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China comunista, Brasil vermelho

7 de novembro de 2017 - 14:59:56

“Os chineses compraram a África e estão tentando comprar o Brasil” – disse, em 2010, Antonio Delfim Neto, raposa velha que já foi e já fez de tudo por essas bandas (inclusive assessorar Lula, o Chacal).

Hoje, passados quase oito anos da denúncia premonitória do ex-titular de algumas pastas ministeriais (entre elas, as da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento), a China – sempre fazendo “negócios da China” – não só comprou e ocupou boa parte do território nacional, como fincou suas garras nos mais diversos setores da nossa economia, a destacar, além de hidrelétrica e refinaria, empresas automotivas e de transportes pesados, de mineração, siderurgia, gás, petróleo, construção civil e até bancos afinados com o mais refinado capitalismo de Estado, mil vezes mais deletério do que o moribundo capitalismo selvagem.

(Antigamente se falava do “imperialismo ianque”, mas reina silêncio absoluto em torno da nociva invasão chinesa que, agora, para inocular a peçonha comunista, usa a retórica do globalismo).

A coisa chegou a tal ponto que o próprio diretor-geral da FAO,  agência da famigerada ONU para Alimentação e Agricultura, chamou a atenção do mundo para o avanço do neocolonialismo chinês no território africano – neocolonialismo tido pelos nativos como “predatório, odioso e animalesco”.

Os africanos protestam contra o que chamam de “mercantilismo de palitinhos”, caracterizado como pura e simples pilhagem dos seus recursos e commodities, em geral lastreada por contratos obscuros modelados pelos chineses.

Só para exemplificar o modus operandi dos asiáticos na África: tornou-se célebre o caso de uma mina de carvão na Zâmbia em que, devido a manifestação de protesto contra  baixas condições de segurança e de salários, dezenas de trabalhadores foram dispersos a bala pelos gerentes chineses – o que gerou comoção nacional e o repúdio da população.

Por sua vez, numa outra vertente, a militarista, autoridades do Quênia, esbulhados pelos asiáticos na construção de uma ponte, asseguram que o governo chinês negocia com qualquer regime, inclusive os repressivos, fornecendo jatos, veículos militares e armas para países belicistas como Zimbabwe, Sudão e outros que tais. “Em alguns casos, a China opera” – dizem os líderes africanos – “sem escrúpulos morais ou limites éticos”.

No ramo do agronegócio, para plantar soja, milho e outras cositas, os chineses já compraram, desde o alerta do Delfim, terras em profusão no oeste baiano e num extenso conjunto de áreas do cerrado do Maranhão, do Piauí e do Tocantins conhecido pela sigla “Mapito”.

Recentemente, o próprio Michel Temer viajou à Pequim (cidade mais poluída do mundo) para oferecer a Eletrobrás e outras empresas, provavelmente a preço de banana, tal como fez FHC com a Vale do Rio Doce.

Qual é o problema? – questionarão esquerdistas e progressistas de toda ordem. Precisamos sair da crise e dinheiro novo é sempre bem vindo, sobretudo neste quadro de insolvência em que o País se desmancha.

Concordo, pois sou a favor da redução do Estado e, quando à frente da pasta da Cultura no escorraçado governo Collor, lutei dia e noite para fechar a corrupta Embrafilme e dezenas de fundações parasitárias a serviço da subversão na área cultural.

Mas o problema é que, por trás dos homens de negócios chineses, com seus “investimentos estratégicos”, se escamoteia a fúria expansionista de um regime comunista de linha marxista-leninista, consagrada pela recente elevação de Xi Jinping ao trono do império chinês, em tudo semelhante à exercida pelo ditador (pedófilo) Mao Tse Tung, o “Grande Timoneiro”, que atingiu a apoteose na era da sangrenta Revolução Cultural (quando expurgou e mandou fuzilar  cerca de um milhão de professores, estudantes, intelectuais e artistas considerados dissidentes).

Embora apontado como secretário-geral por 2.300 delegados presentes no XIX Congresso do PCC, em outubro, Xi Jinping, seguindo o dogma do “centralismo democrático” soviético, já comanda a cúpula do Politburo chinês (composto por 18 vassalos) com mão de ferro, apelando para o total controle da sociedade pela prática da espionagem, da censura, da brutalidade do Estado policial e, no plano externo, da inevitável escalada armamentista para implantação de uma “nova ordem mundial”.

Na agenda de Xi, como é notório, gays, lésbicas, muçulmanos, ecologistas, religiosos, internautas e suas redes sociais continuarão sendo caçados com porretes, prisões e penas de morte. Dissidentes e ativistas, por sua vez, continuarão sendo empurrados, aos milhares, para campos de trabalhos forçados e de reeducação política e ideológica, exatamente como fizeram Lenin e Stalin.

O mais curioso em tudo isso é que, no Brasil, o pessoal dos “direitos humanos”, legiões de gays, lésbicas, ambientalistas, movimentos sociais e a mídia amestrada permaneçam de bico calado, deixando pra lá o drama de um bilhão e trezentos milhões de chineses – 600 milhões dos quais sobrevivendo, esquecidos e abandonados, na sombria miséria do meio rural.

