Aborto


Horror absoluto: o genocídio silencioso

Cesse tudo o que a antiga
Musa canta
Que um horror mais alto se alevanta

Paródia de Camões

Um velho ditado diz que os mortos terão sua vingança. Haverá sangue, dizem. O sangue dos mortos será o sangue da vingança. Sabe-se que algumas lápides já se movem e as árvores falam para trazer os culpados à justiça. Os astutos assassinos foram expostos pelos místicos presságios nos sinais dos abutres e das gralhas.
Shakespeare, “Macbeth,” Ato 3, Sena 4. (1)

Crianças decapitadas, corpos cortados e acondicionados em jarras, algumas nascidas vivas de uma tentativa de aborto. Campos de concentração nazistas? Gulags? Coréia do Norte? Não, não estou falando de horrores do passado nem de países totalitários. Falo do que vem ocorrendo no país mais desenvolvido do planeta, os Estados Unidos da América (2) e suas ‘Casas da Morte’, clínicas abortistas perfeitamente legais. Você nunca ouviu falar sobre isto? Não é sua culpa. A mídia está evitando falar destes horrores desde o início do julgamento por assassinato do abortista Dr. (?) Kermit Gosnell, da clínica Women’s Medical Society de Philadelphia, Pennsylvania.  

A lógica perversa do aborto

Em alguns países da Comunidade Européia já não é mais possível formar-se em medicina, se o estudante recusar-se a praticar um aborto em seus últimos anos de graduação.

O aborto está amplamente legalizado no mundo desenvolvido e no continente asiático. Na Europa, na América do Norte, na Austrália e em países da Ásia. Com pouquíssimas exceções (onde se legalizou) o número de abortos tem aumentado a cada ano, especialmente após a sua aprovação, nos Estados Unidos. Em 20 anos, o aumento foi espantoso: 200 mil para mais de um milhão e meio por ano. O número de abortos também cresceu a cada ano, sem nenhuma diminuição até hoje na Espanha, Inglaterra, Canadá, África do Sul, Nova Zelândia, Austrália, Índia, Rússia, Cuba e muitos outros. Com isso cresce gradativamente a banalização da vida, em todos os aspectos. O aborto, que era antes um crime, passou a ser propositalmente propagandeado, primeiro como um problema de saúde pública, depois como um direito das mulheres, considerado não mais como um mal menor que a sociedade tolera por uma questão de saúde pública, mas explicitamente um novo direito humano, o direito de matar, por qualquer motivo, o próprio filho não nascido. 

O Conselho Federal de Medicina … Quem diria!

Não é que o CFM decidiu recomendar ao Senado Federal a ampliação dos casos em que o abortamento não é punido? Tais excepcionalidades, propôs o Conselho, passariam a abranger, também, os realizados em gestações que não tenham alcançado o 12º semana.

Quer dizer, doutores, que até o 12º semana o feto é coisa descartável, que se extrai como uma verruga ou um fecaloma? Sabiam que o anteprojeto para o novo Código Penal, que os senhores querem estragar ainda mais, pretende pôr na cadeia por até quatro anos quem modificar um ninho de ave? Sabiam que existem leis no Brasil que impõem sanções a quem meter a mão no ambiente natural onde determinadas espécies se reproduzem ou cuidam de seus filhotes? Um canto de mato, uma beira de lagoa, um trecho de praia, funcionam como úteros da natureza e ganham proteção legal. Em contrapartida, na ótica dos médicos do CFM, o nascituro, o humano nascituro porque outra natureza jamais lhe advirá, este pode ser, no útero materno, objeto de suas tesouras e aspiradores. Foram necessários, segundo li, dois anos de doutas confabulações para que os membros do CFM chegassem a tamanho despropósito.

Aborto: um protesto nobre

O CFM já é “deles”. Já foi aparelhado ideologicamente pelos nossos Piotr’s. O crime, para o CFM, deixou de ser loucura, virou ato de bom senso.

