Heitor De Paola


O rato que ruge: Brasil já vai à guerra?

O recente episódio das denúncias de espionagem americana dos e-mails e telefonemas da presidAnta do Brasil,acabaram se tornando um ridículo de fazer dó! ’Nunca antes este país’ se meteu numa tramóia diplomática tão idiota com os Estados Unidos, digno da comédia de Jack Arnold com Peter Sellers, Jean Seberg, que leva o mesmo título acima, ou da modinha de Juca Chaves, Brasil já vai à guerra, quando da compra da sucata pomposamente chamada Navio Aeródromo Minas Gerais, o único navio com dois comandos na história da humanidade! Absurdo, embora mais sério, foi a denúncia, em 1977, do tratado militar com os EUA pelo presidente Geisel, certamente com prejuízos incomensuráveis para os gringos. A indústria bélica brasileira faliu e hoje importamos sucatas alemãs, fracesas e russas! A usinas nucleares acertadas com a americana Westinghouse foram pro beleléu e os alemães, tão a gosto de Herr General Geisel nos deixaram com uma usina vagalume e outras por construir pelos próximos séculos.

Uma errata, uma citação, e três comentários

O que falta para os eleitores tucanos se convencerem que este partido representa somente interesses internacionais e deveria ser chamado PSDI (Iinternacional)?

Errata:
Metido a besta, achei que conseguiria traduzir Shakespeare rapidinho e cometi um erro numa citação do meu último artigo. Ao reler, depois de publicar e enviar, me dei conta de que sharper é ‘mais afiado’.

Já corrigi:

How sharper than a serpent’s tooth it is to have a thankless child!

(Mais afiado do que o dente de uma serpente é ter um filho ingrato!)

Estrofe completa (do Ato 1, cena 4, de King Lear):

A abjeta retratação do jornal O Globo

O Brasil está novamente à frente do mesmo abismo e hoje não existem mais homens de coragem e honra para enfrentar este abismo!


Cría cuervos y te sacarán los ojos.

No último domingo o jornal O Globo publicou uma dos mais abjetos e repugnantes editoriais já publicados na imprensa brasileira: “Foi um erro editorial o apoio ao golpe de 1964”.

Tenho recebido inúmeras cartas que, enviadas para o jornal, não foram publicadas nem seus remetentes receberam qualquer resposta. Pensei em publicá-las, mas como o teor de cada uma difere das demais, decidi escrever este artigo.

As fontes do ‘white skin privilege’

O racismo não mais é sistêmico na América, apenas episódico. Existe, certamente, mas não mais controla a vida dos negros e de outras minorias. Racismo não mais serve de explicação do porque na América alguns são bem sucedidos e outros não.
Dinesh D’Souza, The End of Racism

Quando falamos de racismo devemos distinguir claramente preconceito de discriminação. O primeiro, um fenômeno individual, impossível de extinguir, já a discriminação, sim. O preconceito, se não combatido pode levar à discriminação e vice-versa. Mais freqüentemente ambos são associados de uma forma ou de outra. O preconceito pode estar presente, mas para haver discriminação são necessárias leis discriminatórias que façam com que este preconceito se mostre em todo o seu vigor. Leis discriminatórias sem preconceito manifesto ou latente não ‘pegam’, mas se houver, exacerba-os. Um exemplo clássico com conseqüências terríveis são as Leis Raciais de Nüremberg de 1935: foi um rastilho acendido num barril de pólvora previamente preparado para explodir.

Desnazificação e antissemitismo

Roosevelt, Truman, Stalin e os judeus.

Um aspecto importante do tema que venho abordando é a relação entre desnazificação e antissemitismo. Se desnazificar superficialmente a Alemanha foi relativamente fácil, a erradicação do antissemitismo americano, alemão e europeu é uma tarefa que tenho dúvidas se será conseguida. Li na última edição do jornal Visão Judaica, de julho, comentário de Manfred Gernstenfeld sobre o livro FDR and the Holocaust: A Breach of Faith, de Rafael Medoff. Já o encomendei, mas o assunto é já muito conhecido: Roosevelt era antissemita e jamais teria entrado na guerra para salvar judeus dos campos de concentração. Só o fez para salvar a economia em frangalhos e, discordando de Medoff, para salvar a América de seu danoso New Deal que estava aprofundando ainda mais a crise pré-existente, prolongando os anos de catástrofe (1).

Mercadores de morte

Como o cigarro e as bebidas alcoólicas têm efeito tranqüilizante, impedir seu uso prepara o aumento do consumo de drogas. E o lucro dos mercadores da morte.

 

Esta feliz expressão usada pelo Papa Francisco para uma situação infeliz, define bem o que se passa no tráfico de drogas, mas vai muito além! São mercadores da morte, além das FARC e outras máfias, os nobres senhores ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e César Gaviria (Colômbia), o Foro de São Paulo, os pilântropos George Soros e Peter Lewis, as Fundações internacionais Ford, Rockfeller, Carnegie, Open Society entre dezenas de outros. A liberalização das drogas será um grande negócio para os que a defendem. Os lucros dos plantadores de maconha na Califórnia devem fazer brilhar de cobiça os olhos de FHC et caterva. Porque o que realmente querem é assumir – junto com as FARC, as máfias russas, turcas, e italiana – os lucros estupendos com o plantio, transporte e distribuição das drogas. É um dos ‘mercados’ mais ricos do mundo! Por isto lutam tanto contra a repressão aos usuários. 

