Ipojuca Pontes


Quebra-Quilos Party

Não deixa de ser inspirador o fato de saber que no Brasil, quase um século e meio atrás, tal como ocorreu em 1773 na rebelião do Boston Tea Party (que mais tarde desaguou na guerra da independência norte-americana), a população indignada se reuniu e lutou contra impostos que feriam suas liberdades e riquezas.

Toca, toca minha gente
Toca, toca a reunir
Que os matutos quebra-quilos
Por aí não tardam a vir

Cantiga nordestina do século XIX

Em 26 de julho de 1862, o imperador D. Pedro II, com o objetivo de criar meios práticos de controle fiscal e ao mesmo tempo auferir novos recursos financeiros para sustentar os gastos da Corte estabelecida no Rio de Janeiro, assinou uma lei que revogava o sistema de pesos e medidas então vigentes no país. Conforme relatos históricos, a lei impositiva tratava de substituir as antigas medidas de superfície, capacidade e peso (tais como palmos e polegadas, e pesos calculados em arroubas e libras) por novos padrões de quilograma, metro e litro, oficializando-se, com isso, em todo o território nacional, o sistema métrico decimal vigente na França desde o início do século XIX.

Setentinha de Pelé

Aqui, a despeito de feitos e glórias, Pelé, para uma minoria que se autoproclama “progressista”, não passa de um negro rico, “de direita”, vendido aos americanos – e que mete as ventas onde não é chamado.

Sábado agora, 23 de outubro, Pelé completou 70 anos. É uma vida que se faz eterna, e extraordinária, num cenário de dimensão planetária.

Há uns dez anos Nelson Mandela, insuspeito líder sul-africano, criou o Prêmio Pelé, destinado a personalidades que contribuam para a harmonia entre os povos do continente africano. Na década de 1980, um Comitê Internacional de Esportes, reunido em Paris pela revista “L’Equipe”, o elegeu Atleta do Século. No início do ano 2000, o New York Times apontou-o como uma das personalidades do século XX. Antes, a Rainha da Inglaterra já havia concedido ao rei do futebol o título de Sir, honraria só facultada aos britânicos. Isso sem falar de pesquisa da Agência Ogilvy que apontou a Coca-Cola, o Papa e Pelé como os três primeiros nomes imediatamente reconhecidos em todo mundo.

O artífice da censura

Franklin Martins parte do princípio de que a atividade de radiodifusão tem de ser fiscalizada pelo aparelho do Estado, hoje, no Brasil, um instrumento da hegemonia política do PT.

De posse do nosso rico dinheirinho, Franklin Martins, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social do governo Lula, viajou à Europa (Londres e Bruxelas) em busca de “informações e subsídios” para criar um anteprojeto de lei e enquadrar, em caráter permanente, o setor de radiodifusão no país.

Governo totalitário

Definidas as pretensões hegemônicas pelos principais interessados, resta apenas especular sobre quais seriam as “reformas importantes” propostas à nação pelo futuro Congresso Nacional dominado pela Frente Ampla Esquerdista de Lula, Dilma et caterva.

Com a possível ascensão de Dilma Rousseff à presidência da República neste segundo turno, ainda indefinido, mas tendo como certa a conquista da maioria parlamentar, pelo atual governo, nas duas Casas do Congresso Nacional, a pergunta que se torna obrigatória é a seguinte: quanto tempo vai levar para que se estabeleça no Brasil, sem disfarces, a prolongada ditadura da esquerda – radical ou não?

Vandré e o fim de Lula

Franco, o autor de “Pra não dizer que não falei de flores” (tido como hino oficial do antimilitarismo) expressou sua alta estima pelas nossas Forças Armadas,

Ao completar 75 anos, o extraordinário compositor Geraldo Vandré (nascido em 12/09/1935, em João Pessoa-PB) concedeu entrevista ao “Dossiê Globonews”, programa do canal pago das organizações Globo que vem se especializando em futricar, na base do sensacionalismo disfarçado, a vida de celebridades e falsas celebridades do cafarnaum nacional.

O Clube Bilderberger

Os integrantes do Clube de Bilderber tem como obejtivo livrar o mundo dos estados-nação, estabelecendo em seu lugar, por via de conseqüência, uma nova ordem mundial, com um só governo, um só exército e uma só religião.

A primeira vez que ouvi falar do Clube Bilderberger (pela boca do meu amigo Olavo de Carvalho), pensei que se tratasse de uma cervejaria alemã ou mesmo, quem sabe, de algum sofisticado antro de prostituição nos confins da Europa ocidental: Clu-be Bil-der-ber-ger… Clu-be Bil-der-ber-ger… – bem, não se esquece fácil um nome desses.

Passou-se. Outro dia, transitando pela intransitável cidade de São Paulo, entrei num velho sebo e dei de cara com uma cópia xerocada do livro “A verdadeira história do Clube Bilderberger”, do jornalista e dissidente russo Daniel Estulin, com tradução de Ignácio Trofino e Marta-Ingrid Rebon, publicado pela Editorial Planeta, em 2005. Comprei-a no ato.

Uma nova oposição

Os rombos para se combater o bom combate nunca foram tão flagrantes: o governo socialista de Lula faz da corrupção sua arma política, as instituições permanentes da República se desintegram, a violência campeia, a democracia cambaleia e a insegurança se alastra.

A esta altura dos acontecimentos, com a provável derrota do candidato José Serra ao cargo de presidente da República, ainda que com a possibilidade de um eventual segundo turno, já é hora de se considerar a formação de um verdadeiro partido de oposição política no Brasil, para fazer frente ao regime totalitário que se pretende implantar com a eleição da ex-terrorista Dilma Rousseff.

5x Favela – o cinema do engodo

Abocanhar recursos públicos para produzir filmes vagabundos, politicamente corretos e em plena sintonia com a ideologia dos governantes socialistas poderosos. Eis  a sina de Cacá Diegues.

Se o badalado Cacá Diegues (como considerava Luiz Sérgio Person, autor do clássico “São Paulo S/A”) é, sem sombra de dúvida, um “cineasta sem um só fotograma de talento”, cuja filmografia percorre vasta escala de filmes ruins ou artificiais – o mesmo não se pode dizer dos seus incontáveis méritos enquanto especialista na renhida arte de sacar dinheiro público para produzir cinema.

Mundo cão na internet

A morte misteriosa de Yves Hublet, o senhor que deu as famosas bengaladas em José Dirceu, e a filmagem do que seria o estupro de Ingrid Betancourt pelos narcoterroristas das FARC, são comentadas por Ipojuca Pontes, que responde aos ataques do ator Sérgio Brito.

1 – O mundo digital, vertiginoso, avança como um maremoto incontrolável. Acabo de receber pela Internet um vídeo que se presume da ex-senadora colombiana Ingrid Betancourt sendo estuprada num cativeiro por supostos integrantes do exército das FARCs, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Seja ela quem for, são imagens de barbárie explícita, captadas por um cérebro doentio – digo, possuído pelo rancor e animalidade revolucionários.

Brasileiro ao natural

A mesma gente que se diz ansiosa pela instauração de uma sociedade mais digna e justa, sequer exige da candidata oficial uma explicação compatível para o caso escabroso ou simplesmente aceita o fato como consumado.

Anos atrás, dois diplomatas brasileiros entraram num bar da Rua da Palma, em Assunção, capital do Paraguai, paraíso do contrabando oficializado. Os funcionários do Itamaraty, bem vestidos e escovados, uma vez no bar, dirigiram-se ao balconista e pediram água mineral. Enquanto esperavam atendimento, iniciaram uma animada prosa na língua mater.