Editoria MSM


Haja talento!

Desde que um tal de Conde Victor Lustig vendeu duas vezes seguidas a Torre Eiffel não se via tanto talento como o demonstrado pelo PT para ludibriar as pessoas.

Se eu fosse dono ou administrador de um “Shopping Center”, após as eleições me tornaria um concorrente do PT. Não politicamente mas como empregador, através de uma ONG de reciclagem, o que está muito em moda. Tentaria reciclar as sobras de Recursos (Humanos) de campanha, aquela porção de gente que migra de onde o PT perdeu para outro lugar onde ele ganhou e, através do seu notório saber, ocupa cargos, secretarias e diretorias públicas no novo centro de acolhimento. A razão é muito simples: pode-se dizer o que for, mas essa gente literalmente vende geladeiras para esquimós. O Shopping que os contratasse seria capaz de fechar qualquer negócio. Senão vejamos:

– Conseguiram vender Lula como Presidente sem nunca ter administrado sequer uma banca de frutas. Enquanto minha empregada estuda à noite para terminar o segundo grau, requisito para concorrer a uma disputada vaga de “margarida” no município, ele atingiu a meta almejada após 16 anos de persistência, mas sem passar do curso primário. Agora estão lançando um modelo exportação com retoques apenas em alguns acessórios de superfície;

– Inovaram, também, superando aquela mania dos paulistanos de escolher chatíssimos engenheiros para prefeito e conseguiram eleger uma “socialite” sexóloga, pois é óbvio que a cidade já está construída à beça e precisa mesmo é de mais descontração;

– Na atual campanha para reelegê-la, por sinal, um lance de genialidade: apareceu um doutor gordo e de barbas brancas, misto de Baco com Jeová, prometendo na saúde como na educação o CEU (Centro Educacional Unificado) que, para o comum dos mortais, aparece sob a forma de maquetes brancas e escolas com piscinas. Enquanto isso, o principal oponente é acusado, em anúncios sombrios, de ter disseminado doenças como diabetes, hepatite B e pior, numa inversão ampliada do milagre de Lázaro, ter multiplicado a lepra;

– Conseguiram vender a idéia de que as mesmas manobras macroeconômicas, quando feitas pelos adversários são perversas, quando pelo PT são responsáveis;

– Venderam de passagem, também, a tese de que quando se está na oposição é lícito ser contra decisões de governo, ainda que vitais para o país, pois isso faz parte dos meios necessários para alcançar o poder;

– Durante anos a fio e, neste caso, com a ajuda de outros colaboradores, os petistas têm vendido a idéia de que a culpa do crime não é do criminoso pois, com uma simples pirueta retórica, prova-se que ele na verdade é a vítima e a culpa é de uma tal de “sociedade”;

– Da mesma forma, fizeram prevalecer a idéia de que aqueles que possuíam armas mas não as disparavam, eram responsáveis pelas mortes causadas por aqueles que vivem disparando e, na impossibilidade de desarmar os segundos, o problema se resolveria desarmando os primeiros;

– Conseguiram que mesmo não acreditando muito na coisa, a maioria se calasse constrangida, frente a implantação das tais cotas que se destinam a transferir a responsabilidade do nosso fraco ensino público para os computadores racistas que copilam os dados dos vestibulares. Considerando que no Brasil pretos e brancos puro sangue mesmo são poucos e que a esmagadora maioria, perceptível ou não é de mestiços, quando essa idéia for transplantada para espaços mais amplos vai dar numa confusão dos diabos. Em alguns lugares já deu, com comissão de professores olhando fotos para definir se o candidato realmente tinha ou não feições de “afro-descendente”. Nem o Dr. Rosenberg teria pensado nisso mas, eis aí uma oportunidade de mercado: fotógrafo com aluguel de peruca rastafari.

– A última rodada de ofertas e promoções é composta por várias medidas visando a proteger nossa vulnerável população dos mal intencionados na imprensa, na produção audio-visual e até no Ministério Público. Vejamos se a catatônica elite que nos representa, vota e decide por nós engole mais essa.

Enfim, desde que um tal de Conde Victor Lustig vendeu, não uma mas duas vezes seguidas a Torre Eiffel, não se via tanto talento assim embora, a bem da verdade, diluído num grupo considerável de pessoas. Mas isso é ainda mais fascinante, considerando que não depende da casual genialidade de um indivíduo, mas de técnica desenvolvida, partilhada e bem executada pelos participantes de uma agremiação política.

A noite dos facões

Fidel e Raúl Castro têm muito a ver com a condução estratégica do “Neo-Comunismo” que Hugo Chávez está implantando na Venezuela.

Na página 327 do livro de Huber Matos, intitulado “Como Chegou a Noite” (Tusquets Editores S. A. ISBN: 84-8310-791-0), o autor relata a seguinte discussão que manteve com Raúl Castro nos escritórios do líder máximo, Fidel, a poucos meses da vitória:

“Para que a Revolução triunfe” – disse Raúl – faz falta uma Noite dos Facões, que corte muitas cabeças de nossos inimigos”. (O irmão mais novo dos Castro estava se referindo àquela operação ordenada por Adolf Hitler, onde passou pelas armas amigos, potenciais inimigos e inimigos declarados, de seu então insipiente regime).

Segundo Matos, este o interrompe: “Imagino que não estarás falando a sério, porque isso não se encaixa nos planos da Revolução”, ao que Raúl acrescentou: “Pois sim. Sim, uma noite de São Bartolomeu (a matança dos protestante franceses, durante o reinado de Carlos IX, em 24 de agosto de 1572) porque as dificuldades que vamos encontrar daqui em diante vão ser muitas”.

Para uma grande quantidade de pessoas na Venezuela e fora dela – eu, inclusive – Fidel e Raúl Castro têm muito a ver com a condução estratégica deste “Neo-Comunismo” que Hugo Chávez está implantando, com o maior êxito do mundo, em nosso país. O estilo castrista está sendo copiado em sua essência, embora que não necessariamente termine sendo uma cópia de papel carbono, o qual contribui à confusão de muitos e à “eternização” de Chávez no poder, dentro das novas realidades em um mundo globalizado como o que vivemos hoje.

