1. América Latina
  2. Colômbia
  3. Comunismo
  4. Destaques
  5. Internacional
  6. Notícias Faltantes
  7. Terrorismo

Narcoterror comunista na Colômbia: três atentados no mesmo dia

7 de fevereiro de 2018 - 19:29:17

Atentado em Barraquila: 5 policiais mortos.

Os três sangrentos atentados contra a Polícia de Barranquilla, Soledad (Atlântico) e Santa Rosa del Sur (Bolívar), que deixaram um total de nove policiais mortos e 46 feridos (43 policiais e três civis), cometidos no mesmo dia do lançamento, em Bogotá, da campanha eleitoral de Timochenko ante uma centena de convidados, são um sinal abominável, uma maneira sinistra de notificar que há, para a subversão comunista, duas linhas em execução simultânea contra a Colômbia.

É muito difícil pensar que o minguado mitin das FARC em Ciudad Bolívar e tal convergência de atrocidades, tenha sido produto da casualidade e da ação errática de bandos isolados de direito comum. No que ocorreu no sábado 27 de janeiro na Colômbia há coincidências que são muito inquietantes e dizentes ou, que pelo menos, devem ser estudadas com a maior atenção.

Nesse mesmo sábado, no extremo sul do país, um carro-bomba explodiu, também na madrugada, em frente ao quartel policial de Esmeraldas, ferindo 28 pessoas e destruindo 37 casas. Esse atentado no território do Equador, mas a só 80 quilômetros da fronteira com a Colômbia, permite pensar que isso também fez parte de uma vasta operação narco-terrorista. É como se os cérebros desse plano quisessem fazer uma demonstração simultânea de força no norte e sul da Colômbia, estilo Al-Qaeda. Em Quito, onde transcorrem as “negociações de paz” entre o governo de Santos e o ELN, várias células do ELN e das FARC passeiam como se estivessem em sua própria casa. Até quando?

Em todo caso, as autoridades equatorianas se vangloriaram de mais clareza do que as colombianas: disseram que por trás do bombardeio em Esmeraldas estava o narcotráfico e o terrorismo das FARC (são palavras do chefe da inteligência militar equatoriana, segundo o diário de Guayaquil) e que farão tudo o que for necessário para que “o terrorismo e o crime organizado não arrebatem a paz” do Equador.

Na Colômbia, ao contrário, o que predominou foi a confusão e a falsa candidez. Ninguém quis pronunciar o detestado vocábulo FARC. Chefes policiais de Barranquilla estimaram que o ataque era uma “retaliação de bandos de delinqüência comum”. O procurador-geral Humberto Martínez Neira emitiu a hipótese de que se tratava “de gente de fora que quis perpetrar uma atividade terrorista para gerar confusão na cidade, nesta época de pré-carnaval”. O presidente Santos lançou a idéia de que “uma célula do ELN” era a autora das duas explosões na estação de Polícia San José, de Barranquilla.

Horas depois, apareceu obviamente um “comunicado” do ELN – cuja autenticidade não foi comprovada -, no qual esse bando se atribui o atentado do bairro San José e se inventa uma desculpa: que matou os policiais porque o Governo “se recusa a dar respostas às necessidades da população”. Mais tarde, Santos afirmou que eram quatro os detidos pelos atos de Barranquilla e Santa Rosa del Sur. No dia seguinte insistiu que era só um.

No mesmo fatídico sábado foi assassinado em Buenaventura um líder social, Temístocles Machado. Sobre isso também reina a confusão. O ministro da Defesa, Luis Carlos Villegas, assegurou que essa execução tem a ver “com um assunto de terras”. Outros acreditam ver a mão das FARC e do ELN que têm por política liquidar os líderes rurais dos grupos sociais, étnicos, etc.

Nos atentados de Barranquilla foram utilizados entre 3 e 5 quilos de explosivos de tipo militar, não simples granadas de mão, como a imprensa deu a entender. As bombas no bairro San José foram ativadas por rádio. Com o primeiro detido, Cristian Camilo Bellón Galindo, de 31 anos, que vivia em Bosa, periferia de Bogotá, encontraram “um rádio e duas folhas de papel, nas quais tinha desenhado um croquis e alguns números de celular, dentre esses um que pertence à Venezuela”, segundo revelou El Heraldo. Bellón tratou de se afastar do lugar após a matança. Impávido, não resistiu à captura e solicitou um advogado de ofício, como se seus chefes lhe tivessem garantido que judicialmente nada tem a temer. O perfil do detido, o telefone venezuelano e o estilo dos ataques em Atlántico, Bolívar e Esmeraldas, mostra uma organização de alcance nacional e internacional com experiência na realização de operações terroristas sofisticadas. Entretanto, a imprensa tenta fazer crer que é um assunto de delinqüência local.

