Ipojuca Pontes


Dilma Rousseff e o companheiro Chávez

Não há grande diferença entre o que faz e pensa o revolucionário Hugo Chávez e o que pretende fazer (e, em parte, vem fazendo) a companheira Dilma Rousseff, de formação marxista-leninista. Ambos, conforme deixam claro, querem consertar o mundo “injusto e desigual” pelas vias milagreiras do socialismo.

Vou fazer um governo mais à esquerda do que Dilma.
José Serra

Durante a abertura da 2ª Cúpula América do Sul-África, realizada ano passado em Isla Margarita, na Venezuela, o ditador Hugo Chávez, com as bochechas infladas e a voz tonitruante de impostor latino, foi incisivo:

Godard, Truffaut e a Nouvelle Vague

Mentes contaminadas pela fúria revolucionária produzem filmes incompreensíveis e destituídos de qualidade artística real. Os documentários a respeito também não são diferentes. Mas tudo isso serve à política, para glamurizar o totalitarismo.

Fui assistir num cinema de Botafogo, Rio, ao documentário “Godard, Truffaut e a Nouvelle Vague” (“Deux de la Vague”, Emmanuel Laurent, França, 2009), produto insípido como um café requentado, provavelmente financiado com as benesses (incentivos fiscais) do governo francês, hoje – com ou sem Sarkozy – um dos mais empepinados da Europa.

Por que Serra vai perder

Zé Serra tem a exata noção do que significa a “transição para o socialismo” no território latino-americano. E tem o perfeito conhecimento da coleção de fracassos da social-democracia no mundo.

Toda indulgência para com os culpados revela conivência.
Napoleão Bonaparte

Antes das chamadas “convenções partidárias”, período em que os partidos apresentam os candidatos à disputa eleitoral da presidência da República, o “pré-candidato” José Serra, do PSDB, marcava 10 pontos de vantagem sobre a candidata do PT, Dilma Rousseff – então, uma mutante ex-terrorista em fase de recauchutagem facial e adestramento “neoliberal” (administrado, na moita, pelo trotskista Antonio Palloci, o amigo das FARC e das meninas brasilienses de Jeany Mary Corner).

O brasileiro Rui Barbosa

grande_ruiA ação múltipla de Rui Barbosa desmonta o velho trololó marxista de que a história se move por meio da luta de classes e não pela vontade de homens (e mulheres) capazes e decididos.

Dotado de saber, caráter, energia, constância e sensibilidade, o Dr. Barbosa era um ser muito acima dos seus pares.

Certa feita, um obscuro comentarista de jornal escreveu que a biografia era um gênero literário de geografia definida, limitado ao norte pela história, ao sul pela ficção, ao leste pelo obituário e a oeste pelo tédio. Desde logo a frase, bem construída, pega pelo balizamento estrutural do gênero, mas peca pelo princípio da generalização: nem sempre a biografia, enquanto gênero literário, aborrece, em particular quando é traçada por um escritor de estilo claro e íntegro, que compreenda o tempo, o sentido da vida e a obra do seu personagem.

Tutti buona gente!

A denúncia de Serra, por tímida, cairá na luz escura do vazio. O próprio Serra, um homem favorável ao casamento gay, já afirmou que a droga, como o aborto, é “uma questão de saúde”.

O candidato à presidência da República José Serra afirmou, em recente entrevista de rádio, que a cocaína consumida no Brasil vem da Bolívia. Literalmente, ele disse o seguinte: “A cocaína vem de 80% a 90% da Bolívia, que é um governo amigo, não é? Você acha que a Bolívia iria exportar 90% da cocaína consumida no Brasil sem que o governo (boliviano) fosse cúmplice? Impossível. O governo boliviano é cúmplice disso”.

Lobby da maconha e Caetano Veloso

Ipojuca Pontes ataca num só artigo duas ideias imbecis: a transformação da maconha em medicamento e a estatização do cinema.

Vem aí, com o apoio de Lula, Zé Serra e Fernando Henrique Cardoso (o “papa” da Fundação Ford), a Agência Brasileira da Cânabis Medicinal, que tem por objetivo “regularizar o uso da maconha para fins medicinais”.

Zé Celso – o falso louco

ze-celso-lucianopiva-cultura-gVez por outra, quase desnudo, suado e arfante, Zé Celso largava o espetáculo em andamento e aparecia na bilheteria, perguntando ao bilheteiro, em tom sôfrego : – Quanto rendeu?… Quando rendeu?… Quero ver o borderô!

Por volta de 1972 o encenador José Celso Martinez Corrêa – sem pagar royalty ao sombrio The Living Teather, grupo teatral (de vanguarda) norte-americano dado ao uso da maconha e sessões de sexo coletivo antes de entrar em cena – apareceu no Rio de Janeiro com o seu grupo (Oficina) para apresentar o espetáculo “Gracias, Señor”, uma avançada “sessão de te-ato”.

Balança infiel

Ipojuca Pontes destaca as imensas semelhanças entre Serra e Dilma, e a notória preferência da mídia progressitóide pelo candidato tucano, tão cheio de manias totalitárias quanto a candidata petista.

A julgar pela cobertura política dos jornalões do eixo Rio-São Paulo, o candidato José Serra já ganhou as eleições (embora uma discutível pesquisa do Instituto Sensus indique, no que diz respeito à corrida presidencial, empate técnico entre o ex-governador de São Paulo e Dilma Rousseff – 32, 7 contra 32, 4, respectivamente, nas intenções de voto.

Eike Batista – o Midas do Estado Forte

EikeBatista-nevercapitalistIncensado pela imprensa subserviente e baba-ovo, Eike Batista tem sua trajetória e atuação como empresário desmistificadas por Ipojuca Pontes.

Ao contrário do milionário Jay Gatsby, personagem lapidar da obra-prima de Scott Fitzgerald, “O Grande Gatsby” (Editora Record, Rio, 2003), a origem da fortuna de Eike (Fuhrken) Batista, o futuro “homem mais rico do mundo”, nada tem de enigmática: ela advém dos proveitosos conhecimentos geólogicos do pai, Eliezer Batista – engenheiro, antigo ministro de Minas e Energia do governo Jango e venerado presidente (por duas décadas) da Cia. Vale do Rio Doce – e das boas graças dos governos, em especial do governo Lula da Silva, sempre omisso, para não dizer permissivo (“entreguista”, em tempos outros) na defesa dos ativos e das reservas estratégicas da nação.

Um livro histórico fundamental

De fato, “O Livro Negro do Terrorismo no Brasil”, uma quase enciclopédia, se projeta como repositório de informações fundamentais, que lança poderoso fanal de luz sobre o “Estado Forte” a que chegamos. Sem a sua leitura fica improvável sabermos como o Brasil, dominado hoje pelos mesmos terroristas dos “anos de chumbo”, se transformou no Império da Corrupção e da Mentira, a espantar as consciências livres e o mundo civilizado.

“Há uma regra infalível para se julgar livros: basta saber por quem são amados e por quem são odiados”. Joseph de Maistre

Uma das mais impressionantes obras nacionais – de fato, documento extraordinário a se constituir em leitura obrigatória para quem, de modo abrangente, pretende conhecer a verdadeira história da subversão comunista no Brasil – permanece inédita para a generalidade dos brasileiros alfabetizados, ainda que concluída em 1988.