Desinformação


Contra informação e propaganda

Mentiras para enganar a opinião pública e pesquisas contestáveis sobre tendências do eleitorado talvez nem precisem ser utilizadas em breve, tamanho o grau de autoritarismo que já existe no país.

Foi cirúrgico: ao tempo em que vieram a público as notícias sobre os e-mails encontrados no computador do terrorista Raúl Reys, comprometendo autoridades brasileiras ligadas ao PT, o ministro da Justiça, Tarso Genro, inventou o factóide de revisão da Lei de Anistia, atiçando a ira do meio militar. A notícia importante, a ligação de nossas autoridades com o terrorismo das FARC, sumiu como por encanto de todos os meios de comunicação, entrando em seu lugar o factóide inventado por Genro. Dias depois o bondoso Lula mandou seu ministro se calar, ficando o dito pelo não dito, mas o escândalo dos e-mails foi devidamente esquecido.

Fiquei muito impressionado com o poder da contra-informarão e o soberbo poder demonstrado sobre a mídia que têm os estrategistas do Planalto. Nem nos tempos do Regime Militar vi tamanha eficiência e grau de controle do poder constituído sobre a mídia. A notícia mais sensacional e importante de nossa grande política foi picada no triturador de papel, no caso as manchetes de jornais que deixaram de ser impressas.

Vou votar em Geraldo Alckmin para prefeito de São Paulo. É o melhor nome, o único em condições de vencer Marta Suplicy. Ontem (15/08) o IBOPE divulgou estranhíssima pesquisa, pela qual a candidata do PT abriu quinze pontos de vantagem sobre o candidato do PSDB. Como nenhum fato novo relevante aconteceu desde a última pesquisa divulgada (dava vantagem a Alckmin), só posso concluir que esses novos números ou têm forte viés de amostra (erro técnico) ou a mão deliberada do inimigo. A mesma técnica usada para apagar os rastros de Raúl Reys da mídia pode estar sendo utilizada para induzir o eleitorado a achar que Marta “já ganhou”.

Reiteradas vezes tenho apontado que o fato de São Paulo (prefeitura e Estado) não estar nas mãos do PT é o grande freio para as ambições totalitárias do partido governante. Não que José Serra seja alguém diferente do PT, ao contrário. Serra, assim como muitos dos que se filiam ao PSDB, comunga das idéias igualitaristas do PT e pratica objetivamente a mesma política. Ocorre que esses políticos não empunham mais a bandeira revolucionária e aceitam o jogo democrático da alternância de poder. No caso particular de Serra há um terceiro fator: seu grupo não se dá pessoalmente com o PT, até onde se sabe. O efeito “caciquismo” é importante para que o governador de São Paulo se mantenha longe da influência petista.

Mas Serra, por seu voluntarismo individualista, pode indiretamente estar ajudando o PT. Ao forçar a candidatura do prefeito Kassab contra suas próprias bases e contra as evidências de que Alckmin reúne as melhores condições para derrotar Marta Suplicy, põe água a mover o moinho do PT. De fato Serra, ao não se ligar publicamente ao candidato de seu partido e ao não somar esforços eleitorais consistentes – vale dizer, pôr recursos e energia na campanha – está fazendo o jogo do inimigo.

Uma eventual derrota de Geraldo Alckmin poderá comprometer mais do que a futura candidatura de Serra à Presidência da República, poderá significar a perda sucessiva da prefeitura de São Paulo e do governo do Estado. Marta, eventualmente vitoriosa, marchará resoluta para ganhar o governo do Estado. Aí o país inteiro ficará á mercê dos revolucionários que comandam hoje o Palácio do Planalto. O que está em jogo é o futuro da democracia no Brasil.

A miopia do grupo de José Serra reflete a miopia de nossa classe pensante, desde sempre, a de que o PT é um partido como outro qualquer. Não é. É um partido revolucionário que está à espera de acumular forças suficientes para colocar seu projeto totalitário em ação. Se seus dirigentes ganharem a prefeitura de São Paulo darão um passo gigante na direção de sua hegemonia. Aí até o projeto de re-reeleição de Lula sairá do papel com rapidez.

Mentiras como essas de Tarso Genro sobre a Lei da Anistia, para enganar a opinião pública, assim como essas pesquisas tecnicamente contestáveis sobre a tendência do eleitorado nem mais precisarão ser utilizadas como expediente. Podemos estar agora na véspera do poder totalitário.

Ditadura Esquerdista na imprensa brasileira

O que seria a “verdadeira reconciliação dos brasileiros”? A aceitação como dogma de todas as acusações sem provas, como defende a “mídia amiga” (das esquerdas) e a execração pública de militares que combateram os terroristas e guerrilheiros, mesmo que não sejam condenados pela justiça?

Já se passaram seis anos desde que Olavo de Carvalho lançou o Manifesto CONTRA A DITADURA ESQUERDISTA NA MÍDIA que foi assinado por centenas de pessoas, incluindo quase todos os articulistas deste jornal eletrônico que pode ser chamado de cria daquele Manifesto. Iniciava-se este memorável documento com as seguintes palavras:
 
A afirmação de que existe um viés, uma deformação, um preconceito esquerdista dominante na grande mídia nacional – principalmente nas páginas noticiosas e nos suplementos culturais, mas também nas páginas de diversões, nas novelas de TV, em talk shows e, enfim, em toda parte – não é simplesmente uma opinião. É a expressão fiel de um fato empiricamente constatável, que até hoje só não foi investigado e discutido livremente porque as entidades incumbidas de investigá-lo e discuti-lo – faculdades de jornalismo, sindicatos da classe e sites tipo press watch – estão igualmente a serviço da hegemonia esquerdista, que lhes interessa, por um lado, fomentar, e, por outro lado, ocultar enquanto não chegar a hora de revelá-la à plena luz do dia em todo o esplendor da sua feiúra totalitária. Quando essa hora chegar, será tarde para protestar.
 