Não haverá necessariamente fuzilamentos “oficiais” na Venezuela que começou no passado 15 de agosto (de 2004). Haverá perseguições, prisões, “exilamentos” (voluntários ou não), represálias, extorsões, fortes pressões… embora que não se cheguem aos fuzilamentos “oficiais”, como na mais primitiva Cuba dos Castro. O mundo mudou e as técnicas do CASTRO-COMUNISMO também. O descaramento, todavia, é o mesmo. Talvez não se chegue à “intervenção oficial” da propriedade privada por parte do Estado, como fez Fidel em Cuba, porém muitos abandonarão a sua quando na Venezuela se torne insuportável viver, devido ao bem pensado desastre econômico e, entre outras muitas coisas, o acosso do “soberano” sobre os “oligarcas”, como sucedeu na Cuba de Castro, com a proliferação dos “gusanos”. Ao final de cada dia, a Venezuela terminará destruída, como destruída terminou Cuba nas mãos de Fidel e Raúl. A única coisa sobre à qual poderemos nos deleitar, como “prêmio de consolação”, será que muitos dos que hoje crêem que ganharam na loteria agarrando-se ao regime, é que terminarão “deteriorados” quando chegue o momento de apertar-lhes as porcas nos “parafusos” que deixaram de ter utilidade para o sistema. Veremos muitos “empijamados”, outros presos… mortos ou, inclusive, exilados ou suicidados. Já o verão quando começar a verdadeira “emoção”!

Talvez, dentro deste quadro que acabo de expôr encontre-se a resposta a essa nova onda de casos que recebeu o jamais-bem-ponderado Procurador Ánderson. É muito possível que já tenha começado na Venezuela essa muito particular “Noite dos Facões” a la venezuelana. Dentro dessa perseguição estarão os que acompanharam o Dr. Pedro Carmona Estanga… e a Perico Los Pelotes. Henriquito as verá novamente em um buraco escuro e veremos o General Alfonso Martínez atrás das grades. Ricardo Köesling que ponha suas barbas de molho, porque o que lhe vem é “Candanga com Burundanga”… e assim, todos aqueles que de uma ou outra forma nos constituímos em pedrinhas no longo e estreito sapato de Tribilín de Hugo Rafael.

…e chegou o Comandante e mandou parar: acabou-se a brincadeira!

Notas:

Fonte: Graça Salgueiro.

Abaixo o privilégio dos militares

É necessário acabar com os privilégios dos militares, inclusive o vultoso aumento de 10% que receberam.

A Folha de S.Paulo de 18 do corrente publica em manchete ‘‘Militar ganha privilégio em universidade’’. A repórter, de Brasília, informa que ‘‘os reitores das universidades federais estão contrariados com um parecer da AGU (Advocacia Geral da União) que garante vaga a militares e a seus dependentes que pedirem transferência para universidades federais, mesmo que estejam matriculados em uma instituição particular’’.

E mais: ‘‘A UnB (Universidade de Brasília) está ameaçando suspender o próximo vestibular para o curso de direito, alegando que não teria condições de atender aos cerca de 70 pedidos de transferência de militares para o curso. A universidade diz ter recebido, entre janeiro e agosto deste ano, cerca de 300 pedidos de transferência, sendo 90% deles de militares e dependentes — a maioria vinda de instituição particular’’.

O mesmo prestigioso jornal paulista, no dia seguinte, na destacada seção de frases, dá guarida a esta: ‘‘Duas categorias. Foi criado um tratamento diferenciado entre servidores civis e militares. Com o parecer, um aluno pode fazer um vestibular na esquina e, no dia seguinte, ser um estudante da UnB’’. Autor da frase, registrada pelo jornal: ‘‘Timothy Mulholland, sobre o parecer da advocacia Geral da União que dá a militares e seus dependentes o direito de transferência para as universidades federais, mesmo que estejam matriculados em instituições particulares’’.

Imagino a indignação dos leitores contra esse odiento privilégio concedido aos militares. Privilégio, ensina o Aurélio: é vantagem que se dá a alguém com exclusão de outrem e contra o direito comum. Por que a AGU foi chamada a dar parecer tão absurdo e revoltante, a ponto de a Andifes, (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior), indignada, protestar em carta ao ministro da Educação e ‘‘pretender adotar medidas judiciais para tentar reverter o parecer, que tem força de lei, para a rede federal?’’

À primeira vista, pensa-se que tudo decorre de um privilégio que o advogado-geral da União decidiu conceder aos militares. Engana-se, possivelmente, a Andifes quando afirma que o parecer da AGU tem força de lei. Somente se não houver lei que disponha da espécie. E fica mal ignorar que exista a Lei nº 9.536, de 1997. (Felizmente sancionada por presidente que não era militar, mas um civil, sociólogo e professor.) E que a lei não favorece somente os militares mas também os servidores civis da União objeto de transferência ex officio ‘‘que acarrete mudança de domicílio, em qualquer época do ano e independente de vaga’’.

Compreende-se que os militares sejam os mais sujeitos a transferência de guarnições de um estado para outro. A educação deles é contínua e as escolas em sua maioria estão no Rio de Janeiro. Em Brasília, além das organizações militares compatíveis com a proteção da capital da República, estão o Estado Maior das Forças Singulares e seus Quartéis Generais. Para Brasília, pois, são transferidos muitos oficias e sargentos. Daí os pedidos de matrícula, conforme rigorosamente a lei, que a AGU interpreta e não inventa. E como em Brasília só existe a UnB, natural que sobre ela recaiam os pedidos de matrícula. Os congressistas brasileiros entenderam que a vida do servidor público tem, entre suas serventias, especialmente o militar, vários domicílios impostos pela necessidade do serviço federal a cada transferência, e compreenderam que devia proteger-lhe a família.

Infeliz foi a declaração do vice-reitor da Universidade de Brasília, pois não se trata de fugir do vestibular desse educandário. Nenhum dos estudantes que pretendem beneficiar-se da lei terá feito ‘‘vestibular numa esquina’’. Nem lhe coube razão ao dizer — como está no jornal — que ‘‘foi criado’’ com o parecer ‘‘um tratamento diferenciado entre os servidores civis e militares”. Desconhece a lei que trata igualmente militares e civis. O problema é grave quando vem de universidade pública, e tem de matricular-se em instituição particular. Isso deriva de outro privilégio igualmente odiento: o dos polpudos vencimentos dos militares. Tão polpudos que um major — normalmente com 28 anos de serviço, já pós-graduado, ganha, bruto, o mesmo que ganham o papilocopista, o escrivão e o agente da Polícia Federal; um general de brigada, com 40 anos de serviço e todos os cursos do Exército, recebe, bruto, o que recebe inicialmente um delegado de polícia civil; e um general de Exército, de quatro estrelas, com o mínimo de 45 anos de serviço tem vencimentos totais inferiores a um advogado da União com gratificação por desempenho. Por isso é justo que um major transferido para Brasília, cujo dependente cursava a Universidade Federal do Rio de Janeiro (onde deve ter feito um ‘‘vestibular na esquina’’), deva e possa pagar universidade privada em Brasília, porque assim o exigiu o interesse do serviço que causou sua transferência?

