1. América Latina
  2. Terrorismo

Não haverá mais oportunidade que agora

26 de abril de 2017 - 17:04:04

Fabulosa, a manifestação do 1 de abril na Colômbia! Milhões saíram às ruas e, apesar de que os grande meios de comunicação invisibilizaram o gigantesco protesto contra Santos e seus acordos com as FARC, foi impossível para este governo corrupto esconder a vergonha do desprezo e a fúria que o povo sente por ele e seus aliados da delinqüência.

Fabulosa a manifestação, sim. Porém, insuficiente.

Perdeu-se a oportunidade de exigir a renúncia de Santos após a vitória acachapante do NÃO no plebiscito, no passado 2 de outubro, e o povo foi se esgotando esperando um sinal, um gesto dos líderes da oposição para voltar às ruas exigindo a demissão do traidor que entregou a Colômbia nas mãos dos narco-traficantes marxistas. Aconteceu tudo ao contrário: os que deveriam ter canalizado o descontentamento popular foram tomar cafezinho com Santos no Palácio, aceitaram fazer uns arranjos menores ao acordo que o povo havia rechaçado em sua totalidade, e se sentaram impávidos para ver como Santos fazia o que lhe dava na telha com a soberana vontade popular.

O povo foi traído pelos que decidiram comandar a representação do NÃO. Talvez com exceção de Alejandro Ordóñez, que assegurou que se devia rechaçar a totalidade do acordo FARC-Santos, o resto caiu ante os enganos do já provadamente mentiroso presidente. Porém, nem sequer a voz de Ordóñez teve eco nesse comitê de dirigentes do NÃO, já que seu delgado nessas tomadas de café com Santos foi um antigo verdugo dos bons militares, próximo a Horacio Duque (detido como terrorista das FARC), vice-ministro do primeiro governo de Santos e equilibrista empedernido da Internacional Socialista, um personagem que hoje acusa de “ultra-direita” e “mão negra” aos que não estamos de acordo com reforminhas de meia tijela ao acordo havanero derrogado no plebiscito.

Perdeu-se, pois, essa oportunidade extraordinária, porém estamos num momento único e irrepetível. Nesse 1 de abril de 2017 os opositores aos governos do Foro de São Paulo fizeram passeatas em Caracas, Assunção, Buenos Aires e protestaram no Equador. A região inteira exige uma mudança de direção que afaste os países da sombra de Cuba.

Já Obama, amigo colaboracionista dos Castro e suas ditaduras latino-americanas, não é mais presidente. Foi derrotado por Donald Trump, que é abertamente anti-comunista, inimigo declarado das tiranias socialistas do continente, do terrorismo mundial e dos narco-traficantes que financiam a esquerda no continente.

Outro fator que beneficia a democracia na Colômbia é que Nicolás Maduro já está desmascarado como aliado do terrorismo, sua situação na Venezuela é insustentável e sua queda é iminente se Trump desse uma mão à oposição. O derrocamento de Maduro significaria a perda de um importante aliado para Santos e, ao mesmo tempo, o exporia como o que é: um ditador cúmplice de narco-traficantes marxistas, um fantoche das FARC e dos Castro, um violador da Constituição colombiana, um traidor da pátria.

Todas as condições estão dadas, asseguram os conhecedores, para que Juan Manuel Santos seja deposto.

Mas é necessária uma verdadeira oposição que assuma a liderança para exigir a anulação total dos acordos conseguidos pelos bandidos na mesa de negociação de Cuba. É necessário sair de novo às ruas, já. E também é necessário acompanhar o protesto com ações decididas, denúncias penais contra Santos e seu gabinete por traição aos princípios constitucionais. Denúncias contra os altos comandos militares, denúncias internacionais nos Congressos do mundo livre. Conferências em universidades da Colômbia, Estados Unidos e Europa.

Faz-se necessário que os jornalistas não ajoelhados ante o poder e o suborno de Santos, continuemos escrevendo sem trégua, que as redes sociais transbordem com as denúncias, que os meios de comunicação independentes regionais, inclusive nos municípios, repitam uma e outra vez a verdade: que Santos e as FARC propinaram um golpe de Estado à democracia colombiana, que são espúrios e ilegítimos.

É necessário ganhar espaços, há que deixar a velha manha de responder com flores a quem nos ataca com fuzis russos. É preciso se afastar, como se fossem a peste, daqueles da esquerda que militam em partidos de direita fingindo ser democratas, quando não são mais do que quadros designados para implodir as esperanças do povo mediante o engano, a manipulação e a traição.

É necessário pôr um acelerador neste momento único. Que cinco países tenham saído no mesmo dia para protestar contra os bandidos marxistas, é um sinal de que a mudança deve ser buscada com mais afinco do que nunca. O mundo inteiro tem que saber que Juan Manuel Santos e seus amigos das FARC não são mais que delinqüentes internacionais, propagadores do narco-tráfico e inimigos das democracias.

* Ricardo Puentes Melo é o editor do website Periodismo Sin Fronteras

Tradução: Graça Salgueiro