Cultura


O erro de Eliana Cardoso

Eliana Cardoso, cega com seu “femicídio” e seu feminismo, passou por cima dos fatos e nada viu. Só enxergou aquilo que quis ver.

Pensar em Guimarães Rosa como um simpatizante feminista avant la lettre é um disparate. Pô-lo como um combatente suposto contra o que ela chamou de “femicídio” (termo mais feio. Acho que tudo que vem das feministas é feio. Por que será?) é uma ideia completamente fora de lugar.

A guerra psicológica

O texto acima é um dos capítulos do livro “A Guerra Irregular Moderna”, de autoria de Friedrich August Von Der Heydte, editado em 1990 pela BIBLIEX.
A Guerra Irregular, segundo o autor, vem substituindo, gradativamente, a guerra convencional, porquanto não se prende às leis e às normas internacionais já estabelecidas. Em sua advertência, o autor cita as diferentes formas de atuação desse tipo de guerra, que já se fez presente, inclusive na América Latina.

O “arsenal psicológico”, em cujo imago se situa a propagação de uma idéia e que torna todo sacrifício que se exige parecer significativo e necessário, tem o seu correlato na “guerra psicológica”. No âmbito do arsenal psicológico é a própria população, principalmente as FFAA que são visadas.
Já a primeira tarefa da guerra psicológica consiste em abalar a motivação para o serviço militar di adversário, com o argumento de que tentem convencer os soldados e a população do outro lado de que a idéia central que lhes serve de motivação é falsa, mentirosa, vazia de significação. Quando essa idéia deriva de uma fórmula política, esta deve ser posta sob fogo cruzado e outra fórmula política deve ser posicionada, normalmente em nome da liberdade. O objetivo é tornar claro aos soldados do adversário de que uma vitória da causa porque ele luta vai representar, para ele, repressão, pelo menos em certas esferas da sua vida, subjugação e pobreza.

Em Porto Alegre, anos 60


Cartão postal: Porto Alegre, nos anos 60.

O que aconteceu com nosso país em meio século foi um desastre demográfico, social, econômico, político e moral. Engana-se quem imagina que seja assim em toda parte. Não, não é.

Não é para me exibir, mas eu vivi, amei e curti a Porto Alegre dos anos 60. E isso me dá uma boa perspectiva para perceber a involução dos padrões de segurança, conduta social e qualidade de vida no Brasil. O que vou contar fala daqui, mas pode se referir a qualquer das nossas grandes cidades.

Olavo de Carvalho: o hápax legómenon brasileiro

Perdidos em meio à confusão mental reinante e incapazes de compreender a natureza e o escopo de suas atividades, figuras de diversos quadrantes ideológicos acabam optando por projetar sobre Olavo de Carvalho a imagem caricatural que pareça mais conveniente ao seu grupo de referências.

Por ter vivido parte da minha adolescência na África, sempre fui fascinado por dialetos obscuros. Esse fascínio eventualmente se converteu em um interesse genuíno pela linguística e por tudo o que diz respeito à linguagem, o que, apesar de nunca ter me ajudado a alcançar um domínio razoável do assunto, me apresentou uma porção de idéias e insights que lançam luz não apenas sobre nossos sistemas de comunicação como também sobre a vida de modo mais amplo e geral.

Hilda Hilst e o feminismo

Em 1999, eu morava na Casa do Sol quando a jornalista Marilene Felinto foi entrevistar Hilda Hilst para a Folha de São Paulo. Ao telefone, ela disse que seria “a entrevista do século”. Feminista convicta, Felinto esperava encontrar uma escritora que professasse ideologia semelhante à sua, cheia de discursos anti-masculinos — mas quebrou a cara. Nunca me esquecerei da sua expressão desapontada quando partiu.

Notas de leitura: O Jardim das Aflições, de Olavo de Carvalho

Comentário de Olavo de Carvalho:
É para pessoas como o Dante Mantovani que gosto de escrever.

1- A linguagem empregada no livro é direta e sinuosa ao mesmo tempo, o que demonstra a junção dos planos da inventio, e da elocutio da retórica clássica , além de demonstrar o domínio absoluto da linguagem literária rigorosamente filiada à tradição das línguas latinas. O texto é fluido e profundo ao mesmo tempo, palatável à leitura, mas densamente povoado de informações altamente relevantes. É importante fazer essa ressalva, porque livros extremamente densos do ponto de vista filosófico costumam ser escritos em linguagem igualmente densa e impenetrável, como não nos deixa mentir a Crítica à Razão Pura, de Immanuel Kant, ou o Ser e Tempo, de Martin Heidegger. Este não é o caso de ‘O Jardim das Aflições’, que pode ser lido por pessoas com básica formação intelectual, o que, admito, é algo raro no Brasil de hoje. Porém, o mais importante é não deixar de assinalar a homologia entre os planos da forma e do conteúdo, pois o livro não chama atenção apenas por sua originalidade, mas também por sua forma “musical”, o que nos leva à minha segunda observação.

A Última Palavra

Não queremos admitir que estamos fracos.
Queremos continuar na ocupação agradável de negar a força da Rússia, e os preparativos militares da China.

É nossa desconsideração pelo que é nobre que nos condena. É a nossa desconsideração pela verdade.

“O problema hoje é que as pessoas estão tão monstruosamente auto centradas que elas são incapazes de verem a si mesmas como outra coisa senão como beneficiários exclusivos e como culminação da história, quando na verdade somos todos apenas lajotas na estrada do tempo que estende-se diante de nós. Todos têm sido ensinados que cada pessoa nasceu para a glória, fama e riquezas terrenas, e qualquer coisa aquém disso não pode estar correto e certamente não pode ser a vontade de Deus. Tenho ouvido, em mais de uma ocasíão, cristãos me dizerem com o tom mais sério, “A que propósito as pessoas podem servir e que bem elas podem fazer se estiverem mortas”?
Ann Barnhardt

Educação em que a verdade importa


Lembremo-nos dos grandes livros escritos por grandes homens, como Chesterton, Eliot, Lewis e Waugh.

Storytelling e inteligência na disputa política: reflexões pós corrida eleitoral

Marketing político exige a execução de técnicas sofisticadas. Campanhas realizadas de forma medíocre, antiquadas ou restritas ao “feijão com arroz” (candidato falando, edição de imagens com candidato, candidato em passeatas, candidato em carreatas, visitas do candidato a comunidades…) são campanhas fadadas ao fracasso.

Notas sobre o debate Hillary x Trump

Aristóteles ensinava que um discurso retórico era composto por três elementos: ‘logos’, ‘ethos’ e ‘pathos’. O ‘logos’ é a racionalidade do discurso, embora possa o termo possa ser entendido como o próprio discurso. No caso retórico, a argumentação é composta de exemplos e entimemas. O ‘ethos’ refere-se ao carácter e à força de persuasão do orador, e o ‘pathos’ aos sentimentos e crenças do auditório.