Urge acabar com tais privilégios, inclusive o vultoso aumento de 10% para os militares…

Notas:

Publicado no
Correio Braziliense em 21/09/2004.

Liberais de papelão

Site do PFL tem coluna com apologia ao partido democrata e ao PSDB.

Que no Brasil direita é sinônimo de lenda – visto que é algo mítico – ou de reacionarismo, não é nenhuma novidade. Afinal, graças às décadas de desinformação esquerdista sobre o real significado de direita, a maioria dos brasileiros acredita que direita é atraso; direita é violência; direita é exploração, e por aí vai. Todo tipo de golpe sujo e mentira, é imediatamente atribuido a uma ação direitista, e politicos que nem na mais remota hipótese poderiam ser classificados como direitistas – no máximo, patrimonialistas oportunistas -, passaram para a galeria da direita no Brasil.

Até mesmo o partido nazista é apresentado, no Brasil, como exemplo da “extrema-direita” embora não passe de uma aberração socialista, que compactuou em tudo com o regime comunista soviético.

O que não se sabia, porém, é que a direita, ou melhor, a pseudo-direita brasileira, representada pelo PFL, também era capaz de passar atestado de burrice explícita.

Pois só pode ser burrice da mais virulenta a presença no site do partido, de uma coluna onde, entre outras coisas, se dissemina anti-americanismo; que equipara a administração do presidente Lula – que pode ser tudo, menos um político de direita – com a do partido republicano nos EUA, e afirma que presidentes bons e modernos eram Bill Clinton e Fernando Henrique, que buscavam a paz e o diálogo, e não o confronto como Lula e Bush.

Será que o PFL está tão desesperado que perdeu o senso de rídiculo? Publicar um artigo desses, no site de um partido que se diz sério, onde o autor, além de fazer uma comparação absurda, atribuindo o terror à “falta de diálogo” – como se terroristas que chacinam pessoas inocentes com bombas, ou cortam cabeças de reféns amarrados e indefesos fossem adeptos do diálogo -, e ainda por cima faz apologia de um ex-presidente como Fernando Henrique Cardoso, responsável pelo aumento inacreditável da carga tributária no Brasil, entre outras medidas socialistas, e que sequer é do Partido da Frente Liberal, demonstra o nível – qualquer coisa abaixo de zero – a que um partido dito “liberal” chegou no Brasil.

Seria interessante se pelo menos os dirigentes do PFL lessem o que é publicado no site de seu próprio partido, e se posicionassem sobre o seu conteúdo, para que os incautos liberais e conservadores que o acessam não pensem estar lendo o site do PSDB ou do PT.

Este tipo de matéria – que pelo jeito deve ser uma constante no site do PFL -, aliado aos acontecimentos dos últimos dias, com aproximações entre o governo Lula e políticos do partido -, só comprova o que qualquer pessoa de bom senso já sabia: que os partidos que não são assumidamente esquerdistas não passam de meras forças auxiliares dos grupos socialistas que dominam a política brasileira.

Portanto, os eleitores brasileiros que não compactuam com socialismos, esquerdismos e coletivismos permanecem órfãos de pai e mãe na hora de votar nas próximas eleições, e pelo jeito continuarão assim por muito tempo.

Colóquio MSM: eleições municipais

MSM promove um colóquio sobre as eleições municipais reunindo Nivaldo Cordeiro, Ubiratan Iorio, Percival Puggina e Olavo de Carvalho, suas perspectivas e como os resultados do pleito podem influenciar nos rumos da política nacional.

Com a aproximação das eleições municipais o jogo eleitoral novamente trouxe todas as suas implicações, como a propaganda eleitoral, o marketing político, a mobilização dos eleitores para o exercício do voto, etc., ritual que se repete há anos e que cada vez mais parece perder o sentido para a população, visto que não é acompanhado da materialização das promessas nababescas e mirabolantes que auxiliam na eleição de grande parte dos candidatos, enquanto o debate de idéias e conceitos cada vez mais fica restrito a um festival de lugares-comuns e conceitos socialistas.

Ao contrário de outros pleitos municipais, porém, desta vez o governo central e muitas prefeituras importantes são ocupadas por um partido que possui uma bem estruturada ideologia e, em cima disso, sedimenta seus objetivos de poder. Se o PT não possui projeto de governo – ausência que é em grande parte compensada por frases de efeito e muita pirotecnia propagandistica, além de doses cavalares de desinformação da opinião pública, tudo feito com o apoio de amplos setores da mídia – ele tem um muito bem planejado Plano de Poder.

Uma eventual derrota do PT no jogo eleitoral teria qual importância para os rumos da política nacional? É o processo eleitoral ou a formação de opinião que contam decisivamente? Até que ponto a política no Brasil é realmente democrática? Estão representadas todas as correntes de pensamento neste esquema? Para responder estas questões, MSM elaborou este pequeno colóquio na esperança de orientar os leitores face a este assunto tão importante. Estão aqui presentes quatro dos principais articulistas:* Ubiratan Jorge Iorio, economista e professor da Faculdade de Ciências Econômicas da UERJ, residente no Rio de Janeiro.

* José Nivaldo Cordeiro, economista e mestre em administração de empresas pela FGV-SP, residente em São Paulo.

* Percival Puggina, jornalista e arquiteto, residente em Porto Alegre.

* Olavo de Carvalho, filósofo, jornalista e editor de Mídia Sem Máscara, residente em Curitiba.

* * *

MEDIADOR: Boa tarde a todos. Para começar, gostaríamos de saber se, no entender de cada um de vocês, é possível que as próximas eleições resultem em algum tipo de enfraquecimento do PT no cenário político, em virtude de eventuais desgastes sofridos pela administração Lula?

