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Sobre populismo e Bolsonaro

19 de dezembro de 2017 - 5:05:29

Ariano Suassuna, que deixou de escrever peças de teatro (gênero  “curral & capim”, segundo Paulo Francis) para se tornar badalado clown de circo eletrônico, acreditava na existência de dois tipos de preguiça (sexto pecado capital, na Suma Teológica de São Tomás de Aquino): uma preguiça “boa” e outra “má”. Uma, filha de Deus; outra, cria do Diabo (chegou a escrever uma farsa sobre o tema).

Pois bem. De minha parte, depois de matutar algum tempo sofre o significado do “populismo”, cheguei à conclusão de que há dois tipos de populismo: um “bom” e outro “mau”, ambos sistematicamente atacados pelos que querem impor uma “nova ordem mundial” conduzida e financiada por figuras como o megaespeculador George Soros, os Rockefeller e a onipotente gang do Clube Bilderberg que subjugam, na maciota, governos, instituições e organismos basilares, entre elas, a incorrigível ONU e penduricalhos nocivos tais como a Unesco e a Unicef, por exemplo.

Em última análise, esses tipos armam a imensa rede do controle globalista na pretensão de domesticar a população do mundo ocidental pela força do terror, do medo e da corrupção desenfreada.

Basta olhar com apuro. Dia e noite, pela ação remunerada de legiões de falsos acadêmicos, pseudo cientistas políticos e os chamados “formadores de opinião”, todos atuando nas mídias, nas universidades e no âmago das organizações políticas, articulados em bandos, avançam e se comprazem em servir aos tutores globalistas para reduzir o homem à condição de gado, tal como preconizava Chigalióv,  “cientista social” visionário saído das páginas de “Os Demônios”, de Dostoiéviski, que pretendia salvar a humanidade.

Dizia Chigalióv:
“Partindo da liberdade ilimitada chegaremos ao despotismo total. Não há outra solução. Para resolver em definitivo a questão social, proponho que se divida a sociedade em duas partes desiguais. A um décimo será outorgada liberdade absoluta, a autoridade ilimitada sobre os outros nove décimos que deverão perder a personalidade, convertendo-se num rebanho; mantidos numa submissão sem limites, passando por uma série de transformações, atingirão, por meio de educação progressiva, o estado de inocência primitiva, qualquer coisa como o Paraíso Terrestre – sendo, no entanto, obrigados ao trabalho”.

Essa é – em essência, por baixo do pano – a pretensão maquiavélica do  pessoal do Clube Bilderberg e afins, via a praga do globalismo espalhado pela ONU e seus  penduricalhos, para aplainar as “injustiças  do mundo” e restabelecer a felicidade edênica na face da terra. Naturalmente, as palavras de ordem para atingir tais objetivos são, na aparência, menos brutais do que as do intelectual de “Os Demônios” (no entanto, não menos daninhas). Hoje, elas giram em torno da liberação das  drogas, do aborto, em favor do casamento gay, do lesbianismo escancarado, da invasão descontrolada de imigrantes nos países da cristandade, para não falar da histeria ambientalista (amparada na dispendiosa farsa do “aquecimento global”, a prodigalizar US$ bilhões com milhares de parasitas abonados pela grana de governos permissivos pressionados por ONGs insaciáveis) – e por ai segue a nau insensata.

De ordinário, os “formadores de opinião” definem o populismo como um modo de governar que usa de expedientes que têm como meta conquistar apoio popular, em especial o das “classes subalternas”.

Nas campanhas eleitorais, o líder populista procuraria obter a confiança do povo por meio de um discurso simples, direto e carismático, dispensando intromissões partidárias. O populista deslegitimaria, assim, as instituições democráticas apelando, presumivelmente, quando no poder, para o autoritarismo, legitimado pelo voto popular. Bullshit!

Enfim, de “esquerda” ou de “direita”, o que interessa ao líder  populista é seduzir as massas. No Brasil, citam-se como políticos populistas, além do ditador Vargas, Ademar de Barros, Jânio Quadros, Leonel Brizola, Lula “Chacal” da Silva, Garotinho et caterva. No plano internacional, Donald Trump foi considerado “populista” por ter se firmado na condição de “antipolítico” – pois lá, como aqui, os políticos são também execrados pelas massas.

A boa pergunta a se fazer é a seguinte: quem nasceu primeiro? as massas com suas necessidades e aspirações de melhor qualidade de vida ou os políticos ideologizados em busca do poder de mando e suas prerrogativas?

O grande Aristóteles achava a democracia a pior forma de governo caso degenerasse em “governo de massas”. Ele admitia, porém, uma democracia-intelectual, republicana, do tipo prevalecente, à sua época, em Atenas (que se ferrou na mão bélica de Esparta).