Quanto a mim, penso que poucos políticos brasileiros possam se antepor ao neocolonialismo chinês em marcha e estimular, na alma da sociedade, a criação de uma agenda de resistência comprometida com desenvolvimento sem coação e sem medo de assegurar as liberdades fundamentais que dão substância ao indivíduo.

Aponto Bolsonaro como um deles.

Até.

 

Ipojuca Pontes, cineasta, jornalista, e autor de livros como ‘A Era Lula‘, ‘Cultura e Desenvolvimento‘ e ‘Politicamente Corretíssimos’, é um dos mais antigos colunistas do Mídia Sem Máscara. Também é conferencista e foi secretário Nacional da Cultura.

 

 

  • Luiz F Moran

    Vá ao Netflix e assista o filme “Joshua: Adolescente vs. Superpotência” e saiba o que é o governo chinês.
    O Brasil já está a um passo de ser controlado por esses comunas.

    • Osvaldo Pereira Júnior

      [Operação abafa on] Isso é teoria da conspiração. Os chineses são uns coitados e possuem um coração de ouro. [Operação abafa off]

    • Pedrão de Cunha

      Se a coisa continuar assim daqui a um tempo eles vão vender órgãos humanos de brasileiros também.

  • Osvaldo Pereira Júnior

    Imaginem se fossem os americanos que estivessem comprando tudo no Brasil a preço de banana?

    Meu Deus do céu a esquerda estaria em pavorosa gritando “É imperialismo, É imperialismo, É imperialismo”.

    Americanos não podem se meter em absolutamente nada no Brasil, já os chinas podem comer até a esposa que não tem problema nenhum. Desculpem o palavrão mas não aguento mais tamanha cara-de-pau desses militantes esquerdistas desgraçados.

    • Newton (ArkAngel)

      É que Cuba é o nirvana dos esquerdistas, e desde que os USA cortaram o comércio com a tal ilha e, segundo os esquerdalhas, colaboraram para matar Chu Guevara, uma boa porcentagem dos sonhos dessa gente se desmancharam no ar. Por isso que americano não pode nem abrir a boca que já são xingados até a 10ª geração. Por mim, eu não venderia nada para os americanos, daria tudo de graça mesmo.

    • Candangus2

      Talvez os “liberais” não liguem pra que comam suas esposas com pauzinhos.

      • Eduardo Prestes

        Olha, não corro mais esse risco, minha esposa me deixou e caiu no mundo. Agora, para prejudicar minha vida sexual, só se os chineses cortarem a minha mão direita !

  • Rafael

    Bolsonaro é tão entreguista quanto o Temer, ta ai a imagem do sujeito prestando continência à bandeira americana.

    A China é uma realidade, e vamos ter que lidar com ela.Mas duvido que o comunismo chinês avance no Brasil, nem chinês e nem de nenhum outro tipo.

    Ps.: A outra potência também não é nenhum primor em matéria de direitos humanos.

    • Candangus2

      É, o Brasil é que é um exemplo nessa área de direitos dos manos. Esse país com socialistas maravilhosos, que exigem salários de 60 mil temers como reparação histórica pelo trabalho escravo. Estamos no rumo certo.

    • Daniel De Paula

      Cada coisa que a gente lê por aqui… agora vc prefere que ele bata continência para os chineses? Ah, vá…

      • Rafael

        Nem um nem outro, aquilo lá foi exemplo de sabujice, viralatismo e burrice. Tem gente que gosta

  • pauloemanuelbrazil

    Ipojuca, só tem um erro no seu relato…trabalho na area de commodities desde 1985 ; Bolsa de Mercadorias de Sao Paulo (BMSP) ; Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) , atualmente autonomo ; há muito se suspeita no mercado mundial de commodities que os numeros da população chinesa estão sendo manipulados para baixo ….na realidade a população chinesa atual esta chegando perto de 1,8 a 2 bilhões de almas !!! 1/4 da população do planeta !!! chegamos a esta conclusão acompanhado as colossais importações de alimentos e grãos da China , note que a India oficialmente tem quase a mesma população da China e importa quase tres ( 3) vezes menos alimentos do que a China !!! os numeros não batem !!!

    • Sergio Russo

      É que os hindus gostam de passar fome .
      Já os chineses comem melhor porque aderiram a uma nova melhoria tecnológica alimentar : a colher , ao invés dos palitinhos.

  • Ig Moura

    Estamos sofrendo ataques internos e externos vindo dessa classe de covardes.

  • Galo Cego

    Tem que largar, e deixar de ser besta, se deixar ser um gesto home, eu sobrevivo assim por mó de trazer as maldições do próprio que se merece isso. E eu não se mereco isso. Pega um decumento e vá trabalhar!

  • Daniel De Paula

    Se depender desses patetas submissos da esquerda, estaremos estudando a “nova ordem mundial” por mais 50 anos, enquanto a Nova nova ordem mundial já está rolando há pelo menos 5!