Entre os pontos ali denunciados quero ressaltar o seguinte:
 
3. Investigações obsessivamente repetidas de violências – reais ou supostas – cometidas pelo regime militar e, em contrapartida, total silêncio quanto aos crimes cometidos pelos comunistas na mesma época.
 
E o faço para comentar as manifestações da imprensa em torno do imbróglio armado pelo Ministro da Justiça, Tarso Genro, ao convocar o Seminário “Limites e Possibilidades para a Responsabilização Jurídica dos Agentes Violadores de Direitos Humanos durante Estado de Exceção no Brasil”, numa ameaça clara de revisão da Lei da Anistia promulgada em 1979 para pacificar o País, nos últimos anos do ciclo de governos militares. Estes, com justa razão, protestaram e convocaram para a última sexta-feira, no Clube Militar, outro Seminário: “A Lei da Anistia: Alcances e Conseqüências”.
 
Simultaneamente, a mídia comunista começou a se mexer para cobrir o evento. Em artigo violentamente anti-militar, e usando a velha tática difamatória de fazer denúncias sem provas, certa de que seus coleguinhas de todas as redações a repetirão, a indefectível Eliane Cantanhêde comentou no dia mesmo do encontro: “E os militares erram, gravemente, ao enaltecer figuras como o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Reclamar da iniciativa de Genro, vá lá. Enaltecer torturador é o fim da picada”. A ênfase é minha para perguntar, como o fiz por carta sem resposta, quais as provas que D. Eliane tem para fazer tal acusação? Apenas testemunhos de pessoas interessadas ideológica, política e pecuniariamente na acusação? Carta mais explícita e completa foi enviada por outro missivista, que eu saiba também sem resposta.
 
No dia 5 p.p. fui procurado pelo repórter da revista Isto É, Alan Rodrigues, para conceder uma entrevista sobre o tema. Como já tive péssimas experiências no passado com entrevistas por telefone solicitei que enviasse as perguntas por e-mail com respostas pelo mesmo método. A revista pretendia fazer uma ampla reportagem com opiniões “dos dois lados” a respeito do problema. Não acreditei, mas mesmo assim respondi às perguntas (ver abaixo a entrevista integral).
 
Não foi surpresa verificar que nenhuma das minhas respostas tinha sido publicada, mas sim o tom violento de achincalhe que foi usado na edição final da matéria a se iniciar pelo título: “Tortura não é crime político”. De uma só tacada toma-se como provado o que não são nada mais do que acusações por parte de pessoas altamente interessadas em que a própria denúncia se transforme em dogma indiscutível, e se endossa sem contestação a posição do Ministro da Justiça.
 
O Seminário no Clube Militar é chamado de “manifestação dos saudosistas da ditadura” e “rebelião do pijama” que Cantanhêde chama “desacato do Clube Militar”. Os repórteres de Isto É, embora alegando imparcialidade, aduzem que “O Brasil não pode ficar refém de minorias sem voto que se valem do medo para impedir a verdadeira reconciliação dos brasileiros”.
 
O que seria a “verdadeira reconciliação dos brasileiros”? A aceitação como dogma de todas as acusações sem provas? Só com a execração pública de militares que destemidamente combateram os terroristas e guerrilheiros, mesmo que não sejam condenados pela justiça? Parece ser esta a opinião “abalizada” do entendido em terrorismo, o seqüestrador Fernando Gabeira para quem “uma saída batizada como ‘à África do Sul’ unificaria várias correntes que combateram a ditadura. Para curar as feridas do apartheid, Nelson Mandela elaborou uma Comissão de Verdade e Reconciliação que apurou os crimes do regime, mas não houve punição”. E acrescentou que “o mais importante seria a abertura dos arquivos da ditadura”. Mas é tudo o que os acusados pedem e o governo, que tem autoridade para isto, não cumpre! O site A Verdade Sufocada publica parte desta documentação onde quem quiser pode se informar.
 
Enfim, fui convidado para uma entrevista séria e imparcial que se revelou, ao fim e ao cabo, uma farsa que nada acrescenta às monótonas repetições da mídia nos últimos vinte ou trinta anos. Não acuso o repórter de má fé; acredito mesmo que tenha tido a intenção de fazer um bom trabalho, mas com já se dizia no Manifesto:
 
Essas deformações, consolidadas pelo hábito ao longo de três décadas, já são hoje aceitas como procedimentos normais, de modo que aqueles mesmos que as impõem ao jornalismo podem, ao mesmo tempo, negar a existên cia delas, sem às vezes nem mesmo perceber que estão mentindo. É que a mentira repetida se tornou verdade.
 
Comenta-se que o Presidente Lula, ao voltar de viagem desautorizou Tarso e Vannuchi e teria posto uma pedra em cima do assunto. Será? Novo round parece estar no horizonte imediato: o “Seminário Internacional Direito à Memória e à Verdade”, organizado pela revista Carta Capital com patrocínio da Caixa Econômica Federal e UNESP (Universidade Estadual Paulista), com ninguém menos do que Baltazar Garzón, enfant gâté das esquerdas mundiais desde que expediu ordem de prisão contra o General Pinochet e recusou todos os apelos dos exilados cubanos na Espanha para processar Fidel Castro. A abertura do Seminário estará a cargo do ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.
 
