Ipojuca Pontes


Comunistas e a implosão do “Estado Burguês”


Richard Andrew Cloward e Francis Fox Piven.

Em 20 anos, para implodir o “sistema burguês” e se manter no poder fáustico, a canalha esquerdista criou cerca de 84 estatais e 39 ministérios prodigalizando regalias do tipo “auxílio- exclusão”, “seguro-defeso” e “Bolsa Família”.

O comunista Antonio Gramsci, “Il Gobbo”, ao perceber que a revolução bolchevique não passava de um inútil banho de sangue, levantou as principais coordenadas: “Primeiro” – disse ele – “você destrói a economia, depois destrói o Estado e, em seguida, acaba com a oposição. Aí, toma conta da sociedade. E a melhor maneira de destruir a sociedade capitalista é depravar sua economia”.

Governo, cultura e corrupção

O Ministério da Cultura foi tramado por Zé Sarney, impostor literário que chegou ao poder por um golpe de sorte e fez de Brasília uma imensa casa de tavolagem.

O MinC representa no Brasil oficial a manutenção da mais agressiva forma de aparelhamento do Estado.

O indefinido Michel Temer retrocedeu e reinstalou oficialmente o Ministério da Cultura. Lá, para geri-lo, colocou um barbudinho, cria de Eduardo Paes – este, um político profissional de segunda categoria que o Rio de Janeiro aprendeu a desprezar. Acuado pela gang de sempre, o presidente interino verificou que “a cultura era um setor fundamental para o país”. Pobre interino! A figura lembra aquela virgem permissiva que deixou entrar a cabecinha e depois… Bem, depois o temerário foi correr atrás do Meirelles para pedir a “liberação de mais grana para a rapaziada”.

Ministério da Cultura: retrocesso para frente

Ministério da Cultura petista funcionava, na prática, como um vertiginoso mensalão para cooptar medalhões e medalhinhas da área e manter a peso de ouro uma entranhada burocracia militante no espaço perdulário da cultura oficial.

O problema é que os vossos políticos, muitos deles ignorantes, se curvam diante da palavra “cultura” incensada pela mendacidade da onda vermelha.

Numa orquestração típica de quem suga há décadas, de forma parasitária, os cofres públicos – e, muito pior, de quem procura embotar noite e dia a alma da nação com a criminosa propaganda ideológica vermelha -, a parte mais ruinosa da  chamada “classe artística”, porta-voz da melopéia lulopetista (comunista) tramada no bunker do mafioso Instituto Lula e coordenada nos fundos dos do Palácio da Alvorada, passou a encarar o impeachment da nociva Dilma como “golpe” e a fusão do malfadado Ministério da Cultura (MinC) ao Ministério da Educação como um “retrocesso”.

Manifesto dos cineastas – a tara do cinema lulista

O primeiro passo de Lênin (assaltante de banco e assassino que morreu sifilítico), depois da Revolução Bolchevique de 1917, foi estabelecer, através da censura e do patrocínio do Estado, o completo controle da produção cultural.

Cineastas do degenerado cinema caboclo  lançaram manifesto contra o impeachment de Dilma Rousseff, figura que a maioria do povo brasileiro quer ver, por fraudulenta, pelas costas. (Detalhe: em recente pesquisa de opinião, cerca de 90% da população, entre pobres e ricos, revela não querer mais a “guerrilheira” de Lula no posto presidencial, arrebatado, segundo investigações da Lava-Jato, por força de eleições logradas com a grana roubada da Petrobras).

O inferno de Lula

“Perdei toda esperança, ó vós que entrais.”
Dante Alighieri

No seu poema clássico “A Divina Comédia”, Dante Alighieri, o gigante da literatura universal, sai à procura de Beatriz, sua musa, símbolo da perfeição, da pureza e da verdade revelada. Tendo o poeta Virgílio como guia, o pai da língua italiana atravessa o Inferno, o Purgatório e chega ao Paraíso, vivenciando, na dramática trajetória, o que os estudiosos consideram a “árdua transição da servidão das paixões para a liberdade e a perfeição moral”. Na ambiciosa obra, de tessitura poética complexa, são múltiplos os planos de leitura, entre eles, o histórico, o moral, o alegórico e o místico.

