel Robert

          Aonde, seu filho de dama da noite, que eu disse que circuncisão é mutilação?

  • Rafael

    Simplesmente não interessa se é uma prática autenticamente islamica ou incorporada de costumes tribais, é uma atrocidade e deve ser coibida.

    Ps.: Tem que ser muito borracha fraca para querer uma mulher sem tesão.

  • A mutilação genital feminina é proibida nos EUA. Mas e a masculina, conhecida como circuncisão?
    Nesse caso, há uma notória discriminação contra os praticantes da mutilação feminina (proibidos) como contra os homens, que não estão protegidos da mutilação genital!
    Como não sou relativista, afirmo que já passou da hora dessas práticas serem banidas!

    • Werner Nabiça Coêlho

      Feminismo aplicado aos homens? E ainda tem a pachorra de usar a marca do partido militar? Bom proveito em sua campanha de desorientação de foco

      • “Feminismo aplicado aos homens?”

        Defender a integridade física das pessoas é uma bandeira do Partido Militar Brasileiro. Só estou aplicando-a, falando por mim mesmo e não pelo PMBR, a esse caso específico.

        • Sassá Mutema

          Cara, você tá louco? Circuncisão é a retirada do prepúcio! Não é cortar a piroca fora, não!!! Cada maluco, kkkkkkkk.

          • Por motivo ritualístico e em uma criança. Por isso sou contra e considero um abuso.

          • Luiz F Moran

            Estou contigo, é uma barbaridade sem igual, para mim são tão filhos da puta quanto os que mutilam as meninas

    • Bebeto_maya

      Está certo. Circuncisão é a retirada de tecido erógeno. Pode acarretar queratinização da glande e problemas com ejaculação precoce ou retardada. Também é um ato bárbaro feito para ganhar dinheiro. Embora mutilação genital feminina seja mais grave.

    • Daniel Robert

      Estes imbecis não entendem a palavra ”voluntariedade”.

  • Renato Cionek

    Daniel, realmente eu sou um idiota.
    Desculpe, hoje aprendi mais um pouco. Sou grato.
    Grande Abraço

    • Daniel Robert

      Vivendo e aprendendo amigo

  • Luiz F Moran

    Isso só pode ser coisa do Diabo.
    Esses animais são piores do que vermes.
    Que tal cortar o saco desses FDP’s fora ? Bando de desgraçados !

  • Thiago

    As moças estão bravas nos comentários.

  • Thiago

    Essa mutilação é uma estupidez sem medidas.
    Agora, o colega abaixo sugere que uma mãe pôr um “brinquinho” na orelha da filhinha também está errado? Ora ora… Aí já é demais. Cuide dos SEUS filhos, não dos dos outros.
    Outra coisa é comparar circuncisão com mutilação de clitóris.
    Não quero entrar no mérito de se é certo ou não circuncidar. Até onde sei, evita fimose, não interfere no prazer masculino quando adulto nem porra nenhuma. Já arrancar o clitóris feminino acaba totalmente com o prazer da mulher (tem mulher que só goza ao massagear o clitóris).
    Enfim, cada caso é um caso, mas circuncisão ou “pôr brinco” numa filhinha não chegam nem perto da mutilação de clitóris, que é um absurdo e quem faz tem que apodrecer na cadeia.

    • Daniel Robert

      Cuide do seu clitóris, não do dos outros.

  • Marco Aurelio Agarie

    A comparação feita nos comentários presentes, entre a circuncisão masculina e a mutilação genital feminina não procede, pois enquanto a primeira obedece a critérios médicos e é feita sem afetar a vida sexual masculina e nem causar traumas psicológicos e físicos, a segunda causa terríveis transtornos nas meninas e adolescentes. E alem do quê, a maioria delas é submetida a essa tortura muitas vezes sem assepsia e anestesia pelos próprios familiares e a circuncisão é feita em clínicas ou hospitais. Portanto incorre-se aqui na manjada falácia de Falsa Analogia.