Desinformação


Soros financia novas ações de Fake News no Facebook

Mais Fake News financiadas por George Soros: no Facebook, o projeto Correctiv Der Spiegel O escritório do “serviço de utilidade pública” Correctiv quer apontar notícias falsas na internet. O trabalho será financiado por instituição do bilionário George Soros. A exata data de início do projeto, ainda não foi indicada, mas o dinheiro já está lá. […]

A farsa se repete: a “Rússia cristã”, de Stalin a Vladimir Putin

A “nova Rússia” está extremando seus artifícios para tentar cativar cristãos e conservadores no Ocidente.


O curioso é que essa artimanha não é nova. Já foi tentada pelos serviços secretos soviéticos em outras circunstâncias, notadamente nos tempos de Stalin, a quem Vladimir Putin se refere como seu modelo de governante.

Uma nova Guerra Fria

Nota do editor: o general Ion Mihai Pacepa (foto) é o oficial de mais alta patente que desertou do Bloco Soviético para o Ocidente. Em dezembro de 1989, o presidente romeno Nicolae Ceauscescu foi executado após um julgamento no qual as acusações foram, quase palavra por palavra, tiradas do livro Red Horizons, de Pacepa, subsequentemente publicado em 27 países. Após o presidente Carter ter aprovado o seu pedido de asilo político, Pacepa se tornou cidadão americano e trabalhou com agências de inteligência americanas contra o Bloco Oriental. A CIA elogiou a colaboração de Pacepa por ter proporcionado “uma contribuição importante e única para os Estados Unidos”. O seu livro mais recente, Disinformation, em coautoria com Ronald Rychlak, foi publicado pela WND Books em 2013.

A análise de que a mais recente onda de violência islâmica mundial – incluindo o ataque mortal à embaixada americana na Líbia e as novas ameaças do Irã – seja, de alguma forma, uma reação “espontânea” ao filme de baixo orçamento A Inocência dos Muçulmanos tem se revelado, na melhor das hipóteses, ingenuidade política e, na pior, um uso do episódio como bode expiatório, por ignorância ou intencionalmente.

Doxing organizacional e desinformação

Nos últimos anos, temos visto os efeitos devastadores da invasão de redes de organizações, roubo de dados confidenciais e sua publicação por hackers. Aconteceu com o Comitê do Partido Democrata americano, com a Sony, com a NSA, com o fabricante de armas cibernéticas Hacking Team, com o site de adultério Ashley Madison e com o escritório jurídico panamenho de evasão de divisas Mossac Fonseca.

Esse tipo de ataque é conhecido como doxing organizacional. Os hackers – em alguns casos, indivíduos e, em outros, governos – obtêm vantagens políticas por meio da revelação de informações confidenciais, secretas e, às vezes, incriminadoras. E os documentos por eles vazados fazem o trabalho, trazendo aos olhos de todos questões embaraçosas para a organização.

A mentira é oxigênio do comunismo

Na última quarta-feira (20/7), reuniu-se no Rio de Janeiro um grupo de juristas escolhidos a dedo para compor um certo “Tribunal Internacional pela Democracia no Brasil”. O nome da inaudita corte confessa um perfeito enquadramento: trata-se de promover a defesa da democracia “no Brasil”. Venezuela, Cuba e outros são situações especiais. Se observarmos bem a imagem veremos uma bandeirinha da Venezuela sobre a mesa dos trabalhos… A decisão final afirma que o processo jurídico e político em curso no Brasil “viola a Constituição brasileira, a Convenção Americana de Direitos Humanos e o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, constituindo um verdadeiro golpe de Estado”.

KGB é o Estado

Durante a Guerra Fria, o KGB era um Estado dentro do Estado. Agora, o KGB, rebatizado como FSB, é o Estado. Em 2003, mais de 6 mil ex-agentes do KGB estavam nos governos locais e federal russos, e quase metade das mais altas posições de governo são ocupadas por ex-oficiais do KGB. A União Soviética tinha um agente do KGB para cada 482 cidadãos. Em 2004, a Rússia de Putin tinha um oficial do FSB para cada 297 cidadãos.

É simbólico dessa nova era da história russa o assassinato bárbaro do desertor do KGB Alexander Litvinenko, em Londres, em 2006, depois de ele ter sido enquadrado como “inimigo da Rússia”, por expor em seu livro – “A Rússia prestes a Explodir: o Plano Secreto para Reavivar o Terror do KGB” – crimes domésticos cometidos pela administração de Putin. A Inteligência britânica documentou que o crime fora cometido por Moscou; que se tratava de um assassinato patrocinado pelo Estado e orquestrado pelos serviços de segurança russos, e que fora perpetrado com polônio 210 produzido pelo governo russo. O suspeito de ter cometido o assassinato, o cidadão russo Andrey Lugovoy, foi filmado por câmeras no aeroporto de Heathrow quando entrava em Londres, carregando consigo a arma usada no assassinato: polônio 210. No dia 22 de maio de 2007, o Serviço Judicial da Coroa pediu a extradição de Lugovoy para a Inglaterra com base em acusações de assassinato. No dia 5 de julho de 2007, a Rússia declinou de extraditar Lugovoy.

