Nivaldo Cordeiro


A CPMF e outros monstros

A sociedade já escolheu tirar o PT do poder.

 

A presidente Dilma Rousseff parece que está delirando, pois é incapaz de formular qualquer política consistente para que o Brasil saia da crise ou, ao menos, entre no caminho da recuperação. Ela parece governar para os 7% sobrantes que ainda apoiam seu governo, basicamente os cabos eleitorais do PT, o que a torna uma governante teratológica. A população como um todo a repudia e não é para menos. Seu governo é atabalhoado, corrupto, inconsistente e, ainda por cima, tem veleidades revolucionárias, contrárias aos sentimentos da maioria dos brasileiros. Está a ponto de ser ejetada do poder.

 

A notícia de hoje é que sua equipe de ministros prepara a ressurreição da famigerada CPMF, na tentativa de enfrentar o déficit fiscal que parece superar 7% do PIB. Essa estimativa garante que o Brasil poderá perder o grau de investimento em breve, o que levaria a uma imediata fuga de capitais e à impossibilidade de financiar a necessidade de investimentos e o balanço de pagamentos. A taxa de câmbio, em razão disso, explodiria a níveis desconhecidos, agravando a crise econômica a patamares capazes de inviabilizar a sobrevivência de muitos brasileiros, para não dizer que da sua maioria.

Essa tal sociedade

O Estado alcançou tamanho gigantesco e os interesses cristalizados em torno de suas despesas impedem a racionalidade na execução orçamentária.

Eu tenho visto um grande número de economistas e intelectuais em geral analisando a crise brasileira em curso e não me conformo com os termos por eles colocados a respeito do sujeito que deverá ser o protagonista para a superação da mesma. Falam, em geral, que a “sociedade” terá que fazer opções, ou mais essa ou mais aquela, como se para isso o governo não existisse.

Fica implícita nessas falas a ideia de que tal “sociedade”, essa coisa indefinida, é que pode dar os rumos da nação. A tal “sociedade” não existe, é figura de retórica que esconde um fato grave: a ideia de que o povo governa diretamente o Estado, confusão que vem de longe e praticamente desde a origem do Estado democrático moderno. Alguns até anseiam pela democracia direta, mas essa não existe em parte alguma porque é impraticável e, quando é tentada, torna-se um instrumento de legitimação de governantes totalitários.

As falhas de Joaquim Levy


O Brasil está no pior dos mundos e o pior mesmo é que o governo está inerme.

O ministro Joaquim Levy está longe de ter posto em prática as medidas recomendadas pelo chamado “Consenso de Washington”, que poderiam liberalizar a economia brasileira e trazer de volta a prosperidade perdida. Mas ele fez ainda pior, ao abandonar o tripé de sustentação da saúde econômica do Estado, que bem ou mal foi seguido pela gestão do ex-presidente Lula. O desenvolvimentismo de Dilma Rousseff fez renascer a prática da irresponsabilidade fiscal com toda força, que trouxe o Brasil para a grave crise em que se encontra mergulhado. Assassinou o Plano Real.

A Terra é nosso jardim


A alma do Ocidente está se fechando às verdades mais elementares e mergulha em crendices dignas de pena.

Nos últimos meses, tem sido destaque na divulgação das ciências a suposta descoberta de planetas “habitáveis” fora do sistema solar. Vejo a ânsia dos nossos cientistas, físicos e biólogos, nesse desejo de ver clones da Terra, onde uma humanidade pudesse abrigar-se. Têm colhido o maior fracasso, pois nunca conseguiram achar uma mísera bactéria. A teoria da geração espontânea da vida por mero arranjo da matéria, ideia que vem desde a Grécia antiga, mostrou-se até agora uma hipótese inviável.

Uma conclusão se impõe: a Terra, a nossa Terra, é o local do Jardim do Éden criado por Deus. O criacionismo é a única maneira de dar racionalidade à vida. Entretanto, a física e sobretudo os físicos empregados nos programas espaciais desdenham da Bíblia e da Verdade Revelada. São materialistas convictos, do mesmo naipe de que foram os gregos que viveram antes da Revelação.

Sinal desastroso na economia


Só caberia ao ministro Joaquim Levy demitir-se imediatamente, sinalizando de vez a opção estratégica de política econômica feita pelo governo. Sua permanência no governo é uma imoralidade, pois endossa a irresponsabilidade fiscal assumida.

A semana foi encerrada com uma sinalização desastrosa do governo de Dilma Rousseff sobre o futuro imediato da Nação, ao revisar as metas de arrecadação e de superávit primário. De novo, temos que a presidente reafirmou sua crença no desenvolvimentismo e não deu bolas para a racionalidade. A reação do mercado foi imediata, com seguidas quedas na bolsa de valores e desvalorização do real. O Brasil pode perde o famoso grau de investimento.

