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Rússia: guerra híbrida na Catalunha e o estímulo aos separatismos no Ocidente

8 de novembro de 2017 - 20:17:03

“A maquinaria de ingerências russas penetra a crise catalã” – escreveu o jornal madrilense de grande tiragem “El País” que, aliás, não esconde suas simpatias por todas as formas da esquerda política.

O jornal fez uma extensa descrição da guerra da informação que gera noticias falsas sobre o movimento separatista espanhol.

Ele descreve táticas russas análogas às utilizadas para interferir nas eleições nos EUA e na Europa.

“El País” acompanhou sites pró-russos e perfis de redes sociais usando ferramentas de analítica digital. A descrição evoca poderosamente as táticas de desinformação e de “guerra híbrida” aplicadas na ocupação da Crimeia e do Leste ucraniano.

O Kremlin considera o independentismo catalão como mais uma oportunidade para aprofundar as fraturas europeias e consolidar sua influência internacional.

Uma galáxia de páginas web montadas em São Petersburgo, com as mais fantasiosas fachadas, publica boatos que são logo ecoados por ativistas antiocidentais.

Entre estes se destaca Julian Assange e uma legião de bots, ou seja, milhões de perfis nas redes sociais criados e geridos por robôs que multiplicam as palavras-de-ordem dos serviços secretos russos.

Esse esquema fabrica “viralizações” inautênticas e transforma mentiras estrategicamente excogitadas em tendência partilhada por “milhões de vezes” nas redes sociais, explica “El País”.

Por sua vez – e isto o jornal de pensamento socialista não o diz –, a grande imprensa ocidental finge acreditar na autenticidade do fenômeno e o acolhe em seus poderosos meios como a opinião das redes sociais.

O famigerado Russia Today, ou RT, meio criado e abundantemente regado pelo dinheiro do Kremlin, foi um elo de destaque no esquema.

Desde o início da crise catalã, o setor de língua castelhana de Russia Today assumiu a bandeira contrária à legalidade constitucional espanhola.

O Russia Today se sentiu pego e partiu para o ataque pessoal
dos denunciantes, mas não obteve sucesso.

Em setembro ele publicou 42 noticias sobre a Catalunha, várias com manchetes falsas.

Em 12 de setembro, RT reproduziu um tweet atribuído a Assange prognosticando “o nascimento da Catalunha como país ou a guerra civil”.

Segundo as ferramentas analíticas de “El País”, o tweet foi logo passado adiante por 1.700 perfis no Facebook ou no Twitter.

Assange figurava como o principal agitador internacional da crise catalã, disseminando opiniões e meias verdades como se fossem notícias verdadeiras. Se é que ele era o autor…

Segundo dados de Audiense, plataforma de análise social, só em setembro Assange teve quase 940 mil menções no Twitter.

O tweet mais reproduzido no mundo, segundo a ferramenta de medição NewsWhip, foi um do perfil de Julian Assange, datado de 15 de setembro às 18.46:

“Peço a todo o mundo que apoie o direito da Catalunha à autodeterminação. Não se pode permitir que a Espanha recorra normalmente a atos repressivos para impedir a votação”.

A mensagem em inglês obteve mais de 12 mil tweets e 16 mil curtidas.

Esse tweet não seguiu o andamento normal das viralizações. Sua instantaneidade caracterizou a atividade dos bots e perfis falsos robotizados que retuitam maquinalmente mensagens predeterminadas.

Segundo TwitterAudit, 59% dos seguidores de Assange são perfis falsos.

O que tem a ver com a Espanha o ciberativista australiano da WikiLeaks procurado pela Interpol? Não se sabe, mas o certo é que funciona como uma luva na mão do Kremlin.

Edward Snowden, ex-analista norte-americano prófugo, instalado comodamente na Rússia, fez dueto com Assange no Twitter.

Seu tweet “a repressão da Espanha é uma violação dos direitos humanos” ganhou num tempo humanamente impossível quase 8 mil retweets e 8 mil curtidas.

Justin Raimondo, diretor do site anarquista AntiWar, comparou os protestos em Barcelona com a repressão chinesa na Praça Tiananmen em 1989. Nessa, o regime comunista chinês passou os tanques por cima dos manifestantes que pediam liberalização.

Raimondo comparou “as autoridades de Madrid com os déspotas de Pequim”.

A ideia não foi dele, mas de Assange, que tuitou e retuitou o artigo de Raimondo em quatro ocasiões. Na verdade, talvez não tenha sido de nenhum dos dois, mas de um planificador do Kremlin.

