Ipojuca Pontes


La otra Cuba

No momento em que o Foro de São Paulo, a vertente da criminosa OLAS, de Fidel, trama o nosso futuro em encontros internacionais furtivos, com o objetivo de nos transformar em sub-homens, é mais do que oportuno se tomar conhecimento, pelo milagre da Internet, de filmes do porte de “A Otra Cuba”.

Durante cinco dias desta semana, reuniram-se em Buenos Aires, Argentina, representantes do 16º Encontro do Foro de São Paulo, somando delegações de 21 países do continente, com o objetivo de debater e colocar em prática propostas e resoluções para se implantar, na próxima década, o Socialismo do Século XXI no espaço latino-americano (e em particular no Brasil, seu carro-chefe, com a eleição da guerrilheira Dilma Rousseff ao cargo de presidente da República).

Fidel Castro, Lula e a “Faixa de Gaza”

Ipojuca Pontes comenta a bajulação midiática a Fidel Castro e o vídeo no qual um garoto pobre, mas educado, acaba por expor toda a brutalidade, covardia e o cinismo do presidente Lula e de Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro.

O jornal “O Globo” tem um fascínio todo especial pelo ditador cubano Fidel Castro, a quem trata, habitualmente, por “El Comandante”. De fato, não se passa uma semana, ou quinzena, sem que os entusiastas de Fidel, acantonadas no jornal dos irmãos Marinho, deixem de assegurar espaço para acomodar, com boa dose de simpatia (e alguns senões), a figura do sinistro ditador cubano.

O Bico doce de FHC

Ferdinand Lassalle, o precursor da social-democracia alemã, era amigo íntimo e emprestava (sem retorno) dinheiro à Marx, o pai do “socialismo científico”, e o próprio Lenin, por sua vez, diante do fracasso econômico dos primórdios da revolução socialista russa, passou marcha à ré e transou numa boa com o mercado – para depois abatê-lo a pauladas.

Fernando Henrique Cardoso volta a atacar, desta feita com um livro intitulado “Xadrez internacional e social-democracia” (Editora Paz e Terra, 2010, Rio), uma coletânea de textos requentados (daí, o preço “irrisório”: R$ 29,00) sobre as transformações econômicas e políticas do mundo atual, em especial da América Latina e do Brasil.

Universidades do mal

Altos investimentos na infraestrutura e no turismo de… Cuba, além de novas universidades com cursos “inéditos”, visando ainda mais amestramento baseado na fúria revolucionária. É tudo o que se pode esperar da gestão PT-Farc no Brasil.

O programa radiofônico “Café com o Presidente”, transmitido todas as semanas pelas emissoras oficiais, proporciona ao ouvinte informações de tal virulência que o distinto, se estiver desprevenido, pode chegar ao enfarte. Sem querer, no último mês de julho ouvi dois desses informes e confesso que, ouvindo-os por inteiro, fiquei petrificado. Nunca mais vou repetir o café amargo.

Jornalismo falido x jornalismo on line

Ipojuca Pontes compara a decadência dos grandes jornais impressos de esquerda, tomando como exemplo o Jornal do Brasil, o New York Times e o Le Monde, com a ascensão do jornalismo on line e dos blogs, livres, independentes, ágeis e com poucas despesas.

“O jornalismo é a segunda mais antiga profissão do mundo.”
Bernard Shaw

A partir de 1º de setembro o ex-poderoso “Jornal do Brasil”, hoje com uma tiragem diária de 15 mil exemplares, deixará de circular. O periódico matutino, fundado em 1891 para defender a Monarquia, dirigido entre outras figuras por Rui Barbosa, vinha funcionando com um déficit operacional na ordem de R$ 100 milhões. Segundo Nelson Tanure, seu proprietário, o jornal será mantido apenas nas páginas eletrônicas da Internet – tal como ocorre hoje com a “Tribuna da Imprensa”, de Hélio Fernandes, fundada em 1949 por Carlos Lacerda.

Dilma Rousseff e o companheiro Chávez

Não há grande diferença entre o que faz e pensa o revolucionário Hugo Chávez e o que pretende fazer (e, em parte, vem fazendo) a companheira Dilma Rousseff, de formação marxista-leninista. Ambos, conforme deixam claro, querem consertar o mundo “injusto e desigual” pelas vias milagreiras do socialismo.

Vou fazer um governo mais à esquerda do que Dilma.
José Serra

Durante a abertura da 2ª Cúpula América do Sul-África, realizada ano passado em Isla Margarita, na Venezuela, o ditador Hugo Chávez, com as bochechas infladas e a voz tonitruante de impostor latino, foi incisivo:

Godard, Truffaut e a Nouvelle Vague

Mentes contaminadas pela fúria revolucionária produzem filmes incompreensíveis e destituídos de qualidade artística real. Os documentários a respeito também não são diferentes. Mas tudo isso serve à política, para glamurizar o totalitarismo.

Fui assistir num cinema de Botafogo, Rio, ao documentário “Godard, Truffaut e a Nouvelle Vague” (“Deux de la Vague”, Emmanuel Laurent, França, 2009), produto insípido como um café requentado, provavelmente financiado com as benesses (incentivos fiscais) do governo francês, hoje – com ou sem Sarkozy – um dos mais empepinados da Europa.

Por que Serra vai perder

Zé Serra tem a exata noção do que significa a “transição para o socialismo” no território latino-americano. E tem o perfeito conhecimento da coleção de fracassos da social-democracia no mundo.

Toda indulgência para com os culpados revela conivência.
Napoleão Bonaparte

Antes das chamadas “convenções partidárias”, período em que os partidos apresentam os candidatos à disputa eleitoral da presidência da República, o “pré-candidato” José Serra, do PSDB, marcava 10 pontos de vantagem sobre a candidata do PT, Dilma Rousseff – então, uma mutante ex-terrorista em fase de recauchutagem facial e adestramento “neoliberal” (administrado, na moita, pelo trotskista Antonio Palloci, o amigo das FARC e das meninas brasilienses de Jeany Mary Corner).

O brasileiro Rui Barbosa

grande_ruiA ação múltipla de Rui Barbosa desmonta o velho trololó marxista de que a história se move por meio da luta de classes e não pela vontade de homens (e mulheres) capazes e decididos.

Dotado de saber, caráter, energia, constância e sensibilidade, o Dr. Barbosa era um ser muito acima dos seus pares.

Certa feita, um obscuro comentarista de jornal escreveu que a biografia era um gênero literário de geografia definida, limitado ao norte pela história, ao sul pela ficção, ao leste pelo obituário e a oeste pelo tédio. Desde logo a frase, bem construída, pega pelo balizamento estrutural do gênero, mas peca pelo princípio da generalização: nem sempre a biografia, enquanto gênero literário, aborrece, em particular quando é traçada por um escritor de estilo claro e íntegro, que compreenda o tempo, o sentido da vida e a obra do seu personagem.

Tutti buona gente!

A denúncia de Serra, por tímida, cairá na luz escura do vazio. O próprio Serra, um homem favorável ao casamento gay, já afirmou que a droga, como o aborto, é “uma questão de saúde”.

O candidato à presidência da República José Serra afirmou, em recente entrevista de rádio, que a cocaína consumida no Brasil vem da Bolívia. Literalmente, ele disse o seguinte: “A cocaína vem de 80% a 90% da Bolívia, que é um governo amigo, não é? Você acha que a Bolívia iria exportar 90% da cocaína consumida no Brasil sem que o governo (boliviano) fosse cúmplice? Impossível. O governo boliviano é cúmplice disso”.