Os atentados geraram grande rechaço e comoção na Colômbia. Entretanto, a opinião pública continua na incerteza: não sabe nem pode sequer supor quem é o autor de semelhante ofensiva contra a polícia e a população civil. O clima de confusão após os atos brutais de sábado é uma das técnicas preferidas da guerra assimétrica.

As FARC não só mentem e tratam de atribuir a outros seus feitos, como conseguiram fazer crer que elas abandonaram as armas e se converteram em um partido político como os demais, e que só estão trabalhando para chegar com grande urbanidade às eleições de março e maio próximos. Suas frentes armadas já não são das FARC, senão “dissidências das FARC”. O ELN, dizem, não tem pactos ofensivos com elas, apesar de que as duas organizações pactuaram a defesa de seus interesses nas próprias barbas de Humberto de la Calle, durante conclaves fechados em Havana que, graças à autorização de Santos, os chefes das FARC e ELN, Timochenko e Gabino, mantiveram em fins de abril de 2015 e em maio de 2017. Foi tão escandaloso o primeiro encontro Timochenko-Gabino que a Comissão de Investigação e Acusação da Câmara de Representantes da Colômbia abriu uma investigação preliminar contra o presidente Santos, a qual foi deixada no limbo pouco depois.

Graças a essas montagens e crenças impostas à consciência coletiva, as atrocidades de agora não têm rosto nem autores, e o que predomina ante a barbárie fariana é o despiste, o desvio e a anulação da cólera popular. Isso faz parte dos mecanismos construídos pelo terrorismo para continuar na impunidade e não pagar sequer eleitoralmente por isso.

Os inventores da estratégia para anular a ressonância dos ataques mais sangrentos, para que eles sejam apagados rapidamente da memória das pessoas, aplicam um esquema comunicacional pouco conhecido: criar dilemas, paradoxos e raciocínios contraditórios para dividir a opinião pública nos momentos de crise.

Tal é a situação na Colômbia. Isso explica a paralisia da população após cada onda de atentados: a onda de indignação ascende e depois reflui ante as opções contraditórias e, finalmente, a tensão decai e a paralisia se instala. E os terroristas continuam com as mãos livres.

A guerra que as FARC fazem à Colômbia inclui esse tipo de jogos macabros. Graças à negligência dos serviços de investigação e de defesa do país, desorientados por um governo que busca a todo custo mostrar no estrangeiro que alcançou “ a paz”, o terrorismo opera sem maiores obstáculos.

As forças que sustentam a galáxia FARC-ELN e seus aparatos legais não esperam tomar Bogotá militarmente – tentaram no passado mas foram vencidas. Sua estratégia é mais sutil e perversa: submeter as vontades, controlar os espíritos e levar uma parte da sociedade à capitulação psicológica e política.

Isso tem uma tradução eleitoral nestes momentos: a esquerda que apoiou a aventura entreguista de Santos proclama que, em que pese tudo isso, ela “conseguiu a paz” e merece continuar no poder para “implementar os acordos” e “aprofundar a paz”. As pesquisas refletem esse estado de confusão: as amplíssimas maiorias detestam as FARC e rechaçaram seus pactos com Santos, porém não vêem os laços que elas estendem para as facções de esquerda. Assim, os candidatos mais favorecidos nas pesquisas são precisamente os que não estabelecem ruptura alguma com as FARC. Esse paradoxo, essa inconsistência lógica, é o resultado das técnicas de desinformação aqui descritos. Os partidos de oposição que não levem em conta estas coisas têm poucas possibilidades de mobilização sob sua bandeira e tirar os eleitores da confusão.

 

Tradução: Graça Salgueiro

  • Osvaldo Pereira Júnior

    Pelo jeito os países ocidentais não aprenderam nada com o Vietnã.

    Comunista sempre foi assim, ao mesmo tempo que fazem acordos de paz, já estão esquematizando onde será a próxima ofensiva. Enganar líderes ocidentais é como roubar doce de criança.