NIVALDO CORDEIRO: Sim, embora os contendores pouco difiram do PT. Vemos em luta facções separadas dentro da hegemonia esquerdista. O “encanto” do PT estava na novidade, desfeita pelo exercício do PT. Perderá votos e certamente governos locais postos em jogo.

UBIRATAN IORIO: Sim, acho que o PT, após estes quase dois anos no poder, já mostrou que não possui o encanto que tentou fazer os eleitores crerem que possuía. Sob o ponto de vista ético e administrativo, um verdadeiro desastre e, politicamente, tão cheio de fragilidades quanto os partidos que o antecederam no poder. Mesmo sendo o eleitor brasileiro médio um desinformado, creio que saberá dar resposta nas urnas a isto.PERCIVAL PUGGINA: Num sentido eleitoral amplo, no plano nacional, descreio. O PT, não devemos esquecer, é estuário de correntes políticas da esquerda nacional que se formaram dominantemente no meio urbano e intelectual. Assim, ao surgir como legenda partidária nos anos 80, era o partido que abrigava as lideranças mais preparadas para a militância política no Brasil urbanizado. Gradualmente, dentro de um planejamento bem concebido, o PT foi crescendo e acabou por alcançar excelentes resultados nas grandes cidades brasileiras. Tenho a convicção de que, nas atuais eleições municipais, o PT vai perder algumas posições junto a esse específico eleitorado mas, graças aos recursos de que dispõe e ao uso que faz das estruturas de poder, aumentará significativamente o número de seus prefeitos nas cidades de porte médio e pequeno. Em outras palavras: o PT fará mais votos para prefeito em 2004 e para vereador do que fez em 2000, e vai administrar um número bem maior de prefeituras, mas é possível que os números do contingente populacional sob gestão dessas prefeituras seja menor do que os atuais.OLAVO DE CARVALHO: É possível, mas não em dose suficiente para mudar o rumo das coisas. O fundo de ideologia esquerdista inconsciente que domina a nossa cultura hoje em dia terminará sempre por prevalecer, favorecendo a hegemonia petista acima de mudanças superficiais do quadro eleitoral.MEDIADOR: E o crescente viés socialista no qual o país se encontra? Ele pode ser influenciado de alguma forma pelo processo eleitoral?

NIVALDO CORDEIRO: Ele domina o processo eleitoral e determina o conteúdo da comunicação política. A esquerda há muito não tem adversários ideológicos.UBIRATAN IORIO: Acho que não, porque as eleições são municipais (e não federais) e também porque acredito que o PT vá fazer muito menos prefeitos e vereadores do que supunha.PERCIVAL PUGGINA: O viés socialista em que o Brasil se encontra vem influenciando todas as eleições brasileiras nas últimas décadas, à exceção do fenômeno Collor, que conseguiu levar a pauta política daquele pleito para outro terreno. No entanto, os conceitos socialistas estão muito bem consolidados no subconsciente do povo brasileiro. O discurso conservador ou liberal não tem, no Brasil, votos para ganhar qualquer eleição.OLAVO DE CARVALHO: Pode-se aproveitar a ocasião das eleições para ir além da mera disputa de cargos e desencadear um combate ideológico, mas duvido que alguém deseje fazer isso. Mesmo os que disputam cargos com avidez, tornam-se repentinamente tímidos e recalcitrantes quando a discussão entra no terreno ideológico. Parece que todos têm medo de colocar em discussão, mesmo de longe, os méritos do socialismo. Mesmo homens soi-disant “de direita” macaqueiam o discurso esquerdista, de início por esperteza, mas depois deixando-se impregnar pela repetição até acabar acreditando ao menos parcialmente no que dizem. Hoje o Brasil inteiro, mesmo na parte antipetista, está intoxicado de valores socialistas declarados ou não declarados. Isso é, a longo prazo, a maior força dos partidos de esquerda e principalmente do maior deles.MEDIADOR: Mas qual o programa ou abordagem que um político deveria adotar para fazer frente à hegemonia esquerdista nacional?