“El País” se estende, citando o esquema de palavras-de-ordem pró-russas multiplicadas por sites “fiéis” e pelo exército de bots russos.

Espalhando falsas notícias nas redes sociais. O cadeirante foi agredido, mas em 2011 e por um policial do governo catalão reprimindo ‘indignados’. Fonte: Le Monde.

A ferramenta Hamilton 68, da Aliança para Garantir a Democracia, criada pelo German Marshall Fund após a proliferação de notícias falsas nas eleições americanas de 2016, analisa permanentemente 600 contas, automatizadas ou não, que estão na órbita do Kremlin.

Essa ferramenta identificou o site AntiWar como um dos mais difundidos pelas redes pró-Rússia.

Táticas testadas no separatismo do leste ucraniano
Os exércitos digitais do Kremlin operam com um mesmo padrão: viralizam mensagens e notícias exageradas ou falsas para exacerbar uma crise e fomentar a divisão nos EUA e na Europa, beneficiando a posição de Moscou.

Espalhando falsas notícias nas redes sociais. Não eram eleitores, mas estudantes.
A polícia é a catalã
e a ocorrência é de 14 novembro 2012, em Tarragona.
Fonte: Le Monde.

Trata-se de uma guerrilha que monta sites webs com aparência de seriedade.

O DisobedientMedia.com, por exemplo, pretende ser um site de jornalismo de investigação e a esse título nutre todo tipo de falsas teorias conspirativas, metodicamente voltadas para desmoralizar o Ocidente.

O site chegou a publicar notícia denunciando “a perdurável influência do ditador fascista na política espanhola” apresentando antiga estátua do ex-ditador espanhol Francisco Franco montando um cavalo.

Russia News Now, site com aparência de jornal, montou manchete dizendo: “UE: Catalunha pode, Crimeia não”. E “informava” que a União Europeia tinha dado sinal verde à separação da Catalunha, mas que hipocritamente se opunha à invasão russa da Crimeia.

A foto é de um protesto trabalhista dos bombeiros catalães.
A polícia que reprime é a catalã. Fonte: Le Monde.

A UE não concordava com o independentismo catalão. A notícia era falsa, mas estimulava o separatismo e ajudava à Rússia.

Como única fonte citava uma nota de imprensa do grupo euro-parlamentar Esquerda Unida Europeia (52 cadeiras de 761) que por ideologia de esquerda critica o governo de Madri e é sócio dos separatistas.

Mas o blefe, com texto e manchete idênticos, foi recopiado em sites que servem de correias de transmissão das mensagens oficialistas do Kremlin, como Fort Russ ou News Front.

A bandeira separatista foi acrescentada com fotomontagem.
O fato, provavelmente, seja dos dias do referendo. Fonte: Le Monde.

Oficialmente, Moscou diz que a crise é de competência exclusiva da Espanha, segundo o porta-voz do governo russo Dmitri Peskov. Ele acrescentou que “não julgamos possível envolver-nos de alguma forma”.

Como na Ucrânia.

O chanceler russo, Serguei Lavrov, ecoando declarações de Vladimir Putin, defendeu que “existe legislação nacional e compromissos internacionais” e que “nós assumimos que os processos internos devem se basear nesses princípios”. Palavreado “para inglês ouvir”.

Mas não é só guerra da informação; diversas fontes identificaram métodos de subversão de rua associados à máquina de agitação informativa russa.

Os métodos relembraram ainda episódios do início dos levantamentos separatistas no Leste ucraniano.

O governo autônomo da Catalunha, mais conhecido localmente como Generalitat, defendeu a todo preço que 893 pessoas ficaram feridas pela polícia de Madri no dia do falido referendo.

Porém, a Secretaria de Saúde da mesma Generalitat, responsável pela atenção em toda a região, informou que naquela data só houve quatro ingressos nos hospitais catalães por ocorrências ligadas aos distúrbios.

Só dois deles foram qualificados de “graves”, incluída uma crise cardíaca havida durante uma manifestação. Mas a grande mídia internacional só falou do número de 893 feridos, como se fosse um mantra “sagrado”.

O presidente da Assembleia Nacional Catalã, Jordi Sánchez, dramatizou dizendo que um número tão grande de “feridos” não se verificava na Europa desde a II Guerra Mundial.

Segundo a ONG Médicos Sem Fronteiras, especializada em crises humanitárias no mundo inteiro, não podem ser consideradas “feridas” as pessoas que tiveram algum traumatismo, uma doença, ou desordem física ou nervosa durante os fatos.

