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Urnas eletrônicas: TODAS foram violadas em teste na Defcon

13 de agosto de 2017 - 5:09:08

Todos os modelos testados, invariavelmente, foram facilmente invadidos em menos de duas horas.”

 

Vejo que alguns espíritos já se assanham com a disputa presidencial de 2018.

Lula – o condenado – deu o mote ao espalhar a tese de que uma eleição sem sua candidatura seria uma eleição ilegítima. Repetida religiosamente por serviçais ideológicos, tal torpeza é também vocalizada pelos “isentões” de plantão.

Mas há outras candidaturas que se vão desenhando e o clima de disputa já se acende, embora, pessoalmente, creia que ainda teremos surpresas a pavimentar o percurso eleitoral.

Sistema eletrônico de votação
Mas… mas, eleições falam de votos; e votos falam de urnas; e urnas falam de urnas eletrônicas. É para elas que volto neste momento o meu olhar.

Enquanto os ânimos se acirram em torno de possíveis candidaturas, o sistema de urnas eletrônicas pode condicionar tudo e deixar a disputa eleitoral sem sentido. Afinal já houve quem afirmasse que, no presente, urnas estão vencendo eleições.

Há já um bom tempo alguns heróis vêm batalhando para fazer chegar ao debate público as suspeitas sobre urnas eletrônicas.

Chamo-os de heróis, propositadamente, pois as máquinas da publicidade, os meios ditos “oficiais” (político, jurídico, midiático) sempre tentam esmagar esses esforçados batalhadores sob o peso de epítetos de “lunáticos”, “teóricos da conspiração”, etc.

Nos últimos dias, entretanto, o debate ganhou dimensão internacional. E acendeu as luzes amarelas (ou vermelhas) no TSE e nos defensores à outrance da “segurança” das urnas eletrônicas.

Smartmatic constata fraude
Antonio Mugica, o CEO da empresa Smartmatic – que desde 2004 controla o sistema eleitoral venezuelano – em conferência de imprensa em Londres (sede atual da empresa) atestou que o sistema das urnas foi fraudado pelo Conselho Nacional Eleitoral venezuelano, no que diz respeito ao número de votantes no ilegítimo processo eleitoral para a escolha de uma Assembleia Nacional Constituinte, promovida pelo ditador Nicolás Maduro.

Conclusão: as tão seguras e invioláveis urnas eletrônicas foram fraudadas e muito.

Antes de prosseguir formulo aqui dúvidas que assaltam o espírito e são difíceis de elidir: como não suspeitar (e muito!) da última eleição presidencial no Brasil, em 2014, e da estranhíssima e secreta apuração de resultados que deu uma vitória diminuta a Dilma? Será que só na Venezuela o sistema das urnas eletrônicas é fraudável?

Hackers violam urnas
Outro evento internacional, de grande porte, veio reforçar o debate sobre a (in)segurança do sistema eleitoral por meio de voto eletrônico.

Todas as urnas – de qualquer marca e qualquer modelo – são facilmente fraudáveis. Não, não sou “teórico da conspiração” e a afirmação não é minha. A conclusão é da maior conferência “hacker” do mundo, a Defcon, realizada anualmente em Las Vegas.

A grande novidade na sessão deste ano foi precisamente a decisão dos “hackers” de investigarem, pela primeira vez, a segurança das urnas eletrônicas.

Todos os modelos testados – inclusive os usados no Brasil – foram violados facilmente, em menos de duas horas. E a manipulação das urnas digitais pode não deixar qualquer tipo de rastro.

Leia abaixo o importante artigo de Ronaldo Lemos, advogado e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, Mestre em Direito por Harvard, pesquisador e representante do MIT Media Lab no Brasil, publicado na Folha de S. Paulo (07.08.2017) sob o título “Hackeando as urnas digitais”:

“Foi realizada há poucos dias a maior conferência “hacker” do planeta, a Defcon, que acontece anualmente em Las Vegas, nos EUA.

