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O retorno (planejado) à brutal sexualidade pagã

13 de junho de 2017 - 13:52:38


Os progressistas sexuais alegam que estão a dar início a um “admirável mundo novo” repleto de liberdade, mas a sua “nova” moralidade é tão antiga como as montanhas.

Quantas vezes já ouviram os progressistas sexuais alegarem que aqueles de nós que defendem a moralidade sexual e o casamento tradicionais estão “do lado errado da história”? Mas como ressalva um livro recente, são os proponentes da revolução sexual que estão a abraçar uma moralidade sexual que a história deixou para trás há milênios – nas ruínas do Fórum Romano.

Sim, a civilização ocidental está a atravessar por uma mudança cultural dramática; no espaço de alguns anos, a nossa sociedade mudou de forma fundamental o entendimento do casamento, abraçou a noção de que os homens podem transformar-se em mulheres, e está agora a promover a ideia de que homens adultos podem-se sentir à vontade para partilhar instalações sanitárias com jovens mulheres. Sem surpresa alguma, estamos também a observar esforços rumo à normalização da poligamia, pedofilia e incesto.

É precisamente em tempos como estes que devemos de ter algum tipo de perspectiva histórica. E é precisamente por isso que o livro do pastor luterano Matthew Rueger com o título de “Sexual Morality in a Christless World,” é cronologicamente apropriado. Nele, Rueger mostra como a moralidade sexual cristã agitou o mundo pagão da Roma antiga. As noções do amor compassivo, da castidade sexual, e da fidelidade marital eram estranhos, e até chocantes para o povo dessa época.

Citando estudiosos atuais, Rueger detalha a visão sexual do mundo romano que durou centenas de anos. As mulheres e as crianças eram vistas como objetos sexuais; os escravos – homens e mulheres – poderiam esperar serem abusados sexualmente; a prostituição estava amplamente difundida; e o homossexualismo predatório era comum. A moralidade sexual cristã (que limita a atividade sexual para o casamento entre um homem e uma mulher com idade para gerar filhos e filhas, cuidar do lar e ensinar os mandamentos bíblicos à descendência) pode ter sido vista como repressiva para os licenciosos, mas ela era um dom de Deus para as vítimas.

Rueger escreve que: as alegações atuais de progressismo e avanços por via da aceitação de “visões sexuais dominantes em torno da sexualidade e do casamento [sic] homossexual” estão totalmente desinformadas… A visão contemporânea em torno da sexualidade nada mais é que um renascimento duma visão do mundo antiga e muito menos compassiva.

Mas ela é também o renascimento duma visão antiga e mais pobre do homem. Imaginem a reação duma escrava pagã romana que aprendia pela primeira vez que ela tinha valor – e não valor monetário como um bem para ser usado e descartado pelo dono – mas valor eterno visto que ela havia sido criada à imagem de Deus.

Ou imaginem a dor de consciência sentida por um marido romano infiel mal ele viesse a saber que Deus havia incarnado, tomado a forma dUm Homem, e que a maneira como ele cuidava do seu próprio corpo e do corpo dos outros era importante para Deus. Sem dúvida, que isto havia de ser importante.

Não podemos desviar o olhar e ignorar este renascimento profano da sexualidade pagã e da sua visão humilhante do ser humano. Mas também não podemos agitar as mãos temerosamente, ou desistir derrotados. Tal como Rueger salienta, Cristo e a Sua Igreja transformaram de maneira radical uma sexualidade mais cruel e mais caótica que a nossa.

Olhem para os crentes antigos que vieram antes de nós: Em vez de sucumbirem ou se acomodarem ao espírito da época, os novos convertidos da Igreja primitiva vieram a entender, tal como escreve Rueger, que

“a moralidade cristã fundamentava-se na pureza abrangente de Cristo e no amor auto-esvaziante… Os cristãos já não poderiam viver como os gregos ou como os romanos. A sua visão do mundo e a visão que eles tinham deles mesmos eram totalmente distintas. Eles agora eram um com Cristo, de coração e alma.”

Agora, escreve Rueger, a sua natureza distinta “não iria poupá-los do sofrimento, mas, sim convidar o sofrimento”. É totalmente claro que o mesmo se aplica a nós cristãos nos dias de hoje. Será que iremos dobrar os nossos joelhos a esta renascida sexualidade pagã, ou será que iremos disponibilizar a liberdade e o plano de Deus para a sexualidade humana para um mundo que desesperadamente necessita dele?