Segundo a mesma Secretaria de Saúde catalã, os “feridos” atendidos nos pontos de distúrbios consistiram “majoritariamente em contusões, tonturas e crises de ansiedade”, que foram resolvidos no local.

Na Ucrânia, uma mulher denunciou que seu filho havia sido crucificado por nazistas ucranianos. A mídia fez espalhafato.

Mas depois se soube que não era mãe, que trabalhava para a Rússia e que já tinha aparecido na TV participando em diversos conflitos com identidades fictícias, protagonizando teatralizações que serviam para a propaganda de Putin.

Assim também na Catalunha apareceu uma mulher com a mão enfaixada, dramatizando que a polícia de Madri tinha quebrado todos os seus dedos um por um, além de ter abusado dela.

Até Pep Guardiola, treinador do Manchester City, falando do exterior, declarou-se espantado por tamanha violência: “Quebraram os dedos de uma moça! Atacaram mais de 700 pessoas pelo fato de quererem votar!”, noticiou “El País”.

No fim, resultou que a mulher é uma velha militante ecologista e de extrema-esquerda que só tinha uma inflamação num dedo e que fora flagrada participando do quebra-quebra de um carro da polícia. Os médicos lhe ordenaram três dias de repouso…

A estratégia é também velha nos manuais de subversão de rua.

Enviado de Putin foi estimular o separatismo na Catalunha
Dimitri Medóev (foto ao lado), um funcionário de Vladimir Putin que faz de ministro de Relações Exteriores da “República de Ossétia do Sul”, abriu um “escritório de representação” em Barcelona enquanto os separatistas se aprontavam a proclamar uma fictícia república independente na Catalunha, informou a agência oficial russa Sputnik.

O governo espanhol reafirmou que não reconhece esse país fictício e, a fortiori, a suposta “embaixada”, noticiou o jornal catalão “La Vanguardia”.

A dita “República da Ossétia do Sul” é um território georgiano ocupado pelas tropas russas. Tem 3.900 km2 de superfície e entre 50 e 70 mil habitantes.

Ossétia do Sul e a Abcásia (240 mil habitantes), outra região georgiana engolida por Moscou na mesma data, proclamaram sua independência e hoje mantém exército e polícia comum.

Segundo o governo da Geórgia, há por volta de 10 mil soldados de Moscou em bases instaladas nos dois redutos invadidos.

Em 2006 líderes locais promoveram um referendo separatista onde o 99% votou pela independência.

Essa não foi reconhecida pela comunidade das nações nem pelos organismos internacionais.

Em 2008, a Rússia invadiu militarmente a região e reconheceu a “independência”.

A anexação por via de facto é reconhecida por muito poucos governos bolivarianos como o da Venezuela e da Nicarágua ou satélites da Rússia.

A abertura da “embaixada” na Catalunha é quase anedótica se não fosse reveladora da estratégia russa na crise espanhola.

A política de Putin de anexar territórios de antigas repúblicas soviéticas é bem conhecida.

Mas a instalação em Barcelona de uma base de atividades “culturais e humanitárias”, ainda que simbólica, desvenda o apoio que o Kremlin oferece a uma Catalunha independente estimulando a separação, disseram fontes dos serviços de inteligência espanhol.

O funcionário osseto declarou a “embaixada” em Barcelona visará estabelecer “relações bilaterais” de não se sabe qual entidade, manter contatos com empresários locais, que aliás estão saindo da região, e visitar compatriotas que não se sabia que existiam.

Medóev chegou com uma agenda privada e as únicas informações foram fornecidas pelo site russo Sputnik, que habitualmente ecoa com fidelidade as instruções do Kremlin.

A própria Sputnik, refere “El País”, sublinhou o paralelismo entre o caso catalão e o das repúblicas pró-russas teoricamente independentes mas na prática engolidas por Moscou.

“Há 26 anos o próprio povo da Ossétia do Sul deu os mesmos passos políticos decisivos na via para formar seu próprio Estado”, teria dito Medóev citado por “El País” e Sputnik.

O “ministro” Medóev visitou previamente as regiões italianas de Lombardia e Veneto enquanto faziam um referendo legal para pedir a Roma maior autonomia.

A ação do enviado de Moscou denuncia a ingerência de Putin estimulando rachaduras e dissenções nos países ocidentais dentro de uma estratégia de predomínio universal.

A diplomacia russa declara que o caso catalão é um assunto estritamente interno da Espanha. Mas o presidente russo não poupa críticas aos governos europeus piscando o olho para as tendências de dilaceração no continente.

