Desarmamento


Mapa da Violência 2013 – O Fracasso do Desarmamento


Os números, mais uma vez, comprovam que não existe relação direta entre a quantidade de armas em circulação entre a população civil e as taxas de mortes por seu uso.

Um dos parâmetros mais utilizados para a compreensão da violência homicida no Brasil, o “Mapa da Violência” apresenta, em sua mais recente edição (2013), dados que, mesmo com indisfarçável contaminação da ideologia desarmamentista, conduzem à conclusão que mais se alcança entre os estudiosos em segurança pública: as políticas de desarmamento não reduziram homicídios no país.

Armados e desarmados

Obama, ainda enxugando aquela lagriminha forçadíssima e festejadíssima que dedicou às crianças mortas de Newtown, acha horrível colocar guardas armados nas escolas, mas envia suas filhas a uma onde há pelo menos onze deles.

O Homeland Security está distribuindo às escolas, igrejas, clubes e outras instituições um vídeo em que ensina como reagir a um invasor armado de pistola, rifle ou metralhadora. Receita número um: saia correndo. Número dois: esconda-se debaixo da mesa. Número três: ataque o sujeito com uma tesoura, um hidrante, um cortador de papéis, um grampeador ou algum outro instrumento mortífero em estoque no almoxarifado. E assim por diante . (Não é gozação minha. Veja em http://www.youtube.com/watch?v=5VcSwejU2D0).       

Efeitos colaterais do debate sobre as armas de fogo

Parte da loucura que parece tomar conta da população americana vem da má-fé da mídia, que saturou as pessoas com a cobertura da chacina de Newtown sem qualquer esforço para colocar o incidente em seu devido contexto histórico. É inevitável a resposta emocional só em pensar nas vinte crianças abatidas, mas o número indica que todas as crianças e adultos americanos estão muito mais seguros hoje do que há 20 ou 30 anos.

Estatísticas oficiais do Departamento de Estado mostram que o número de vítimas de assassinato caiu pela metade entre 1980 e 2011, da mesma forma que a taxa de crimes violentos, que caiu acentuadamente. As tabelas sobre educação e finanças raramente têm mostrado índices positivos sob a batuta de Obama em seu primeiro mandato, mas as taxas de crimes violentos declinaram bem debaixo dos olhos dele: 13,2% entre 2006 e 2010.

Desarmando as criancinhas

Na cidade de Mount Carmel, Pennsylvania, uma menininha de cinco anos foi suspensa da escola por ter ameaçado atirar na colega com um revólver de plástico cor-de-rosa que dispara… bolinhas de sabão.

Na iminência de passar das palavras aos atos, a perigosa criaturinha foi providencialmente desarmada pelas autoridades competentes e submetida à penalidade prevista no sábio regulamento escolar.

É a prova de que os EUA melhor fariam se proibissem logo todos os brinquedos em forma de armas, quer disparem bolinhas de sabão, tufos de pelúcia ou bilhetinhos de “Eu te amo”, e obrigassem todas as crianças a brincar de casinha, independentemente dos sexos, para que não cultivem o desejo maligno de algum dia atirar num bandido antes que o bandido atire nelas. Mas a grande nação do norte não atingiu ainda aquele estágio  superior de civilização que permitiu ao nosso país, mediante essa medida profilática e a drástica repressão do comércio de armas entre adultos, ter apenas 4,5 vezes mais assassinatos anuais à bala do que a truculenta sociedade gringa, embora tenha também cem milhões de habitantes a menos e trinta vezes menos armas legais em circulação.

Duas cidades irmãs… com uma sutil diferença entre elas

Com esse passado comum, essa uniformidade étnica e toda essa integração (até a culinária é igual), porque a diferença tão gritante nos índices de criminalidade entre as duas cidades irmãs?

Outro dia, por acaso, li uma notícia interessante. A notícia dizia que, em 2010, a cidade de El Paso, no Texas (EUA), com cerca de 800 mil habitantes, foi considerada a cidade com a menor criminalidade dos EUA (dentre as cidades com mais de 500 mil habitantes).

Para uma pessoa desatenta, ou sem conhecimentos de geografia, essa notícia não atrairia atenção. Afinal, é de se imaginar que uma pequena cidade do interior dos EUA deve ser mesmo tranqüila. O que despertou minha curiosidade é que El Paso situa-se às margens do Rio Grande, na fronteira entre EUA e México. No outro lado do rio, na margem mexicana, situa-se Ciudad Juárez, uma das mais violentas cidades do mundo.