Novamente o aborto entrou em pauta. Desta vez, respondendo a uma consulta do Senado Federal acerca do novo Código Penal que será votado em breve, o Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu um parecer se posicionando a favor da “autonomia da mulher e do médico”. Dentro do tal parecer, são sugeridas novas “cláusulas excludentes de ilicitude” (isto é, permissões acerca do que se pode fazer sem ser punido pela referida lei), sendo que uma delas sugere que aborto seja permitido “por vontade da gestante até a 12ª semana da gestação”. Após as justificativas, está escrito no final do parecer – em caixa alta – que, caso o novo conjunto de regras seja incorporado ao novo Código, ele “NÃO IRÁ DESCRIMINALIZAR O ABORTO”.

Matar, um gesto humanista

Juro por Apolo Médico, por Esculápio, por Higéia, por Panacéia e por todos os deuses e deusas, tomando-os como testemunhas, obedecer, de acordo com meus conhecimentos e meu critério, este juramento: Considerar meu mestre nesta arte igual aos meus pais, fazê-lo participar dos meios de subsistência que dispuser, e, quando necessitado com ele dividir os meus recursos; considerar seus descendentes iguais aos meus irmãos; ensinar-lhes esta arte se desejarem aprender, sem honorários nem contratos; transmitir preceitos, instruções orais e todos outros ensinamentos aos meus filhos, aos filhos do meu mestre e aos discípulos que se comprometerem e jurarem obedecer a Lei dos Médicos, porém, a mais ninguém. Aplicar os tratamentos para ajudar os doentes conforme minha habilidade e minha capacidade, e jamais usá-los para causar dano ou malefício. Não dar veneno a ninguém, embora solicitado a assim fazer, nem aconselhar tal procedimento. Da mesma maneira não aplicar pessário em mulher para provocar aborto. Em pureza e santidade guardar minha vida e minha arte. Não usar da faca nos doentes com cálculos, mas ceder o lugar aos nisso habilitados. Nas casas em que ingressar apenas socorrer o doente, resguardando-me de fazer qualquer mal intencional, especialmente ato sexual com mulher ou homem, escravo ou livre. Não relatar o que no exercício do meu mister ou fora dele no convívio social eu veja ou ouça e que não deva ser divulgado, mas considerar tais coisas como segredos sagrados. Então, se eu mantiver este juramento e não o quebrar, possa desfrutar honrarias na minha vida e na minha arte, entre todos os homens e por todo o tempo; porém, se transigir e cair em perjúrio, aconteça-me o contrário.

O aborto como estratégia de controle social

Como vemos, a “conjura contra a vida” é um processo de um poderoso sistema (cultural, político e econômico) que age sem que muitos não se dêem conta de estarem sendo vítimas de alienação e manipulação.

A decisão do Conselho Federal de Medicina em dar apoio à liberação da prática do aborto até a 12ª semana faz parte de uma estratégia conhecida, que visa aos poucos, avançar ainda mais na flexibilização, até chegar ao 9º mês. No ano passado, o Supremo Tribunal Federal autorizou o aborto em casos de anencefalia. Fizemos vigília de oração às portas do STF, e em entrevista ao G1 dissemos, na ocasião: “O Congresso não foi omisso em relação ao tema. Já votaram em consonância com o povo, contra o aborto. Começa por anencefalia, depois má-formação e então chega ao aborto aos nove meses.” Diante da perspectiva de aprovação do novo Código Penal (que visa ampliar os casos de aborto não punidos pela lei,) os promotores do aborto (conforme as diretrizes do PNDH3) querem chegar a total legalização do aborto no Brasil. Ainda por ocasião da vigília diante do STF afirmamos: “Se aprovar a ADPF-54, o Supremo Tribunal Federal poderá estar decretando em nosso País, uma nova “matança dos inocentes”, na medida em que colabora com os organismos internacionais e agências da ONU, que há anos vem pressionando para impor a legalização do aborto no Brasil e em toda a América Latina. Querem transformar o crime do aborto em direito humano”. Agora, o Conselho Federal de Medicina (esquecendo-se do juramento de Hipócrates (1) colabora para a pressão pela legalização gradual do aborto no Brasil, isso quando as pesquisas de opinião demonstram a crescente reprovação do povo brasileiro pela prática do aborto. O fato é que a pressão pelo aborto vem de fora e há tempos, num processo que inclui o aborto como estratégia de controle social.

