Graça Salgueiro


O “Daesh” põe o Brasil na berlinda


Jihad Ahmad Diyab

E chegou a vez do Brasil. Apesar de ser o refúgio preferido de terroristas durante a malfadada era PT, nunca antes tivemos notícia do terrorismo islâmico por nossas plagas. Mas o Daesh, ou Estado Islâmico (EI), liberou seus “soldados” para agirem também aqui, uma vez que entre os dias 5 e 21 de agosto receberemos milhares de europeus de países considerados inimigos, para a realização das Olimpíadas.

A nova política externa brasileira em descompasso com o Foro de São Paulo



Não gosto do José Serra nem do PSDB desde sempre, e nunca escondi isso. Entretanto, suas atitudes à frente do Ministério de Relações Exteriores, logo após a posse, têm-me agradado bastante e não posso deixar de reconhecê-lo. Durante os 13 anos de governos do PT o nosso Itamaraty funcionou com a mesma política do compadrio tosco, de ajudar a “cumpanherada” em detrimento dos interesses nacionais, criando embaixadas e consulados em republiquetas falidas de notórios ditadores, como estabeleceu o Foro de São Paulo (FSP). 

Desde que o processo de impeachment da presidente petista começou, os países-membros e organizações pertencentes ao Foro vêm se manifestando com a cantilena de que “é golpe”, mas cinco em particular, sobretudo porque acusam o Brasil daquilo em que são mestres, mereceram notas do novo chanceler: Cuba, Venezuela, Nicarágua, Equador e Bolívia. Nenhum desses países é regido por uma democracia, respeita a liberdade e os direitos individuais da pessoa humana, bem ao contrário, pois Cuba instalou uma ditadura sangrenta através de um golpe, a Venezuela sofreu vários golpes com o falecido Hugo Chávez (o primeiro, falido, em 1992) e agora com Nicolás Maduro, o mais afoito de todos, através de sucessivos golpes violando a Constituição e as leis do Tribunal Superior Eleitoral. Isso sem falar dos golpes por fraude eleitoral que praticaram Daniel Ortega da Nicarágua, Rafael Correa do Equador e Evo Morales na Bolívia.

Ao comemorar 25 anos, o Mercosul mostra a quem serve

Rodolfo Nin Novoa e María Solange Díaz durante a apresentação do selo comemorativo dos 25 anos do Tratado de Assunção que criou o MERCOSUL. (Foto: Pablo Vignali)

No dia 25 de abril, a presidência pro tempore do MERCOSUL, na pessoa do chanceler uruguaio Rodolfo Nin Novoa, realizou um evento no prédio da instituição para comemorar os 25 anos do Tratado de Assunção que estruturaria a criação do bloco inicialmente formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Estiveram presentes os chanceleres e vice-chanceleres dos países membros, além dos deputados que compõem o Parlasul – Parlamento do MERCOSUL -, incluindo a Venezuela que foi adicionada ao bloco ilegalmente, quando da suspensão do Paraguai em 2012.

A chapa está esquentando

No artigo anterior eu havia comentado que o ano de 2015 havia fechado com reveses para o Foro de São Paulo e agora parece que o cerco está se fechando, embora isso não signifique, de maneira alguma, que o fim dessa organização criminosa esteja chegando.

Aqui no Brasil as operações de incontáveis nomes e etapas realizadas pela Polícia Federal, estão chegando perto do chefão mas ainda é cedo para cantar vitória. Entretanto, embora tenha sido divulgado no Brasil mas sem qualquer repercussão (oxalá, fizeram uma “operação abafa”), o delegado que assina o relatório da “Operação Acarajé” cita com firme convicção que a empresa Odebrecht pagou propina ao ex-secretário de Transportes do governo Cristina Kirchner, Ricardo Jaime – que hoje (25.02) foi processado por “malversação de dinheiro público” em irregularidades no reparo de vagões de trem da empresa Belgrano Norte -, e Ollanta Humala, ninguém menos que o presidente do Peru, apadrinhado e eleito pelo Foro de São Paulo.

IV Cúpula da CELAC, Santos, FARC e Maduro


Rafael Correa fala, na abertura da IV Cúpula da CELAC, para um público desinteressado e sonolento.