E por falar em patrocínio: o nº. 2023 da Isto É, onde saiu a reportagem, tem um encarte de luxo da Petrossauro com dez páginas. Possivelmente pura coincidência! Ou não?

Notas:

ENTREVISTA PARA A REVISTA “ISTO É”
 
Entrevistador: Alan Rodrigues
Entrevistado: Heitor De Paola
Método: por E-mail
Data: 06/08/2008

 

ISTO É – Como o sr. analisa a proposta dos ministros Tarso Genro e Vannuchi de “revisão” da Lei de Anistia, particularmente, na questão da condenação aos torturadores?

RESPOSTA – Em primeiro lugar, há que investigar se realmente houve torturas. Até agora não há nenhuma prova convincente, só acusações de pessoas que têm óbvios interesses ideológicos, políticos e pecuniários – as vultosas indenizações a que teriam direito caso fossem condenados, com ou sem provas, os supostos torturadores. Estes deveriam ter amplo direito de defesa como assegura a Constituição.

ISTO É – O sr. acha que a tortura foi crime político?

RESPOSTA – O que é um crime político? A meu ver crime é crime, seja qual for a motivação alegada. Com exceção do direito à legítima defesa, nada deveria ser atenuante, muito menos o político que é planejado nos mínimos detalhes e para o qual nem o estado de privação momentânea de consciência pode ser alegado.

ISTO É – O argumento dos militantes de esquerda é que eles, que se exporam (imagino que você tenha desejado dizer expuseram?) ao voto, pagaram caro nesse período e que até hoje sofrem com seqüelas, e que os militares saíram como os vitoriosos por isso deve ser passado a limpo esse período da história. Como o sr. “vê” esse pensamento?

RESPOSTA – “Vejo” como uma série de mentiras dentro de mentiras. Note que você usa, talvez inconscientemente, os termos assimétricos, baseado no velho “dois pesos, duas medidas”: os militares são torturadores, criminosos, etc.; os terroristas e guerrilheiros são apenas “militantes”, quer dizer pessoas inocentes que somente “militaram” em organizações cujos propósitos óbvios eram o terrorismo e a guerrilha para instaurar um regime totalitário do tipo cubano, que jamais anistiou ninguém: prende, mata e tortura e ainda recebe aplausos. Nunca conheci um revolucionário que defendesse a democracia e a liberdade. Quanto aos militares terem sido vitoriosos: quem está no poder, hoje? Eles, ou os terroristas que eles combateram? O argumento de que “quem se expõe ao voto comprova sua inocência” é tão primário que nem mereceria comentários. Democracia não é júri e eleição não é tribunal! Quantos bandidos estão eleitos?

ISTO É – O sr., como ex militante, acha que essa proposta pode ser considerada como revanchismo?

RESPOSTA – Por parte de alguns indivíduos isolados, talvez sim. Mas esta proposta é muito bem elaborada – inclusive surgindo num momento em que os contatos do PT e de altos próceres do governo com as FARC estão sendo denunciados – e sua intenção é bem outra: desmoralizar, achincalhar e humilhar as Forças Armadas que, por mais que o governo faça, ainda são consideradas as instituições mais confiáveis do País. Não haverá revanche, tanto o Genro como o Vannuchi sabem que quando o processo chegar ao STF será arquivado.

ISTO É – O sr. foi militante da ALN?

RESPOSTA – Não; da Ação Popular (AP). De 1963 a janeiro de 1968, e saí exatamente porque foi decidido incrementar a luta armada – não desencadear, pois já começara em 1961, em pleno governo democrático – e não sou assassino. Por isto conheço bem os que ficaram. Além disto, o AI-5, em dezembro daquele ano, foi uma resposta e não a causa, da luta armada.
 
Copyright © Heitor De Paola. O entrevistado se reserva o direito de publicar esta entrevista em seu site ou em qualquer outro veículo após a publicação da Revista Isto É, mesmo sendo ela utilizada só em parte ou não utilizada pela Revista.

Ofício proibido

A margem de tolerância para com o exercício do jornalismo diminuiu muito, mas só percebem isso os velhos profissionais que já sentiram o gosto da liberdade. As gerações mais novas não notam nada de anormal, pois nunca viram jornalismo de verdade.

No tempo da ditadura, quando os jornais estavam sob fiscalização cerrada e os rumos da política eram decididos em reuniões secretas, seja entre generais de quatro estrelas ou entre líderes de organizações terroristas, o noticiário político propriamente dito desapareceu da mídia nacional. Sobravam, é claro, os discursos parlamentares, mas todo mundo sabia que eram apenas um formalismo. A política propriamente dita, a política substantiva – quer dizer, a luta pelo poder e as finalidades com que ele se exerce – tinha se tornado assunto proibido.

Como os jornais têm de sair com um certo número de páginas haja notícias ou não, e como o artifício das receitas de bolo e trechos dos Lusíadas era de aplicabilidade limitada, o remédio foi dar destaque exagerado a dois tipos de matérias que antes ocupavam lugares modestos na hierarquia editorial: as notícias de economia e as denúncias de corrupção. Eram o que sobrava de mais apolítico à disposição de um ofício que é político por natureza. Para mim, redator de economia, a transição foi vantajosa. Meus relatos infinitamente tediosos sobre o preço dos pãezinhos e o índice de inflação, que normalmente vegetavam em obscuras páginas internas, vieram para a capa do jornal e às vezes até deram manchetes. Os repórteres políticos, coitados, tinham um orgasmo cada vez que descobriam algum desvio de verba numa prefeitura do interior, e orgasmos múltiplos quando o envolvido no caso era superior a chefe de gabinete.

