Ipojuca Pontes


O brasileiro Rui Barbosa

grande_ruiA ação múltipla de Rui Barbosa desmonta o velho trololó marxista de que a história se move por meio da luta de classes e não pela vontade de homens (e mulheres) capazes e decididos.

Dotado de saber, caráter, energia, constância e sensibilidade, o Dr. Barbosa era um ser muito acima dos seus pares.

Certa feita, um obscuro comentarista de jornal escreveu que a biografia era um gênero literário de geografia definida, limitado ao norte pela história, ao sul pela ficção, ao leste pelo obituário e a oeste pelo tédio. Desde logo a frase, bem construída, pega pelo balizamento estrutural do gênero, mas peca pelo princípio da generalização: nem sempre a biografia, enquanto gênero literário, aborrece, em particular quando é traçada por um escritor de estilo claro e íntegro, que compreenda o tempo, o sentido da vida e a obra do seu personagem.

Tutti buona gente!

A denúncia de Serra, por tímida, cairá na luz escura do vazio. O próprio Serra, um homem favorável ao casamento gay, já afirmou que a droga, como o aborto, é “uma questão de saúde”.

O candidato à presidência da República José Serra afirmou, em recente entrevista de rádio, que a cocaína consumida no Brasil vem da Bolívia. Literalmente, ele disse o seguinte: “A cocaína vem de 80% a 90% da Bolívia, que é um governo amigo, não é? Você acha que a Bolívia iria exportar 90% da cocaína consumida no Brasil sem que o governo (boliviano) fosse cúmplice? Impossível. O governo boliviano é cúmplice disso”.

Lobby da maconha e Caetano Veloso

Ipojuca Pontes ataca num só artigo duas ideias imbecis: a transformação da maconha em medicamento e a estatização do cinema.

Vem aí, com o apoio de Lula, Zé Serra e Fernando Henrique Cardoso (o “papa” da Fundação Ford), a Agência Brasileira da Cânabis Medicinal, que tem por objetivo “regularizar o uso da maconha para fins medicinais”.

Zé Celso – o falso louco

ze-celso-lucianopiva-cultura-gVez por outra, quase desnudo, suado e arfante, Zé Celso largava o espetáculo em andamento e aparecia na bilheteria, perguntando ao bilheteiro, em tom sôfrego : – Quanto rendeu?… Quando rendeu?… Quero ver o borderô!

Por volta de 1972 o encenador José Celso Martinez Corrêa – sem pagar royalty ao sombrio The Living Teather, grupo teatral (de vanguarda) norte-americano dado ao uso da maconha e sessões de sexo coletivo antes de entrar em cena – apareceu no Rio de Janeiro com o seu grupo (Oficina) para apresentar o espetáculo “Gracias, Señor”, uma avançada “sessão de te-ato”.

Balança infiel

Ipojuca Pontes destaca as imensas semelhanças entre Serra e Dilma, e a notória preferência da mídia progressitóide pelo candidato tucano, tão cheio de manias totalitárias quanto a candidata petista.

A julgar pela cobertura política dos jornalões do eixo Rio-São Paulo, o candidato José Serra já ganhou as eleições (embora uma discutível pesquisa do Instituto Sensus indique, no que diz respeito à corrida presidencial, empate técnico entre o ex-governador de São Paulo e Dilma Rousseff – 32, 7 contra 32, 4, respectivamente, nas intenções de voto.

Eike Batista – o Midas do Estado Forte

EikeBatista-nevercapitalistIncensado pela imprensa subserviente e baba-ovo, Eike Batista tem sua trajetória e atuação como empresário desmistificadas por Ipojuca Pontes.

Ao contrário do milionário Jay Gatsby, personagem lapidar da obra-prima de Scott Fitzgerald, “O Grande Gatsby” (Editora Record, Rio, 2003), a origem da fortuna de Eike (Fuhrken) Batista, o futuro “homem mais rico do mundo”, nada tem de enigmática: ela advém dos proveitosos conhecimentos geólogicos do pai, Eliezer Batista – engenheiro, antigo ministro de Minas e Energia do governo Jango e venerado presidente (por duas décadas) da Cia. Vale do Rio Doce – e das boas graças dos governos, em especial do governo Lula da Silva, sempre omisso, para não dizer permissivo (“entreguista”, em tempos outros) na defesa dos ativos e das reservas estratégicas da nação.

Um livro histórico fundamental

De fato, “O Livro Negro do Terrorismo no Brasil”, uma quase enciclopédia, se projeta como repositório de informações fundamentais, que lança poderoso fanal de luz sobre o “Estado Forte” a que chegamos. Sem a sua leitura fica improvável sabermos como o Brasil, dominado hoje pelos mesmos terroristas dos “anos de chumbo”, se transformou no Império da Corrupção e da Mentira, a espantar as consciências livres e o mundo civilizado.

“Há uma regra infalível para se julgar livros: basta saber por quem são amados e por quem são odiados”. Joseph de Maistre

Uma das mais impressionantes obras nacionais – de fato, documento extraordinário a se constituir em leitura obrigatória para quem, de modo abrangente, pretende conhecer a verdadeira história da subversão comunista no Brasil – permanece inédita para a generalidade dos brasileiros alfabetizados, ainda que concluída em 1988.

Brasília, a mãe de todos os escândalos

Não sei se os leitores sabem, mas Brasília nasceu de um porre. Logo depois, enxergando na provocação do bêbado um “negócio da China”, Juscelino Kubitschek passou a fazer dela o cavalo de batalha do seu “plano de metas”.

Mergulhada num eterno mar de corrupção e sufocada por ondas sucessivas de escândalos, Brasília vai completar 50 anos no próximo 21 de abril. Os principais veículos da mídia cabocla estão faturando alto com anúncios programados pelo ora trancafiado (ex-) governador José Roberto Arruda, que, entre outras bravatas, diz ser a cidade artificial uma das “mais admiráveis do mundo”.

Barreto, o falso Al Capone

luis-carlos-barretoSó para exemplificar: se o repórter almejasse dar ao leitor uma visão mais completa do empresário Barreto, na certa não deixaria de consultar os arquivos do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (1ª instância, vara cível) e tomar conhecimento das inúmeras ações judiciais (arquivadas ou não) contra o grande produtor.

Caiu-me em mãos o Nº 39 da “piauí”, revista cultural de esquerda – de propriedade do filho do falecido banqueiro Walter Moreira Salles, João Moreira Salles – que, no propósito dissimulado de promover o filme “Lula, o Filho do Brasil”, traz ampla matéria sobre Luiz Carlos Barreto, tido pela publicação como “o chefe do clã mais poderoso do cinema nacional”. Título da reportagem: “Metade Jesus Cristo, metade Al Capone”.

O fracasso do filme de Lula

E na sua terceira semana de exibição, em circuito nacional, a freqüência media do filme, que já era baixa, caiu 70%, consolidando a derrocada.

Produto estrategicamente amparado pelo aval do Palácio do Planalto e embalado para ser visto por 20 milhões de espectadores pagantes, “Lula, o Filho do Brasil”, o mais caro filme produzido até hoje no país (algo em torno de R$ 40 milhões, incluindo farta publicidade, confecção de 430 cópias e outras despesas) – fracassou miseravelmente. Ao tomar conhecimento do fato Lula ficou “desapontado”, pois contava com o êxito do filme para arrebanhar votos e eleger Dilma Rousseff – ex-terrorista e assaltante de banco – à presidência da República.