Heitor De Paola


República necrófila

“Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos.”
Inscrição na Capela dos Ossos, Évora

A Capela dos Ossos em Évora tem suas paredes e os oito pilares “decorados” com aproximadamente 5.000 ossos e caveiras, ligados por cimento pardo, provenientes dos cemitérios situados em igrejas e conventos da cidade. As abóbadas são de tijolo rebocado a branco, pintadas com motivos alegóricos à morte. É um monumento de arquitetura penitencial.

A tal da Comissão da Verdade, que comanda a repressão aos agentes do Estado que “cometeram atrocidades, tortura, assassinatos, seqüestros, etc.”, baseada em testemunhos nada confiáveis e sem prova objetiva nenhuma, há anos vive procurando ossos de “heróis da luta armada contra a ditadura”, ex-guerrilheiros e terroristas que viram seus objetivos frustrados em 1964. A busca desses ossos, principalmente na região da guerrilha do Araguaia, transformou-se numa obsessão: tal como arqueólogos e paleontólogos macabros lançaram-se a cavoucar pradarias e florestas numa frenética busca macabra de ossos e restos mortais de bandidos e assassinos, muitos deles mortos por denúncia de seus pares sobreviventes, hoje no Congresso ou na cadeia por crimes de corrupção.

O Irã nuclear

O acordo com o Irã é uma rendição dos EUA. Para Heitor De Paola, isso é proposital: Obama não está tentando salvar Israel do Irã, mas sim proteger o Irã das sanções internacionais e também da possibilidade de um ataque dos israelenses, que negociam com os sauditas o uso de bases na Arábia para uma ofensiva ao país do aiatolás.

Ao falar de renovações periódicas, o novo acordo apenas dá ao Irã mais tempo para construir suas armas nucleares. E pior: um país que tanto incentiva o terror assegura legitimidade para seus propósitos. Ali Khamenei já comemora os resultados do acordo.

Assim, o atual jogo geopolítico se torna mais perigoso para todos.

 

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A tradição teutônica e as raízes ocultistas do nazismo – Parte 3

Das origens tribais à elite nacional-socialista


O fato de a Alemanha ter tido uma origem tribal e não civilizada, fora das fronteiras do Império Romano e da língua latina, são fatores que a levaram a 1945. A tribo Germânica dava segurança e significado a cada indivíduo através da absorção pelo grupo. (…) o status social era perfeitamente conhecido, dentro de um sistema totalmente absorvente e totalitário.
Carroll Quigley

Todas as ações têm seu lugar, inclusive o crime. A palavra crime vem de um mundo do passado. Existem apenas ações positivas e negativas.
Adolf Hitler

Quigley (1) mostra que “a fragmentação da tribo germânica no período das migrações e sua absorção numa nova estrutura social – o Império Romano – e a subseqüente e quase imediata fragmentação do último, causaram um duplo trauma dos quais a nação não se recuperou até hoje: deixou os indivíduos sem a anterior segurança e sentido de vida”.

Sobre o Obamacare

Heitor De Paola apresenta sua análise do programa nacional de saúde pública em implantação nos EUA, e as consequências desse e outros atos da administração de Barack Hussein Obama em seu programa “O Outro Lado da Notícia”, na Rádio Vox.

 
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Salvem os beagles! Matem os fetos!

Um grupamento humano atinge o auge da decadência quando a autofagia suicida se instala plenamente em seu seio. Em alguns casos são evidentes para o observador, noutros o impulso suicida social não é evidente, precisa ser descoberto sob uma camada de bondade e compaixão. Um exemplo dos primeiros foi a República de Weimar que, no dizer de John Steiner [1], chegou ao ponto em que a sociedade foi tomada por grande ansiedade (arruaças constantes das SA e dos comunistas, hiperinflação, desemprego, desmoralização dos valores religiosos e das instituições republicanas) que os indivíduos passaram a se preocupar com o significado e o propósito de sua própria existência.

“Uma solução relativamente fácil e conveniente para satisfazer as prementes necessidades das massas em tempos de desorganização geral e desorientação (anomia), quando todas as soluções comuns falharam, é o escape para ideologias sobrenaturais”.

A tradição teutônica e as raízes ocultistas do nazismo – Parte 2

As fontes românticas e pré-românticas do nacional-socialismo: Sturm und Drang

 

A Beleza é uma manifestação de leis naturais secretas que de outro modo teriam permanecido escondidas de nós para sempre. (…) Mágica é acreditar em você mesmo, se você conseguir fazer isto poderá fazer qualquer coisa acontecer.
Johann Wolfgang von Goethe

O romantismo alemão caracteriza-se pela recusa do racionalismo imposto pelo Iluminismo e a elevação da subjetividade como bem maior. Já o movimento pré-romântico na música e literatura alemãs (1760-1780) se baseava na livre expressão da subjetividade, particularmente de extremos de emoção, como reação às amarras do racionalismo imposto pelo Aufklärung. Este período recebeu o nome da peça de Friedrich Maximilian Klinger primeiramente apresentada pela companhia teatral de Abel Seyler em Leipzig em 1º de abril de 1777: Sturm und Drang. Este movimento representava o irromper do indivíduo contra a sociedade e da intuição, dos sentimentos e da emoção contra a fria razão e, paralelamente, a nostalgia do estado feudal medieval. A Idade Média era vista por estes românticos precoces como um período mais simples e integrado e tentaram, em seu tempo, uma nova síntese de arte, filosofia e ciência medievais.

