Graça Salgueiro


O XXI Encontro do Foro de São Paulo

Graça Salgueiro fala sobre o XXI encontro do Foro de São Paulo, a ser realizado a partir do dia 29 de julho, na Cidade do México, e comenta outras das mais recentes ações do movimento comunista internacional.

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Lula, Dilma e o traficante: a Venezuela na berlinda outra vez

dcNo encontro de Diosdado Cabello com Lula e Dilma há mais do que quiseram fazer parecer.

Enquanto na Venezuela o assunto principal continua sendo a denúncia feita pelos Estados Unidos de que Diosdado Cabello (foto) é o chefão do narcotráfico internacional naquele país, conhecido como o “Cartel dos Sóis”, Nicolás Maduro diligentemente manda-o ao Brasil buscar apoio de seus sócios no Foro de São Paulo (FSP), Dilma e Lula.

Apostando na conivência da mídia companheira de viagem e no desinteresse dos brasileiros pela política além fronteiras, Cabello chegou ao Brasil na surdina, no dia 9 de junho, alegando ter recebido “instruções do companheiro presidente Nicolás Maduro, trabalhando pela e para a pátria”. O que foi dito à imprensa é que ele veio “revisar convênios de fornecimento de alimentos, medicamentos genéricos e outros”. O que não foi dito é que ele manteve reuniões secretas com a presidente brasileira – fora da agenda e a portas fechadas -, além de visitar Lula no instituto que leva seu nome e com os presidentes da Câmara e do Senado que o receberam – igualmente sem constar na agenda! – como se fosse uma celebridade que honraria o país com sua visita.

Narcotráfico: coronel boliviano denuncia conluio de militares da Bolívia e Venezuela

evococaOs militares venezuelanos do “Cartel dos Sóis” (formado por generais do Exército), e militares cubanos que estão na Venezuela em postos-chave para facilitar o tráfico de cocaína com as FARC, são os parceiros dos bolivianos. 

 

No princípio de 2015 o coronel do Exército boliviano, Germán Rómulo Cardona Álvarez, elaborou um informe com o carimbo de “Top Secret” e enviou às máximas autoridades militares de seu país. Nesse documento ele revela inúmeras irregularidades cometidas por membros do governo Evo Morales, solicitando que se investigasse para apurar possíveis responsabilidades, uma vez que se tratava de assunto de segurança nacional. A denúncia informa delitos que vão desde o tráfico de influência até o tráfico de armas, e a criação de um grupo para-militar internacional dirigido pela Venezuela e Bolívia, com a colaboração das FARC.

O exército de Stédile e a Venezuela

Assim como ocorre em Cuba com as “Brigadas de Resposta Rápida” e na Venezuela com suas “Guardas Bolivarianas”, o Brasil, com o  “exército de Stédile”, vai delineando, cada vez com mais clareza, o que quer e está fazendo o Foro de São Paulo.

No dia 24 de fevereiro o PT, junto com a CUT e a FUP (Federação Única dos Petroleiros), organizou uma manifestação em defesa da Petrobras na Associação Brasileira de Imprensa, na qual várias “autoridades” fizeram discursos tão falsos quanto inflamados. Dentre eles falaram o líder do MST, João Pedro Stédile e o ex-presidente Lula. Nenhum deles admitia a roubalheira desenfreada na estatal petroleira e muito menos que os indiciados cometeram crimes mas apenas “erros”.

Quase 21 anos depois, o caso AMIA cobra sua 86ª vítima

Em 18 de julho de 1994, a Associação Mutual Israelense Argentina (AMIA), sofreu um violento atentado que deixou um saldo de 85 pessoas mortas, 300 feridas e o desmoronamento de sua sede, um prédio de sete andares. O atentado à AMIA foi o segundo contra os judeus na Argentina. Em 1992 uma bomba explodiu em frente à embaixada de Israel em Buenos Aires, matando 29 pessoas e ferindo 242. A comunidade judaica atribuiu o atentado ao Irã e ao Hizbolah.

Em 2004, o então presidente Néstor Kirchner designou o promotor Alberto Nisman na Unidade Especial de Investigação do Ministério Público para conduzir as investigações que, até aquele ano, não haviam ainda posto os autores (intelectuais e materiais) do ato terrorista na cadeia, embora fosse classificado como crime de lesa-humanidade. Passados pouco mais de 10 anos de exaustivas e minuciosas investigações, no dia 14 de janeiro de 2015 Nisman dá entrada no Centro de Informação Judicial (CIJ), pertencente à Corte Suprema de Justiça, a um documento com quase 300 páginas onde denuncia um complô orquestrado pela presidente Cristina Kirchner e o chanceler Héctor Timerman, entre outros, para encobrir os terroristas iranianos responsáveis pelo atentado à AMIA, a fim de se beneficiar em acordos comerciais bilaterais.

O que se pretende esconder com a visita de Elías Jaua ao Brasil?