NIVALDO CORDEIRO: Defender claramente uma plataforma de direita, a começar pela tese de redução dos impostos e da despesa pública, pela redução da regulamentação da atividade econômica, pelo patrocínio dos valores tradicionais. Penso que um segmento importante do eleitorado responderia favoravelmente a essa plataforma.UBIRATAN IORIO: Abrir o jogo e dizer claramente tudo o que se passa, sem qualquer tipo de medo. Assumir, enfim, que é liberal, sem qualquer vergonha. Infelizmente, a maioria dos políticos sofre de medo do patrulhamento ideológico das esquerdas. Mas o mais importante seria uma reforma política, que gerasse partidos programáticos/doutrinários e com a adoção do voto distrital.PERCIVAL PUGGINA: É uma pergunta dificílima de responder, embora seja a mais importante de todas. Creio que uma vitória contra políticos de esquerda seja mais fácil do que uma vitória contra o discurso de esquerda. Vale dizer: como os pleitos brasileiros envolvem votos em pessoas, as estratégias eleitorais devem ser encaminhadas para esse terreno, mais do que para o terreno ideológico. Embora pareça um contra-senso, dadas as características de nosso modelo eleitoral, o trabalho ideológico no Brasil acaba sendo menos partidário e mais intelectual, devendo ser conduzido através dos meios de comunicação social, do ambiente escolar e acadêmico e das Igrejas. E aí o trabalho só pode ser de longo prazo.OLAVO DE CARVALHO: Não me cabe dar orientação a ninguém quanto ao que deve fazer, mas, se eu fosse líder de um partido antipetista, refrearia um pouco a fome de mandatos eleitorais e me concentraria na disputa de fundo, na formação de uma oposição ideologicamente consistente e no combate cultural, exatamente como a esquerda fez nos anos 60-70. Mas, neste país, só a esquerda sabe raciocinar a longo prazo. Os outros só fazem política a varejo: eleições, disputa de cargos, defesa de pequenos interesses imediatos, em nome dos quais acabam, às vezes, matando suas melhores chances de futuro. O adesismo dos Magalhães, dos Sarneys, dos Ermírios, é pseudo-astúcia de gente sem visão.MEDIADOR: O que os senhores entendem por “esquerda” e “direita”? Quais os candidatos ou políticos que melhor representam estas tendências políticas?NIVALDO CORDEIRO: Direita é toda a corrente que defende a redução do Estado na economia e na regulação da vida privada. A esquerda é o seu inverso.UBIRATAN IORIO: Para mim, esquerda e direita são quase que a mesma coisa com os sinais trocados, pois ambas defendem um papel do Estado bem maior do que aquele que os liberais julgam ser indicado.PERCIVAL PUGGINA: Se me permitirem caracterizar a esquerda de maneira bem reduzida eu diria – valendo-me de Roberto Campos – que ela oferece respostas simples e erradas para problemas complexos. A idéia de que “os pobres são pobres por causa dos ricos”, talvez seja a mais nítida evidência do que afirmo. A partir daí, a nossa esquerda compõe todo o seu discurso. Assim, os negros vivem mal por causa dos brancos; os problemas dos sem-terra são uma decorrência dos proprietários rurais; os salários são baixos por culpa da ganância dos empresários; o Brasil vai mal por causa do neoliberalismo e da globalização e assim por diante. Como tenho reiteradamente afirmado em meus artigos, essas idéias são paralisantes. Já a direita – num leque ideológico simplificado – se opõe a essas idéias e gostaria de ver aplicadas no Brasil aquelas que fazem dar certo o Primeiro Mundo. De certo modo, voltamos ao ponto anterior. A solução dos problemas políticos do Brasil e o enfrentamento de conceitos que entravam seu progresso econômico e social constituem uma tarefa a ser conduzida, prioritariamente, na esfera cultural.OLAVO DE CARVALHO: Já expliquei que direita e esquerda, historicamente, não se distinguem pelos conteúdos de suas respectivas ideologias, mas pelo critério legitimador a que apelam: a esquerda se arroga os méritos de um futuro hipotético, a direita pretende representar a experiência acumulada dos séculos e o primado da realidade. Nesse sentido, não há mais nenhum político de direita no Brasil: só anti-esquerdistas de ocasião, limitados à defesa pontual de crenças soltas ou de interesses específicos.MEDIADOR: Finalmente, cabe perguntar: em quem o senhores votarão nas próximas eleições municipais?NIVALDO CORDEIRO: Voto em São Paulo e minha escolha é Luiza Erundina. Porque a conheço, porque conheço pessoas próximas a ela e porque as alternativas são bem piores. Infelizmente, não há nenhum político liberal na disputa.UBIRATAN IORIO: Sou eleitor da cidade do Rio de Janeiro e vou anular o meu voto, porque não identifico em nenhum candidato a prefeito (e também a vereador) as propostas pelas quais me bato. Como serei obrigado a votar, por coerência, terei que anular o meu voto.PERCIVAL PUGGINA: Moro em Porto Alegre. Votarei no candidato do Partido Progressista – o ex-governador e atual deputado Jair Soares. Ele é o único candidato “não de esquerda” entre os quatro mais bem colocados nas atuais pesquisas de opinião.OLAVO DE CARVALHO: Nulo ou em branco. Porque confiar num candidato nas presentes condições, já transcende a mera ingenuidade humana.MEDIADOR: Muito obrigado aos presentes. Em nome dos leitores de Mídia Sem Máscara, agradecemos o tempo e a dedicação dos senhores nas respostas face à importância e relevância do processo eleitoral no quadro político brasileiro. Esperamos poder contar com os senhores nos próximos colóquios e debates.

Derrama tributária não dá trégua

Tornou-se uma lamentável rotina a seqüência de recordes de arrecadação registrados pelo governo federal.

Em agosto deste ano a receita da União em termos reais (a preços de agosto de 2004 – IPCA), excluindo a Previdência Social, somou R$ 25,9 bilhões, contra uma média de 2000 a 2003, para o mesmo mês, de R$ 22,7 bilhões. A arrecadação total nos oito meses do ano somou R$ 212,7 bilhões, um incremento de 10,8% em relação ao mesmo período de 2003.

Parte desse crescimento pode ser atribuída à recuperação da atividade econômica neste ano em relação ao desempenho medíocre de 2003. O IPI que serve como importante termômetro da atividade industrial registrou crescimento real de 10%, causado principalmente pela maior arrecadação daquele tributo sobre veículos, que cresceu 13%.No entanto, o que cabe destacar é a expansão real de 24% na arrecadação da Cofins, tributo cuja alíquota foi majorada de 3% para 7,6%, quando de sua mudança para o sistema não-cumulativo. A Cofins gerou R$ 50,8 bilhões para o governo em 2004 contra R$ 41,0 bilhões no ano anterior.A avaliação de cada tributo na composição da receita federal revela que a Cofins foi o tributo que mais cresceu em termos relativos. Enquanto o IPI permaneceu representando 7% do total de 2003 para 2004, a participação da Cofins cresceu de 21% para 24%.A Cofins faz parte de um processo de transferência de ônus tributário para o setor de serviços. Nos últimos dois anos prevaleceu uma visão que os prestadores de serviços eram subtributados. Essa tese se mostrou falaciosa em um estudo da Fundação Getulio Vargas, que revelou que o ônus sobre os prestadores de serviços em 2001, portanto anterior às mudanças iniciadas no ano seguinte, foi de 31,9%, ligeiramente superior ao do setor industrial, que registrou 31,4%.Além da mudança na Cofins, a nova lei do ISS, a mudança na base da CSLL e a alteração do PIS compuseram o pacote de alterações das regras tributárias que fizeram do segmento de serviços o mais prejudicado pela insaciável sanha fiscal do poder público.Tornou-se uma lamentável rotina a seqüência de recordes de arrecadação registrados pelo governo federal. Ao que tudo indica, a promessa da atual equipe econômica de não elevar a carga tributária brasileira não será cumprida.O desempenho das receitas federais em agosto de 2004 mostra que a derrama tributária empreendida pelo poder público brasileiro não dá trégua. A forte pressão sobre a carga tributária, sobretudo sobre os prestadores de serviços e assalariados, continua mais cruel do que nunca.

Notas:

Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque, 59, doutor em Economia pela Universidade Harvard, professor titular e vice-presidente da FGV, foi deputado federal (1999-2003). É autor do livro “A Verdade sobre o Imposto Único” (LCTE, 2003).

Vinte anos depois

Se George Orwell, de alguma forma, vivesse atualmente no Brasil, ele sentiria aquela estranha sensação de dejà vu,pois o cenário nacional é semelhante ao de sua obra-prima, 1984.

Se George Orwell, de alguma forma, vivesse atualmente no Brasil, ele sentiria aquela estranha sensação de dejà vu. Não que ele já tivesse vivido isso; é mais. Ele mesmo criou esse cenário em 1948, ao escrever a obra-prima, 1984.