Putin e os métodos da KGB para seduzir setores da direita na França

A professora de Estudos Russos, Soviéticos e Pós-Soviéticos da Universidade de Rennes 2, na França, Cécile Vaissié, acaba de publicar um estudo aprofundado sobre a evolução das “redes de influência” russas em seu país desde o tempo da URSS até os dias presentes. É o que relata o especialista Paul A. Goble para a agência Euromaidanpress.

O livro Les Reseaux du Kremlin en France (As redes do Kremlin na França, Ed. Les Petits Matins) descreve os métodos de Moscou para penetrar na mídia e conquistar amizades nos ambientes políticos recorrendo a uma rede de financiamentos ocultos em território gaulês.

Essa rede ter-se-ia revelado muito eficaz num inesperado setor do espectro político, embora a imagem da Rússia entre a população francesa, em geral, não seja boa.

A autora defende que “algumas dessas redes já vinham existindo há muito tempo”, remontando ao sistema de espionagem e sabotagem soviética da Guerra Fria.

Desinformação: os mentirosos pagos e os não pagos de Vladimir Putin

O Conselho de Segurança holandês emitiu um relatório  indicando que um míssil BUK russo destruiu a aeronave da Malaysian Airlines, vôo MH17, matando todos os 283 passageiros e 15 tripulantes a bordo, na região leste da Ucrânia, ocupada pelos russos. A única questão é saber se o míssil foi disparado por tropas russas ou por terroristas sob controle russo. De qualquer modo, o presidente russo, Vladimir Putin, que ordenou uma invasão do leste da Ucrânia, tem sangue em suas mãos.

Os holandeses tomaram a frente porque os mortos, em sua maioria, eram provenientes dos Países Baixos.

Os resultados não foram surpreendentes, uma vez que evidências circunstanciais já apontavam para os russos como os culpados. A Rússia se recusou a cooperar com a investigação (liderada pela Holanda, Ucrânia, Malásia, Austrália e Bélgica) e vetou um tribunal da ONU estabelecido para julgar os responsáveis.

Desinformação: Putin e seus mentirosos pagos e não pagos

O Conselho de Segurança holandês emitiu um relatório indicando que um míssil BUK russo destruiu a aeronave da Malaysian, vôo MH17, matando todos os 283 passageiros e 15 tripulantes a bordo, na região leste da Ucrânia, ocupada pelos russos. A única questão é saber se o míssil foi disparado por tropas russas ou por terroristas sob controle russo. De qualquer modo, o presidente russo, Vladimir Putin, que ordenou uma invasão do leste da Ucrânia, tem sangue em suas mãos.

Os holandeses tomaram a frente porque os mortos, em sua maioria, eram provenientes dos Países Baixos.

Os resultados não foram surpreendentes, uma vez que evidências circunstanciais já apontavam para os russos como os culpados. A Rússia se recusou a cooperar com a investigação (liderada pela Holanda, Ucrânia, Malásia, Austrália e Bélgica) e vetou um tribunal da ONU estabelecido para julgar os responsáveis.

Na época do assassinato em massa, a televisão Russia Today (RT), financiada pelo Kremlin, tentou obscurecer a verdade sobre os terroristas russos terem derrubado o avião da Malásia, apesar dos fatos conhecidos na ocasião implicarem os terroristas do leste da Ucrânia no assassinato em massa de cerca de 300 pessoas.

A RT é transmitida por empresas gigantes de mídia como a Comcast. Mas, em violação da Lei de Registro de Agentes Externos, o canal não apresentou isenções de responsabilidade para identificar o material como propaganda estrangeira. O Departamento de Justiça do presidente Obama está se recusando a cumprir a lei.

Como parte da campanha de desinformação para desviar a atenção das mãos ensangüentadas de Moscou, a RT lançou um “documentário” intitulado “MH-17: a história não contada“, alegando que um míssil BUK não atingiu o avião MH-17. Em vez disso, sugeriu-se que o avião caiu por causa de tiros de canhão de um jato ucraniano.

As mentiras foram demais para serem engolidas por Sara Firth, que havia trabalhado no Russia Today por cinco anos. Ela disse ao The Guardian que a cobertura do canal sugerindo que a Ucrânia foi culpada pelo acidente foi a “gota d’água que transbordou o copo.” Ela saiu, dizendo: “Foi a desinformação mais chocantemente óbvia e chegou a um ponto onde eu não poderia mais defendê-la.”

Uma variação da propaganda de Putin declarava que a Ucrânia havia abatido o avião, pensando que Putin estava nele. Por isso, foi uma tentativa de assassinato. Nós observamos na época, “Esta peça bizarra de desinformação surgiu na RT… [e] estava ligada ao popular Drudge Report, usado por muitos conservadores como sua página inicial, e em seguida coletado pelo site de Alex Jones, o Infowars.com, um canal confiável pela propaganda pró-russa”.

