Heitor De Paola


A tradição teutônica e as raízes ocultistas do nazismo – Parte 5

Crenças místicas na Vaterland, educação da juventude e antissemitismo.


A reação germânica ao positivismo estava intimamente conectada com a crença numa força vital cósmica existente na Natureza, uma força obscura cujos mistérios não poderiam ser entendidos pela ciência, mas através do oculto, o “enxergar com a própria alma” (H. Blavatsky). Este ponto de vista estava ligado à crença da oposição entre esta força cósmica e tudo o que é artificial e construído pelo homem (…)A maioria dos historiadores ignorou esta linha de pesquisa porque é muito exagerada (e irracional) para ser levada à sério. No entanto, essas ideias deixaram uma profunda impressão numa nação inteira.
George L. Mosse (1)

O pensamento völkisch é fundamentalmente místico, guardando, se tanto, uma forma de racionalismo altamente abstrato que exclui qualquer pensamento analítico. Ontologicamente estava enraizado num conceito de natureza fluindo da “realidade superior” do cosmos para o homem, tornando-se cristalizada no horizonte, na paisagem, no meio ambiente e no estilo de vida do Volk. Esta atitude rejeita o cristianismo – e o judaísmo – em favor de uma cosmovisão panteísta da natureza como fonte das condições especiais e no potencial exclusivamente humano. A própria paisagem alemã supostamente despertava características culturais superiores. Os alemães, embora tivessem chegado ao futuro, deveriam retornar ao passado – um passado desprovido de tudo, menos da voz primeva da Natureza. Só aquelas pessoas que estavam próximas à Natureza poderiam compreender através de suas almas, a força de vida cósmica interior que constitui o eterno.

Sobre as manifestações em virtude dos 50 anos da Contra-Revolução de 64

Um importante alerta de Heitor De Paola sob o risco da participação em certas iniciativas.

 


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Eu não disse?

A ilusão com um happy end é por ignorância de como funciona um partido revolucionário. Perceberam só agora que “tá tudo dominado” MESMO? Não é uma frase vã, é a pura verdade. Não existe Judiciário independente neste país há muito tempo. Nem Forças Armadas, nem nada!

Tão logo começou o chamado “julgamento do século” (putz!) em agosto de 2013, percebi que se tratava de um circo montado para enganar a classe supostamente letrada do país e escrevi um artigo, Panem et Circensis. Escrito em 3 de agosto, fui alvo de críticas por não dar crédito à “insuspeita” máxima instituição judiciária da Nação. Um verdadeiro delírio de vingança anti-petista totalmente baseado em wishful thinking tomou conta dos bem pensantes conservadores: “agora vai! O STF vai por na cadeia esta corja de petistas canalhas”. Pensei: “esperem e verão”. Quando houve as condenações e vimos os mesmos sendo levados ao xilindró com a mão na velha saudação comunista, o delírio foi aos píncaros. E eu continuei pensando e dizendo para quem queria me fazer ver a realidade: “esperem e verão”. Quando se discutiram os embargos infringentes alguns começaram a duvidar, mas o delírio se impôs. Pensavam e diziam: “é claro que eles não vão aprovar”. Eu esperava, acreditando que iam sim.

Ora, só faltavam dois votos para virar o jogo e o PT não iria perder esta. Deu no que deu. Agora não espero mais, grito com prazer sádico: EU NÃO DISSE?

O sumiço de Trotsky na foto

O diabo pode citar as Escrituras para seus próprios fins. Uma alma danada prestando falso testemunho. É como um vilão com uma face risonha. Uma bela maçã podre por dentro. Oh, que formosa aparência tem a falsidade.
William Shakespeare
The Merchant of Venice, Ato I, cena 3 [1]

Uma das primeiras revisões da história no século XX foi, mesmo ainda não existindo Photoshop, retirar a imagem de Trotsky da foto do discurso de Lenin aos soldados em 1920. Esta falsificação desencadeou uma sucessão de outras em que personagens importantes da URSS iam sumindo, primeiro das fotos, depois fisicamente indo para o Gulag ou sendo simplesmente fuzilados. Mas a mentira, a falsidade de bela aparência, iniciou-se com o farsante que deu origem a esta ideologia que não passa de uma bela maçã podre por dentro: Karl Marx.

Psicologia soviética ou psico-pilantragem?

Estas “clínicas” são a consequência lógica do que venho denunciando há anos: a invasão das instituições psicanalíticas, psiquiátricas e psicológicas pelo marxismo cultural, baseado nas teses da Escola de Frankfurt e seus principais expoentes.

A Omissão da Verdade do Ministério da Injustiça acabou de perpetrar mais uma manobra tipicamente soviética: a Clínica do Testemunho. Dá vontade de rir e até parece uma psico-palhaçada, mas é para valer, uma forma tipicamente soviética de angariar “testemunhos” dos que pleiteiam uma vida boa sem trabalhar auferindo mimos da anistia a guerrilheiros e terroristas que queriam levar este país a um paraíso à cubana.

No jornal O Globo (onde mais?) de domingo (19), sob o pomposo título “Tocando as feridas em busca da redenção”, fala-se que os “torturados da ditadura procuram clínica do testemunho, oferecidas pelo governo para aprender a lidar com o que viveram”. Tadinhos, não? Só queriam o bem de nosso país e os malvados militares os prenderam e torturaram sem nenhum motivo, só por sadismo típico de milicos! Eles nem conseguiam falar sobre o que aconteceu de tão traumatizados! Mas, felizmente, o governo da República popular socialista conseguiu alguns pseudo-psicanalistas abnegados que, gratuitamente, os ajudam a “superar seus traumas”. Quatro “testemunhos” são relatados. No mínimo um parece palhaçada, pois acusam os milicos de responsáveis por seu pai cornear sua mãe e estabelecer nova família na região do Araguaia, onde pacificamente lutavam pela reforma agrária! Atenção esposas corneadas do Brasil, uni-vos e entrem com pedido de indenização porque a culpa é dos milicos! Palhaçada? Não, não é: é método soviético de extorquir informações da mesma forma que se fazia nos famosos “julgamentos de Moscou” na década de 30.