Alerta: riscos da vacinação contra a gripe

(Com a assessoria especializada do Prof. Dr. José Jorge Neto (1).)

A vacinação contra a gripe (influenza) tornou-se em si mesma numa epidemia. As pessoas afetadas por esta febre precisam duma vacina contra sua disseminação como panacéia universal. Os pacientes, em sua grande maioria leigos, não têm idéia de que qualquer vacinação implica na introdução em seu organismo de agentes potencialmente perigosos se não forem adequadamente elaborados por seus produtores e submetidos a rígidos controles de qualidade.

Há anos houve uma ampla discussão sobre quem deve decidir sobre o uso das vacinas em crianças: os pais ou as autoridades? Na ocasião publiquei dois artigos (Vacinação: quem deve decidir? e Ainda as vacinas) no Mídia Sem Máscara que atestam minha aprovação enfática ao uso de vacinas – e, algumas vezes, como em grandes epidemias ou as doenças do tipo poliomielite e varíola que respondem bem à vacinação profilática, cabe às autoridades médicas decidir pela vacinação em massa, já que os infectados são transmissores.

O Papa, os jovens e as “doenças mentais”

Queridos educadores, para que a disciplina adquira o selo da liberdade é necessário um docente que saiba ler a inquietação como linguagem, desde a busca que implica em movimento físico, o de nunca ficar quieto, passando pelo permanente perguntar, até a do adolescente que tudo questiona e replica, inquieto por outra resposta.
Cardeal Jorge Mario Bergoglio,  Arcebispo de Buenos Aires, em ‘Mensaje a las comunidades educativas’, 23 de abril de 2008.


Um diálogo entre dois jovens, ambos em torno dos 12-15 anos:

A – Quem é o teu psiquiatra?
B – Dr. X, e o teu?
A – Dr. Y, ele é um barato! Eu tomo Ritalina e você?
B – Sai desta, eu estou com Zoloft e Effexor, quando eu tomo me dá um barato incrível! Fico outro, cara!
A – Minha irmã toma Zoloft, mas já tomou Prozac.
B – O meu irmão também.

A tradição teutônica e as raízes ocultistas do nazismo – Parte 1

Persiste (na atualidade) uma idéia, amplamente estimulada por certo gênero sensacionalista de literatura [1], de que os nazistas eram principalmente inspirados por agentes ocultos que operavam desde antes de seu advento (…) resultando num fascínio pós-guerra. Este fascínio é talvez invocado pela irracionalidade e políticas macabras e pelo curto domínio continental do Terceiro Reich. (…) Para o jovem observador (atual) o naciona-socialismo freqüentemente é tido como um misterioso interlúdio da história.
Nicholas Goodrick-Clarke

Se acreditarmos em absurdos, cometeremos atrocidades.
Sarvepalli Rahda Krishnan

Os historiadores comumente se referem às fontes do nazismo como oriundas apenas de filosofias racionais nascidas do Iluminismo. No entanto, creio que seja muito mais derivada de uma reação à racionalidade do Iluminismo, assim como o comunismo, que não abordarei com profundidade neste momento. Ambos são reações à ascensão da burguesia, dos ‘comuns’, dos sans-culottes [2] ao cenário político e à racionalidade e pragmatismo capitalistas, à democracia e à liberdade individual. Tanto os comunistas como os nazistas construíram, a ferro e fogo, sociedades tão aristocráticas como as do Ancien Régime, com a diferença de que esta ‘aristocracia’ não tinha por base as mesmas falsas premissas da antiga nobreza, baseada no sangue e na ‘unção por Deus’. Foi John Locke o primeiro a advertir: ‘os reis também são homens’, em nada diferem dos demais. E acrescento eu: a ‘unção por Deus’ não passou de uma falácia inventada pelos chefes francos e endossada por papas que freqüentemente ‘esqueciam’ os Mandamentos Sagrados de Jesus e do Velho Testamento. Por esta – e outras razões – o verdadeiro clero cristão recolheu-se às ordens monásticas, onde foi resguardada a filosofia antiga e a riqueza da filosofia medieval.

Quinze minutos de blá-blá-blá e blefes

A ‘crise’ atual é, felizmente, mais um exemplo do quanto é perigosa, incoerente e hipócrita a política externa de Obama para a América e o mundo. Felizmente porque não vai mudar nada.

Enquanto o mundo olha para as reviravoltas de Obama em relação à Síria há importantes ocorrências no Egito: os militares, com ajuda da Arábia Saudita e alguns emirados do Golfo estão exitosamente suprimindo a Irmandade Muçulmana.

Na véspera do 12º aniversário dos bárbaros ataques da Al-Qaeda ao World Trade Center, Obama ‘apresentou seu caso’ sobre a crise Síria em 15 minutos e mais uma vez se mostrou incompetente, incapaz, covarde e amadorista que não merece ocupar o lugar que ocupa. Ocorre que esta crise não existiria se não tivesse sido criada pelo próprio Obama com a incompetente Hillary quando, há dois anos, batizou uma revolta sem conseqüências na Tunísia de “primavera árabe”: supostamente a derrubada de tradicionais ditaduras do norte da África e do Oriente Médio pelo levante “popular”. Mas a verdade era bem outra, como denunciei numa série de artigos sobre a “primavera” que seria um inverno ou inferno: a revolta não era popular, mas arquitetada pela Irmandade Muçulmana e pela Al-Qaeda sabendo de antemão que podiam contar com um aliado na Casa Branca.