O domínio do homem-massa

Os que me acompanham sabem que tenho escrito muito sobre o homem-massa, esse espécime definido pelo filósofo espanhol José Ortega y Gasset no famoso livro ‘A Rebelião das Massas’ e que é muito pouco compreendido nos dias de hoje. O homem-massa, que ascendeu ao poder, é aquele que define hodiernamente os padrões de pensamento, de comportamento e até de diversões. As mostras cotidianas do predomínio desse sujeito são fartas e quero aqui comentar algumas delas.

Um exemplo que tenho dado é o caso do Adib Jatene, o famoso cardiologista que faleceu há pouco tempo. Ele foi o caso do homem que adquiriu uma excelência técnica inigualável no ofício da medicina e, a partir daí, quis bancar de sábio em ciência política. Legou-nos a execrável CPMF, no suposto de que essa derrama fiscal melhoria os serviços públicos, quando se sabe que isso não é verdade. É claro que, por detrás da visão de Jatene, está a sua crença no coletivismo comunista, ideologia que ele adquiriu independente e a despeito da sua destreza de cirurgião. Casos como o dele repetem-se amiúde.

A crise da Grécia


A Grécia tornou-se a prova viva do fracasso econômico das esquerdas políticas, cujo programa é seguido em toda parte.

As manchetes de todos os jornais do mundo, nos últimos dias, estão debruçadas sobre o caso da crise econômica da Grécia. Os jornalistas fingem que não sabem o que vai acontecer: quebradeira generalizada, desemprego astronômico, queda brutal do PIB, paralisação dos investimentos, fuga de capitais. Isso era possível de ser evitado? Não. A Grécia vem de muitos anos de irresponsabilidade fiscal, tendo a relação dívida/PIB explodido desde 2008, estando hoje em quase o dobro do produto.

A quebra da Grécia afetará o mundo? De forma alguma. A Grécia é um país pequeno e os únicos que sofrerão com o default serão os próprios gregos. Será como foi no caso argentino. Os gregos serão excluídos dos mercados internacionais, não poderão ter suprimento regular de suas necessidades de importação, o sistema bancário será destruído e a formação de poupança também. E, claro, não receberá investimentos externos.

Entendendo a corrupção

Isso não é capitalismo, nem mesmo mercantilismo, obviamente. É o processo revolucionário normal registrado pela história em toda parte, do qual o meu amigo nunca se deu conta.

Revolucionário não faz voto de pobreza.

As revelações dos processos do mensalão e, agora, do petrolão, trouxeram à luz a faceta do que sempre se fez no país. Controlar o Estado é controlar a riqueza e enriquecer.  Quanto maior o Estado, mais essa realidade se impõe. Ter contatos com a cúpula governamental é a dupla garantia de que se terá o negócio (não existe edital sem dono!) e a margem necessária para ganhar dinheiro e remunerar os que viabilizaram o negócio. Poderosos grupos econômicos, como a Odebrecht, sempre usaram desse expediente nos mercados em que o governo controla ou regula ou faz concessão. Na raiz das grandes fortunas sempre se verá o conluio entre agentes políticos, burocratas e empresários.

Os senadores na Venezuela

Com o PT governando o Brasil nada mudará na Venezuela.

Foi um marcante fato político a ida da comissão de senadores à Venezuela, para se avistar com os prisioneiros políticos do regime chavista. Os maus-tratos a que foram submetidos foi uma afronta ao Estado brasileiro e a seu povo. Tudo orquestrado para impedir que a visita se tornasse um fato político relevante, mas o tiro saiu pela culatra. As imagens da turba enfurecida, a ausência da polícia e do engarrafamento artificial causaram comoção no Brasil. A comissão de senadores, involuntariamente, por conta das circunstâncias, ampliou a condenação ao regime ditatorial venezuelano ao se colocarem em tamanha vulnerabilidade.

A revolução na economia


Os partidos socialistas controlam a economia por meio de seu controle sobre os grandes grupos econômicos, de um lado, e pela destruição acelerada da pequena burguesia, do outro.

Alguém poderia me ter perguntado, ao ler meu artigo Os três eixos da revolução brasileira: e a economia, estúpido? Como se faz revolução sem mexer nas bases econômicas? Eu responderia como faria o meu amigo Martim Vasques da Cunha: não é a economia, mas a literatura que é relevante, estúpido! O arranjo econômico se faz por gravidade ou inércia da revolução anteriormente analisada. É claro que os revolucionários que tomaram o poder no Brasil mexeram profundamente no sistema econômico e essa será talvez a principal causa da grave crise que está em curso.