 

Comentário do editor do blog ‘O Marxismo Cultural’:
Claro que o renascimento desta moralidade sexual pagã não é algo “orgânico” ou consequência natural dos eventos, mas sim ato consciente e planejado levado a cabo pela elite como forma de desorganizar e fragilizar as nações ocidentais. Depois de fragilizadas, e totalmente submissas (devido à sua aderência a escolhas sexuais inferiores e auto-destrutivas), a elite poderá “reinar” sobre elas como bem entender, sem se preocupar numa revolta popular por parte de quem se encontra focado no número de parceiros e parceiras sexuais é que já teve e pode vir a ter.

Por incrível que pareça, os limites que a civilização cristã colocou no comportamento sexual (colocando de lado a sexualidade pagã), resultaram em liberdade, enquanto que os comportamentos sexuais que a civilização pós-cristã está a promover sob a bandeira da “liberdade sexual”, irão ter como consequência a perda da liberdade.

“Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” – João 8:34-36

 

Publicado originalmente em CNS News – http://www.cnsnews.com

Tradução e divulgação: O Marxismo Cultural

 

 

 

 

  • Bruno

    Excelente texto! Estava pensando a respeito desse assunto algumas semanas atrás.

  • Gabriel Dall’Onder

    muito bom…

  • Anderson Tomás

    Que texto espetacular meu amigo! Parabéns !

    Viva a Moral Cristã que salvou o Ocidente e que vai ressuscitá-lo!

  • Robson La Luna Di Cola

    Não acredito em Teorias da Conspiração. Para mim, as coisas são mais simples: Sigam o dinheiro! O Cristianismo prega a moderação, (menos Calvino, eheh) e a Caridade. Os barões e baronesas do poder político e financeiro querem um mundo de consumistas histéricos – como já temos atualmente – sempre endividados, gastando, gastando! Para que eles fiquem cada vez mais ridos!

    • Marcos Freitas

      Oque quis dizer com “menos Calvino”?? Que o mesmo não pregava a moderação? Boa noite.

      • Robson La Luna Di Cola

        Boa noite. O idiota do Calvino pregava o conceito da predestinação divina. Uma piada, Que eliminava o poder do livre-arbítrio dos seres-humanos. Já nascíamos predestinados ao Céu ou ao Inferno. E aqueles destinados ao Céu, receberiam o “passaporte” para o Céu, através da conquista da riqueza. Uma piada. Ajudaram também a criar o país-consumo – os EUA – fundado pelos Pilgrims, fugitivos da heresia anglicana de Henrique VIII. O bígamo assassino. Prefiro São Francisco de Assis! Que doou toda sua riqueza para viver uma vida de contemplação e caridade. Adeus, burguesotes calvinistas! Adeus!!!!

        • Marcos Freitas

          Ok. Quase 50% do que você disse não é verdade, mas tudo bem. Muito obrigado por responder. Bom fim de semana.

          • Robson La Luna Di Cola

            Corrigindo: quase 110% do que eu disse é verdade. Quer também algumas informações sobre Lutero, o blasfemo? Outra tragicomédia do mundo das heresias cristãs? Tenho um monte de informações.

          • Marcos Freitas

            Ah ta.. Mas não, obrigado. Fiado só amanhã.

          • Robson La Luna Di Cola

            Você é seguidor da teologia da prosperidade? “Faça a doação da sua moto 150 CC para nossa igreja, e no futuro você terá uma Mercedes!”. quá quá quá quá!

          • Marcos Freitas

            Olá, bom dia colega. Nem de longe sigo a teologia da prosperidade. Ela é contraditória e herética do início ao fim.

  • Iason Souto

    Esse texto é um alento!

  • Jorgia Martins

    E simplesmente a decência deser humano de pensamentos.Que está totalmente equivocada transformada. Maravilhoso está matéria. Ainda tem pessoas abençoadas neste mundo sul real…..

  • Obrigado por partilharem a tradução do meu blogue. Deus vos abençoe.

  • Lucas Santos Amaral

    Quem inventou a “liberdade sexual” pagã foram os de Sodoma e Gomorra… o resto é história… e ela, nós conhecemos os resultados…