Desarmamento


Porte de armas irrestrito, os profetas do apocalipse e a síndrome de vira-latas


Então o que me dizem do Paraguai? Lá, qualquer um compra e porta armas de fogo e o país possui três vezes menos homicídios que o Brasil.

Acabo de ver a notícia no portal da NRA que o Kansas adotará nesta quarta-feira (01/07) o porte de armas independente de autorização estatal ou treinamento. Os profetas desarmamentistas já estão com sua histeria habitual clamando o final dos tempos!

Pai Dito, este humilde brasileiro, que não tem nada de paranormal – no máximo ouve de vez em quando um “para, anormal” -, prevê que nada acontecerá!

O Kansas não é o primeiro estado a aprovar o porte ilimitado, ou seja, se você pode comprar uma arma, você pode portá-la sem que o papai estado tenha que ser consultado. Nos outros o que aconteceu? Nada! Absolutamente nada! Nada de balas perdidas, nada de tiroteios, nada de bang-bang!

Não há salvação na negação e muito menos no desarmamento

“Não há salvação para o homem honesto, a não ser esperar todo o mal possível dos homens ruins.”
Edmund Burke

Como já disse algumas vezes, o cheiro de sangue inocente causa verdadeiro frisson entre os desarmamentistas, e isso fica mais uma vez comprovado com o recente ataque de um jovem racista à uma igreja nos EUA.

Dylann Roof sentou-se calmamente entre o rebanho do Rev. Clementa Pinckney e ali ficou aproximadamente uma hora antes de abrir fogo contra mulheres, homens e idosos absolutamente indefesos. Imediatamente, Obama e outros desarmamentistas correram aos ávidos repórteres para falar sobre armas e como os EUA eram uma nação violenta e racista. Centenas de reportagens foram geradas e exibidas e da boca deles nem uma só linha, nem uma só palavra de alguns fatos que narro a seguir.

O que é visto e o que não é visto no controle de armas

“O controle de armas dá as costas a este simples fato: pessoas que usam armas para infringir a lei, infringirão a lei para obter armas”.

Isto pode surpreender, por não ter nenhuma publicidade, mas pessoas usam armas defensivamente (quase sempre sem dispará-las) dois milhões e meio de vezes a cada ano.

O número abominável de assassinatos por todo o país tem, previsivelmente, renovado o apelo pelo maior controle de armas. Defensores do banimento de armas caem na falácia clássica que é usualmente associada às políticas econômicas. Mas isto se aplica completamente a todas as políticas governamentais, incluindo controle de armas.

Sobre facas, ribeirinhos e desarmamento

Nas últimas semanas os debates sobre o desarmamento, ou seu fim, se intensificaram em decorrência da tramitação do Projeto de Lei 3.722/2012 do deputado catarinense Rogério Peninha Mendonça.

De um lado, quase em desespero, aqueles que advogam pela manutenção do chamado Estatuto do Desarmamento, aprovado em 2003 à sombra do reconhecido Mensalão. Entre eles, o próprio Governo Federal que nesta semana criou “democraticamente”, pelas mãos do Ministério da Justiça, um grupo especial para debater novas medidas com o intuito de ampliar o desarmamento no país. As aspas no democraticamente se devem ao pequeno detalhe que apenas desarmamentistas foram chamados para compor tal grupo.

Do outro lado, como é o caso deste que escreve, pessoas que veem nas armas de fogo não o demônio ou o mal encarnado, mas sim um instrumento de defesa, subsistência e liberdade. Talvez resida nesta última palavra – liberdade – o verdadeiro temor de alguns.

Brasileiros, armai-vos!

A quem tem um preconceito infundado sobre as armas de fogo, convido a
conhecer mais sobre o assunto.
 

Muitos brasileiros têm pavor de armas, como se fossem uma coisa do mal. Infelizmente, nos últimos 25 anos o estado e a mídia conseguiram colar nas armas a culpa pela violência, quando na verdade foi o banimento delas que deixou os brasileiros indefesos e à mercê de criminosos que atacam com a certeza de que não haverá resistência da vítima. Quando eu tinha meus dez anos de idade lembro muito bem que meu tio andava armado, e meu pai sempre falava em comprar a dele. Lembro de ter entrado numa loja com ele e ver as armas expostas, armas que podiam ser compradas por cidadãos obedientes à lei. Isso soa hoje como fantasia no Brasil, depois que o governo conseguiu desarmar grande parte da população, e não tirou uma pistola sequer das mãos dos criminosos.

O nada paradoxal desarmamento na Venezuela

Está em vigor na Venezuela um plano nacional de desarmamento, que busca incentivar a entrega voluntária de armas de fogo. Tal como aqui, as autoridades repetem o engodo de acusar o cidadão, e não o bandido, de ser a razão da criminalidade.

