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Santos: a acatar o que o país disse neste 1º de abril

26 de abril de 2017 - 15:24:48

A segunda fase do combate do povo colombiano em defesa de suas liberdades e contra o regime ilegítimo de Juan Manuel Santos, e de seu comparsa, as FARC, começou. As marchas e manifestações pacíficas de ontem em 20 cidades da Colômbia e em algumas do exterior, foram um êxito indiscutível e abriram, queira Santos ou não, um novo momento político: o país passou à ofensiva contra o desmame que Santos criou com seus pactos com as FARC. O país disse a Santos que se retire do cargo. Que não o agüenta mais.

Se Santos continuar aferrado ao poder, se pretende ignorar de novo a vontade do povo soberano, este terá que sair de novo às ruas e praças e se mobilizar para realmente parar o país, se for necessário, até obter satisfação.

O roubo dos resultados do plebiscito de 2 de outubro criou esta dinâmica de luta. Os amigos das FARC acreditavam que não haveria resistência, que a palavra “paz” paralisaria as mentes. Foi mal. O país provou que se pôs em movimento e que não renunciará a seu nobre objetivo até obter satisfação.

As multidões gritaram em todos os lugares: “Não mais Santos!”, “Fora Santos!”, “Defendamos a democracia!” e “Salvemos a Colômbia do castro-comunismo!”. Isso demonstra que o roubo da Colômbia não se fará sem que as maiorias saiam ao combate que lhes caia bem. Santos e Timochenko desafiam a ira popular e acreditam que com subterfúgios e cortinas de fumaça adormecerão o povo. Santos concedeu tudo o que o narco-terrorismo lhe exigia, e jogou na cara dos cidadãos um pacto de vil capitulação em regra. O país leu o que diziam essas papeladas e viu, no espelho venezuelano, o que lhe espera se acata esse Frankenstein de papel.

A resposta foi dada ontem ante os olhos do mundo: a Colômbia quer pôr fim a esse pesadelo. Não quer ver os chefes das FARC e do ELN co-governando com Santos, primeiro, e depois apoderados de tudo: do executivo, da justiça, do parlamento, das Forças Armadas, da educação, da juventude, da família, da liberdade de cultos, dos territórios nacionais, da economia, da vida rural e camponesa, das fronteiras e das relações exteriores. O comunismo armado colombiano busca isso desde 1940 e sempre fracassou. Porém, desde os primeiros contatos clandestinos com Santos em Cuba e na Noruega, em 2012, se pôs a ganhar e a desbaratar os recursos morais e espirituais mais profundos do país. Daí a bronca popular. Daí os resultados de ontem: acabou o jogo. Não mais confusão. Ou são eles, ou somos nós. E são eles quem sairão da cena política. Não queremos outra Venezuela nem outra Cuba na Colômbia.

Foi o que disseram os manifestantes civis de todas as condições, e reservas ativas das heróicas Forças Armadas. E é isso que Santos e sua imprensa corrompida querem ocultar. Se concertaram para fazer crer, sobretudo no exterior, que os cidadãos saíram às ruas por objetivos subalternos como criticar “a corrupção”, os subornos da Odebrecht, o “desgoverno”, para fazer “campanha eleitoral”, ou para pedir “ajustes” ao pacto Santos-FARC. Esses elementos, embora façam parte das motivações psicológicas de muitos manifestantes, não foram o central. A motivação essencial é a que diziam as multidões e os oradores: não queremos o caos venezuelano na Colômbia, o pacto Santos-FARC é nulo, não queremos saber mais de Santos, o homem que utiliza a presidência da República para arrastar sua pátria a um abismo.

Ontem foram criadas as condições para que uma frente única republicana seja formada, por fim, entre as forças políticas que saíram às ruas para pedir a renúncia de Santos. A hora exige generosidade e perspicácia, e reclama superar os individualismos. Pede dotar a população de uma sólida organização em cada bairro, em cada estado, para informar ao país e ao mundo, para se opor às mentiras do governo, para preparar as lutas que vêem. Pois vêem e com força. Pois as eleições de 2018 não serão limpas se este regime puder controlá-las. Não aprendemos com o que ocorreu em 2010 e em 2014? Primeiro o primeiro. Ontem Santos foi destituído, como disse desde uma tribuna o ex-ministro Fernando Londoño [1]. Façamos isso realidade.

Nota da tradutora:

[1] O vídeo abaixo mostra o momento em que Dr. Fernando Londoño declara a destituição de Santos.

Tradução: Graça Salgueiro