Mas, em 1948, o nível de alienação da população (alfabetizada) não era tão baixo como o que observamos atualmente. Daí a necessidade de colocar as personagens “presas”, num mundo sombrio e sem luz, apenas trabalhando para o Partido, praticando a obediência cega ao Big Brother e indo para casa descansar, certos de que essa é a única forma de vida realizável. Então, nem passou pela cabeça do autor deixar as personagens com livre arbítrio. Seres livres e conhecedores da verdade nunca se deixariam arrastar para aquele mundo de falsa liberdade, onde a verdade está em poder de poucos. Pois é, ele estava errado.

Nunca tivemos tanto acesso a informação quanto nos dias de hoje, com o advento da Internet. Yet, o nível de interesse do brasileiro parece crescer em proporção inversa ao aumento do volume de informação. Como as personagens da ficção, o brasileiro é bombardeado pela falsa propaganda do Partido, através da mídia que não pára de noticiar melhoras na economia, crescimento no nível de emprego e as benesses praticadas por Lula no além mar. Na Londres da cabeça do autor, os trabalhadores eram obrigados a ouvir e louvar o Partido na figura do Grande Irmão, que os vigiava 24 horas por dia, e os impeliam a produzir para custear as guerras da Eurásia, com a Lestásia e ainda outros continentes fictícios. Guerras inventadas; a produção servia para confortar os membros do Estado.

O sonho socialista de seres humanos iguais, completamente alienados, está vindo à tona em nosso redor. Enquanto as personagens do livro vibravam a cada baixa dos preços do café, chocolate e aguardente, o povo brasileiro vibra a cada soldado americano morto em combate nas GUERRAS DE BUSH, como se conveniou chamar por aqui o processo de eliminar ditadores tiranos e libertar milhões de pessoas em países distantes. Em ambos os casos, o povo está errado, mas age certo de que não existe nada mais cientificamente óbvio. Lembremos que, ao contrário dos dias de hoje, as personagens eram prisioneiras de corpo e de pensamento. Não havia meios para se chegar ao outro lado dos acontecimentos; o Partido chegou mesmo a inventar uma nova língua que servisse aos seus propósitos. A novilíngua era a aliada do duplipensar na tarefa de manter o povo a léguas de distância da realidade. Hoje, no outro lado, a “realidade” é tão acessível quanto um cacho de bananas.

O ponto principal, a angústia maior, é ser Winston nos dias de hoje. Na rua, no trabalho, nos bares e teatros está cada vez mais improvável encontrar alguém com opinião diferente daquela dos jornais e sob os auspícios do Governo. Quando o assunto é política externa, as opiniões são as mesmas.

No livro, aglomerações de pessoas se espremiam para saudar e ouvir o Big Brother. Em uníssono, todos clamavam BB! BB! BB! BB! BB! Hoje não temos comícios mas temos ainda o grito em cada esquina CB! CB! CB! CB! CB! Leia-se Contra Bush. A adoração pelo Grande Irmão deu lugar ao confortável ódio aos EUA nas mentes deturpadas. E o povo continua sabendo só o que interessa ao Partido.

Os palanques e discursos tipo nazistas, guardados por cabeças da morte, não são mais necessários hoje em dia e ainda pode-se deixar as pessoas “livres” para fazer o que queiram, pois o cérebro delas já foi totalmente aniquilado. Na Era da Informação, basta que se dominem os meios de comunicação para que se tenha resultados semelhantes aos descritos pelo autor. E tais armas estão nas mãos de gente do Partido. Não é problema para eles, hoje, perder um ou outro Wisnton de seu controle; qual seria o medo? De ele relevar a verdade? Ora, a verdade está aí para quem quiser saber. O Totalitarismo na Era da Tecnologia da Informação pode ser muito mais brando, apenas com palavras.

É dessa forma que está se tornando praticamente impossível para os Winstons de hoje conviver com amigos e parentes totalmente subjugados e mesmerizados pela mentira. Podem apenas conversar sobre mulher, trabalho e futebol (no caso de Winstons machos, como eu) uma vez que filosofia e religião estão totalmente fora de cogitação e política…, bem esse é o problema.

A indignação, raiva, mas sobretudo a felicidade estampada na face de Winston – no livro – ao adentrar um dos escritórios do Partido e provar o café verdadeiro, é como me sinto hoje ao acessar o Mídia Sem Máscara ou outros sites semelhantes e ler uns três ou quatro artigos que, independente de revelarem A VERDADE, dão algum recado. Mas, ao sair do conforto do escritório, Winston voltava à “realidade” e não podia falar com ninguém sobre aquilo, pois era tido como um louco. É do que os Winstons de hoje são acusados.

O Winston do livro foi torturado de diversas formas para que se convencesse de que via cinco dedos onde havia quatro, ou seja, para aceitar como verdade a mentira imposta por outro. Foi levado a ficar cara a cara com seu pior pesadelo para “se confessar”. A tortura de hoje é bastante palatável, mas cansa e entristece ouvir pessoas queridas delirando sem estar com febre.

Como já deu para observar, considero-me um Winston, não por saber a VERDADE, como o da ficção veio a descobrir e sofrer por isso, mas por dar ouvido ao outro lado da moeda e simpatizar muito mais com esse lado.

O nome escolhido pelo autor para o protagonista da trama é uma homenagem mais do que merecida a um dos homens que mais contribuiu para a liberdade dos povos, Sir Winston Churchill. Primeiro-ministro inglês na época da II GGM, ele não deu ouvidos às loucuras de Hitler e nos livrou de um dos piores pesadelos da Humanidade. Será que alguém vai escrever um livro semelhante, passado em 2040, cujo personagem principal se chama George, num mundo liderado pelos terroristas do Governo Mundial?

Notas:

 

Armas químicas da Síria testadas em civis?

A Síria teria testado armas químicas em civis na conturbada região de Darfur, Sudão, matando dezenas de pessoas.

A Síria, que há muito tempo nega manter um arsenal químico e biológico, segundo informes, testou armas químicas em civis na conturbada região de Darfur, Sudão, matando dezenas de pessoas.

Ferimentos causados por armas químicas foram encontrados nos corpos das vítimas, de acordo com fontes anônimas citadas pelo jornal alemão Die Welt e testemunhas que falaram com o jornal árabe ILAF no mês passado.