Falando num foro político em Sochi, Putin afirmou que o caso do Kosovo foi a caixa de Pandora dos problemas posteriores. Apoiando a independência de Kosovo, países como a Espanha teriam posto em risco “sua frágil estabilidade”.

“Acaso não sabiam da existência de contradições semelhantes na mesma Europa? Não sabiam? Sim sabiam. Mas aplaudiram a desintegração de vários Estados [leia-se: satélites da URSS], sem ocultar sua alegria com isso”, acrescentou com vingativo regozijo.

Putin patenteou duplo jogo, comentou o jornal de Madri. E até má fé ou ignorância porque a Espanha nunca reconheceu a independência de Kosovo.

As palavras de Putin em Sochi acabaram expondo à luz um plano acariciado e estimulado desde o Kremlin.

Quem disse que esse plano exclui a América do Sul? Será interessante acompanhar nesta perspectiva a criação de “nações” indígenas e ecológicas com orientação comuno-progressista, segundo o modelo que está se gestando na “trans-amazônia”.

Moscou articula separatismos para imperar sobre um Ocidente dividido

Em reunião de 2015 no Kremlin, agitador separatista catalão
anuncia próxima independência.

O partido político Ciudadanos registrou no Congresso de Madri uma demanda ao governo, e em especial ao Ministério de Relações Exteriores, de explicações pela ingerência russa no frustrado referendo de independência catalã e pelas manobras do embaixador russo em Madri.

O deputado Fernando Maura considerou existirem suficientes indícios na mídia de Moscou para suspeitar que a Rússia estivesse manipulando o problema da Catalunha para abalar a Europa, escreveu “El País”.

A manobra russa embutiria “a intenção de acabar com as sanções que lhe foram impostas pela anexação da Crimeia e por sua intervenção no Leste da Ucrânia”.

A demanda também menciona a duplicidade patenteada nos meios pertencentes ao governo russo e na posição oficial dos dirigentes do Kremlin.

A crise de Catalunha motivou jornalistas a pesquisarem os arquivos de seus próprios jornais e os achados foram surpreendentes.

Há poucos anos, Moscou vem financiando uma conferência internacional promovida por um fantasmático Movimento Antiglobalização da Rússia (MAR).

Essa entidade-biombo reuniu em 2016, num luxuoso hotel moscovita, uma galáxia de grupos separatistas, entre os quais figurava Solidaritat Catalana, representado pelo seu secretário J. Enric Folch Vila.

Folch Vila encarregou-se de informar aos presentes sobre os planos para o referendo pela independência da Catalunha e anunciou que esperava voltar em 2017 “falando em nome da Catalunha, país independente”.

A conferência foi financiada em 30% com dinheiro estatal de um total de 3,5 milhões de rublos, confirmou Alexander Iónov, chefe do Movimento Antiglobalista, citado por “El País”.

Em Moscou não havia só catalães. Estava também representado o Movimento Nacionalista do Texas, liderado por Nate Smith, que reivindicou o “direito à autodeterminação” desse território norte-americano.

Smith defendeu que os territórios secessionistas nos países ocidentais obtenham a independência pela “via pacífica”.

No Kremlin, o ‘Yes California’ reafirmou a meta de separar o Estado dos EUA.

Compareceram ainda os movimentos Yes California Independence Campaign (“Calexit”); o Estado Nacional Soberano de Borinken, que se apresenta como uma “estrutura de cidadãos que tomou a direção de Porto Rico de maneira paralela ao governo colonial” americano ; a Lega Nord de Lombardia (Itália); o Frente Polisario; o Partido Democrático do Líbano; o representante do território do Alto Karabak (enclave armênio no Azerbaijão); o Sinn Fein (Irlanda) e a República do Transdniéster, território da Moldávia estrategicamente cobiçado pela Rússia.

O deputado da Duma – congresso da Rússia – Mijail Diktiriov, do Partido Liberal Democrático apoiador de Putin, defendeu que a União Soviética foi “fragmentada de forma ilegal” com o “aplauso da comunidade internacional”.

“Mil milhas de montanhas e desertos nos separam do resto da população dos EUA”, explicou Louis J. Marinelli, novaiorquino líder de Yes California Independence Campaign que reside na “embaixada” do movimento em Moscou.

Ele insistiu que os californianos são “uma nação diferente do resto dos EUA” e advogou em favor de um referendo para “decidir a independência ou continuar nos USA”. O movimento ganhou eco na imprensa internacional a partir dos fatos da Catalunha.

Esses grupelhos são meras criações dos serviços secretos russos. Mas são reveladores dos ardis da “guerra híbrida” praticada por Moscou, ajudando a compreender o que está acontecendo na Catalunha.