Sabemos o que defendemos e a quem defendemos

A Igreja — provada por 2 mil anos — sustenta uma verdade de amor que supera todos os equívocos da História e os enganos ideológicos que são como o “psiu” da serpente, que prometem a panacéia utópica de realidades temporais, a qual se transforma em pesadelos totalitários e inumanos. Daí a “pérola da verdade” que a Igreja mantém como sã doutrina que permanece rocha inconcussa, a confirmar o que Jesus assegurou a Pedro: “As portas do inferno não prevalecerão”. Mas esta convicção requer de nós pôr a mão no arado, carregar a cruz e seguir Nosso Senhor Jesus Cristo. Daí o sentido da missão evangelizadora ser cada vez mais exigente, em meio a tantos desafios.

Gostaria de dizer como Chesterton: “Sou o homem que — com grande ousadia — descobriu apenas o que havia sido descoberto antes: a Igreja é o caminho seguro da salvação”. É o que a experiência mostra com fartos exemplos do cotidiano. “Fora da Igreja não há salvação!” Isso é de uma tão grande atualidade, que nos fortalece quando nos vemos na tempestade da pós-modernidade. E quando o barco em que estamos parece não dar conta de tão grandes ondas adversas, ouvimos a voz de Jesus — que anda sobre as águas e acalma o mar — a nos dizer repetidas vezes: “Não tenham medo!”.

Guttmacher usa dados falhos para promover aborto em Uganda

Instituto globalista lamenta: “embora a fertilidade desejada esteja diminuindo, muitos ugandenses ainda querem famílias grandes e não aprovam o aborto”.

Um recente relatório do Instituto Guttmacher sobre Uganda recomenda maior acesso à contracepção e aborto como meio de melhorar a saúde das mulheres e reduzir gravidezes inesperadas. Contudo, a organização que defende o aborto usa dados questionáveis para promover suas prioridades em pessoas que, ela reconhece, querem filhos e rejeitam o aborto.

Mulheres que abortaram discursam em marcha pró-vida nos EUA

“Aquelas que se posicionam ao nosso lado são mulheres que compraram a ideia do aborto pensando que seria de grande auxílio para elas, mas experimentaram exatamente o oposto”.

Na última sexta-feira (25), centenas de milhares de ativistas pró-vida foram até Washington para anunciar que ainda estão trabalhando para reverter as decisões da Suprema Corte Americana a favor do aborto, e espalhar a mensagem que toda vida humana existe para ser acalentada e defendida.  Apesar da neve intensa e clima severo, uma multidão esteve presente ao comício e à Marcha pela Vida. Segundo o padre Frank Pavone, presidente da associação “Padres pela Vida” e líder do movimento Marcha pela Vida, após o comício teve início a marcha, que se deteve em frente à Suprema Corte americana, quando discursaram setenta mulheres que já haviam praticado o aborto testemunhando diante da multidão sobre a dor e o pesar do ato que cometeram.

Ministério da Saúde orienta como fazer aborto usando Cytotec

Nota do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida (Brasil Sem Aborto).

No apagar das luzes de 2012, o Ministério da Saúde mandou imprimir uma cartilha com o título “Protocolo Misoprostol”, com as instruções para o uso desse medicamento abortivo, mais conhecido pela marca Cytotec, cuja comercialização é proibida no Brasil. O responsável pela publicação é o Departamento de Ações Programáticas Estratégicas da Secretaria de Atenção à Saúde e o texto também se encontra disponível na Biblioteca Virtual do Ministério.

Contrariamente ao que é habitual em publicações governamentais, não há, em toda a cartilha, nome de qualquer autor ou responsável.