Vários corpos congelados chegarão de repente ao Hospital Al-Fashr em Khartoum, a capital sudanesa, em junho, informou o ILAF.

O Die Welt disse que suas fontes indicaram que o uso de armas químicas de acordo com um exercício militar entre a Síria e o Sudão depois de um encontro realizado em maio entre líderes militares sudaneses e oficiais sírios no subúrbio de Khartoum para discutir a possibilidade de melhorar a coordenação entre seus exércitos.

Depois que os sírios sugeriram uma cooperação para o desenvolvimento de armas químicas, foi proposto que as armas deveriam ser testadas contra os rebeldes do ELP, o Exército de Libertação Popular, no sul.

O governo sudanês teria, alegadamente, pedido que as armas químicas fossem usadas em Darfur, pois eles estavam envolvidos em negociações de paz com os rebeldes.

Como reportou o World Net Daily, o governo americano declarou na semana passada que os negros do oeste do Sudão foram estuprados, pilhados e massacrados pelo regime islâmico de Khartoum e uma milícia árabe que se alia a esse genocídio, violando convenções da ONU de 1948.

Essas informações são extremamente prejudiciais ao presidente da Síria Bashar Assad, que tem estado sob pressão internacional após a aprovação do Ato de Responsabilidade Sírio no Congresso americano, que acusa o regime de Damasco de patrocinar grupos terroristas, incluindo o Hezbollah, de falhar em impedir combatentes antiamericanos de cruzar a fronteira da Síria com o Iraque, e de manter 25 mil tropas no Líbano.

A Casa Branca também acusou a Síria de um dos mais avançados programas de armas químicas no mundo árabe, com estoques dos gases Sarin e VX.

Assad também atraiu a ira de Israel ao permitir que o líder do Hamas viva tranqüilamente em Damasco. O primeiro-ministro Ariel Sharon culpou a Síria, que abriga o líder máximo do Hamas, Khalid Meshel, por um recente atentado suicida que matou 16 pessoas no sul de Israel, e vários oficias israelenses disseram que o Estado judaico pretende mandar uma forte mensagem à Síria.

Numa recente entrevista exclusiva ao World Net Daily, o embaixador da Síria na ONU Fayssel Mekdad negou que seu país tenha armas químicas.

“Essas são meras alegações sem substâncias”, ele disse.

Mekdad também negou as acusações de que a Síria estaria apoiando a insurreição contra as tropas americanas no Iraque ao permitir que os terroristas cruzem a fronteira entre Síria e Iraque.

“Não há uma única prova de que a Síria estaria ajudando ou patrocinando pessoas que estão fazendo os ataques, não há sequer informação do lado sírio. Eu queria deixar bem claro nesta entrevista que a Síria não fez absolutamente nada, e nenhuma prova foi dada a nós, nenhuma”, disse Mekdad.

Notas:

Aaron Klein é o correspondente especial do World Net Daily no Oriente Médio.

Publicado pelo Worldnetdaily.com

Tradução: Marcelo Moura Coelho.

Presidente dos EUA defende abstinência sexual entre jovens e fortalecimento das famílias

Segundo estudos, uma família estável favorece o desenvolvimento saudável das crianças.

Enquanto no Brasil o governo Lula optou pela distribuição gratuita de camisinhas nas escolas públicas como meio de “combater” a AIDS entre os jovens, nos EUA o Presidente George W. Bush está, de acordo com LifeSiteNews.com, dando prioridade absoluta para programas de educação sexual que ensinem somente abstinência sexual nas escolas.

Para fortalecer a família natural, George Bush criou a Iniciativa do Casamento Saudável, que apóia medidas para desenvolver casamentos e famílias saudáveis. “Estudos nos dizem que crianças criadas num lar onde os pais são casados têm bem menos probabilidade de viver na pobreza, fracassar na escola e ter problemas de conduta”, explica o presidente americano.

Notas:

Fonte: LifeSite Daily News – 19/07/ 2004. Tradução e adaptação: 
Julio Severo.

Manifesto à Nação Brasileira

O processo de desestabilização de um País e o status de subserviência a interesses escusos e alienígenas começam, sempre, pelo aviltamento e pelo desmonte das suas Forças Armadas.

Cidadãos Brasileiros! Companheiros! 

“… dedicar-me inteiramente ao serviço da Pátria, cuja honra, integridade e instituições defenderei com o sacrifício da própria vida.”

Essas são as palavras finais do sagrado juramento à Bandeira que todo cidadão brasileiro faz ao ser incorporado às Forças Armadas.

Hoje, vemos a Pátria vilipendiada e seus valores morais sendo destruídos pela omissão e pela degradação moral que permeiam os bastidores do Poder constituído, numa afronta ao cidadão honesto e trabalhador, que já não tem exemplos a mostrar aos filhos, sobre os reais valores que devam ser cultivados.

A verdade histórica vem sendo deturpada por um revanchismo disfarçado e hipócrita, que nenhum benefício traz ao povo brasileiro. Serve apenas para confundi-lo, para desviar a sua atenção dos verdadeiros problemas do País.

As Forças Armadas, desde o governo antecessor, vêm sofrendo uma campanha de desmoralização e vêm sendo progressivamente sucateadas, para que o seu poder de reação seja enfraquecido, numa orquestração eficaz, ditada por interesses que não são os dos nossos cidadãos.

A grande massa do eleitorado, desinformada politicamente e revoltada com o caos social que tomou conta da Nação, foi habilmente trabalhada para optar por “vencer o medo” em proveito da “esperança” de reformas sociais, econômicas e de ações bem mais concretas como a criação de novos empregos prometidas durante a campanha de um governo que até hoje não se mostrou capaz de cumpri-las.

A propriedade privada, sagrado direito em uma Nação livre e democrática, vem sendo sistematicamente desrespeitada com a explícita omissão do Governo, que não age no sentido de impedir a ação criminosa dos movimentos chamados, tendenciosamente pelas autoridades constituídas, de sociais, numa demonstração cabal de falta de autoridade ou vontade política.

A violência, rural e urbana,  está completamente sem controle, e a população, refém dos criminosos, não tem mais a mínima segurança. A autoridade do Estado é posta à prova a todo o momento, levando aos marginais a sensação de liberdade de ação e de impunidade, numa escalada crescente de audácia e desafio à sociedade. Toques de recolher, fechamento do comércio e de escolas, cerceamento do direito de ir e vir demonstram sistematicamente o nível de poder do crime organizado.