A ditadura acabou em 1988, mas os critérios jornalísticos então adotados continuaram em plena vigência, ainda que com signo invertido. O que aparece como noticiário político é só a fachada oficial, complementada pelas análises econômicas e casos de corrupção. A luta ideológica, as estratégias de longo prazo, a distribuição real do poder – tudo isso permanece desaparecido como se houvesse um censor dentro de cada redação. Na eleição presidencial de 2002, nem um único jornal deu sinal de notar o fenômeno extraordinário da uniformidade ideológica entre os quatro candidatos, pelo menos três dos quais previamente atados pelo compromisso de fidelidade mútua no quadro do Foro de São Paulo. Exatamente como nos “anos de chumbo”, a missão do jornalismo não era mostrar os fatos, mas produzir uma reconfortante sensação de normalidade para encobri-los. A existência do eixo Lula-Castro-Chávez, hoje abundantemente comprovada, só vazou um pouquinho por pressão da mídia internacional, mas, para a tranqüilidade geral da nação, logo sumiu sob um bombardeio de chacotas forçadas. Quanto ao Foro de São Paulo e às conexões do PT com as Farc, só repetindo o Figaro de Mozart: Il resto non dico, già ogniuno lo sà.

Mas nem tudo no jornalismo atual é igual àqueles tempos. Em primeiro lugar, o número e a relevância das notícias sonegadas ao público – praticamente todos os acontecimentos decivos para o destino de um continente inteiro – não se comparam às miudezas, de importância meramente local e tática, que então foram suprimidas. Em segundo, a maioria da classe era contra aquele antijornalismo imposto. Hoje ela o pratica por vontade própria, alegremente, mal suportando que o critiquem. Em terceiro, os generais nunca acharam que denunciar corruptos ou noticiar fracassos econômicos fosse conspiração, subversão, extremismo de esquerda. Não só permitiam que falássemos dessas coisas livremente, mas até nos agradeciam, por julgar que com isso contribuíamos para a boa administração do Estado. Hoje, mesmo os jornais que mais servilmente se adaptaram às circunstâncias são abertamente acusados de subversivos, de golpistas, de extremistas de direita, cada vez que pegam um alto funcionário levando propina ou anunciam a volta da inflação. A margem de tolerância para com o exercício do jornalismo diminuiu muito, mas só percebem isso os velhos profissionais que já sentiram o gosto da liberdade. As gerações mais novas não notam nada de anormal, pois nunca viram jornalismo de verdade.

Notas:

Publicado pelo Jornal do Brasil em 17/07/2008

As raízes marxistas da paranóia do aquecimento global

Simplesmente delete a palavra “soviéticos” e substitua-a por “ambientalistas marxistas”, e você terá uma idéia bastante clara sobre o que hoje nos ameaça.

Natalie Grant Wraga, hoje falecida, escreveu: “A proteção do meio ambiente tornou-se a principal ferramenta de ataque contra o Ocidente e tudo o que ele representa. Pode ser utilizada como pretexto para adotar uma série de medidas destinadas a solapar a base industrial das nações desenvolvidas. Pode também servir para introduzir o mal-estar por meio da redução dos padrões de vida e, conseqüentemente, da implantação de valores comunistas”.

Quem foi Natalie?

Natalie Grant Wraga (falecida em 2002 aos 101 anos de idade) foi uma expert internacionalmente reconhecida no serviço de desinformação. Em seu obituário no Washington Post, Herbert Romerstein – veterano da inteligência e expert nos ramos legislativo e executivo de governo – descreveu Grant/Wraga como “uma das nossas principais autoridades” sobre a farsa soviética.

Em um artigo de 1998 publicado no Investors Business Daily (IBD), o repórter John Berlau escreveu que alguns dos mais respeitados estudiosos sobre a Inteligência Soviética, creditavam a esta mulher o ensino de como penetrar os meandros da desinformatzia, termo utilizado por Moscou nas suas constantes operações para enganar governos estrangeiros induzindo-os permanentemente a erros de avaliação estratégicos.

John Dziak, que fora funcionário sênior da inteligência na Defense Intelligence Agency (DIA), é citado pelo IBD como tendo dito que se não fosse “por alguém como Natalie, teríamos tido mais fracassos e os soviéticos teriam tido mais sucessos”.

O que nos leva aonde?

Em muitos de seus textos, ela abandonou o seu sobrenome e assinou com a alcunha Natalie Grant. Isto nos retoma à edição de The Register da primavera de 1998. Lá, Grant identifica a Cruz Verde Internacional (GCI em inglês) como uma Organização Não-Governamental (ONG) fundada por Mikhail Gorbachov, o último ditador comunista da União Soviética. O objetivo da GCI era a aplicação global de uma rígida agenda ambiental.

Ao mesmo tempo em que avançava a GCI, ocorria o nascimento de outra ONG chamada Earth Council (Conselho da Terra), presidida por Maurice Strong, um dos principais ecoativistas e agitadores nas Nações Unidas. De acordo com a Wikipedia, Strong – um canadense – descreve-se a si mesmo como “um socialista na ideologia e um capitalista na metodologia”. A biografia também cita que “alguns consideram Strong um temível faminto por poder”. E mais: “Ele compartilha a visão do mais radical ambientalista que protesta nas ruas, mas ao invés de gritar até ficar rouco na barreira policial duma conferência global, ele é o secretário-geral nos bastidores, mexendo os pauzinhos”.

