Marcus Boeira


Marionete Russa

Declaro claramente que Marx foi conscientemente um intelectual embusteiro com o propósito de manter uma ideologia que permitiria a ele apoiar ação violenta contra seres humanos com uma demonstração de indignação moral.
Eric Voegelin, Reflexões Autobiográficas (pag 48).


Aqueles que são familiarizados com os trabalhos dos comunistas estão cientes de que os EUA são um risco. Eles temem que o povo do país desperte para o perigo. Mas os inimigos da civilização, tanto aqueles no partido comunista quanto aqueles na margem, que estão brincando com fogo ao apoiarem teorias comunistas, estão trabalhando para efetivar a derrota do governo. Eles estão trabalhando inteligentemente, insidiosamente, e estão dispostos a gastar muito tempo para alcançar seus fins, mas seu principal propósito, a meta a que eles aspiram, é a destruição da igreja, lar e estado na América e a criação de uma ditadura do proletariado, controlada por Zinoviev e seu bando em Moscou, para tomar o lugar do governo dos EUA.
R.M. Witney, Red In America, 1924, (pag 54).

Provokatsya

Não pode ser acidental que o Partido Comunista dos EUA (CPUSA) tenha endossado Hillary Clinton para presidente. O CPUSA ostensivamente tem sido, e permanece, um partido pró-Moscou.

O fundamento último da trama estratégica de Moscou está agora se tornando visível. Como John Dziak apontou em seu ensaio, “Soviet Deception: The Organizational and Operacional Tradition” (em tradução livre: O Engano Soviético: A Tradição Organizacional e Operacional), o conceito estratégico chave russo inclui: Proniknovenniye (Penetração), Provokatsiya (Provocação), Fabrikatsiya (Fabricação), Diversiya (distração), agent po vliyaiyu/ agent vliyaniye (agente de influência), Dezinformatsiya (Desinformação), Kombinatsiya (Combinação).

Bonecos de gengibre

“A reestruturação da militarização inicialmente imitaria a cultura de massa de civilização desmilitarizada – com suas cabines de votação e seus símbolos de diversidade, sua hipocrisia social e seus enganos políticos –, tão competentemente quanto certa vez simulou a cultura aristocrática na Rússia. Então fomentaria um Guerra de Trinta Anos de milhares de Vietnãs locais, uma fragmentação pseudo-religiosa, pseudo-racial, pseudo-política, a qual um poder centralizado capaz de proporcionar a paz global seria a resposta gradual”.
Andrei Navrozov, The Gingerbread Race [pag. 339]

As pessoas estão perguntando a respeito dos movimentos militares da Rússia na Síria. Elas querem saber mais sobre os quartéis russos e iranianos sendo instalados em Bagdá. Elas perguntam se a anexação da Criméia pela Rússia no ano passado teve alguma coisa a ver com tudo isso. Melhor que tentar responder a estas questões urgentes, penso que seria melhor considerar o que foi escrito há tempos por um escritor chamado Andrei Navrozov.

No livro de Andrei, The Gingerbread Race: A Life in the Closing World Once Called Free, lemos a respeito do “boneco de gengibre”:

A violação da linguagem

Não pode haver justiça quando as palavras são usadas em sentido perverso. Quando os significados podem ser invertidos e o mundo virado de ponta cabeça. Nenhuma ideologia pode transformar uma mentira em verdade. Nenhuma alegação especial vai abalar o eixo da terra. As Leis Universais prevalecem.

Em sua obra ‘A Quarta Teoria Política’, Alexander Dugin diz algumas coisas profundas, que precisam ser conhecidas (mesmo por alguém que se opõe a sua convocação pela destruição dos EUA). “Na política pós-antropológica”, ele escreve, “tudo é invertido: lazer e trabalho (a ocupação mais séria, verdadeiro trabalho, é assistir televisão), conhecimento e ignorância… Os papéis tradicionais macho e fêmea estão invertidos. Ao invés de serem anciãos estimados e experientes, os políticos são escolhidos por sua juventude, glamour, aparência e inexperiência. Vítimas se tornam criminosos e vice versa…”

Moscou e o nazismo internacional

A atual inexplicável aliança entre comunistas e nazistas na América do Sul é melhor compreendida como um jogo complexo que remonta à penetração do Terceiro Reich por agentes soviéticos durante a guerra.

Alexander Dugin, o teórico geopolítico russo e conselheiro do presidente Putin, tem dito que o século XX foi o “século da ideologia”. Foi um século no qual, como predisse Nietzsche, ideias (e ideologias) guerrearam umas contra as outras. As três facções em guerra foram, em ordem de aparição: liberalismo (da esquerda e da direita), comunismo (assim como a social-democracia) e fascismo (incluindo o nacional-socialismo de Hitler). Estas três ideologias combateram-se mutuamente até “a morte, criando, em essência, toda a dramática e sangrenta história política do século XX”. De acordo com Dugin, o liberalismo veio a vencer no final do século XX. Ainda que vitórias deste tipo raramente sejam permanentes. Na verdade, Dugin diz-nos que o liberalismo já se desintegrou na “pós-modernidade”. Dugin argumenta que, com seu foco no indivíduo, o liberalismo conduziu à globalização, e globalização significa que o homem é “libertado de sua adesão a uma comunidade” e de qualquer identidade coletiva…” Isto aconteceu porque a massa de seres humanos, “compreendida inteiramente por indivíduos, é atraída em direção à universalidade e busca tornar-se global e unificada”. Mesmo agora este ímpeto em direção à globalização coincide com a glorificação da liberdade total “e a independência do indivíduo de qualquer tipo de limite, incluindo razão, moralidade, identidade… disciplina, e assim por diante”. O resultado, diz Dugin, é o “Fim da História” de Francis Fukuyama. Mas não nos enganemos, explica Dugin. A história não termina realmente. O que realmente aconteceu, na verdade, é que a realização do triunfo do liberalismo tem sido o desastre da humanidade. É um desastre para o indivíduo, devido ao indivíduo ter perdido seu ancoradouro. É um desastre para a liberdade, porque agora estamos sob “a tirania das maiorias”. É um desastre para nossa economia, porque a espoliação é o princípio emergente do mercado. E aqueles que desejam preservar sua identidade racial, nacional ou religiosa são apontados como inimigos pelo politicamente correto tão iludido como desumano.