Nesta edição, a novidade foi que hackers investigaram pela primeira vez a segurança das urnas eletrônicas. A conclusão não é animadora. Todos os modelos testados, invariavelmente, foram facilmente invadidos em menos de duas horas.

Esse experimento acende uma luz amarela para o Brasil, grande usuário de urnas digitais, especialmente em face das eleições vindouras.

A Defcon acontece desde 1993. Neste ano, atraiu mais de 20 mil pessoas, incluindo profissionais de segurança, advogados, jornalistas, agentes governamentais e, obviamente, hackers.

A decisão de se debruçar sobre as urnas eletrônicas decorre de um contexto em que ciberataques internacionais estão se tornando cada vez mais comuns nos processos eleitorais das democracias do Ocidente. Nesse cenário, qualquer sistema digital pode ser vítima de manipulação, e as urnas não são exceção.

Mais de 30 máquinas foram testadas, de várias marcas e modelos, incluindo Winvote, Diebold (que fabrica as urnas brasileiras), Sequoia ou Accuvote.

Algumas foram hackeadas sem sequer a necessidade de contato físico, utilizando-se apenas de uma conexão wi-fi insegura. Outras foram reconfiguradas por meio de portas USB. Houve casos de aparelhos com sistema operacional desatualizado, cheio de buracos, invadidos facilmente. O fato é que todas as urnas testadas sucumbiram.

Nas palavras de Jeff Moss, especialista em segurança da internet e organizador da conferência, o objetivo do experimento foi o de “chamar a atenção e encontrar, nós mesmos, quais são os problemas das urnas. Cansei de ler informações erradas sobre a segurança dos sistemas de votação”.

Um problema é que a manipulação de uma urna digital pode não deixar nenhum tipo de rastro, sendo imperceptível tanto para o eleitor quanto para funcionários da justiça eleitoral.

Uma máquina adulterada pode funcionar de forma aparentemente normal, inclusive confirmando na tela os candidatos selecionados pelo eleitor. No entanto, no pano de fundo, o voto vai para outro candidato, sem nenhum registro da alteração.

Há medidas para se evitar esse tipo de situação. Por exemplo, permitir que as urnas brasileiras possam ser amplamente testadas pela comunidade científica do país, em busca de vulnerabilidades. Quanto mais gente testar e apontar falhas em uma máquina, mais segura ela será. Outra medida é fornecer mais informações públicas sobre as urnas. No site do TSE, o único documento sobre segurança é um gráfico que não serve para qualquer tipo de análise.

Nenhuma dessas soluções está em prática hoje no Brasil. Com isso, ou acreditamos que as urnas brasileiras são máquinas singulares, muito superiores àquelas utilizadas em outros lugares do planeta, ou constatamos que elas são computadores como quaisquer outros, que se beneficiariam e muito de processos de transparência e auditabilidade”.

Curiosamente o TSE assegura a total segurança e inviolabilidade das urnas eletrônicas e sempre se esquivou de implantar sistemas de controle do voto eletrônico, como por exemplo o voto impresso, em afronta aos dispositivos legais aprovados no Congresso.

Ainda agora o Presidente do TSE, Ministro Gilmar Mendes, apresenta uma versão enganosa de “problemas” para a implantação do sistema do voto impresso, aprovado em lei pelo Congresso, a fim de manter o sistema inauditável.

Quem garante dogmaticamente a segurança das urnas inseguras e violáveis? Com que finalidade?

 

http://radardamidia.blogspot.com.br

 

 

  • Daniel Robert

    Só o idiota Brasileiro que acredita nessa burrice de urnas eletrônicas, se não há provas físicas dos votos, toda eleição é uma fraude. As urnas eletrônicas são as reservas fracionárias da política, fraude e enganação, veremos em 2018 o Lulinha pronto e roubou sendo presidente mais uma vez graças a esta porras de urnas.

