Ipojuca Pontes


Sucessão no Rio falido

Como sabem todos, o Rio de Janeiro (cidade e Estado mais do que problemáticos) não tem governo decente, que se preze, desde a gestão de Carlos Lacerda, exercida entre os anos 1960/1965. De lá pra cá, cito de memória, figuras descartáveis como Negrão de Lima e Chagas Freitas (duas vezes), ou lamentáveis como Marcelo “Velho Barreiro” Alencar, Leonel Brizola, Saturnino Braga (socialista que decretou a falência oficial da cidade), Moreira Franco, Garotinho (com a mulher a tiracolo), César Maia, Luiz Paulo Conde (tipo que se arrastava de bengala pelas ruas da cidade), Sérgio Cabral, Eduardo Paes e similares que conseguiram transformar o Rio numa imensa casa de tavolagem, amontoando, a um só tempo, muita miséria, fraudes, corrupção política, densa criminalidade, narcotráfico, prostituição, mistificação ideológica, malandragem acadêmica e, a cada pleito, as mais ousadas formas de estelionato eleitoral.

Derrota comunista

A mídia esquerdista mostrou-se frustrada com a vitória indiscutível do “não”.
Diante do fato, foi de um cinismo colossal.

Os comunistas foram fragorosamente derrotados no plebiscito costurado na Ilha Cárcere para livrar a cara das Forças Armadas Revolucionarias da Colômbia (Farc), bando narcoterrorista que há mais de cinco décadas vem detonando a vida da Colômbia e da América Latina. Para quem ignora os fatos, as Farc atuavam (e atuam) como braço armado do Partido Comunista Colombiano. De início, eram apenas um projeto esboçado durante os motins de “el Bogotazo”, em 1948, mas tornado trágica realidade dezessete anos depois sob o comando de Manuel Marulanda Velez, o “Tirofijo”, índio astucioso que entrevistei no final dos anos 1960 para documentário produzido pela TV alemã sobre as guerrilhas virulentas que, já então, tomavam conta do noticiário internacional.

Bufão acintoso

O “Comandante Máximo”, que se acha um sujeito “safo” na sua eterna permissividade, é um péssimo exemplo que nos leva à desídia e à dissolução.

No clássico romance “Os Irmãos Karamazov”, Dostoievski nos fala de um personagem abjeto, Fiodor Pavlovitch, o Karamazov pai, sujeito que embute na alma corrompida a “volúpia de mentir”. O gigante russo, abarcando como nenhum outro os abismos da alma humana, considera, com agudo senso psicológico, que o sujeito que mente a si próprio e que mergulha na própria mentira, acaba por não poder mais discernir a verdade, nem em si mesmo, nem em torno de si, deixando, portanto, de respeitar a si próprio e aos outros.

Comunistas e a implosão do “Estado Burguês”


Richard Andrew Cloward e Francis Fox Piven.

Em 20 anos, para implodir o “sistema burguês” e se manter no poder fáustico, a canalha esquerdista criou cerca de 84 estatais e 39 ministérios prodigalizando regalias do tipo “auxílio- exclusão”, “seguro-defeso” e “Bolsa Família”.

O comunista Antonio Gramsci, “Il Gobbo”, ao perceber que a revolução bolchevique não passava de um inútil banho de sangue, levantou as principais coordenadas: “Primeiro” – disse ele – “você destrói a economia, depois destrói o Estado e, em seguida, acaba com a oposição. Aí, toma conta da sociedade. E a melhor maneira de destruir a sociedade capitalista é depravar sua economia”.

Governo, cultura e corrupção

O Ministério da Cultura foi tramado por Zé Sarney, impostor literário que chegou ao poder por um golpe de sorte e fez de Brasília uma imensa casa de tavolagem.

O MinC representa no Brasil oficial a manutenção da mais agressiva forma de aparelhamento do Estado.

O indefinido Michel Temer retrocedeu e reinstalou oficialmente o Ministério da Cultura. Lá, para geri-lo, colocou um barbudinho, cria de Eduardo Paes – este, um político profissional de segunda categoria que o Rio de Janeiro aprendeu a desprezar. Acuado pela gang de sempre, o presidente interino verificou que “a cultura era um setor fundamental para o país”. Pobre interino! A figura lembra aquela virgem permissiva que deixou entrar a cabecinha e depois… Bem, depois o temerário foi correr atrás do Meirelles para pedir a “liberação de mais grana para a rapaziada”.