Diálogo contínuo sobre guerra na Europa e na Ásia

Sim, há um perigo de guerra. Mas este perigo não se deve ao imperialismo de Obama, mas à fragilidade de Obama.

Em maio recebi uma nota da analista romena Anca-Maria Cernea que se referia à conferência “de um excelente analista polonês, o professor Przenyslaw Zurawiski vel Grajewski, que estava dizendo que seja o que for que os russos estivessem por fazer, em termos de avançar para a guerra, seria provavelmente feito antes do término do segundo mandato de Obama. Logo, deverá ser agora, ou muito em breve, ou nunca…” Como Cernea também observou, a guerra pode ocorrer porque Putin está “desesperado com a possibilidade de perda de poder…”.

Circundando a sarjeta em Baltimore

Enquanto a NSA produz livros infantis para colorir, a KGB tem produzido nazistas a partir de uma velha receita russa.

A NSA fez um livro infantil para colorir. Por que não? Nossa comunidade de inteligência tem sido abastecida por adultos infantis nos últimos cinquenta anos. O politicamente correto na NSA, assim como na CIA, há muito alcançou um nível incompatível com a segurança nacional. A NSA possui até um personagem de cartoon, um mascote do Dia da Terra. Como um incitamento, o politicamente correto é um esquema para neutralizar e desacreditar as instituições mais importantes da América. Tempos atrás James Burnham expôs que o liberalismo (esquerda americana) dos novos tempos é a ideologia do suicídio do Ocidente. E quem, no fim, lutará pelo suicídio? A NSA e a CIA estão agora completamente empenhadas nesta ideologia, contra o Partido Conservador e tudo, no presente, “convencional” ou “centrista”. Enquanto isso radicais e revolucionários da direita e da esquerda buscam a erradicação do centro. Mas primeiro, derrota-se o centro tornando-o ridículo.

Baile de máscaras em Moscou: o caso de um cordeiro em pele de lobo


“Marxismo, movimento trabalhista, democracia das massas, leninismo, o partido do proletariado, o estado socialista — todas invenções do século XX — não têm mais utilidade para nós.”

Alain Badiou, L’hypothèse communiste

“O comunismo é uma abstração dogmática e […] uma expressão particular do princípio humanista, ainda que esteja contaminado pela sua própria antítese: a propriedade privada.”
Karl Marx, carta a Arnold Ruge, 1843

“Comecei a estudar intensivamente e criticamente […] as obras de Marx, Engels, Lênin, Stálin, Mao e outros ‘clássicos’ do marxismo. Eram todos eles fundadores de uma nova religião — a religião do ódio, da vingança e do ateísmo.”
Alexander N. Yakolev, Chefe da propaganda soviética

É preciso um traidor (e um desajustado)

No ano 1996, a então primeira dama Hillary Clinton publicou um livro intitulado It Takes a Village (É preciso uma vila). Dada a subcultura política de traição a qual emergiu Clinton, seria mais tocante renomear o livro para It Takes a Traitor (É preciso um traidor), pois essa é a experiência formadora que temos agora. É isso que significa nosso programa nacional de educação. Neste momento, enquanto esperamos notícias de Moscou, com Putin e outras figuras proeminentes desaparecendo em intervalos de dez dias após o assassinato de Boris Nemtsov, temos a ocasião de perguntar aquilo que ninguém pensou em perguntar: Qual a relação psicológica entre os traidores dos Estados Unidos e os contínuos desajustamentos das farsas moscovitas hodiernas?

Sobre preparações bélicas e estruturas secretas – Parte 2

Como observou Cernea, os comunistas não são dogmáticos. “Comunistas não pensam assim. O apego à letra da doutrina é menos importante que o apego a essa peculiar forma de perturbação mental”. Aqui ela se referiu ao que o Prof. Olavo de Carvalho chama de “mentalidade revolucionária”. E sim, devo concordar com Cernea e Olavo.


As estruturas comunistas ocultas do leste europeu estão prontas para ressurgir.





A correspondente romena


Às vezes é útil olhar para a atual crise através da perspectiva de quem mora no leste europeu. No ano passado me correspondi com a Dra. Anca-Maria Cernea, que foi bondosa o bastante para manter-me informado sobre a situação na Romênia — importante país que flanqueia a Ucrânia. Quis saber em detalhes se alguma outra manipulação russo-comunista acontecia nos outros países do leste europeu enquanto todos os olhos estão voltados para Kiev. Ela fez um interessante comentário sobre o “ateísmo soviético ser a fonte de todas as ações e métodos dos líderes russos hodiernos. Isso merece volumes inteiros de estudos e reflexões”. Segundo ela, o “ateísmo não afeta só a alma, mas também a inteligência”. Ela também observou que os nomes proeminentes da KGB de hoje “parecem bem menos refinados intelectualmente que seus predecessores. Eles são apenas brutos que estavam acostumados a espancar e assassinar prisioneiros políticos em tempos que pessoas como Andropov estavam no comando […] Essa involução intelectual torna o ambiente mais propício ao uso da violência.”