É evidente que Aristóteles não chegou a conhecer os globalistas nem intelectuais do porte de um FHC. Se conhecesse, na certa modificaria seus conceitos. Veria que, hoje, na república democrata, em vez das massas, quem assumiu o controle absoluto foram as formidáveis elites político-partidárias coonestadas pela burocracia de Estado com suas agências reguladoras a despejar sobre a população, em escala colossal, a cada hora, milhares de leis, decretos, normas, regras e programas sociais fajutos. Enfim, tudo o mais que limite a liberdade do indivíduo e da sociedade. No mundo ocidental, eles são agora os beneficiários do capitalismo, com suas gravatas, foros privilegiados, isonomias e falsas soluções, abocanhando salários astronômicos sem produzir nada a não ser papelada, coerção e jugo.

Bem, e o populismo de Bolsonaro? A rigor, não há populismo em Bolsonaro e, se houver, é o populismo “bom”. Seu discurso direto envolve o conceito milenar de observar os valores tradicionais de Deus, Pátria e Família – tríade sobre a qual se ergueu a nossa civilização, agora  execrada por globalistas, comunistas (gramscistas ou leninistas, pouco importa), a entourage “politicamente correta” e a tropa de choque da mídia amestrada.

Outro dia ouvi da boca de uma autoridade global, dessas que o considera uma ameaça: – “Bolsonaro não será candidato. Mas, se for, não ganhará. E, se ganhar, não tomará posse”.

Sinal de que o competidor já passou da fase de “pagar placê” e  desponta para a reta final!

 

Ipojuca Pontes, cineasta, jornalista, e autor de livros como ‘A Era Lula‘, ‘Cultura e Desenvolvimento‘ e ‘Politicamente Corretíssimos’, é um dos mais antigos colunistas do Mídia Sem Máscara. Também é conferencista e foi secretário Nacional da Cultura.

 

  • Luiz F Moran

    Candidato algum que não consiga “falar a linguagem do povo” será eleito presidente.

    Mesmo com a mídia criminosa atacando Bolsonaro e escondendo a verdade sobre os demais candidatos vermelhos e sobre essa elite podre que está no poder, caso não tenhamos fraude, ele será eleito no primeiro turno: Bolsonaro fala a linguagem do povo.

    • Leior Magri

      Trump, assim como o Jair, serão marcos históricos para o nosso pais, pois esses dois casos mostrarão como nossa mídia, assim como a grande mídia mundial, são fajutas e são inúteis em sua função original, informar. Quanto mais a mídia o demoniza, mais ele cresce. Acho que o povo já tem uma ideia: Se a mídia fala mal é por que deve ser bom….

      • Fred Coutinho

        concordo, mas lá nos EUA não tem essa merda dessa Urna Eletronica e nem apuração secreta.

    • Fred Coutinho

      Amigo, mas não adianta falar a linguagem do povo e continuar essa Urna Eletrônica, pois não importa como o povo vai votar, o que importa é quem vai contar os votos de uma eleição secreta e sem a possibilidade de uma auditoria, a pesquisa Ibope e Datafoia são manipulados para que coincidam com o resultado da apuração das urnas que já está programada, LULA Liderando as pesquisas Ibope e Datafolha é muita sacanagem.

  • cesar

    Belo texto! A expressão “populismo” ganhou recentemente o status de “expressão gatilho” entre os “intelectuais ungidos” da mídia e acadêmicos. Desde então suscita, portanto, reações emocionais completamente desconexas do contexto em que foi inserida. Bolsonaro não diz possuir soluções mágicas. Tampouco diz que terá autonomia, como eventual presidente, para resolver todos os problemas do país. Qualificá-lo como populista não passa de mais uma tentativa de nossa “classe falante” – cujos anseios são cada vez mais discrepantes em relação aos do cidadão comum-de ludibriar o eleitorado e, assim, conter o avanço do único candidato que, até o momento, promete abalar as estruturas do establishment brasileiro.

    • Rafael

      O bunda-suja é parte do establishment. Ele quer é se arrumar.

      • Ellen Souza

        O esquerdista chupa rola, tu já viu o traseiro dele? Você provavelmente teve essa Bundinha arrombada. Vaza daqui e vai trabalhar vagabundo.

        • Rafael

          Que lingua suja pra uma mulher, mas não sou eu que pensa isso não, quem o definiu desse modo foi o Geisel.

          • Ellen Souza

            mulher fala palavrão mesmo seu retardado. você que é delicadinho demais pra um “homem”. vaza do site e para de encher.