O privilégio de cor

Antes dos ‘Atos dos Direitos Civis’ em alguns estados americanos, principalmente no Sul, os negros eram legalmente discriminados. Não tinham direito de voto, suas instituições, inclusive religiosas, eram separadas, até mesmo os lugares que podiam freqüentar. A organização terrorista Ku Klux Klan era no mínimo tolerada, embora fora da lei.

No entanto a expressão white skin privilege (privilégio da cor branca) só veio a ser cunhada e popularizada pelos Weatherman Underground, os radicais do Students for a Democratic Society (SDS) em 1970 quando começaram uma guerra contra a ‘Amerikka’, termo usado para estigmatizar os EUA como uma nação dominada pela Ku-Klux-Klan. Os grandes amigos de Obama, os terroristas Bill Ayers e sua mulher Bernardine Dohrn, clamaram para todos os brancos renunciarem a seus privilégios e se juntarem a eles na luta racial que já estava em progresso. A idéia de white skin privilege acabou se tornando um artigo de fé entre os ‘progressistas’. Nada escapa deste conceito, nem mesmo a Constituição e os Founding Fathers: Segundo a organização católica Pax Christi USA:

O Caso Zimmerman, ou: Como transformar um caso de legítima defesa em crime racial

“Se eu tivesse um filho homem ele se pareceria com Trayvon”.
Barack Hussein Obama

“Foi uma tragédia, transformada num caso racial que nunca existiu”.
Michael Reagan

Obama se referia a um jovem negro, Trayvon Martin, morto por um vigilante voluntário, George Zimmerman em Sanford, Florida. O julgamento deste último terminou há poucos dias com o veredicto ‘not guilty[i], gerando uma onda de protestos que abalou os EUA. A mídia brasileira que não passa de cópia em carbono da mídia esquerdista americana que não veicula fatos, mas apenas o que vai de acordo com sua crença político-ideológica, tem falsificado as informações. O que lerão aqui não sairá nos noticiários brasileiros. Apenas Olavo de Carvalho tem mostrado a verdade, mas segundo os cânones politicamente corretos, Olavo é uma radical de direita (seja o que for que isto possa significar!), racista, fascista, homofóbico, contra o ‘direito’ das mulheres assassinarem seus filhos, e otras cositas ainda piores! Certamente brancos matam negros só por serem negros, estes também matam brancos pela mesma razão e ambos os grupo se trucidam internamente e algumas se unem para atacar outros. Todas as combinações são possíveis, mas,dado um caso particular, é preciso investigá-lo do ponto de vista da Justiça. Os fatos são apresentados como ocorreram. Leiam e pensem por si mesmos.

A desnazificação da Alemanha: fato ou farsa? – 3ª Parte

A Zona de Ocupação Soviética (1).

Ao considerar esta área é preciso lembrar que Alemanha e URSS foram aliadas desde o Tratado de Brest-Litovsky (1918), pelo qual o Império Russo retirava-se da I Guerra Mundial livrando o Império Alemão da frente oriental e permitindo aos bolcheviques lutar a Guerra Civil Russa sem inimigos externos na retaguarda. A aliança começou quando o General Luddendorf autorizou a passagem de Lenin e seus sequazes em trem lacrado pelo território alemão da Suíça para Leningrado.

Apesar da tentativa soviética em 1919 de tomar o poder na Alemanha através da Spartakusbund de Rosa Luxemburg e Karl Liebknecht, foi assinado o Tratado de Rapallo (1922), uma ratificação pela República de Weimar da aliança com a URSS, reafirmado pela Alemanha Nazista através do Pacto Molotov-Ribbentropp (23 de agosto de 1939), às vésperas da invasão da Polônia pela Wermacht. A aliança durou até a invasão da URSS por Hitler em 22 de junho de 1941. Do último pacto constava um protocolo secreto, imposto por Stalin, no qual as duas potências se comprometiam a dividir entre si a Europa Oriental, iniciando-se pela Polônia. Este protocolo foi encontrado pelos ingleses nos arquivos nazistas ao fim da II Guerra, e era negado pela URSS até 1989, quando uma comissão nomeada por Gorbachëv reconheceu-o como verdadeiro. A II Guerra foi uma guerra de Stalin, que usou Hitler como ponta de lança para a conquista européia.

Edward Snowden e a hipocrisia mundial

Um governo que tem um agente da DGI cubana, José Dirceu, como um dos seus líderes pode criticar alguém?


“Quando não existem bons conselhos, o povo cai, a segurança está na existência de múltiplos conselheiros’.
Provérbios 11,14.

As denúncias de Snowden sobre a ampla rede de espionagem da National Security Agency foi recebida com protestos mais ou menos histéricos pelos países observados, como se isto fosse novidade. Todos espionam todos, o tempo todo, o diferencial é a competência. A espionagem é tão antiga quanto a existência de seres humanos no planeta. Mas falemos de países: a espionagem é generalizada, é como um gato escondido com rabo de fora. Todos fingem que é só um rabo, não tem gato. Quando um destes bichos aparece é um fuzuê. Começa um ritual já bem conhecido. Como diz João Ubaldo, no excelente artigo ‘O Ritual do Esperneio’: “não há um só dos diretamente envolvidos que não saiba tratar-se de uma encenação, mas ela é levada adiante”.