Nós relatamos em 2010 que a RT tem estado ansiosa para divulgar Alex Jones e suas várias conspirações antiamericanas porque “desviam a atenção da natureza cada vez mais totalitária do regime russo e a ameaça militar que a Rússia ainda representa para os interesses americanos.” Jones era um convidado regular do canal de propaganda RT, e defendeu a invasão por Moscou de sua ex-república soviética da Geórgia em 2008.

Matt Drudge, que fez seu nome com a publicação da história sobre o vestido manchado, implicando o presidente Bill Clinton em adultério, é considerado um ator importante nos meios de comunicação conservadores, mas vive como um eremita virtual e raramente faz aparições públicas. No entanto, ele deu recentemente uma entrevista para Jones e seu show Infowars.com. Drudge, que não permitiu que seu rosto fosse visto, levantou rumores sobre a vida sexual de Hillary Clinton e falou longamente sobre o controle do fluxo de informações, querendo saber se seu site iria ser desligado. Ele estava preocupado que as leis de copyright poderiam encerrar seu site popular porque ele liga para o trabalho dos outros. “Teve um juiz da Suprema Corte que me disse que acabou pra mim”, disse Drudge. “Eles têm os votos agora para fazer cumprir a lei de copyright, você está fora. Eles vão fazer isso para que você não possa nem mesmo usar manchetes.”

Em um interessante intercâmbio de política externa na conversa que durou cerca de 45 minutos, Jones se perguntou se Putin estava sendo bem visto no Oriente Médio, com a pretensão de atingir os terroristas islâmicos. Desta vez, Drudge não mordeu a isca, e mudou para outros tópicos. Tina Trent, uma comentarista que escreve sobre o impacto do Drudge Report, diz que parece que Drudge está desistindo do uso de material pró-Putin fornecido por Jones e de outras fontes, como a Rússia Today. “Talvez ele tenha viajado pelo mundo um pouco e entenda mais sobre o totalitarismo agora”, disse ela.

Pegando a deixa, outro ator na rede de desinformação de Putin é Don Hank, que afirma ser um ativista cristão conservador e mantém um site. Ele distribuiu material alegando que o nome do assassino de Oregon havia sido incluído em uma lista de 87.000 “conhecidos/supostos” terroristas islâmicos que a Agência Central de Inteligência (CIA) e International Criminal Police Organization (INTERPOL) tinham “se recusado no mês passado a aceitar da Rússia”.

Hank disse a seus seguidores que Putin “estava preocupado o suficiente por mim e por você para separar um tempo de seu dia agitado e nos avisar de um perigo real e presente!” Mas o governo dos Estados Unidos, disse ele, queria que nós morrêssemos e ignorou o aviso.

Foi dito que a fonte da informação seria a polícia secreta da Rússia, a FSB, tornando a coisa toda suspeita, para começar. No entanto, o link embutido era de uma outra matéria do site da FSB que não tinha nada a ver com o massacre do Oregon.

Hank, que vive no Panamá, disse que a história tinha aparecido em um “trapo imundo” conhecido como o European Union Times, e que ele deveria ter melhor conhecimento da questão.

Quando o Conselho de Segurança holandês apontou o dedo para um míssil russo pela destruição do MH17, Hank recorreu aos seus velhos truques, dizendo a sua lista de e-mails que o governo da Ucrânia derrubou o avião, não os terroristas russos. Sua fonte para essa alegação foi o canal RT financiado por Moscou.

O uso de fontes duvidosas, como o canal Russia Today, é o que ameaça a credibilidade e viabilidade de sites legítimos que são verdadeiramente independentes e oferecem fatos e informações reais.

Cliff Kincaid é o diretor do Accuracy in Mediawww.aim.org

Tradução: William Uchoa


Desinformatsiya: a arma russa para conquistar mentes


A desinformação é tão velha quanto o Cavalo de Tróia. No passado ela existiu como um recurso colateral da guerra propriamente dita. Hoje, para o Kremlin a “psico-esfera” é o teatro primordial do conflito.

As fantasias conspiratórias do canal Russia Today põem em prática as “medidas ativas”, táticas psicológicas da velha KGB que o desertor soviético Oleg Kalugin descreveu como “o coração e a alma dos serviços de inteligência”.

Uma torrente de sites e perfis até havia pouco desconhecidos invadiu a Internet. Procedência: Rússia.

Margo Gontar, da escola de jornalismo da Universidade Mohyla, em Kiev, procurou imagens de crianças mortas no Google e as encontrou. Estavam todas em sites de notícias e nas redes sociais com títulos que atribuíam as mortes a gangues fascistas ucranianas treinadas pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), narra um estudo de Peter Pomerantsev, publicado originalmente no jornal britânico The Guardian.

Peter Pomerantsev está especializado no tema e é autor de Nada é verdade e tudo é possível: o coração surrealista da Nova Rússia (Nothing Is True and Everything Is Possible: The Surreal Heart of the New Russia, PublicAffairs – Perseus Book, EUA, 2014, 256 páginas).