Marx e seu legado de horrores

As revoluções ocorridas nos últimos 100 anos jamais se deram, conforme previsto por Marx, pelo desenvolvimento das “contradições internas do capitalismo” e menos ainda pela força do “determinismo histórico”.

No momento em que escrevo estas notas, o Produto Interno Bruto brasileiro está sendo avaliado em mais R$ 3 trilhões (à margem o que se opera na sábia economia paralela), 38% dos quais vão diretamente para os cofres do governo e são torrados, em sua quase totalidade, em grossos salários e aposentadorias, propaganda, subsídios e patrocínios, viagens incessantes locais e internacionais, verbas de representação, festas, almoços, jantares, manutenção e custeio da amplíssima máquina burocrática, propinas, doações a fundo perdido, além de mordomias múltiplas – para não falar nas bilionárias e permanentes falcatruas das agências, bancos, ministérios e institutos oficiais.

Marx contra Proudhon

Provavelmente para dissimular a vultosa dívida contraída com o pensamento alheio e esconder a fonte de inspiração em que bebeu, Marx cola na testa de Proudhon a etiqueta de “ideólogo da pequena-burguesia”, a ser repetida indefinidamente pelos acólitos fanatizados.

Depois da publicação de “O que é a propriedade?”, sabe-se, Marx tentou aliciar Proudhon, por carta, convidando-o a integrar a corriola do Comitê Comunista de Correspondência, base da futura Liga Comunista (sediada em Bruxelas). Mas na carta, em que pese elogiar Proudhon, o “Doutor do Terror Vermelho” não consegue disfarçar o caráter virulento e ataca um discípulo deste, Karl Grun (inventor de mais um tipo de socialismo – o “socialismo verdadeiro”), a quem considera um tipo suspeito. Proudhon não apenas recusa o convite, como defende Grun e adverte Marx quanto ao caráter violento e nocivo do seu dogma revolucionário.

Marx e a picaretagem iluminada


Foi paradoxalmente no anarquista Proudhon – tanto o teórico socialista voltado para a crítica da economia quanto no ativista e organizador político – que Marx encontrou respaldo para suas formulações teóricas.

Com o materialismo histórico a tiracolo, Marx se propunha não só a exercer alguma influência sobre os destinos do mundo, mas transformá-lo – o que em sua linguagem revolucionária significava, antes, destruí-lo. Desse modo, tal como partiu anteriormente para liquidar com a filosofia, Marx atirou-se contra o mundo da economia burguesa, com ênfase na demolição da propriedade privada e do sistema capitalista de produção.

Marx e a mais-valia

Para Bohm-Bawerk, a teoria do valor-trabalho de Ricardo (e, por extensão, a mais-valia de Marx), para além de falaciosa, apresenta uma noção de valor absolutamente inútil, porque não leva em conta o valor de uso, ou melhor, suas valorações subjetivas.

O que é a mais-valia marxista, fundamentalmente baseada na teoria do valor-trabalho de Ricardo? O próprio Marx, através de caminhos tortuosos, constrói um arrazoado explicativo no Capítulo XII do volume I de “O Capital” (Abril Cultural, SP, 1963):

“O trabalhador, durante parte do processo de trabalho, apenas produz o valor de sua força de trabalho, isto é, o valor dos meios de subsistência de que necessita. Produzindo num contexto que se baseia na divisão social do trabalho, ele não produz os seus meios de subsistência diretamente, mas sob a forma de mercadoria particular, fio, por exemplo, um valor igual ao valor dos seus meios de subsistência ou ao dinheiro com o qual os compra”.

Ainda Marx e o pensamento dos outros

Exceto para pedir dinheiro ao pai e protelar o pagamento de empréstimos aos inúmeros credores, Marx nada entendia de economia e foi Friedrich Engels (1820-1895), parceiro, provedor e filho de rico industrial alemão do ramo têxtil, que o induziu à leitura dos economistas clássicos ingleses, em especial de David Ricardo.

Vamos adiante: como a dialética hegeliana é um poço sem fundo, pois nela nada “é” e tudo vive em permanente transformação, Marx encampou com entusiasmo frenético o esquema de Hegel, mas encontrou, de início, um forte obstáculo. Se ele queria, no testemunho algo ingênuo do simpatizante Annenkov, “suplantar Deus” – como aceitar tal entidade quando se tratava justo de dinamitá-la?