Desarmamento


Áreas livres de armas ou áreas livres para massacres?

A existência de gun-free zones, já apelidadas de kill zones, tem sido extremamente questionada nos EUA. Já os desarmamentistas brasileiros, mesmo vivendo numa imensa kill zone, e sabendo que não contam com o apoio popular, persistem em apelar para a extinção do direito à legítima defesa com armas de fogo.

Nem bem cessaram os disparos do assassino do cinema de Aurora, no Colorado (EUA), e os ideólogos desarmamentistas brasileiros entraram em polvorosa, não perdendo tempo para requentar seu monotônico discurso sobre banimento de armas, seu maior controle ou monopólio pelo Estado. O fato é, no mínimo, curioso, pois demonstra como, por aqui, a milhares de quilômetros daquele cinema, nossos autoproclamados especialistas adotam um discurso diametralmente oposto ao que surge nos Estados Unidos, palco da tragédia, sempre que fatalidades assim acontecem.

Sobre armas, leis e loucos

Mais um massacre justamente numa “área livre de armas de fogo”. A Cinemark se notabiliza pela imposição de uma severa política antiarmas para suas salas.

Como sempre acontece, o mais recente ataque contra um grupo de vítimas indefesas, desta vez em um cinema nos EUA, onde 12 pessoas foram mortas, reacende a sanha dos desarmamentistas americanos, dentre os quais o prefeito de Nova Iorque, Mike Bloomberg, um dos expoentes políticos americanos que acham terem nascido com o dom de saber o que é melhor para mundo todo.

Eles odeiam a democracia!

Não tem jeito, os que mais batem do peito e gritam “isso é uma democracia” são exatamente aqueles que mais odeiam viver em uma. Não são adeptos de seus princípios basilares e, quando contrariados, não raramente explodem em agressividade.

Nos últimos dias, tem ganhado volume e crescente apoio a campanha pela aprovação do Projeto de Lei 3722/12, de autoria do deputado federal Rogério Peninha Mendonça (PMDB/SC) e que, em respeito ao referendo realizado em 2005, restabelecerá o direito de autodefesa do cidadão brasileiro. Tal proposta, pode-se dizer, teve como embrião a publicação pela Revista Jurídica Consulex, uma das mais renomadas do país, do artigo intitulado “Estatuto do desarmamento: uma lei socialmente desajustada”, de autoria de Fabricio Rebelo e que rapidamente se difundiu em diversas rodas de discussão, reais e virtuais. Se como embrião teve esse artigo, como combustível o projeto teve – e tem – o apoio maciço nas redes sociais.

A diferença entre a brasileira e a americana

Com duas armas nas mãos, uma jovem mãe tem, nos EUA, alguma chance contra dois bandidos. No Brasil, ela não tem chance alguma. Ela depende da “boa vontade” dos criminosos.

O que acontece quando um bandido invade uma casa de noite e encontra uma jovem?

No Brasil, eis o que ocorre:

Gazeta Digital de 29 de abril de 2012: Homem invade casa e estupra uma mulher de 21 anos, no bairro Dr. Fábio, em Cuiabá. O crime aconteceu na manhã deste domingo (29). Após o marido da vítima sair para trabalhar o bandido aproveitou para entrar na casa. Segundo a polícia, ele estuprou a mulher e fugiu levando um celular, um notebook e uma carteira.

Movimento Viva Brasil emite nota de repúdio

Um curso de segurança pública baseado em ideologia persecutória contra uma categoria civil e contra as Forças Armadas está longe de ser um curso de aperfeiçoamento, identificando-se, sim, como exemplo das mais nefastas doutrinações de agentes públicos para propósitos espúrios.


NOTA DE REPÚDIO

Brasil, 16 de março de 2012.

O Movimento Viva Brasil, associação civil sem fins lucrativos que abriga dentre seus objetivos a defesa das garantias e liberdades individuais do cidadão brasileiro, por sua Diretoria Nacional para Colecionadores, Atiradores e Caçadores – CAC, vem a público manifestar veemente repúdio ao conteúdo do material didático utilizado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública – SENASP em curso de aperfeiçoamento para profissionais da área de segurança, em face de ali se registrarem grosseiras e ofensivas inverdades sobre as atividades de Colecionadores, Atiradores e Caçadores, fruto de repugnante influência ideológica de entidade não governamental em assunto absolutamente estratégico do governo.