Entre os dias 27 e 28 de janeiro celebrou-se a IV Cúpula da CELAC em Mitad del Mundo, no Equador, cidade que leva esse nome por ficar no marco zero da linha do Equador que divide os hemisférios norte e sul. Seu anfitrião, o presidente Rafael Correa, abriu a sessão no prédio da UNASUR que leva o nome do ex-presidente argentino Néstor Kirchner, fazendo menção às memórias deste e de Hugo Chávez da Venezuela. A presidência pró tempore foi entregue por Correa ao presidente da República Dominicana, Danilo Medina.

E agora, Foro de São Paulo?

Como pôde-se ver, ainda há juízes na Venezuela e o Foro de São Paulo perdeu dessa vez.

O ano de 2015 fecha com alguns revezes para o Foro de São Paulo, embora isso não signifique, como muitos imaginam, o começo do fim da organização criminosa. Para acabar com o Foro é preciso mais, muito mais, entretanto, nada me deixa mais alegre ao vê-lo acumular perdas significativas. Refiro-me às eleições presidenciais na Argentina, que destronou a dinastia Kirchner elegendo o conservador Mauricio Macri, e na Venezuela, onde a coalizão que conforma a Mesa de Unidade Nacional (MUD) mudou todo o cenário na Assembléia Nacional (AN) obtendo 113 cadeiras do total de 167, destituindo o poderoso presidente daquela casa parlamentar, o chefe do “Cartel dos Sóis” Diosdado Cabello.

Duro golpe no Foro de São Paulo?

Com exclusividade, Graça Salgueiro conta como a oposição impediu que os comunistas fraudassem mais uma eleição na Venezuela.



Diosdado Cabello chora, pois perdeu o poder e poderá ser julgado como chefe de cartel de drogas nos EUA.

O ano de 2015 fecha com um grande revés para o comunismo e o Foro de São Paulo (FSP) na nossa região. Primeiro, com a eleição do conservador Mauricio Macri na Argentina em 22 de novembro, pondo fim à nefasta dinastia Kirchner, e agora, com a derrota do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) para a MUD (Mesa de Unidade Nacional) nas eleições parlamentares de 6 de dezembro na Venezuela.

Adeus à dinastia K?

 


Daniel Scioli (esq.) enfrentará Mauricio Macri (centro) no próximo 22 de novembro. A quem Sergio Massa (dir.) apoiará? (Foto AFP)

A Argentina foi às urnas em 25 de outubro de 2015 para eleger seu novo presidente da República. Embora tivesse tentado por todos os meios, Cristina Kirchner não conseguiu sua terceira eleição, como já fizeram seus camaradas do Foro de São Paulo Evo Morales, Rafael Correa, Daniel Ortega e Hugo Chávez, agora na pessoa nefasta de Nicolás Maduro.

 

Toda a imprensa nacional e internacional dava como favas contadas a vitória do candidato kirchnerista Daniel Scioli, porém, fartos de tanta roubalheira, inflação (que já atinge a casa dos dois dígitos), insegurança e miséria, os eleitores disseram não à continuidade levando dois candidatos ao segundo turno que acontecerá em 22 de novembro: o opositor Mauricio Macri, da aliança Cambiemos, e Scioli, do FpV (Frente para a Vitoria).

Santos, FARC e a paz dos cemitérios


Juan Manuel Santos entrega a Colômbia, num pacto diabólico com o chefão das FARC, Timochenko, sob as “bênçãos” do ditador Raúl Castro.
Foto: Orlando Barria/ultimahora.es

Há pouco mais de 3 anos de mentiras, acordos secretos e promessas não cumpridas desde que iniciou-se o chamado “processo de paz” em Havana entre o governo colombiano e as FARC. E no dia 23 de setembro, Juan Manuel Santos e o camarada Timoleón Jiménez, vulgo Timochenko – o chefão das FARC -, assinaram o acordo que poria fim ao conflito e apertaram as mãos como amigos, sob os sorrisos e aplausos do ditador Raúl Castro e mais alguns seletos convidados.

Obama sacramenta o império castro-comunista




Embaixada dos EUA é reaberta em Cuba no mesmo prédio onde deixou de funcionar, há mais de 50 anos.

No dia 20 de julho o presidente Obama selou com o ditador Raúl Castro o fim das hostilidades entre os dois países, reabrindo suas antigas embaixadas nos mesmos edifícios onde funcionavam antes. Da noite para o dia, Cuba foi cirurgicamente higienizada dos cartazes que antes xingavam e mandavam àquele lugar o país do Tio Sam. Nas ruas uns comemoravam, enquanto outros, lúcidos, diziam não acreditar em mudança real e benéfica para o povão, o cubano “a pé”. E estavam cobertos de razão.