          • Ellen Souza

            se o geisel falar que a sua mãe é uma puta, tu mesmo vai se rotular de filho da puta? não tem um argumento bom e fica ofendendo as pessoas com palavras sujas e ainda tem a cara de pal de reclamar dos outros? para de imitar os outros seu corno. se fica repetindo isso é porque pensa desse jeito mesmo.

          • Newton (ArkAngel)

            Ué, tá virando conservador agora?

          • Hattori Hanzo

            Geisel o nazistão?
            Deixa de ser burro rapaz.

        • Renato Lorenzoni Perim

          Excelente, Ellen. Um dos melhores momentos do dia é quando eu venho aqui só pra ver as pauladas que esse animal leva na cara. Que sujeito mais imbecil. Coitado. Não deve ter dois neurônios em funcionamento. Parabéns pela traulitada no babaca.

          • Newton (ArkAngel)

            O interessante é que o tal Rafael é o reflexo exato dos esquerdalhas no Brasil. Gosto de vê-lo comentar, pois assim fico sabendo o que pensam os idiotas úteis, me poupa um bocado de tempo, nem preciso ler outros sites.

          • Rafael

            Melhor vc ler mais coisas da esquerda, pq não sou reflexo exato não.

          • Hattori Hanzo

            Rafael cuidado para não cair de quatro perto de grama.

        • Iason Souto

          Entrei aqui só pra dar um like no teu comentário..!!

        • Luiz F Moran

          dá block nesse merda

      • Newton (ArkAngel)

        Esquerdalha não tem moral pra falar de ninguém. Se Bolsonaro fizer merda, pau nele, não tenho político de estimação.

      • Hattori Hanzo

        Rafael cuidado com a grama.

      • Mr.SpyBR

        Ainda por aqui, ridículo? Vai lá tomar sua dose de lavagem cerebral Gramsciana na puta que o pariu.

        • Rafael

          Lunático,

  • Rafael

    O bunda-suja é populista, aliás quase um clichê de líder populista.

    • Carlos Carvalho

      Vai dar meia hora de cu com o relógio parado, comunista de merda!

    • Ellen Souza

      o rola do bolsonaro é lisinha, por isso a sua mãe gosta.

  • Ellen Souza

    Bolso já disse que não é salvador e não tem soluções magicas.

  • ANDRÉ LUIZ VIEIRA DOS SANTOS

    Trecho do texto:

    Outro dia ouvi da boca de uma autoridade global, dessas que o considera uma ameaça: – “Bolsonaro não será candidato. Mas, se for, não ganhará. E, se ganhar, não tomará posse”.

    —————————

    Oxalá a caserna esteja de sobreaviso. Já pensou que legal?
    Os militares, outrora vilipendiados pela imprensa e pelos ‘beautiful people’, entrariam em cena para garantir a posse de um presidente legitimamente eleito.

    A História dá voltas…

  • Menelau Santos

    Os textos do Ipojuca Pontes são maravilhosos.

  • Diego Araújo

    Excelente artigo!

    “É evidente que Aristóteles não chegou a conhecer os globalistas nem intelectuais do porte de um FHC. Se conhecesse, na certa modificaria seus conceitos.”

  • Elles rotulam de populista quem não come na mão das oligarquias comuno-globalistas e de seus ditames. É assim com Trump, Duterte, BREXIT e com Bolsonaro.

    • Ellen Souza

      quem rotula é esquerdista e burro.

  • fbl

    E de rótulo e rótulo a rede lixo de mídia e televisão junto com seus “intelectuais” faz a cabeça dos brasileiros.

  • Danilo Dalla Vecchia

    Dias atrás vi uma entrevista com ‘marina lula da silva’ , falando do perigo do populismo de Trump e Bonsonaro !

  • graziele

    Ele vai ganhar com a força de Deus e eles vão ter que nos engolir.

    • Fred Coutinho

      só ganha com voto impresso, Urna eletronica + apuração secreta o resultado disso será igual as pesquisas ibope e Datafolha, Lula ganha.

  • R Duarte

    O Bolsonaro não atrai as pessoas partindo da ideia de ações populistas. O efeito de massa que decorre de sua atuação encontra origem na confrontação de verdade e mentira, ambas aferidas a partir da cultura cristã. Aproximar Jair Bolsonaro à ideia de populista, mesmo com a ressalva de que se trata de um “populismo bom” só atrapalha. Esqueçamos isso!

  • Portella Elaine

    Desculpe a ignorância… Mas se Unicef e Unesco sāo farsas, o que é confiável?

  • Luciano Pereira da Silva

    Parabéns, Ipojuca!