Ministério da Cultura: retrocesso para frente

Ministério da Cultura petista funcionava, na prática, como um vertiginoso mensalão para cooptar medalhões e medalhinhas da área e manter a peso de ouro uma entranhada burocracia militante no espaço perdulário da cultura oficial.

O problema é que os vossos políticos, muitos deles ignorantes, se curvam diante da palavra “cultura” incensada pela mendacidade da onda vermelha.

Numa orquestração típica de quem suga há décadas, de forma parasitária, os cofres públicos – e, muito pior, de quem procura embotar noite e dia a alma da nação com a criminosa propaganda ideológica vermelha -, a parte mais ruinosa da  chamada “classe artística”, porta-voz da melopéia lulopetista (comunista) tramada no bunker do mafioso Instituto Lula e coordenada nos fundos dos do Palácio da Alvorada, passou a encarar o impeachment da nociva Dilma como “golpe” e a fusão do malfadado Ministério da Cultura (MinC) ao Ministério da Educação como um “retrocesso”.

Manifesto dos cineastas – a tara do cinema lulista

O primeiro passo de Lênin (assaltante de banco e assassino que morreu sifilítico), depois da Revolução Bolchevique de 1917, foi estabelecer, através da censura e do patrocínio do Estado, o completo controle da produção cultural.

Cineastas do degenerado cinema caboclo  lançaram manifesto contra o impeachment de Dilma Rousseff, figura que a maioria do povo brasileiro quer ver, por fraudulenta, pelas costas. (Detalhe: em recente pesquisa de opinião, cerca de 90% da população, entre pobres e ricos, revela não querer mais a “guerrilheira” de Lula no posto presidencial, arrebatado, segundo investigações da Lava-Jato, por força de eleições logradas com a grana roubada da Petrobras).

O inferno de Lula

“Perdei toda esperança, ó vós que entrais.”
Dante Alighieri

No seu poema clássico “A Divina Comédia”, Dante Alighieri, o gigante da literatura universal, sai à procura de Beatriz, sua musa, símbolo da perfeição, da pureza e da verdade revelada. Tendo o poeta Virgílio como guia, o pai da língua italiana atravessa o Inferno, o Purgatório e chega ao Paraíso, vivenciando, na dramática trajetória, o que os estudiosos consideram a “árdua transição da servidão das paixões para a liberdade e a perfeição moral”. Na ambiciosa obra, de tessitura poética complexa, são múltiplos os planos de leitura, entre eles, o histórico, o moral, o alegórico e o místico.

Marx e seu legado de horrores

As revoluções ocorridas nos últimos 100 anos jamais se deram, conforme previsto por Marx, pelo desenvolvimento das “contradições internas do capitalismo” e menos ainda pela força do “determinismo histórico”.

No momento em que escrevo estas notas, o Produto Interno Bruto brasileiro está sendo avaliado em mais R$ 3 trilhões (à margem o que se opera na sábia economia paralela), 38% dos quais vão diretamente para os cofres do governo e são torrados, em sua quase totalidade, em grossos salários e aposentadorias, propaganda, subsídios e patrocínios, viagens incessantes locais e internacionais, verbas de representação, festas, almoços, jantares, manutenção e custeio da amplíssima máquina burocrática, propinas, doações a fundo perdido, além de mordomias múltiplas – para não falar nas bilionárias e permanentes falcatruas das agências, bancos, ministérios e institutos oficiais.

Marx contra Proudhon

Provavelmente para dissimular a vultosa dívida contraída com o pensamento alheio e esconder a fonte de inspiração em que bebeu, Marx cola na testa de Proudhon a etiqueta de “ideólogo da pequena-burguesia”, a ser repetida indefinidamente pelos acólitos fanatizados.

Depois da publicação de “O que é a propriedade?”, sabe-se, Marx tentou aliciar Proudhon, por carta, convidando-o a integrar a corriola do Comitê Comunista de Correspondência, base da futura Liga Comunista (sediada em Bruxelas). Mas na carta, em que pese elogiar Proudhon, o “Doutor do Terror Vermelho” não consegue disfarçar o caráter virulento e ataca um discípulo deste, Karl Grun (inventor de mais um tipo de socialismo – o “socialismo verdadeiro”), a quem considera um tipo suspeito. Proudhon não apenas recusa o convite, como defende Grun e adverte Marx quanto ao caráter violento e nocivo do seu dogma revolucionário.