Politólogo putinista sublinhou que não importa que os grupelhos sejam pequenos.
No dia da manifestação os jornalistas pró-Russia os tornarão movimentos de repercussão mundial.

“Esses grupos são parte de nossa política exterior”, comentou um veterano politólogo russo presente. “Hoje para a Rússia também os marginais são um canal para influenciar o mundo. Quando esses marginais se manifestem diante da embaixada dos EUA em alguma capital europeia, nossas televisões irão filmá-los”.

A Federação Russa enfrenta graves problemas com movimentos secessionistas em seu imenso território, e até mesmo com os tártaros na Crimeia.

Nenhum desses movimentos foi convidado. É claro que Moscou não se interessava sinceramente por nenhum deles, nem mesmo pelos presentes. Eles só fazem sentido se servirem aos planos russos de hegemonia mundial.

Na edição de 2015, os representantes dos movimentos independentistas e de autodeterminação mundiais concluíram que sua reunião demonstrou “de forma evidente a crise e ineficácia do modelo ocidental de direção do Estado”.

O evento aconteceu em 20 de setembro no hotel President, pertencente à administração do Kremlin, e também foi financiado em 30% pelo Estado russo.

As viagens dos delegados foram pagas pelo Fundo de Beneficência Estatal da Rússia, criado por Vladimir Putin e que se encontra “sob o patrocínio” do chefe do Estado.

O patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, Kiril, preside o conselho da entidade.

Enric Folch, do Solidaritat Catalana, também falou contra os líderes europeus e garantiu que a Catalunha independente não fará parte da UE. Talvez sim da União Euroasiática anelada por Vladimir Putin.

O discurso e o vídeo das manifestações independentistas foram intensamente aplaudidos e Folch expressou o desejo de que a “próxima conferência seja em Barcelona”, registrou na época o jornal de Madri.

 

Luis Dufaur, escritor e conferencista, edita o blog Flagelo Russo.

 

 

  • Luiz F Moran

    Quem ainda hoje acredita no jornalismo da grande mídia mundial é tão inteligente quanto um JUMENTO e tão culto quanto um AVESTRUZ.

    • nando_dsqs

      O Rafael acredita

      • Luiz F Moran

        eu já dei block nesse MAV faz tempo

  • Rafael

    Parece que esse é o novo modo de agir das grandes potências, patrocinar separatismos e golpes nos demais estados, aqui no Brasil não foi diferente com o último golpe.

    • Márcio Machado da Silva

      Foi o melhor golpe já ocorrido na História do Brasil. Com um gostinho muito bom , por sinal, já que o golpista também foi eleito por vocês petralhas.

      • Osvaldo Pereira Júnior

        O PT foi algo tão desgraçado para o Brasil que mesmo eles saindo do poder ainda deixaram aquele bosta do Temer como lembrancinha maldita.

    • Sandro Lopes

      Olha a cara de bom moço desse sujeito. Viva o golpe!!! Mini MAV.

    • Gon Esee

      Gópi de cu é rola vagabão

  • Iason Souto

    Em outro artigo, comentei; O mundo é governado a partir de Moscou, não é necessário pensar muito nem ser um intelectual pra chegar a essa conclusão, mas a Rússia age assim porque muitos governos ocidentais são coniventes com o modus operandi russo, alguns países da UE, não todos mas os principais, não passam de satélites da Rússia, a Alemanha de Merkel, a França de Macron… O kremlin usa bem o mais importante meio para seus objetivos; a mídia..!! E os países que desafiam a máquina russa de desinformação pagam o preço, foi assim na eleição de Trump, agora com a Espanha, e o Brasil está na mira..!! A nossa mídia amestrada já está fazendo o servicinho sujo seguindo o modus operandi do kremlin, Bolsonaro é o alvo

  • Osvaldo Pereira Júnior

    Seria interessante também os russos convidarem os chechenos para discutir sua independência no Kremlin.

    Ah sim e dos inguchétios também, e dos tártaros, e dos carachai-cicários, e dos cabárdios-balcaros e dos calmúquios….

    É melhor fazer uma lista pois ela e grande de tanta gente querendo sair fora do poder russo.

    Essa Rússia já está beirando o ridículo. Um país desgraçado cheios de problemas internos de separatismo e repleta de maus exemplos querendo dar uma de democrática e apoiadora dos “povos oprimidos” no mundo. É de doer.

  • Marcos Menezes

    A Rússia é um fator desestabilizador do mundo,só não ve quem não quer.