O funcionalismo público está sendo responsabilizado por um déficit da previdência que, sabidamente,  foi causado pela corrupção e pela incompetência do governo em gerir verbas públicas. 

A impunidade no nosso País virou regra geral, e o crime do colarinho branco passou a ser altamente compensador.

Juros absurdos, tributos escorchantes e corrupção generalizada degradam  todos os setores da Nação, inviabilizando-a no caminho do desenvolvimento, tão essencial para a geração de empregos, a qualidade de vida e a justiça social. Pune-se o cidadão honesto em favor do sonegador e do esperto.

Leis são completamente desmoralizadas pela desobediência ostensiva e generalizada, com conhecimento e omissão do Poder Público.

Juízes e funcionários públicos de setores essenciais vêem-se na contingência de paralisarem parcialmente o Estado por meio de greves, porque colocar o Governo contra a parede configura-se como a  única maneira de conseguirem que seus direitos sejam respeitados.

Com a criação de  instrumentos coercitivos ditatoriais, pretende-se amordaçar a imprensa e a produção audiovisual, incluído aí o cinema.

Desarmam-se os cidadãos de bem, impedindo-os de fazer uso do recurso legal da legítima defesa, mas não se tomam as armas de guerra em poder dos bandidos.

Utilizam-se recursos de banco estatal em favor do partido político no Governo.

Como se os comensais dos palácios estivessem acima do bem e do mal, criam-se obstáculos à verificação da idoneidade de homens que exercem cargos públicos. 

Pretende-se acabar com a independência dos Poderes, atribuindo-se a membros do partido-estado a incumbência do controle externo do Poder Judiciário.

Tenciona-se restringir a capacidade investigativa dos parlamentares e proibir a dos procuradores da República.

Estimula-se o culto à personalidade, na tentativa do ressurgimento de um Grande Timoneiro que, às custas do erário, divulga os seus desconhecimentos primários nos quatro cantos do mundo.

Por último, com uma visão tão equivocada que quase invade os limites de grave não-conformidade mental, pretende-se abrandar o cumprimento de penas decorrentes do cometimento de crimes hediondos!

Cidadãos Brasileiros!

Os signatários deste Manifesto, que conta com o apoio de civis patriotas e de parcela expressiva da reserva das Forças Armadas   – a ativa  é impedida por lei de se manifestar –  vêm a público denunciar o atual estado em que se encontram a Nação Brasileira e a sua Instituição Militar. 

Em um momento da vida nacional em que o povo mais precisa das Forças Armadas para o restabelecimento da ordem e da garantia das Instituições, fiquem certos de que elas não se acovardarão ante o  processo de desvalorização dos seus integrantes e da premeditada ação de anulação de sua capacidade de reação e de cumprimento do seu dever, nem em face de tentativas de implantação de regimes totalitários, contrários às nossas mais sagradas tradições.

Brasileiros, o quadro é grave.

A honra da Pátria, sua integridade e suas instituições estão definitivamente ameaçadas.

O Brasil pede socorro aos patriotas. 

O honroso juramento à Bandeira exige que tomemos uma providência imediata e decisiva para que se restaure, ainda em tempo hábil, não somente a adequada capacidade operacional das nossas Forças Armadas, mas, sobretudo, o respeito às nossas Instituições, à irrestrita liberdade de expressão do pensamento, a o pleno exercício da democracia. 

Só assim teremos a capacidade de manter um Estado soberano e em condições de realizar as mudanças necessárias ao progresso e ao bem estar dos brasileiros.

Não se engane o povo com falsos argumentos de descarte do seu cidadão soldado e com falsas alegações de que não há inimigos nem guerras a serem travadas, pois se, aparentemente, não os vemos é porque ainda resta,  nas  nossas Instituições Militares,   alguma capacidade de dissuasão. 

Chegamos à crítica situação em que os profissionais militares têm de custear a saúde dos recrutas com descontos nos seus contracheques e acréscimos nas indenizações de atendimento médico-hospitalar. Comandantes sem recursos, muitas vezes, tiram dinheiro do próprio bolso para evitar, por exemplo, que a sua viatura pare, comprometendo ainda mais a capacidade de sustento da família. Falta comida nos quartéis. Em última instância, até mesmo o recruta está pagando para servir à pátria.      

Qualquer Nação tem, como condição para a manutenção da sua estrutura física, legal e social, a qualidade e a capacidade de ação e reação, tanto interna como externa, das suas Forças Armadas.

O processo de desestabilização de um País e o status de subserviência a interesses escusos e alienígenas começam, sempre, pelo aviltamento e pelo desmonte das suas Forças Armadas.

É hora de acordar. Em nome da democracia, da lei, da ordem e da manutenção das nossas Instituições, devemos agir, e não calar em atitude de omissão e covardia.

Não temos permissão para nos acomodar.  Por juramento, somos obrigados a tomar uma atitude. Chega de chantagens emocionais “quartelada”, “golpe”, “patrulhamento”.

Assim como, por vocação,  não corremos do risco nem do perigo iminente, também não podemos, por obediência a princípios, ficar de braços cruzados diante da violação destes mesmos princípios por aqueles que também deveriam defendê-los!

Fazemos votos para que aqueles que, em dissonância com a história, ainda pretendem implantar no Brasil um estado totalitário,  desistam da idéia,   porque não é isso que os brasileiros querem e se eles não querem nós não vamos deixar que isso aconteça.  O que todos querem é muito simples: imprensa livre, repetindo, IMPRENSA LIVRE, livre manifestação do pensamento através de quaisquer meios sem a tutela do Estado, juros e tributos razoáveis, probidade administrativa, independência dos Poderes, liberdade para investigar desvios de conduta,  Forças Armadas e serviços públicos aparelhados e com o pessoal motivado,  segurança pública e bandidos na cadeia, paz no campo, respeito à propriedade e Congresso soberano.  

Por outro lado, se o Governo também vier a pensar como nós, pode convocar-nos para o bom combate, pois estaremos prontos.

Está dado o recado. Em nome do povo estamos prontos para o que for necessário.

BRASIL ACIMA DE TUDO!

Associação Nacional dos Militares das Forças Armadas – ANMFA

Grupo Marinheiros

Grupo Atitude Nacional

Grupo Anhanguera

Grupo Emboabas

Grupo Guararapes