Enquanto isso, uma dezena de pessoas participava na reunião preparatória da GCI de Gorbachov, incluindo o então Deputado norte-americano James Scheuer (Democratas, Nova York). O congressista tinha publicamente declarado de que, independentemente da alegação de que o “aquecimento global” provocado pelo homem ser real ou exagerada, os EUA deveriam seguir em frente e tomar as atitudes necessárias para enfrentá-lo, pois tais atitudes supostamente beneficiariam o planeta. Como foi explicado na coluna da semana passada, a legislação cap-and-trade (limitar-e-negociar) – taxar e roubar – tinha como objetivo levar a agenda ambiental radical a um custo tão exorbitante para os consumidores e contribuintes americanos que caísse como uma bomba no Senado, levando-os a temer que o povão se revoltasse e desse uma resposta indesejada nas urnas. Ela voltará em 2009. Ligar estes pontos é relevante. Mas isto eu deixo de lado momentaneamente.

Os principais eventos preparatórios

Outros eventos da GCI se seguiriam, incluindo o que Grant chamava de “O Grande Evento – a Conferência de Moscou”, em Janeiro de 1990. O então senador Al Gore estava entre os palestrantes. Apenas dois anos antes, ele coordenara audiências públicas no Capitólio para apresentar a teoria do “aquecimento global”.

Enquanto ocorria a Conferência de Moscou, a União Soviética estava respirando seu último fôlego – em baixa, porém ainda não fora de cena, poder-se-ia dizer. Gorbachov, ainda o líder soviético, anunciou a exigência de seu governo para que as nações pressionassem pelo fim dos testes nucleares, por um sistema de monitoramento ambiental internacional, um pacto para proteger “zonas ambientais exclusivas” (uma mentalidade que desde que foi proposta levou a uma briga internacional a respeito dos esforços da ONU para proibir snowmobiles [tipo de moto para neve] no Yellowstone Park, em pleno solo americano), apoio aos programas ambientais das Nações Unidas e a uma conferência para dar seguimento aos trabalhos a ser realizada no Brasil, em junho de 1992.

Grant escreve que, enquanto Gorbachov expressava as “visões” e “sugestões” do Partido Comunista Soviético, tais sugestões caíram em solo fértil. “Logo, logo, as atividades do movimento começaram a refletir as ‘recomendações’ comunistas”.

Atualização: 2008

Por que todo este pano de fundo?

Em 28 de maio, em Washington, o palestrante do jantar anual do Competitive Enterprise Institute (CEI) foi Václav Klaus, Presidente da República Tcheca.

O livro de Klaus, “Blue Planet in Green Schackles”, acabara de ser lançado. Como o chefe de Estado tcheco disse no jantar, o propósito do seu livro era frisar sua forte crença de que grande parte do ambientalismo organizado é “uma ideologia que eu considero a mais perigosa ameaça à liberdade e à prosperidade da era atual”.

Schumpeter tinha razão?

Klaus acredita que os Estados Unidos – apesar de todos os seus problemas – é “o país mais livre no mundo e fonte de inspiração para todos nós. Eu enfatizo isto principalmente por causa da minha crescente decepção com o desenrolar das coisas no outro lado do Atlântico, de onde acabei de vir”.

O Presidente Klaus referiu-se então ao filósofo Joseph Alois Schumpeter, cujo conhecimento da tirania proveio de fatos ocorridos na sua própria vida, tais como a fuga da Alemanha nazista. Klaus disse que “A teoria evolucionária de [Schumpeter] do fim do capitalismo [teria sido] baseada em seu próprio sucesso”.

Eis como funciona a teoria: as inovações tornar-se-iam uma questão de rotina, o progresso seria mecanizado, os problemas seriam “simplesmente resolvidos” pela razão e pela ciência, o empreendedorismo seria substituído pelo mero cálculo, a motivação individual declinaria, a mentalidade coletivista prevaleceria e as cada vez maiores equipes de trabalho das grandes corporações tornariam obsoleto o principal ator (ou talvez mobilizador) do capitalismo – o empreendedor. Este, com o tempo, viria a desaparecer.

Nos anos pós-Watergate e pós-Vietnã, no final dos anos 70, havia sinais incipientes de que a teoria de Schumpeter poderia se tornar realidade no futuro. O otimismo e a economia vigorosa dos anos oitenta colocaram a América (e grande parte do mundo) de volta aos eixos.

Klaus acredita que a teoria de Schumpeter “parece ser pessimista demais”. O mundo simplesmente não seguiu aquele roteiro. “Como alguém que participou ativamente no desmantelamento do comunismo e na construção de uma sociedade livre”, diz ele, “o colapso [do Império Soviético] e a aceitação explícita do capitalismo em quase todo o mundo [é algo que], com o devido respeito, é claramente incompatível com a hipótese schumpeteriana”.

Então, qual é o problema?

Como Klaus relatou à sua platéia na CEI, há outros fatores “pelos quais o capitalismo poderia ter sido destruído, [como no] crescente descrédito na criatividade humana e nas vantagens do mercado”.

No passado, disse o chefe do Executivo tcheco, os argumentos dos socialistas eram atrelados a slogans sobre “o empobrecimento das massas” (trabalhadores do mundo, unidos, etc.). Agora, em lugar disso, há “um slogan muito mais perigoso: o empobrecimento [ou até a destruição] do Planeta”.

