Daniel Pipes


Uma visita à universidade

Participei, no início do mês de abril, de uma conferência acadêmica de dois dias na Universidade da Pensilvânia, em parte pelo interesse na matéria (“Mundos Americanos e Muçulmanos entre 1500 e 1900”) e também para ver, em primeira mão, como anda o discurso nas ciências humanas na universidade contemporânea. Como fundador do Campus Watch, eu me pergunto se ele é tão ruim quanto os nossos pareceres sugerem ou se estamos diante de dados fora da curva.

O Egito e a Etiópia conseguirão compartilhar o Nilo?

 

Petróleo é o glamoroso bem do Oriente Médio, muito procurado pelo mundo inteiro, trazendo à região riqueza para além de qualquer sonho cobiçável. A água, contudo, é o recurso banal mais precioso ainda para os habitantes locais, porque sem ela, aquelas pessoas se veem diante do terrível dilema de abandonarem suas casas ou perecerem dentro delas.

A jihad oculta nos Estados Unidos


Yusuf Ibrahim. Não há fotos disponíveis para o público de suas vítimas, que permanecem sem rosto e sem traços característicos.

A polícia e a imprensa fizeram um trabalho incrível de investigação sobre a vida e a motivação de Syed Rizwan Farook e Tashfeen Malik, o casal que massacrou 14 pessoas em 2 de dezembro em San Bernardino, Califórnia.

Ficamos conhecendo suas famílias, os históricos dos estudos e empregos pelos quais passaram, viagens, casamento, opiniões e seus preparativos para o ataque. Acima de tudo, a dimensão do engajamento dá a entender que estamos a par que o casal tinha intenções jihadistas, ou seja, eles atacaram conforme seu papel de muçulmanos devotos disseminando a mensagem, lei e soberania do Islã.

Por que o massacre em Paris terá impacto apenas limitado

Os profissionais reagem ao deslocamento do público para a direita com o deslocamento deles próprios para a esquerda, incentivando mais imigração do Oriente Médio, instituindo mais clichês de “discurso de incitamento ao ódio” para abafar críticas ao Islã, proporcionando mais apoio aos islamistas.

O assassinato de cerca de 127 inocentes em Paris por uma gangue de jihadistas na sexta-feira chocou a França levando a mais uma rodada de solidariedade, exame de consciência e rancor. Em última análise, a violência islamista contra os cidadãos do Ocidente se reduz a duas questões: o quanto essa última atrocidade irá mudar a opinião pública? e o quanto ela irá continuar estimulando o Establishment a negar a realidade?

Conforme sugerem essas questões, o povo e os profissionais estão caminhando em direções opostas, a primeira para a direita e a segunda para a esquerda. No final, esse embate reduzirá, e muito, o impacto desses acontecimentos em termos políticos.

Islã x islamismo

Daniel Pipes afirma que há um Islã moderado, diferente do Islã radical que impulsiona o terrorismo jihadista. Heitor De Paola discorda desta distinção e apresenta seu comentário ao artigo de Pipes.

Quais motivos estão por trás do atentado à Maratona de Boston no mês passado e o que aconteceria se o ataque ao trem VIA Rail Canada fosse concretizado?

Esquerdistas e pessoas ligadas ao establishment apresentam diversas respostas, imprecisas e já desgastadas, como extremismo violento ou ódio ao imperialismo ocidental, nenhuma delas merecedora de debates aprofundados. Por outro lado, conservadores lançam mão de um debate sério e caloroso entre seus correligionários: alguns dizem que o Islã, a religião, gera motivação, outros dizem ser uma variante extremista moderna da religião, conhecida como Islã radical ou islamismo.

Como participante no debate dos conservadores, a seguir apresento minha argumentação a favor de colocar em foco o islamismo.

Ataques do EIIS no Ocidente

O tweet que iniciou o ataque que ocorreu dez dias depois em Garland, no Texas.

O ataque contra um concurso de caricaturas de Maomé em 3 maio em Garland no Texas, provocou muitos debates a respeito dos vínculos dos agressores com o Estado Islâmico, também conhecido como EIIS, EIIL e Daesh. O EIIS os treinou como agentes? Esses agentes fazem parte de uma nova rede terrorista no Ocidente?

Decifrando a Doutrina Obama


James Jeffrey
, ex-embaixador extraordinário e plenipotenciário de Barack Obama no Iraque, diz o seguinte sobre o atual desempenho da administração no Oriente Médio: “estamos em uma maldita queda livre”.

Veja os equívocos: ajudar a derrubar Muamar Kadafi na Líbia, resultando em anarquia e guerra-civil. pressionar Hosni Mubarak do Egito a renunciar, depois apoiar a Irmandade Muçulmana, fazendo com que o atual presidente Sisi se volte para Moscou. alienar o mais leal e resoluto aliado de Washington na região, o Governo de Israel. desprezar o Estado Islâmico do Iraque e da Síria (EIIS) como uma “equipe desportiva do terceiro ano do ensino médio” pouco antes dele capturar cidades importantes. fazer apologias ao Iêmen como um sucesso do contraterrorismo, pouco antes de seu governo ser derrubado. alarmar as autoridades sauditas ao ponto delas formarem uma aliança militar contra o Irã. mimar Recep Tayyip Erdo?an da Turquia, estimulando suas tendências ditatoriais. sair prematuramente do Iraque e do Afeganistão, arruinando o gigantesco investimento americano nesses dois países.

O Islã destrói o passado


Após a invasão de 1974 as forças turcas fizeram com que muitas igrejas no norte de Chipre abrigassem apenas animais.

A recente destruição das cidades milenares de Nimrud, Hatra, e Korsabad, três dos maiores sítios arqueológicos e culturais do mundo, pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EIIS), é apenas o último round de ataques do grupo no grande bolsão sob seu controle. Desde janeiro de 2014 a gritante barbárie do EIIS vem explodindo mesquitas xiitas, destruindo igrejas, pulverizando santuários e saqueando museus.

A Europa tem zonas proibidas?

 

Steven Emerson conversa com a Fox News Channel em 11 de janeiro sobre as regiões dominadas por muçulmanos na Europa.

Comentários proferidos por Steven Emerson na rede de TV Fox News provocaram um acalorado debate sobre a existência de “zonas proibidas” predominantemente muçulmanas na Europa. Em 11 de janeiro, Emerson disse que elas “existem em toda a Europa, em lugares onde governos como os da França, Grã-Bretanha, Suécia, Alemanha não impõem suas soberanias. .. Basicamente há zonas proibidas onde foram instituídos tribunais da Sharia, onde é grande a concentração de muçulmanos, onde a polícia não entra e onde elas se comportam como países isolados, um país dentro de outro país”.

Os suecos simplesmente decidiram pelo suicídio nacional?

 

O governo sueco abriu as portas para os refugiados sírios.

Ai daquele na Suécia que discordar do ponto de vista ortodoxo, de que acolher calorosamente levas de indigentes de países como o Iraque, Síria e Somália não seja uma ideia ótima e nobre. O simples fato de discutir a permissão de que cerca de um por cento da população de uma civilização esquisita emigre anualmente faz com que o proponente caia em desgraça, política, social e até legalmente. (Eu conheço um jornalista que foi ameaçado com prisão por discordar ligeiramente sobre essa questão). Dizer que há uma cultura sueca que vale a pena preservar, causa perplexidade.