    Se existem culpados por essas mortes esses culpados são o Juan Manuel Santos e o Papa Francisco que ao invés de eliminar os comunistas na bala ficam oferecendo acordo de paz que apenas serve para comunista limpar a bunda.

    • Carlos Eugênio Abreu Camargo

      Quem mais me decepcionar é esse papa Francisco que gosta mesmo é de aparecer na imprensa e ficar puxando saco de comunista, aliás, como a maioria dos bispos no Brasil são comunistas, não duvido nada que esse papa argentino também seja um comunista enrustido.
      A situação dos católicos na bolivia está insustentável,e ele nem toca no assunto.
      No Oriente médio idem.Afinal de contas, esse papa é o pastor da igreja católica ou é advogado de defesa dos comunistas e mulçumanos???

      • Osvaldo Pereira Júnior

        Comunista só para de fazer merda quando está morto. Por isso que o problema revolucionário só pode resolvido na bala. Se você negocia com um comunista você já perdeu afinal acordos de paz para eles é apenas algo para se ganhar tempo.

        Como é possível um monstro como esse Timoshenlo ser candidato a alguma coisa? Esse cara tem que ser julgado e fuzilado em público por crimes contra a humanidade juntamente com todos os seus comparsas.

        Eu preferível morrer tentando matar um comunista do que conviver “pacificamente” com tratados de paz inúteis que só servem para que o movimento revolucionário ganhe tempo.

    • Newton (ArkAngel)

      Palavra de comunista não vale nada. Riem-se todos eles da inocência dos líderes do ocidente.

    • marcelo almeida

      Juan Manuel Santos e o Papa Francisco não são líderes ocidentais inocentes. Eles são comunistas enganando os inocentes…

    • Odilon Rocha

      Imagina se o povo resolve aceitar o “Acordo de Paz” das Farcs!?
      A propósito, de quem foi a sugestão das Farcs abandonarem o método da guerrilha e se tornarem um partido político? Ganha uma passagem de ida para Cuba. Volta eu não garanto.

  • Marcos Lorite Lopes

    não há, e nunca houve acordo de paz, essa gente só entende na porrada, já tivemos aqui, e na sua origem tivemos que buscar meios para elimina-los e conseguimos, Marighella e seus canalhas, nunca lutaram por democracia e sim pelo comunismo.

  • marcelo almeida

    O criticismo inabalável da esquerda política mundial quer lançar dúvidas e desconstruir toda a ordem estabelecida, que foi herança da filosofia grego/romana e dos princípios cristãos. É só um projeto de poder em que o criticismo entra como arma do discurso revolucionário.
    “Empoderar” é dar voz às mediocridades desajustadas, para usa-las como massa de manobra pregando, com a falsa indignação de sempre, a vitimização dos verdadeiros culpados.

  • Robson La Luna Di Cola

    O tragicômico, é saber que os mauricinhos e patricinhas do Leblon, que “vão na carreirinha” nas festanças de sábado à noite, estão financiando o narco terrorismo. Aliás, um criminalista disse que muitas vezes, o chamado “cidadão do bem” é cúmplice dos crimes cometidos. Exemplo: quem compra baratinho as mercadorias roubadas dos caminhões de transporte, em assaltos que muitas vezes custam a vida dos motoristas? Resposta: os comerciantes para revenderem sem nota, ou os cidadãos honestos e trabalhadores para economizarem uma graninha. Sabendo que é mercadoria roubada. Se 80% dos cidadãos do mundo fossem virtuosos, praticamente não existiria crime no nosso planeta. Nem revoluções ou ditaduras sangrentas.

  • Marcos Menezes

    E com esse joguinho sujo esses comunistas vão levando países inteiros a falencia cultural,moral e economica.Até quando??Nessas horas que a gente ve como uma elite de intelectuais poderiam ajudar se quisessem,ajudar a clarificar a situação pro povão,mostrando todas as conexões entre esses grupos esquerdistas,desmascarando a dissonancia entre discurso e ação.Mas isso parece estar muito longe.

  • Odilon Rocha

    Pobre Colômbia, pobre povo, que nos últimos tempos dava mostras de ter vencido a guerra contra os narcotraficantes. Durou pouco, ao que parece.
    PS: não fosse, no passado, a ajuda amaricana e as coisas estariam bem piores.