Antigamente, era fácil provar se as pessoas (isto é, trabalhadores) estavam em melhor situação. “Agora levará séculos para se chegar a uma prova convincente de que o Planeta está sendo destruído ou de que não se acha à beira da sua destruição”.

Em outras palavras, “o galope deste potro é, portanto, muito mais fácil. Os políticos ambiciosos que tentam planejar o mundo e a vida dos seus cidadãos vêem sonhando há décadas como encontrar uma doutrina tão maravilhosa e imune à realidade. Anos ou décadas de clima gelado não vão desmenti-lo – para meu grande pesar. É quase uma religião. Minha certeza de que esta ideologia se tornará o meio mais efetivo para a destruição do livre mercado foi o maior motivo para escrever o livro”.

E somente para melhor precisar o problema, Klaus acrescenta: “Schumpeter felizmente estava errado em suas previsões. E, além disso, ele morreu há quase sessenta anos. Al Gore, contudo, está bem vivo”.

A nova arma de propaganda marxista

Ou – novamente – como a falecida Natalie Grant diz, “a proteção do meio ambiente pode ser utilizada como um pretexto para adotar uma série de medidas forjadas para minar a base industrial das nações desenvolvidas. Também pode servir para causar mal-estar reduzindo seus padrões de vida e implantando valores comunistas”.

O obituário de Natalie Grant Wraga trazia a seguinte frase como se fosse dela: “Devemos dar aos Soviéticos o seu real valor. Nenhum outro país é capaz de manipular a opinião pública do Ocidente como eles”.

Simplesmente delete a palavra “soviéticos” e substitua-a por “ambientalistas marxistas”, e você terá uma idéia bastante clara sobre o que hoje nos ameaça.

Notas:

Wes Vernon é veterano escritor e radialista em Washington, D.C.

© Copyright 2008 Wes Vernon – http://www.renewamerica.us/columns/vernon/080616

Tradução: Marcel van Hatem

CIA: Mito e História

Por
Jeffrey Nyquist(*)

Resumo: O que significa dizer que a KGB, “espada e escudo” do Partido Comunista da União Soviética, “não está morta”? Significa uma futura seqüência destrutiva para a qual os EUA não estão preparados.

© 2007 MidiaSemMascara.org

 
“Os americanos normalmente têm orgulho, e com razão, do fato de que as tendências ‘conspiratórias’, que parecem naturais e inatas a muitos outros povos, tendem a estar ausentes de suas naturezas e dos ambientes onde vivem. O outro lado da moeda é que o público americano, ciente disso, freqüentemente sente que, tanto na nossa diplomacia quanto nas grandes ações de inteligência, não somos páreo para o ‘estrangeiro esperto’. Os estrangeiros, do mesmo modo, atribuem aos americanos uma certa credulidade e ingenuidade”. –  Allen Dulles, Diretor da CIA, 1953-1961  Não deveria causar qualquer surpresa que a história da CIA durante a Guerra Fria tenha sido invertida, distorcida, mitificada e mistificada. Pois na história oficial da CIA, aceita até hoje, os crédulos foram transformados em heróis, os falsos desertores em desertores genuínos e os especialistas em assuntos soviéticos aparecem como “paranóicos” enquanto seus oponentes burocráticos são lembrados como salvadores. Esta falsificação da história chegou a ser popularizada em livros, tais como
Wilderness of Mirrors, de David C. Martin,
Cold Warrior, de Tom Mangold e 
Molehunt: The Secret Search for Traitors That Shattered the CIA, de David Wise. Até que, finalmente, um dos personagens principais da história da CIA resolvesse escrever um relato em primeira mão demolindo as já populares falsificações de Martin, Mangold e Wise. Esse personagem é o ex-chefe do departamento de contra-inteligência da CIA responsável pelo bloco soviético, Tennent H. Bagley, autor do livro intitulado
Spy Wars: Moles, Mysteries and Deadly Games. [Guerra de Espiões: Agentes Infiltrados, Mistérios e Jogos Mortais] [1].
Livro de Tennent Bagley: obra imperdível.

Bagley escreve com elegância e sem rodeios ao descrever o declínio da CIA. Este começou nos anos 60, quando a investigação sobre um desertor da KGB chamado Yuri Nosenko tomou um caminho errado e se embrulhou toda. Para satisfazer burocratas nervosos que queriam encerrar a investigação, pessoal não especializado recebeu a tarefa de ‘reabilitar’ Nosenko (i.e., declará-lo oficialmente um desertor genuíno e confiável) e isto, mesmo depois que ele já tinha desacreditado a si mesmo completamente.  Para acreditar na autenticidade de Nosenko, conforme ressalta Bagley, a CIA teria de aceitar a idéia de que a “KGB verdadeiramente operava segundo procedimentos diferentes daqueles descritos por todos os outros desertores” (anteriores e posteriores a Nosenko) e teria que também acreditar “naquilo que Nosenko contou sobre sua vida – ainda que fosse a sua quarta ou quinta versão…”

