Desinformação


O recrutamento de militantes pró-Rússia nas redes sociais

Ladislav Kasuka (foto) redigia sua costumeira diatribe contra o ocidente para um site stalinista checo quando começou a receber mensagens oferecendo-lhe dinheiro para organizar protestos de rua. Esse foi o ponto de partida de toda uma história objeto de reportagem do The New York Times. A primeira mensagem, recheada de bajulações pelo seu trabalho, chegou […]

Por que os russos inventaram a farsa do aquecimento global

A escritora e historiadora Natalie Grant Wraga, falecida em 2oo2. Um dos meus deveres na Accuracy in Media (AIM) foi expor os esquerdistas nos meios de comunicação e no Congresso, que eram suaves em relação à antiga União Soviética e agora estão agindo como durões contra a Rússia de Vladimir Putin. É um tema fascinante […]

Farsa da “Rússia cristã” esconde projeto pagão e ocultista

Preletores do colóquio ‘O Ocidente contra a Europa’. Jeanne Smits, ex-diretora de redação e ex-gerente de “Présent”, jornal que funciona como porta-voz oficioso do Front National de Marine Le Pen, conhece bem os meandros dos movimentos da direita europeia. Como jornalista, participou em Paris do colóquio ‘O Ocidente contra a Europa’, organizado pela Sofrade (Société […]

Soros financia novas ações de Fake News no Facebook

Mais Fake News financiadas por George Soros: no Facebook, o projeto Correctiv Der Spiegel O escritório do “serviço de utilidade pública” Correctiv quer apontar notícias falsas na internet. O trabalho será financiado por instituição do bilionário George Soros. A exata data de início do projeto, ainda não foi indicada, mas o dinheiro já está lá. […]

A farsa se repete: a “Rússia cristã”, de Stalin a Vladimir Putin

A “nova Rússia” está extremando seus artifícios para tentar cativar cristãos e conservadores no Ocidente.


O curioso é que essa artimanha não é nova. Já foi tentada pelos serviços secretos soviéticos em outras circunstâncias, notadamente nos tempos de Stalin, a quem Vladimir Putin se refere como seu modelo de governante.

Uma nova Guerra Fria

Nota do editor: o general Ion Mihai Pacepa (foto) é o oficial de mais alta patente que desertou do Bloco Soviético para o Ocidente. Em dezembro de 1989, o presidente romeno Nicolae Ceauscescu foi executado após um julgamento no qual as acusações foram, quase palavra por palavra, tiradas do livro Red Horizons, de Pacepa, subsequentemente publicado em 27 países. Após o presidente Carter ter aprovado o seu pedido de asilo político, Pacepa se tornou cidadão americano e trabalhou com agências de inteligência americanas contra o Bloco Oriental. A CIA elogiou a colaboração de Pacepa por ter proporcionado “uma contribuição importante e única para os Estados Unidos”. O seu livro mais recente, Disinformation, em coautoria com Ronald Rychlak, foi publicado pela WND Books em 2013.

A análise de que a mais recente onda de violência islâmica mundial – incluindo o ataque mortal à embaixada americana na Líbia e as novas ameaças do Irã – seja, de alguma forma, uma reação “espontânea” ao filme de baixo orçamento A Inocência dos Muçulmanos tem se revelado, na melhor das hipóteses, ingenuidade política e, na pior, um uso do episódio como bode expiatório, por ignorância ou intencionalmente.

Doxing organizacional e desinformação

Nos últimos anos, temos visto os efeitos devastadores da invasão de redes de organizações, roubo de dados confidenciais e sua publicação por hackers. Aconteceu com o Comitê do Partido Democrata americano, com a Sony, com a NSA, com o fabricante de armas cibernéticas Hacking Team, com o site de adultério Ashley Madison e com o escritório jurídico panamenho de evasão de divisas Mossac Fonseca.

Esse tipo de ataque é conhecido como doxing organizacional. Os hackers – em alguns casos, indivíduos e, em outros, governos – obtêm vantagens políticas por meio da revelação de informações confidenciais, secretas e, às vezes, incriminadoras. E os documentos por eles vazados fazem o trabalho, trazendo aos olhos de todos questões embaraçosas para a organização.

A mentira é oxigênio do comunismo

Na última quarta-feira (20/7), reuniu-se no Rio de Janeiro um grupo de juristas escolhidos a dedo para compor um certo “Tribunal Internacional pela Democracia no Brasil”. O nome da inaudita corte confessa um perfeito enquadramento: trata-se de promover a defesa da democracia “no Brasil”. Venezuela, Cuba e outros são situações especiais. Se observarmos bem a imagem veremos uma bandeirinha da Venezuela sobre a mesa dos trabalhos… A decisão final afirma que o processo jurídico e político em curso no Brasil “viola a Constituição brasileira, a Convenção Americana de Direitos Humanos e o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, constituindo um verdadeiro golpe de Estado”.

KGB é o Estado

Durante a Guerra Fria, o KGB era um Estado dentro do Estado. Agora, o KGB, rebatizado como FSB, é o Estado. Em 2003, mais de 6 mil ex-agentes do KGB estavam nos governos locais e federal russos, e quase metade das mais altas posições de governo são ocupadas por ex-oficiais do KGB. A União Soviética tinha um agente do KGB para cada 482 cidadãos. Em 2004, a Rússia de Putin tinha um oficial do FSB para cada 297 cidadãos.

É simbólico dessa nova era da história russa o assassinato bárbaro do desertor do KGB Alexander Litvinenko, em Londres, em 2006, depois de ele ter sido enquadrado como “inimigo da Rússia”, por expor em seu livro – “A Rússia prestes a Explodir: o Plano Secreto para Reavivar o Terror do KGB” – crimes domésticos cometidos pela administração de Putin. A Inteligência britânica documentou que o crime fora cometido por Moscou; que se tratava de um assassinato patrocinado pelo Estado e orquestrado pelos serviços de segurança russos, e que fora perpetrado com polônio 210 produzido pelo governo russo. O suspeito de ter cometido o assassinato, o cidadão russo Andrey Lugovoy, foi filmado por câmeras no aeroporto de Heathrow quando entrava em Londres, carregando consigo a arma usada no assassinato: polônio 210. No dia 22 de maio de 2007, o Serviço Judicial da Coroa pediu a extradição de Lugovoy para a Inglaterra com base em acusações de assassinato. No dia 5 de julho de 2007, a Rússia declinou de extraditar Lugovoy.

Putin e os métodos da KGB para seduzir setores da direita na França

A professora de Estudos Russos, Soviéticos e Pós-Soviéticos da Universidade de Rennes 2, na França, Cécile Vaissié, acaba de publicar um estudo aprofundado sobre a evolução das “redes de influência” russas em seu país desde o tempo da URSS até os dias presentes. É o que relata o especialista Paul A. Goble para a agência Euromaidanpress.

O livro Les Reseaux du Kremlin en France (As redes do Kremlin na França, Ed. Les Petits Matins) descreve os métodos de Moscou para penetrar na mídia e conquistar amizades nos ambientes políticos recorrendo a uma rede de financiamentos ocultos em território gaulês.

Essa rede ter-se-ia revelado muito eficaz num inesperado setor do espectro político, embora a imagem da Rússia entre a população francesa, em geral, não seja boa.

A autora defende que “algumas dessas redes já vinham existindo há muito tempo”, remontando ao sistema de espionagem e sabotagem soviética da Guerra Fria.