Chicago, cidade desarmada

A cidade de Chicago, onde é proibido portar armas, ao arrepio da Constituição Americana, é também a cidade onde é mais forte a influência do atual presidente americano, Barack Obama. As estatísticas mostram o desastre que tem sido tal proibição.

Na cidade administrada por Rahm Emanuel, atual prefeito e ex-chefe de gabinete de Obama, o número de vítimas de armas de fogo é muito maior do que o das vítimas de ações militares no Afeganistão e no Iraque. Entre 2003 e 2011 ocorreram 4.265 homicídios em Chicago, perfazendo a média de 534 anuais, mais de um ao dia. Destes, 3.371 foram cometidos com armas de mão, 37 pessoas foram mortas por rifles e 40 por espingardas. Segundo o Departamento de Polícia da cidade, 9% morreram por esfaqueamento, 7% morreram vítimas de latrocínios, 92 pessoas morreram por estrangulamento, 27 pessoas por força bruta, 15 por asfixia e 51 catalogadas como de outra categoria.

Autoridades americanas se recusam a cumprir leis anti-armas

Dois xerifes americanos do Oregon deixaram claro à Casa Branca que não irão obedecer qualquer lei que viole a Constituição dos Estados Unidos. Eles enviaram cartas ao vice-presidente Joe Biden desafiando a nova marca da administração Obama: as executive orders, bem como qualquer ação do Congresso Americano que venha a infringir os direitos das pessoas que juraram defender.

Tim Miller, de Linn County, enviou uma carta, que também reproduziu em sua página no Facebook, na terça-feira, um dia antes de Obama assinar as 23 executive orders, pretendendo prevenir a violência armada. A carta do xerife já recebeu mais de trinta e oito mil aprovações e quarenta e seis mil compartilhamentos no Facebook desde então. Assim ele escreveu:

47 estados americanos revoltam-se contra projeto anti-armas de Obama

“Eu tenho armas em casa. Se são armas de assalto, então as minhas devem ser defeituosas porque nunca assaltaram ninguém”, ironiza Eric Reed.

Milhares de proprietários de armas nos EUA estão se preparando para responder aos ataques sofridos pela agenda desarmamentista do presidente Obama, que apresentou vinte e três medidas executivas contra o acesso a armas e munições pela população americana. Cidadãos de quarenta e sete estados apresentarão suas queixas aos capitólios de seus respectivos estados no próximo sábado, 19 de janeiro. As executive orders, semelhantes às medidas provisórias no Brasil, marcam o estágio de uma intensa batalha constitucional com os estados, e os legisladores já demonstraram que pretendem desafiar os crescentes poderes da Casa Branca.

Comam com as mãos!

Com uma advertência: como as mãos também podem matar, os cidadãos teriam que aprender a usá-las também, de forma pacífica e politicamente correta. Não dá pra proibir as mãos. Só cortando-as.

Milhares de cidadãos morrem todo ano no Brasil vítimas de facas, peixeiras, terçados, estiletes e outros tipos de armas brancas. Em particular, os utensílios de cozinha podem ser os maiores responsáveis. Acaso não há homicídios passionais causados por bebedeiras e desavenças de amantes? Ou acidentes na cozinha, por conta do uso das malvadas lâminas para cortar carnes ou manteigas? E o camponês que usa terçado para cortar cana ou capim? Acaso precisa deste instrumento danoso para realizar seus serviços de capinagem? Ele não poderia arrancar a mata com os próprios braços? E os seus braços? Não poderiam socar e matar alguém?

Desarmamento e genocídios

No dia 24 de abril deste ano, o primeiro genocídio do século XX completará 98 anos: o governo turco dizimou mais de um milhão de armênios desarmados. A palavra-chave da frase é justamente esta última: “desarmados”.

Os turcos escaparam de uma condenação mundial porque utilizaram a desculpa de tudo ter sido uma ‘medida de guerra’. Findada a Primeira Guerra Mundial, eles não sofrerem nenhuma represália por este ato de genocídio. É como se o governo turco não houvesse conduzido absolutamente nenhuma medida de homicídio em massa contra um povo pacífico.

Outros governos perceberam que o ardil funcionara e rapidamente tomaram nota do fato. Era um precedente internacional conveniente demais para ser ignorado.