Bagley lamenta que a verdade sobre Nosenko tenha sido enterrada sob “camadas de mentiras repetidas com tanta freqüência que essas acabaram por se transformar em senso comum”. A própria falsidade se tornou um mito, e, tal como uma vez observou o historiador Paul Veyne num ensaio sobre mitologia, “A própria vida cotidiana, longe de estar enraizada na imediação, é a encruzilhada da imaginação. […] Empirismo e experimentação são quantidades insignificantes”. Em organizações vastas e poderosas, onde as complexidades da verdade estão ao desabrigo diante da crueza do poder da burocracia e de suas investidas ameaçadoras, a compreensão ampla se transmuta em falsificação retrospectiva. A existência é então mediada por sucessivos “palácios de sonho” que se fazem, todos, passar por verdades. De acordo com Veyne, “Quando alguém não vê o que não vê, não vê nem sequer que está cego”. Esta frase descreve a CIA quando engoliu a isca de Nosenko, com anzol e tudo. Foi uma inteligente peça de estratégia contar aos burocratas aquilo que eles queriam ouvir. Entendam: o restante da humanidade precisa lidar com verdades desagradáveis, mas um burocrata é um animal especial. Ele pode ignorar a opinião de especialistas, jogando os fatos na lata de lixo enquanto alça a ficção ao status de verdade.  Deste modo, ele colhe a recompensa por um serviço bem feito e evita ser responsabilizado por problemas. Dos desertores, os manda-chuvas da CIA queriam só boas notícias. Ora, Nosenko estava dizendo, em profusão de palavras, que não havia nem um só agente soviético infiltrado próximo ao topo dos serviços de inteligência americanos. Ele afirmava que a KGB falhara nas tentativas de recrutar determinados alvos. A sua informação depreciava as pistas que foram dadas por um desertor anterior, chamado Anatoliy Golitsyn.[2]

De acordo com o relato de Bagley, “A comunidade de inteligência americana tinha apoiado e encorajado a falsidade e a fraude tão inequivocamente – e perdido tanto com isso – que se alguém da CIA ainda se lembrasse, provavelmente teria preferido deixar este cachorro [3] [Bagley] quieto”.  A CIA mesma foi convertida numa fortaleza do inimigo. Para aqueles que não entendem como o jogo é jogado, uma breve explicação já deve ser suficiente: o método da KGB consiste em manipular os serviços de inteligência estrangeiros através do uso de falsos desertores, de agentes duplos e de agentes infiltrados[4] combinados em agressivas manobras operacionais. Uma vez que um falso desertor seja aceito como genuíno, a posição dominante da KGB no interior da organização alvo fica demonstrada. A segurança de seus agentes infiltrados está garantida. A informação falsa passada pelos agentes duplos é assim corroborada e o veneno é, então, digerido por completo. O establishment inteiro, por sua vez, acha que está aquecido e confortável, debaixo de um cobertor de mentiras.

Alguns leitores podem pensar que tudo isso é irrelevante, que é notícia velha, pertencente a um passado distante; afinal, a Guerra Fria acabou. Mas não é isso que vemos hoje, com a foice e o martelo reaparecendo na bandeira russa, com a América Latina e a África voltando-se para o marxismo, com a Europa derivando para a neutralidade, com os EUA sendo vilipendiados mundo afora e com a Rússia e a China formando uma nova aliança militar. Algo de muito ruim está se desenvolvendo além e fora das falsas esperanças dos EUA e da história falsificada da CIA. Os EUA foram avisados desses eventos com bastante antecedência. O alerta veio de Anatoliy Golitsyn, um ex-major da KGB. Apesar de Bagley não mencionar as advertências de Golitsyn ao Ocidente, a lenda de Nosenko foi usada para desacreditar Golitsyn e seu falecido padrinho dentro da CIA, James Angleton. Em termos da grande estratégia russa, a lenda de Nosenko foi usada para afirmar que Golitsyn estava mentalmente doente, que suas previsões e análises eram paranóicas e sem valor. Mesmo deixando Golitsyn de lado, a intuição de Bagley o induz a especular se as mentiras de Nosenko poderiam ter aberto o caminho para um “continuum de traição que pode estar ativo até hoje”.

A KGB está viva e passa bem. Seus métodos incluem terror, assassinato e subversão. Seu objetivo é o velho objetivo; e eu creio que este é o contexto para o “continuum de traição” do qual fala Bagley. Depois do colapso do comunismo, tal como relata Bagley, um editor alemão queixou-se ao coronel da KGB, Oleg Nechiporenko, a respeito do manuscrito de um ex-agente infiltrado da KGB que passara vinte anos trabalhando na Radio Liberty [5], dizendo que o relato desse agente infiltrado carecia de detalhes suficientes. Nechiporenko repreendeu o editor por sua ingenuidade. De acordo com Nechiporenko, a operação daquele agente “era parte de uma articulação, uma parte de uma operação. […] E essa operação ainda não acabou”. Ademais, qualquer relato completo poderia revelar à CIA “o que a KGB fez e fará. A KGB não está morta”.

O que significa dizer que a KGB, “espada e escudo” do Partido Comunista da União Soviética, “não está morta”? Significa uma futura seqüência destrutiva para a qual os EUA não estão preparados. Aqui, nós por acaso topamos com uma operação incompleta. É uma obra em execução. Na verdade, a própria União Soviética continua a existir de forma disfarçada. Os países satélites também, disfarçados sob esfarrapadas fantasias democráticas. Assim, toda a estratégia dos EUA repousa sobre uma base falsa.

Depois de sua reabilitação pelo quartel-general da CIA, Yuri Nosenko foi transferido para Washington, onde se tornou um consultor do FBI e da CIA em assuntos de contra-inteligência. “
No devido tempo”, diz Bagley, “
ele começou a dar palestras regulares nas escolas de contra-inteligência da CIA, FBI, Força Aérea e de outras agências, e a partir de meados dos anos 70, entrava com freqüência no prédio do quartel-general da CIA em Langley, Virgínia”.  E durante todo esse tempo, frisa Bagley, “
O edifício torto e vacilante” que isentava Nosenko “
não resistiria nem mesmo a mais suave brisa de ceticismo, muito menos ao escrutínio de profissionais ou mesmo de estudiosos”.