  • Osvaldo Pereira Júnior

    Só palhaços completos acreditam em urnas eletrônicas. Ainda mais quando a apuração é secreta como foi em 2014.

    Se essa porcaria presta-se os países desenvolvidos e civilizados já teriam aderido a isso bem antes do Brasil e Venezuela.

    Eleição tem que ser feita com papel e caneta igual nos países adiantados do primeiro mundo. Se for para continuar com essa merda temos que exigir no mínimo voto impresso.

  • roque eugenio stangler oliveir

    “TODO O PODER EMANA DAS URNAS” (DA FRAUDE)

    POVO PALHAÇO AO ACEITAR ELEIÇOES COM URNAS ELETRONICAS SEM COMPROVANTE OU AUDITAR O FUNCIONAMENTO.RETARDAMENTO MENTAL DO POVO PERMITE ESTA FRAUDE.NOSSAS ELEIÇÕES FORAM ROUBADAS,O PAIS ROUBADO PRIMEIRO NA ELEIÇÃO E DEPOIS VIVA A MARACUTAIA…

  • Lauro Dessoy

    “Quem vota não decide nada. Quem conta os votos decide tudo.” (Karl Marx)

    • Francisco Carlos Siqueira Mour

      Brilhante.

    • Osvaldo Pereira Júnior

      Na verdade quem disse isso foi Stálin. Mas a frase é sensacional e mostra muito bem a índole desses filhos das putas comunistas do capeta.

    • Rodrigo Taira

      “Não importa quem vota; o importante é quem CONTA os votos” (Stálin).

  • Sou presidente de seção eleitoral voluntário e graduado na área de Informática, sendo que nada do que esses testes constataram me assustou pois era um resultado esperado. Isso porque o que os técnicos que atestaram essas falhas exploraram falhas comumente encontradas e largamente documentadas.

    Resumindo, independente desses testes atestarem as falhas, em teoria elas já eram preocupantes. Sem o papel conferido pelo eleitor e depositado em urna para posterior verificação, o sistema simplesmente não é confiável. Basta lembrarmos que essa é a metodologia utilizada nos caixas eletrônicos dos bancos, onde temos um papel que atesta a operação realizada para posterior comprovação em caso de falha do sistema.

    • Thiago

      Ótima observação.

      Precisamos dos votos impressos, para aumentarmos a chance de lisura na apuração presidencial de 2018 (bem como dos congressistas).

      Bolsonaro, por exemplo, tem chance sólida, à reveria do que dizem seus detratores (imprensa inclusa). Mas para essa chance se manter, precisamos de auditabilidade das urnas.

  • Rodrigo Taira

    A urna brasileira é uma MARAVILHA. Quem atesta? O próprio TSE. Quem faz os testes comprobatórios? O próprio TSE. Não é uma maravilha?
    .
    É igual a garantia paraguaia: “la garantía soy yo”

  • Iason Souto

    Ou nós brasileiros tomamos as ruas, o congresso, STF, TSE e palácio do planalto, ou será eleito aquele que não ganhou votos suficientes, se o congresso nacional aprovou a impressão do voto eletrônico, devemos esfregar isso na cara do Sr. Gilmar Mendes…

  • Gilenio Camilo

    Triste em tudo isso é saber que o povo brasileiro já não se move nem mesmo contra a corrupção explicita que hoje envolve os três poderes da República,inclusive o legislativo,nem
    consegue se indignar contra as afrontas do governo golpista e sua quadrilha,quanto mais cuidar de algo tão “distante” do seu foco.

  • O Brasil está mesmo no fundo do buraco após 13 anos da praga PeTista ter tomado o Planalto. Até o próprio judiciário se nega a cumprir uma Lei aprovada pelo Congresso, como obrigação do voto impresso! O legislativo legisla em causa própria. O Executivo pratica a roubalheira diante de câmeras e ninguém é punido. As FFAA que deveriam proteger o povo e o País se omitem .