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Terrorismo islâmico: jamais aceitá-lo como o “novo normal”

17 de junho de 2017 - 19:12:51

O “novo normal”? Polícia ajuda sobreviventes do atentado terrorista na London Bridge, 4 de junho de 2017.
(Foto de Carl Court/Getty Images)

Quando ocorrem ataques terroristas, é comum ouvirmos da mídia ocidental e da classe política que devemos aceitar os ataques terroristas como o “novo normal.”

Para os cidadãos do Ocidente esta é uma frase perigosa.

A doutrina islâmica da jihad, expansão e Dawah (divulgação do Islã, proselitismo) dependem pesadamente do uso do terrorismo e da sedução. Targhib wal tarhib é uma doutrina islâmica que significa “seduzir (atrair) e aterrorizar” como ferramenta para a Dawah para conquistar nações e forçar os cidadãos a se sujeitarem à Lei Islâmica (Sharia). Isso equivale à manipulação das partes instintivas do cérebro com pressões opostas extremas de prazer e dor – recompensadoras e punições exemplares – para a lavagem cerebral para a aceitação do Islã.

A maioria dos muçulmanos comuns sequer conhece essa doutrina, mas os livros islâmicos escrevem a respeito. Os principais xeques muçulmanos como Salman Al Awda debateram sobre o tema na TV Al Jazeera. Em um programa de nome “Sharia e Vida”, Al Awda recomendou o uso de extremos “para exagerar… recompensar e punir, moralmente e materialmente… nos dois sentidos”. “O uso do terrorismo segundo essa doutrina”, salientou ele “é uma obrigação legítima da sharia”.

As pessoas que vivem no Ocidente acham que o terrorismo é um ato perpetrado por jihadistas islâmicos contra não muçulmanos, e o é. Mas o terrorismo é também o mecanismo para garantir a obediência dentro do Islã. De acordo com a lei islâmica, os jihadistas que se evadem do cumprimento da jihad devem ser mortos. O terror é portanto a ameaça que mantém os jihadistas em suas missões e que faz com que os muçulmanos comuns obedeçam a Lei Islâmica (Sharia).

Um curso na Internet para recrutar jihadistas contém os seguintes dizeres:

“A Dawa individual depende da obtenção de respostas emotivas dos recrutas (e da formação de um relacionamento pessoal). A abordagem de Abu ‘Amr ilustra o conceito de recrutamento chamado Al-targhib wa’l-tarhib, que nada mais é do que a técnica de castigos e recompensas para enaltecer os benefícios da ação, explicando ao mesmo tempo os custos assustadores da inércia. O conceito foi introduzido no Alcorão e é debatido por muitos pensadores islâmicos que exploram a melhor maneira de atrair pessoas para o Islã (vários estudiosos, por exemplo, escreveram livros intitulados al-targhib wa’l-tarhib). De acordo com Abu ‘Amr, os recrutadores devem aplicar o conceito ao longo de todo o processo de recrutamento, mas enfatizam os benefícios da ação no início do processo e os custos da falta de ação somente mais tarde “.

Em outras palavras, os recrutadores de jihadistas devem começar enfatizando as “coisas boas” em primeiro lugar, a “sedução” – a glória futura, supremacia e cumprimento de todos os desejos libidinosos, como as virgens no céu. Mais tarde, eles devem ameaçar os recrutas com o “terror” e a vergonha – consequência esta se eles não participarem da jihad.

Partes do Tarhib ou seja, da “aterrorização” dessa doutrina é mostrar um exemplo cruel do que acontece com quem não cumpre os requisitos do islamismo. Essa é a razão pela qual países muçulmanos como a Arábia Saudita e o Irã e entidades como o ISIS intencionalmente realizam cerimoniais públicos de decapitações, flagelação e amputação de membros. Países como o Egito, Jordânia e a Turquia são mais discretos, mas toleram e apoiam os assassinatos em nome da honra, execução de apóstatas, espancamento de mulheres e crianças e tortura e assassinato nas prisões. A doutrina de Targhib e Tarhib está viva, e vai muito bem, obrigado, não apenas em teocracias islâmicas, mas também nos assim chamados países muçulmanos “moderados”.

O Islã tem usado essas técnicas de lavagem cerebral de “prazer e dor” e punições com requintes de crueldade desde seus primórdios até os dias de hoje. Enquanto a Bíblia – a tradição judaico-cristã ocidental – está em harmonia e nutre a bondade na natureza humana, o Islã faz o contrário: usa os instintos humanos de autopreservação e sobrevivência para solapar a força de vontade das pessoas e usar da lavagem cerebral para submetê-las à obediência servil.

Como a maioria dos muçulmanos, nunca ouvi falar deste pilar da doutrina islâmica quando eu estava na fase de crescimento no Egito, mas senti o impacto desta doutrina na minha vida – em todos os aspectos da cultura islâmica, na pregação islâmica, nas relações familiares islâmicas, na forma como os governos islâmicos operam e como as autoridades em geral tratam seus subalternos.