 

Entre os dias 20 e 31 de outubro o vice-presidente e ministro do Poder Popular para os Movimentos Sociais da Venezuela, Elías Jaua Milano, conhecido como o “protetor de Miranda”, estado venezuelano do qual foi governador, esteve visitando o Brasil como já é de conhecimento de todos. Segundo informações dadas por ele, a visita tinha como objetivo “um encontro com o Movimento Sem-Terra (MST) e assinatura de acordos em matéria de formação para a liderança local e de organização produtiva de comunidades. Em segundo lugar, explorar com a Prefeitura de Curitiba convênios de capacitação, e finalmente, reuniões com empresas de medicamentos para agilizar a importação dos mesmos”.

 

No dia 24 de outubro a babá dos filhos de Jaua foi presa no Aeroporto de Guarulhos, pois trazia em sua bagagem de mão um revólver calibre 38, o que no Brasil se configura como crime de tráfico de armas. Yaneth del Carmen Anza disse que desconhecia o conteúdo da bagagem, pois seu patrão havia lhe pedido que trouxesse uma maleta de mão com “documentos” que havia esquecido em casa e que iria necessitar. As informações se contradizem, pois a babá afirma que não sabia da existência da arma lá, enquanto Jaua afirma que teria telefonado fazendo o pedido mas “alertando” para que tirasse a arma e que os documentos eram para os trâmites do hospital em que sua esposa estava internada.

Eleições 2014: fraude, decepção, traição

O jornal oficial da ditadura cubana, o Granma, publicava no dia seguinte que a “Reeleição de Rousseff avaliza a sucessão de mudanças no Brasil”, para a qual os Castros contribuíram enormemente com seus mais de 13 mil espiões disfarçados de médicos.

Quando o então candidato Aécio Neves conseguiu votos para chegar ao segundo turno, comentei no meu programa Observatório Latino na Rádio Voxque essa havia sido a praxis do Foro de São Paulo em toda a América Latina para enganar os eleitores, fazendo-os crer com isso que respeitavam o “jogo democrático”. “Permitindo” que um candidato opositor fosse disputar o cargo à Presidência, o processo seguiria mostrando o opositor à frente nas pesquisas eleitorais para em seguida dar empate técnico e, finalmente, mostrar seu candidato superando o opositor com alguns pontos de vantagem. Dessa forma, dava-se passagem para a fraude que seria cometida no dia do pleito. E assim foi. Rigorosamente igual.

Dr. Milton Pires: perseguido político pelo comuno-petismo

O Dr. Milton Simon Pires, médico cardiologista e intensivista (UTI), concursado e funcionário do Hospital Nossa Senhora da Conceição (conhecido apenas como Hospital Conceição) em Porto Alegre desde junho de 2010, ao chegar para trabalhar na manhã do dia 22 de setembro constatou que seu ponto eletrônico estava bloqueado, então foi perguntar o que havia ocorrido. Encaminharam-no ao setor de Relações Humanas quando uma funcionária entregou-lhe um documento no qual dizia que ele estava afastado do trabalho por 60 dias. Perguntada, a jovem não soube responder, pois era encarregada apenas de fazer a entrega.

O documento recebido foi a Portaria nº 443/14, que resolve “afastar por 60 dias ‘a contar do recebimento desta’ o Dr. Milton Pires (…), conforme o disposto do Art. 9º do Regulamento de Procedimentos e Sanções Disciplinares do Grupo Hospitalar Conceição (GHC)”. Constam os nomes e assinaturas dos doutores Carlos Eduardo Nery Paes, Diretor Superintendente do GHC, Dr. Gilberto Barichello, Diretor Administrativo e Financeiro, e apenas o nome, sem assinatura, do Dr. Paulo Ricardo Bobek, Diretor Técnico e chefe do Dr. Milton.

Quem é o Exército do Povo Paraguaio e qual sua relação com o Brasil?

Graça Salgueiro relata o surgimento de um bando terrorista revolucionário, seu crescimento e aliança com as FARC, seus vários crimes e conexões políticas, dentre as quais Luiz Eduardo Greenhalgh, do PT.

O Brasil não pode continuar refém de bandos terroristas como FARC, EPP e PCC.
 

“O Banco Nacional de Fomento de Choré salvou-se de um bando de toupeiras”, lia-se no título de uma matéria acanhada que aparecia no jornal Última Hora, em 16 de dezembro de 1997, da cidade de Choré, dando conta de que a Polícia havia conseguido desarticular um bando de assaltantes que pretendia assaltar o banco. Eles haviam alugado uma casa em frente e, desde lá, começaram a cavar um sofisticado túnel que já estava com 60 metros de extensão e 1,75 de diâmetro, com exaustor de ar e refletores quando foram detidos.

Santos, FHC e a “paz” das FARC

No princípio do mês de julho o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, reuniu durante três dias em Cartagena de Índias os ex-presidentes Bill Clinton, Felipe González, Ricardo Lagos, Tony Blair e Fernando Henrique Cardoso (FHC), para o que ele chamou de “Terceira Via”. O objetivo, na realidade, era buscar apoio para seu projeto utópico e criminoso de selar a paz entre governo e FARC. Tudo às custas do contribuinte.

FHC escreveu, então, um artigo que foi publicado no site do PSDB, cumprindo com o acordado no encontro de propagandear, perante o mundo, que Santos é o “presidente da paz” e os que têm-se mostrado contra esta aberração porque prima pela impunidade, são “inimigos da paz”.