Dormindo com o inimigo, ou, a aliança inexplicável

O mínimo que se espera do governo é que, até que surjam as respostas, suspenda as parcerias com a ONG Viva Rio, o repasse de verbas públicas a ela e, principalmente, seu credenciamento para receber armas de fogo entregues na campanha de desarmamento.

Os últimos dias não têm sido fáceis para uma das mais festejadas organizações não governamentais (ONG’s) brasileiras. Envolta em acusações de desvio de verbas públicas e flagrada em estreito envolvimento com um acusado de vender um fuzil para o traficante “Nem”, da Rocinha, a Viva Rio parece ter entrado em seu inferno astral. Contudo, espanta que, ainda assim, siga firme como grande – senão a principal – parceira ideológica do Ministério da Justiça, especialmente quando o assunto é o único que dele se ouve: desarmamento.

Conservadores extinguem registro de armas longas no Canadá

O recadastramento periódico brasileiro jamais teve o objetivo de gerar melhora na caótica segurança pública. Tem, sim, o veio totalitarista que tenta impedir o cidadão de exercer o seu direito conquistado no referendo de 2005.

No último dia 15 de fevereiro, o Parlamento Canadense aprovou, com o voto de todos os deputados conservadores e com apoio de muitos deputados de esquerda, o fim da exigência de registro para armas longas. A lei segue agora para o Senado, onde a previsão é de que seja aprovada sem maiores surpresas.

Carta aberta a Gustavo Petro

Não é só no Brasil. Também na Colômbia, assim que um terrorista chega ao poder político, impor o desarmamento aos cidadãos de bem se torna prioridade. A opinião da população e os riscos que ela corre num país tomado pela violência pouco importam.

 

Bogotá, 11 de janeiro de 2012

Senhor,

Gustavo Petro
Prefeitura da Capital Bogotá

“Muitos homens cometem o erro de substituir o conhecimento, pela afirmação de que é verdade o que eles desejam”.
Bertrand Russell

Ante sua persistência em forçar um “desarmamento total” dos portadores de armas com salvo-conduto, expresso-lhe o seguinte: 

Os interesses dos defensores do desarmamento

A campanha de desarmamento civil no Brasil é parte de um esforço internacional realizado por uma rede de instituições ligadas ao establishment oligárquico que visa a implantação de um governo mundial.

A tristemente famosa ONG Viva Rio comemorou dezoito anos de vida na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no dia 07 do corrente, com a conferência “Viva Rio 18 anos: um bom momento para pensar”. Na abertura do evento, o diretor da ONG, Rubem César Fernandes, teria ficado emocionado com a exibição de um vídeo resumindo a atuação do movimento nos últimos anos. A primeira mesa da conferência contou com a participação de pessoas que são consideradas fundadoras do Viva Rio, como o presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, o vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, e o presidente do grupo Lance, Walter Mattos Júnior, além do líder comunitário da Rocinha Carlos Costa.

“As armas já estão proibidas”, denuncia Bene Barbosa

“O direito individual é muito mais importante que o direito coletivo. Pois se o direito individual for atacado, ataca-se todo o resto”. Numa esclarecedora entrevista concedida ao  Podcast Conexão Conservadora, o presidente da ONG Viva Brasil, Bene Barbosa, denuncia: na prática, hoje, se o cidadão brasileiro quiser comprar uma arma de fogo legalizada, não vai conseguir, devido à medidas inconstitucionais vindas do Ministério da Justiça e seguidas pela Polícia Federal.

Bene Barbosa também comenta as presunções, premissas implícitas e mentiras das campanhas desarmamentistas, e garante que não há, em nenhum país do mundo, exemplo confiável que prove que o desarmamento ou a mera restrição à população honesta do acesso a armas de fogo traga qualquer benefício para a segurança pública.