O samba do “teólogo” doido!

Este cara é doido, ou acha que seus leitores cristãos são burros?

A quatro dias da comemoração do nascimento de Jesus eis que surge entre nós uma nova história que promete mudar o mundo – ao menos já mudou a conta bancária do autor, incrementada pela venda de 320 mil exemplares da edição em Inglês do livro “Zelota, a vida e a época de Jesus de Nazaré” do muçulmano persa criado nos EUA Reza Aslan (publicado no Brasil pela Zahar).

Quem nos traz a novidade n’O Globo (else?) deste domingo 21/12 é Daniela Kresch (whom else?) o que já é uma péssima indicação. Tomei um Engov e li a reportagem, cujo título é “A vida privada de Jesus”, com o subtítulo “Historiador traça perfil polêmico de camponês nascido fora do casamento que se tornou revolucionário”.

A tradição teutônica e as raízes ocultistas do nazismo – Parte 4

As origens das SS: a Ordem dos Cavaleiros Teutônicos e as raízes ocultistas


A “elite” nacional-socialista
(continuação)

As funções das SS abarcavam a instalação de um Estado de terror permanente. Hitler planejava o estabelecimento de um sistema de terror para intimidar tanto inimigos quanto amigos. Desde recentemente empossado dizia:

“Eu devo fazer coisas que não podem ser medidas pelos parâmetros da sensibilidade burguesa. O incêndio do Reichstag (27/02/1933) me dá a oportunidade para interferir. E interferirei. O momento psicológico correto para a confrontação chegou. Não haverá mais compaixão, qualquer um que se ponha no nosso caminho será exterminado. O povo Alemão não aceitará nenhuma leniência. Todo funcionário comunista será fuzilado onde estiver. Os Deputados comunistas deverão ser enforcados hoje à noite mesmo. Todos que estiverem em conluio com os comunistas serão presos. Não haverá piedade também com os Social-Democratas e suas tropas Reichsbanner.O mundo só pode ser dominado pelo medo”
(H. Rauschning,
loc. cit. e Richard L. Evans, The Coming of the Third Reich).

Obviamente o inimigo principal era a “revolução sub-humana judaico-bolchevista” e para isto as SS deviam ser essencialmente uma organização de combate racista e anti-bolchevista.

República necrófila

“Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos.”
Inscrição na Capela dos Ossos, Évora

A Capela dos Ossos em Évora tem suas paredes e os oito pilares “decorados” com aproximadamente 5.000 ossos e caveiras, ligados por cimento pardo, provenientes dos cemitérios situados em igrejas e conventos da cidade. As abóbadas são de tijolo rebocado a branco, pintadas com motivos alegóricos à morte. É um monumento de arquitetura penitencial.

A tal da Comissão da Verdade, que comanda a repressão aos agentes do Estado que “cometeram atrocidades, tortura, assassinatos, seqüestros, etc.”, baseada em testemunhos nada confiáveis e sem prova objetiva nenhuma, há anos vive procurando ossos de “heróis da luta armada contra a ditadura”, ex-guerrilheiros e terroristas que viram seus objetivos frustrados em 1964. A busca desses ossos, principalmente na região da guerrilha do Araguaia, transformou-se numa obsessão: tal como arqueólogos e paleontólogos macabros lançaram-se a cavoucar pradarias e florestas numa frenética busca macabra de ossos e restos mortais de bandidos e assassinos, muitos deles mortos por denúncia de seus pares sobreviventes, hoje no Congresso ou na cadeia por crimes de corrupção.

O Irã nuclear

O acordo com o Irã é uma rendição dos EUA. Para Heitor De Paola, isso é proposital: Obama não está tentando salvar Israel do Irã, mas sim proteger o Irã das sanções internacionais e também da possibilidade de um ataque dos israelenses, que negociam com os sauditas o uso de bases na Arábia para uma ofensiva ao país do aiatolás.

Ao falar de renovações periódicas, o novo acordo apenas dá ao Irã mais tempo para construir suas armas nucleares. E pior: um país que tanto incentiva o terror assegura legitimidade para seus propósitos. Ali Khamenei já comemora os resultados do acordo.

Assim, o atual jogo geopolítico se torna mais perigoso para todos.

 

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A tradição teutônica e as raízes ocultistas do nazismo – Parte 3

Das origens tribais à elite nacional-socialista


O fato de a Alemanha ter tido uma origem tribal e não civilizada, fora das fronteiras do Império Romano e da língua latina, são fatores que a levaram a 1945. A tribo Germânica dava segurança e significado a cada indivíduo através da absorção pelo grupo. (…) o status social era perfeitamente conhecido, dentro de um sistema totalmente absorvente e totalitário.
Carroll Quigley

Todas as ações têm seu lugar, inclusive o crime. A palavra crime vem de um mundo do passado. Existem apenas ações positivas e negativas.
Adolf Hitler

Quigley (1) mostra que “a fragmentação da tribo germânica no período das migrações e sua absorção numa nova estrutura social – o Império Romano – e a subseqüente e quase imediata fragmentação do último, causaram um duplo trauma dos quais a nação não se recuperou até hoje: deixou os indivíduos sem a anterior segurança e sentido de vida”.