Eduardo Mackenzie


Atentado no Andino: réplica a PanamPost e a Daniel Raisbeck, diretor

Centro Comercial Andino, em Bogotá, alvo de um atentado terrorista ocorrido no último sábado, 17.   Estimado Daniel, Parece-me lamentável que PanamPost [1], em vez de fazer uma investigação rigorosa sobre o atentado ocorrido no sábado passado (17.06) no centro comercial Andino de Bogotá, se dedique a fazer eco às especulações mais absurdas e assinale […]

FARC: Nova farsa para controlar a vida das crianças libertas

Nem o ICBF, nem a ONU, nem a UE, nem o governo Santos, parecem querer abrir os olhos sobre o processo das crianças em poder das FARC, e sobre os perigos que se encerram sobre os escolares em geral. As FARC querem perpetuar o controle das crianças recrutadas e dos meninos seqüestrados que consigam sair […]

O mais absurdo dos Prêmio Nobel da Paz

O Prêmio Nobel da Paz concedido hoje ao presidente colombiano Juan Manuel Santos, não transformará seu plano “de paz” com as FARC em um bom acordo. Esse plano é nefasto para o país e por isso a Colômbia o rechaçou no plebiscito do 2 de outubro de 2016. E o continuará rechaçando, em todos os cenários possíveis, pois esse plano, se for aplicado, destruirá as instituições democráticas do país, prolongará os sofrimentos do povo colombiano e não contribuirá nem à paz nem à concórdia nacional. A Colômbia resistirá até derrotar definitivamente as ambições criminosas das FARC. Nenhum Prêmio Nobel a Santos mudará por arte de magia essa situação.

Narco-terror comunista: Timochenko e sua estranha idéia do perdão

Sem haver entregado as armas, tendo ainda centenas de seqüestrados, sobretudo crianças, e sem haver sequer expressado um arrependimento real pelas desgraças que ocasionaram à Colômbia, as FARC serão premiadas por Santos, Obama e a União Européia.

Em vez de dizer
“peço perdão a todas as vítimas do conflito”, o chefe das FARC, Rodrigo Londoño, disse o contrário:
“Ofereço perdão a todas as vítimas do conflito”. Entenda quem puder. Ou melhor, entendamos o horror desse discurso pelo que realmente diz, não pelo que quiséramos que dissesse. Ao “oferecer perdão”, Timochenko diz que ele perdoa suas vítimas pelo que elas fizeram às FARC. Ele não diz o contrário. Não se ria. Essa teoria de que os colombianos somos culpados pelo que “fizemos às FARC” é moeda corrente entre alguns políticos. Há dois meses, o prefeito de Cali, Mauricio Armitage, que uma vez foi seqüestrado pelas FARC, escandalizou o país ao dizer:
“A guerrilha tem que pedir perdão, porém nós também que pedir perdão à guerrilha por havê-los conduzido a que estejam 60 anos “dando bala’”.

FARC contra a Colômbia: A eminência parda de tudo isso

Os senhores do Secretariado das FARC se vêem muito contentes nesses dias. Enfundados em suas camisetas verde-branca, símbolo da grande pureza que os habita, e alinhados no palanque improvisado de sua X Conferência, nos Llanos del Yari, os chefes do terrorismo na Colômbia acreditam que triunfaram. Todo mundo lhes diz isso. Os 400 jornalistas estrangeiros e colombianos que foram parar nesse fim de mundo para cobrir a parte visível do evento, não pouparam elogios e los bajulam: vocês são fortes e ganharam, explicam. Em Bogotá, os altos amigos secretos de Timochenko repetem esse mesmo refrão nos coquetéis.

Sobre o desarmamento das FARC

Se as FARC acreditam que os colombianos vão aceitar esse retrocesso e que elas vão chegar ao poder fingindo ser um partido como os demais, se enganam.

O desarmamento das FARC (no caso em que haja desarmamento real e completo, coisa que muito poucos acreditam factível) deve consistir não só na entrega física e visível e ante os olhos do país (não atrás de opacos biombos estrangeiros de duvidosa condição) dos fuzis, pistolas, granadas, morteiros, minas, explosivos, laboratórios de droga, veículos e aviões, e demais instrumentos de guerra em poder dessa organização. O desarmamento deve ser unilateral (nada de desmantelar simultaneamente o Estado e a Força Pública).

Colômbia: “Fora, forças estrangeiras!”

Jean Arnault (foto), chefe da Missão de Verificação da ONU na Colômbia, pretende fazer a opinião pública acreditar que a verificação dos “acordos de paz” de Santos com as FARC estará a cargo de 500 soldados estrangeiros, entre os quais ele pretende incluir, com a anuência do presidente Santos e dos chefes das FARC, nada menos que 50 soldados cubanos. Arnault simula que a chegada de tropas estrangeiras não estabelece nenhum problema de soberania nacional à Colômbia, e faz como se tal ato não constituísse uma violação brutal da Constituição e das leis da República da Colômbia.

A Constituição inaudita



Juan Manuel Santos, Raúl Castro e o narcoterrorista Timoleón Jiménez, o “Timochenko”, líder das FARC.

A Colômbia de julho de 2016 é como a Venezuela de dezembro de 1999: o abismo está ante nossos pés. O “sim” nos lançará no vazio. O NÃO” nos permitirá manter os pés em terra firme.

Esta será, talvez, uma das votações mais fraudulentas da história da Colômbia. O presidente Santos quer que os colombianos votem “sim” no plebiscito, um sim que quererá dizer, segundo ele, “sim à paz”. Na realidade, os que votem sim ou os que se abstenham de contradizer Santos, estarão ajudando aos que tomarão esse sim como um sim a outra coisa: não à paz verdadeira senão a uma nova Constituição, a uma constituição monstruosa, espúria, não-democrática, defensora da impunidade e da injustiça, redigida às escondidas, que prolongará a guerra e nos afundará na miséria mais tenaz.

França: magro arsenal jurídico contra o jihadismo

Há quatro meses das eleições primárias da direita e há nove meses da eleição presidencial, Hollande e Valls querem despedaçar o campo da direita, e atrair de novo o redil socialista a seus aliados habituais, comunistas, verdes e radicais.


A lassidão e a cegueira oficial continuam vigentes na França. Insensível ao clamor popular que pede mão dura contra o terrorismo islâmico, especialmente após a matança de 84 pessoas em Nice, o presidente François Hollande freou, através de seu primeiro-ministro Manuel Valls, tudo o que pôde para que o novo plano de segurança, negociado com a oposição na Assembléia Nacional, seja magro e mesquinho. Após sete horas de acalorado debate parlamentar com a direita, o compromisso que saiu disso só consta de três pontos: o prolongamento do estado de urgência até janeiro próximo, a possibilidade de realizar invasões domiciliares sem permissão de um juiz e a possibilidade de explorar os dados que se encontrarem em computadores e telefones apreendidos.

França: de novo o horror islâmico


“Devemos mudar o marco, a filosofia, a política e a dimensão do combate contra o terrorismo”

“Desde o atentado contra Charlie Hebdo, em janeiro de 2015, sete atentados ensangüentaram o país e 250 pessoas foram assassinadas.”

Desta vez não houve só um dia de unidade nacional. Horas depois do bestial atentado em Nice, que ceifou a vida de 84 pessoas inocentes (inclusive 10 crianças) e deixou 202 feridos (16 entre a vida e a morte até o momento de escrever este artigo), a oposição acusou o presidente socialista François Hollande, e seu primeiro-ministro Manuel Valls, de haver cometido os graves erros em matéria de segurança pública que desembocaram nesta nova tragédia.