A doutrina islâmica de “sedução e terror” produziu uma cultura de extremos venenosos: desconfiança e medo, orgulho e vergonha, permissão para mentir (“Taqiyya“) e recusa em assumir a responsabilidade pelos seus atos.

Tendo passado a maior parte da minha vida obedecendo os ditames do Islã, lamento ter que dizer que as pessoas que o Ocidente chama de “muçulmanos moderados” frequentemente são, na realidade, cidadãos que aprenderam a viver e aceitar o terrorismo como algo normal. Durante séculos muitos arrumaram justificativas para o terrorismo, condenaram as vítimas do terrorismo, permaneceram em silêncio ou ambíguos e até mesmo fizeram concessões aos terroristas para sobreviver. A cultura islâmica em que vivi faz vista grossa quando mulheres eram espancadas. Quando meninas eram assassinadas em assassinatos em nome da honra, a pergunta comum era: “o que foi que ela fez?” Em vez de “como é que isso pôde acontecer”? Quando os cristãos eram mortos e perseguidos muitos culpavam os cristãos por sua própria perseguição nas mãos dos muçulmanos. A resposta islâmica corriqueira ao terrorismo era: “não é da minha conta”.

E agora a doutrina islâmica de Targhib wal Tarhib, está sendo levada para o Ocidente e pretende mudar a cultura humanista ocidental. Seu objetivo é substituir o respeito pelos direitos humanos, boa vizinhança e os valores da liberdade e da paz, pela escravidão, terrorismo, tirania e medo.

A jihad islâmica sempre contou com pessoas em terras conquistadas para que mais cedo ou mais tarde se rendessem, desistissem e aceitassem o terrorismo como parte da vida, como os desastres naturais, terremotos e inundações.

Não demorou muito para que a doutrina islâmica de Targhib wal Tarhib doutrinasse a psique dos líderes e da mídia ocidentais, que agora nos dizem para vivermos com o terrorismo como o “novo normal”. O islamismo conta em transformar todos em muçulmanos “moderados” que acabarão fazendo vista grossa quando o ato terrorista atingir a pessoa que estiver ao seu lado.

 

Publicado no site do Gatestone Institute – https://pt.gatestoneinstitute.org

Tradução: Joseph Skilnik

 

 

 

  • O islamismo só consegue penetrar em culturas decadentes. No passado ele não conseguiu prosperar no ocidente, exatamente por que havia algo chamado Cristianismo Católico Romano.

    Não é o islã que vai derrotar o ocidente mas sim o neo-paganismo ateu que esvazia a alma e a cabeça das pessoas e é óbvio que nesse vazio existencial o islã tem tudo para preenche-lo.

    Em uma Europa onde é possível encontrar até mesmo pasmem “bispas” lésbicas como na Igréja luterana sueca ou um papa do naipe de Bergoglio, a única coisa que as pessoas de bem poderão fazer é correr para as colinas.

  • O islamismo só consegue penetrar em culturas decadentes. No passado ele não conseguiu prosperar no ocidente, exatamente por que havia algo chamado Cristianismo Católico Romano.

    Não é o islã que vai derrotar o ocidente mas sim o neo-paganismo ateu que esvazia a alma e a cabeça das pessoas e é óbvio que nesse vazio existencial o islã tem tudo para preenche-lo.

    Em uma Europa onde é possível encontrar até mesmo pasmem “bispas” lésbicas como na Igreja luterana sueca ou um papa do naipe de Bergoglio, a única coisa que as pessoas de bem poderão fazer é correr para as colinas.

    • Anna Caroline Almeida

      Muito boa a sua reflexão.

  • José Amaro

    Asma Afsaruddin comentando sobre o ‘Rumo ao nascimento de um novo Islam’ (‘Towards the birth of a ‘new’ Islam?’) em um artigo do ano de 2015 escreveu: “em última análise, o futuro do Islam como uma religião apta para o século XXI depende da visão mundial liberal adquirindo terreno entre os muçulmanos… concluindo com previsão otimista de que “isso acontecerá porque isso é o mais historicamente credível e moralmente convincente”. Sempre a promessa do futuro glorioso, não? O que será esse “moralmente convincente?

  • Robson La Luna Di Cola

    Precisamos de heróis. Como os do passado. Vejam a reconquista ibérica. A Batalha de Lepanto. O cerco de Viena. Onde estão os novos Cid o Campeador?

    • Nenhures, pois sem o Tradicionalismo (parceria Estado e Igreja Católica) eles não são criados.

      • Robson La Luna Di Cola

        Tem razão, está difícil. Vivemos esta era do maldito “estado laico”, e do Politicamente Correto. Padrão Caio Blinder. Vivemos uma gigantesca Síndrome de Estocolmo. Estamos mandando sorriso e beijinhos para pessoas que portam uma faca para cortar nossos pescoços…

      • Luiz Otavio Almeida

        A engenharia social foi paulatinamente distorcendo o conceito de Estado laico, transformando-o em uma espécie de Estado ateu militante.