Todavia, o que chama a atenção é a dualidade que os altos emissários venezuelanos parecem lidar com a situação. Recentemente, a babá do filho de Elías Jaua, ministro para o Poder Popular para as Comunas e os Movimentos Sociais, foi detida tentando ingressar no Brasil portando um revólver calibre 38. O ministro, que já se encontrava no país quando pediu à babá que viesse ao seu encontro, admitiu que a maleta com documentos políticos e a arma lhe pertenciam.

A babá ficou presa por cinco dias no Brasil e foi liberta após conseguir habeas corpus. Todavia, enfrentará em liberdade processo por tráfico internacional de armas.

O confisco de armas, o caminho à servidão e nós, os “teóricos da conspiração”

Em seu espetacular livro “O caminho para a servidão”, F. A. Hayek demonstra com exatidão a importância de se conhecer o passado para se ter a nítida ideia de futuro. Escreve ele:

… embora a história nunca se repita em condições idênticas, e exatamente porque o seu desenrolar nunca é inevitável, podemos de certo modo aprender do passado a evitar a repetição de um mesmo processo. Não é preciso ser profeta para dar-se conta de perigos iminentes. Uma combinação de vivência e interesse muitas vezes revelará a um homem certos aspectos dos acontecimentos que poucos terão visto”.

Mas alguns vêem, ainda que por isso sejam rotulados de paranóicos.

Armados e seguros

Estatísticas dos Estados Unidos mostram que as vítimas armadas saem ilesas de tentativas de assalto numa proporção duas vezes maior que vítimas que se rendem completamente.

Imagine que você fosse um presidente ou primeiro-ministro de um país. Imagine também que você quisesse proteger seu poder e de seus sucessores de possíveis levantes e revoluções vindos da população. Afinal, se já aconteceu em outros lugares no passado, por que não aconteceria com você? Numa situação dessas você quer manter o uso da força letal com o Estado, através do exército e das polícias. E só há uma maneira de fazer isso: desarmar completamente a população.

Governos do mundo todo têm insistido na falácia de que é preciso desarmar as pessoas porque mais armas geram mais crimes. Sustentados por estudos superficiais e fraudulentos, e por uma miríade de apoiadores dos mais diversos tipos, eles seguem firmes no objetivo de monopolizar o uso da força e negar aos cidadãos o direito à defesa própria. Entre os que apoiam esse tipo de iniciativa estão uma maioria de pessoas sem nenhuma noção sobre o assunto, mas que acreditam nas informações disseminadas pela mídia e pelos governos, as quais acabam se tornando senso comum quando o assunto é armamento de civis; e há também os idiotas úteis que militam nos movimentos desarmamentistas, e que contribuem para dar poderes cada vez maiores e cada vez menos democráticos aos seus governantes.

O Estado é cúmplice

Cúmplice de cada homicídio, de cada estupro, de cada roubo e de cada furto que ocorre hoje no Brasil.

Há quase 20 anos impera no Brasil a ideologia infundada de que a criminalidade e a violência são fruto da desigualdade social e da pobreza. Algo como se todo pobre fosse impelido ao crime, enquanto os abonados, embora malvados capitalistas, se distanciam dos atos criminais. Os adeptos desse pensamento apenas esquecem, propositalmente ou não, de que cometer um crime é e sempre será uma escolha individual e consciente, independente da classe social.

A diferença entre ricos e pobres é que, os primeiros, quando decidem cometer crimes, escolhem o estelionato, as falcatruas, a corrupção, a gestão fraudulenta, as licitações forjadas e, não raramente, acabam na política. Os pobres, por pura falta de outros instrumentos ou acessos, “metem o canhão na cintura” e vão para a rua assaltar. Todos eles, porém, são criminosos e caberia ao poder público, ao “Deus-Estado”, fazer valer a lei e puni-los indistintamente, na proporção de seus delitos. Sabemos, todavia, que isso não acontece nem para pobres, muito menos para os ricos, ainda mais se estes fizerem parte da estrutura do status quo. E então a ideia da determinação do meio social vai, comodamente, sendo aceita, favorecendo, pela falta de combate, a expansão vertiginosa da violência criminal.

A opção pela enxada

Sem armas para se defender, qualquer coisa serve para atacar, o que é comprovado pelos cada vez mais frequentes casos de crimes cometidos com os mais variados objetos. Facas, machados, martelos, pedras, garrafas, ou um guarda-chuva.

Pedro Marangoni é, infelizmente, um personagem brasileiro pouco conhecido, um tipo de herói de guerras esquecido em tempos de paz e império do politicamente correto. Ex-piloto da FAB – Força Aérea Brasileira, integrou-se à Legião Estrangeira Francesa na década de setenta e, a partir daí, lutou em diversos conflitos no continente africano, sempre contra regimes ditatoriais. Sua história é contada no livro “A Opção pela Espada”, de sua autoria.

Enquanto Marangoni conta uma briosa e corajosa história em seu livro, uma notícia recentemente veiculada na seção policial de alguns jornais nos remete a uma triste e vergonhosa realidade brasileira: o acovardamento da sociedade.