Todo americano deveria ler este livro.  
© 2007
Jeffrey R. Nyquist Publicado por
Financialsense.com [1] O título traduzido é meramente ilustrativo. Ainda não há edição em português. [2] Para mais informações sobre Golitsyn em português, busque nos arquivos do MSM. [3] No original, Bagley faz também um jogo de palavras ao aludir ao ditado popular “let sleeping dogs lie”, e que significa algo como “não mexa em velhas feridas”, pois
lie é tanto
deitar,
repousar, quanto
mentir ou
mentira. [4]
Mole, no original, às vezes traduzido literalmente como
toupeira. No jargão dos serviços de inteligência americano e britânico, é qualquer civil ou militar do país alvo recrutado pela inteligência inimiga, sob chantagem, em troca de dinheiro ou por afinidade ideológica. É também possível que um falso desertor, erroneamente reabilitado, ganhe posições que lhe confiram acesso a informações sensíveis ou à possibilidade de influir em decisões de inteligência do país alvo. Conforme o articulista e o livro analisado, este é o caso de Yuri Nosenko.

[5] Também conhecida como Rádio Europa Livre (
RFE/RL), foi fundada em 1949 com o objetivo de transmitir notícias para os países atrás da Cortina de Ferro. Até 1971, teve o envolvimento direto e oficial da CIA. Tradução:
MÍDIA SEM MÁSCARA
Nota Redação MÍDIA SEM MÁSCARA: Sobre o tema, leia também:
O homem que enfrentou a espionagem soviética.
KGB – braço armado da ditadura do proletariado.
Os bispos-coronéis da KGB
A atuação da KGB e do DGI na América Latina
Jogo de intrigas  ou busque nos arquivos do MSM informações sobre KGB e CIA. (*)Jeffrey Nyquist é formado em sociologia política na Universidade da Califórnia e é expert em geopolítica. Escreve artigos semanais para o
Financial Sense (
http://www.financialsense.com/), é autor de
The Origins of The Fourth World War e mantém um website:
http://www.jrnyquist.com/

Este é John Kerry

Resumo: O candidato democrata à Casa Branca,
John Kerry, embora seja apresentado pela grande mídia como um homem sério e “herói de guerra”, na verdade possui um histórico nada recomendável, inclusive em termos de patriotismo.

© 2004 MidiaSemMascara.org

JOHN  “HANÓI” KERRY PARA PRESIDENTE?

Foto abaixo: o candidato “herói de guerra” na mesma manifestação com  Jane ‘Hanói’ Fonda, uma das mais fanáticas ativistas pró-comunistas durante a guerra do Vietnã.

Uma foto aparentemente mostrando o candidato Democrata a Presidente John Kerry protestando contra a Guerra do  Vietnã, junto com a atriz anti-Americana “Hanoi Jane” Fonda – a foto mais temida pelos Democratas – existe e foi obtida por NewsMax.com 

Uma outra, comparativa, feita pelo PoliticalHumor é ainda mais clara (abaixo):

 

A foto foi tirada no Dia do Trabalho de 1970. Kerry, então uma estrela em ascensão entre os Veteranos contra a Guerra do Vietnã, juntou-se a Fonda neste violento protesto em Valley Forge, Pensilvannia.

Nesta manifestação, os oradores acusavam os soldados americanos de cometer um genocídio e de “racismo internacional”. E foi neste protesto, exatamente, que Kerry brilhou, começando sua carreira política. No seu discurso ele disse: “Nós estamos aqui acima de tudo porque ganhamos o direito de criticar a guerra”, levantando a platéia, sendo Jane a mais entusiástica. Naquele momento ele se tornou um novo líder nacional.

Seu discurso, mais tarde, como líder dos Democratas em Massachusetts, solidificou ainda mais sua relação com Jane. Eles viajaram juntos a Detroit, para organizar um evento chamado “Winter Soldier Investigation”, em janeiro de 1971. Eles reuniram uma assembléia de veteranos desiludidos descrevendo as maiores atrocidades. De acordo com Jug Burkett, Jane teve um papel fundamental neste evento, inclusive como financiadora. Muitas das “testemunhas” vieram a ser denunciadas, mais tarde, como rematados impostores.

Foi neste encontro que Jane encontrou seu futuro marido, Tom Hayden, da organização radical, “Students for a Democratic Society”.

Foi no ano seguinte que Jane seguiu para Hanói e onde tirou a foto abaixo, onde ela, numa bateria antiaérea norte vietnamita, simulava atirar nos aviões “americanos imperialistas”:

(AP/Wide World Photos)

É interessante notar que a foto abaixo, nitidamente uma montagem, foi publicada unicamente pelo New York Times, jornal que apóia Kerry com unhas e dentes:

De acordo com snopes.com ela é totalmente falsa e é a montagem de duas outras (abaixo), separadas no tempo e no espaço, mostradas abaixo. O fato do NYT reconhecer a falsidade e pedir desculpas, e esta montagem estar servindo às mil maravilhas para a propaganda Democrata, não nos permite suspeitar que tenha sido uma “armação” da campanha de Kerry?

Em vista disso tudo, a organização “Vietnam Veterans Against John Kerry” (Veteranos do Vietnã contra John Kerry)  já elegeu seu cartaz principal: