Desinformação


Desinformação: os mentirosos pagos e os não pagos de Vladimir Putin

O Conselho de Segurança holandês emitiu um relatório  indicando que um míssil BUK russo destruiu a aeronave da Malaysian Airlines, vôo MH17, matando todos os 283 passageiros e 15 tripulantes a bordo, na região leste da Ucrânia, ocupada pelos russos. A única questão é saber se o míssil foi disparado por tropas russas ou por terroristas sob controle russo. De qualquer modo, o presidente russo, Vladimir Putin, que ordenou uma invasão do leste da Ucrânia, tem sangue em suas mãos.

Os holandeses tomaram a frente porque os mortos, em sua maioria, eram provenientes dos Países Baixos.

Os resultados não foram surpreendentes, uma vez que evidências circunstanciais já apontavam para os russos como os culpados. A Rússia se recusou a cooperar com a investigação (liderada pela Holanda, Ucrânia, Malásia, Austrália e Bélgica) e vetou um tribunal da ONU estabelecido para julgar os responsáveis.

Desinformação: Putin e seus mentirosos pagos e não pagos

O Conselho de Segurança holandês emitiu um relatório indicando que um míssil BUK russo destruiu a aeronave da Malaysian, vôo MH17, matando todos os 283 passageiros e 15 tripulantes a bordo, na região leste da Ucrânia, ocupada pelos russos. A única questão é saber se o míssil foi disparado por tropas russas ou por terroristas sob controle russo. De qualquer modo, o presidente russo, Vladimir Putin, que ordenou uma invasão do leste da Ucrânia, tem sangue em suas mãos.

Os holandeses tomaram a frente porque os mortos, em sua maioria, eram provenientes dos Países Baixos.

Os resultados não foram surpreendentes, uma vez que evidências circunstanciais já apontavam para os russos como os culpados. A Rússia se recusou a cooperar com a investigação (liderada pela Holanda, Ucrânia, Malásia, Austrália e Bélgica) e vetou um tribunal da ONU estabelecido para julgar os responsáveis.

Na época do assassinato em massa, a televisão Russia Today (RT), financiada pelo Kremlin, tentou obscurecer a verdade sobre os terroristas russos terem derrubado o avião da Malásia, apesar dos fatos conhecidos na ocasião implicarem os terroristas do leste da Ucrânia no assassinato em massa de cerca de 300 pessoas.

A RT é transmitida por empresas gigantes de mídia como a Comcast. Mas, em violação da Lei de Registro de Agentes Externos, o canal não apresentou isenções de responsabilidade para identificar o material como propaganda estrangeira. O Departamento de Justiça do presidente Obama está se recusando a cumprir a lei.

Como parte da campanha de desinformação para desviar a atenção das mãos ensangüentadas de Moscou, a RT lançou um “documentário” intitulado “MH-17: a história não contada“, alegando que um míssil BUK não atingiu o avião MH-17. Em vez disso, sugeriu-se que o avião caiu por causa de tiros de canhão de um jato ucraniano.

As mentiras foram demais para serem engolidas por Sara Firth, que havia trabalhado no Russia Today por cinco anos. Ela disse ao The Guardian que a cobertura do canal sugerindo que a Ucrânia foi culpada pelo acidente foi a “gota d’água que transbordou o copo.” Ela saiu, dizendo: “Foi a desinformação mais chocantemente óbvia e chegou a um ponto onde eu não poderia mais defendê-la.”

Uma variação da propaganda de Putin declarava que a Ucrânia havia abatido o avião, pensando que Putin estava nele. Por isso, foi uma tentativa de assassinato. Nós observamos na época, “Esta peça bizarra de desinformação surgiu na RT… [e] estava ligada ao popular Drudge Report, usado por muitos conservadores como sua página inicial, e em seguida coletado pelo site de Alex Jones, o Infowars.com, um canal confiável pela propaganda pró-russa”.

Nós relatamos em 2010 que a RT tem estado ansiosa para divulgar Alex Jones e suas várias conspirações antiamericanas porque “desviam a atenção da natureza cada vez mais totalitária do regime russo e a ameaça militar que a Rússia ainda representa para os interesses americanos.” Jones era um convidado regular do canal de propaganda RT, e defendeu a invasão por Moscou de sua ex-república soviética da Geórgia em 2008.

Matt Drudge, que fez seu nome com a publicação da história sobre o vestido manchado, implicando o presidente Bill Clinton em adultério, é considerado um ator importante nos meios de comunicação conservadores, mas vive como um eremita virtual e raramente faz aparições públicas. No entanto, ele deu recentemente uma entrevista para Jones e seu show Infowars.com. Drudge, que não permitiu que seu rosto fosse visto, levantou rumores sobre a vida sexual de Hillary Clinton e falou longamente sobre o controle do fluxo de informações, querendo saber se seu site iria ser desligado. Ele estava preocupado que as leis de copyright poderiam encerrar seu site popular porque ele liga para o trabalho dos outros. “Teve um juiz da Suprema Corte que me disse que acabou pra mim”, disse Drudge. “Eles têm os votos agora para fazer cumprir a lei de copyright, você está fora. Eles vão fazer isso para que você não possa nem mesmo usar manchetes.”

Em um interessante intercâmbio de política externa na conversa que durou cerca de 45 minutos, Jones se perguntou se Putin estava sendo bem visto no Oriente Médio, com a pretensão de atingir os terroristas islâmicos. Desta vez, Drudge não mordeu a isca, e mudou para outros tópicos. Tina Trent, uma comentarista que escreve sobre o impacto do Drudge Report, diz que parece que Drudge está desistindo do uso de material pró-Putin fornecido por Jones e de outras fontes, como a Rússia Today. “Talvez ele tenha viajado pelo mundo um pouco e entenda mais sobre o totalitarismo agora”, disse ela.

Pegando a deixa, outro ator na rede de desinformação de Putin é Don Hank, que afirma ser um ativista cristão conservador e mantém um site. Ele distribuiu material alegando que o nome do assassino de Oregon havia sido incluído em uma lista de 87.000 “conhecidos/supostos” terroristas islâmicos que a Agência Central de Inteligência (CIA) e International Criminal Police Organization (INTERPOL) tinham “se recusado no mês passado a aceitar da Rússia”.

Hank disse a seus seguidores que Putin “estava preocupado o suficiente por mim e por você para separar um tempo de seu dia agitado e nos avisar de um perigo real e presente!” Mas o governo dos Estados Unidos, disse ele, queria que nós morrêssemos e ignorou o aviso.

Foi dito que a fonte da informação seria a polícia secreta da Rússia, a FSB, tornando a coisa toda suspeita, para começar. No entanto, o link embutido era de uma outra matéria do site da FSB que não tinha nada a ver com o massacre do Oregon.

Hank, que vive no Panamá, disse que a história tinha aparecido em um “trapo imundo” conhecido como o European Union Times, e que ele deveria ter melhor conhecimento da questão.

Quando o Conselho de Segurança holandês apontou o dedo para um míssil russo pela destruição do MH17, Hank recorreu aos seus velhos truques, dizendo a sua lista de e-mails que o governo da Ucrânia derrubou o avião, não os terroristas russos. Sua fonte para essa alegação foi o canal RT financiado por Moscou.

O uso de fontes duvidosas, como o canal Russia Today, é o que ameaça a credibilidade e viabilidade de sites legítimos que são verdadeiramente independentes e oferecem fatos e informações reais.

Cliff Kincaid é o diretor do Accuracy in Mediawww.aim.org

Tradução: William Uchoa


Desinformatsiya: a arma russa para conquistar mentes


A desinformação é tão velha quanto o Cavalo de Tróia. No passado ela existiu como um recurso colateral da guerra propriamente dita. Hoje, para o Kremlin a “psico-esfera” é o teatro primordial do conflito.

As fantasias conspiratórias do canal Russia Today põem em prática as “medidas ativas”, táticas psicológicas da velha KGB que o desertor soviético Oleg Kalugin descreveu como “o coração e a alma dos serviços de inteligência”.

Uma torrente de sites e perfis até havia pouco desconhecidos invadiu a Internet. Procedência: Rússia.

Margo Gontar, da escola de jornalismo da Universidade Mohyla, em Kiev, procurou imagens de crianças mortas no Google e as encontrou. Estavam todas em sites de notícias e nas redes sociais com títulos que atribuíam as mortes a gangues fascistas ucranianas treinadas pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), narra um estudo de Peter Pomerantsev, publicado originalmente no jornal britânico The Guardian.

Peter Pomerantsev está especializado no tema e é autor de Nada é verdade e tudo é possível: o coração surrealista da Nova Rússia (Nothing Is True and Everything Is Possible: The Surreal Heart of the New Russia, PublicAffairs – Perseus Book, EUA, 2014, 256 páginas).

A dualidade de Putin


A Alemanha jamais teria se tornado um país democrático se os oficiais da Gestapo tivessem sido mantidos no governo e nos serviços secretos. Na Rússia, entretanto, cerca de 50% dos altos cargos de governo estão hoje ocupados pelos antigos camaradas de Putin na KGB.

Nos últimos quinze anos, a Rússia pós-soviética tem se transformado de modo positivo e inédito. (NT: artigo escrito em 2005) Não estamos mais enfrentando um país perigoso. Mas ainda estamos lidando com um tipo de samoderzhaviye, tradicional forma russa de autocracia cuja origem remonta ao século XVI de Ivan, o Terrível, no qual um senhor feudal controlava o país secretamente por meio da sua polícia política pessoal.

Desertor descreve a mão da Rússia sobre Edward Snowden

O general Ion Mihai Pacepa, o oficial de mais alta patente que desertou do bloco soviético, disse ao Accuracy in Media que as recentes revelações do caso Snowden-NSA o convenceram de que a chegada do informante Snowden na Rússia foi “o resultado de uma bem planejada operação de inteligência russa” contra os Estados Unidos.

Snowden “é um agente do serviço de inteligência russo no exterior”, concluiu o general.

O mais recente livro de Pacepa, Disinformation, escrito em co-autoria com o professor Ronald Rychlak, foi publicado pelo WND Books. Segundo ele, o presidente russo Vladimir Putin, antigo oficial da KGB, e os seus camaradas transformaram a Rússia na “primeira ditadura de inteligência da história”.

O verde é o novo vermelho

“A devoção do IPCC e do governo dos EUA à teoria das mudanças climáticas dos gases efeito estufa é particularmente problemática devido à teoria estar se mostrando uma falha abjeta de proporções históricas. Infelizmente, através dos e-mails do “Climagate” e muitas outras revelações de improbidade científica, agora sabemos que a ciência “estabelecida” nunca foi sobre ciência em primeiro lugar”.
John L. Casey, Dark Winter

“As causas profundas do aquecimento global não são tratadas como deveriam. A origem do aquecimento global assenta-se no capitalismo. Se pudéssemos acabar com o capitalismo, então teríamos uma solução”.
Evo Morales, presidente da Bolívia

Evo Morales é um socialista radical cujo herói é Che Guevara. Ele deseja acabar com o capitalismo, e oferece um argumento para fazê-lo. Há muitos outros que secretamente desejam o que Morales deseja. Mas eles não querem levantar uma bandeira vermelha como ele faz. Ao invés disso, eles levantam uma bandeira verde. É claro, eles não se preocupam verdadeiramente com o meio ambiente. A teoria do aquecimento global antropogênico é uma arma ideológica utilizada por anticapitalistas. Uma vez que uma decisiva maioria acredite no aquecimento global, o capitalismo está acabado. Esta é, antes de tudo, a razão para a teoria do aquecimento global antropogênico.

As raízes secretas da teologia da libertação


Durante a Guerra Fria, a KGB era um estado dentro do estado. Agora, a KGB – rebatizada de FSB – é o próprio estado.

Mikhailov e a sua KGB, rebatizada FSB, estão fazendo o possível para apagar por edição de imagem a barra da saia que os liga à teologia da libertação.

A História costuma se repetir, e, se você tiver vivido duas vidas como eu vivi, talvez tenha a oportunidade de ver uma repetição com os próprios olhos.

A teologia da libertação, sobre a qual pouco se falou nas últimas duas décadas, está de volta às notícias. Mas ninguém está falando nada sobre a sua origem. Ela não foi inventada pelos católicos latino-americanos. Foi concebida pela KGB. O homem que hoje é o chefe da Igreja Ortodoxa Russa, Patriarca Kirill, trabalhou secretamente para a KGB sob o codinome “Mikhailov” e passou quatro décadas promovendo a teologia da libertação, à qual, nós, do topo da comunidade de inteligência do leste europeu, demos o apelido de Marxismo Cristianizado.

‘Putin defensor dos valores cristãos’?: elo da corrente de mentiras da nova KGB, diz arcebispo

“Eu não acredito que quem sacrifica um milhão de vidas para atingir objetivos geopolíticos possa estar animado por valores cristãos. Não sejamos ingênuos”.

Em entrevista de imprensa na sede da Rádio Vaticana, segundo informou o site “La Nuova Busssola Quotidiana”, Mons. Sviatoslav Shevchuk, arcebispo-mor do rito greco-católico, disse ter advertido o Papa a respeito de afirmações da Santa Sé que podem ser associadas à propaganda russa.

Mons. Shevchuk esteve em visita ad limina a Roma, juntamente com mais de vinte bispos católicos ucranianos dos ritos latino e bizantino. Os prelados transmitiram a Francisco a dramática situação que vive seu país.

“Para descrever o que acontece na Ucrânia, disse ele no início da entrevista, só se pode usar uma palavra: invasão estrangeira e não conflito civil”.

A expressão “guerra fratricida” havia sido usada pelo Pontífice na audiência do dia 4 de fevereiro com particular infelicidade. Ela suscitou fortes reações nos ambientes católicos ucranianos e verdadeiro entusiasmo entre os seguidores de Vladimir Putin, entre os quais se destacou o Patriarcado de Moscou.

O ataque de Moscou ao Vaticano

Corromper a Igreja é uma das prioridades da KGB.

A União Soviética jamais se sentiu à vontade tendo que conviver com o Vaticano neste mundo. Descobertas recentes provam que o Kremlin estava disposto a não medir esforços para neutralizar o forte anti-comunismo da Igreja Católica.

Em março de 2006, uma comissão parlamentar italiana concluiu que “além de toda dúvida razoável, os líderes da União Soviética tomaram a iniciativa de eliminar o papa Karol Wojtyla” em retaliação à sua ajuda ao movimento dissidente Solidariedade na Polônia. Em janeiro de 2007, quando documentos mostraram a colaboração do recém-nomeado arcebispo de Warsaw, Stanislaw Wielgus, com a polícia política na época da Polônia comunista, ele admitiu a acusação e se aposentou. No dia seguinte, o prior da Catedral Wawel de Cracóvia, local de sepultamento de reis e rainhas poloneses, se aposentou pela mesma razão. Em seguida, soube-se que Michal Jagosz, um membro do tribunal do Vaticano que estuda a santidade do depois Papa João Paulo II, foi acusado de ser um antigo agente da polícia secreta comunista; de acordo com a mídia polonesa, ele foi recrutado em 1984, antes de deixar a Polônia para assumir um cargo no Vaticano. Atualmente, está prestes a ser publicado um livro que irá revelar a identidade de outros 39 sacerdotes cujos nomes foram descobertos nos arquivos da polícia secreta de Cracóvia, alguns deles bispos atualmente. Além disso, essas revelações parecem ser apenas a ponta do iceberg. Uma comissão especial em breve iniciará uma investigação sobre a atuação de todos os religiosos durante a era comunista, quando, acredita-se, milhares de sacerdotes católicos daquele país colaboraram com a polícia secreta. Isto apenas na Polônia – os arquivos da KGB e os da polícia política nos demais países do antigo bloco soviético ainda precisam ser abertos para investigar as operações contra o Vaticano.

Quem foi Che Guevara?

 É hora de tirar a sorridente máscara de Che e revelar a sua verdadeira face.

Hollywood se despede de 2009 com uma fraude monumental: o épico Che, de Steven Soderbergh, com quatro horas de duração, em Castelhano, transformando um assassino marxista sádico num, de acordo com o New York Times, “genuíno revolucionário durante as estações do seu martírio”. [1] A palavra “estações” faz referência a Cristo nas Estações do Calvário – a Via Crucis.  O protagonista do filme, Benicio del Toro, realmente comparou “o herói revolucionário cubano Ernesto Che Guevara” a Jesus Cristo. [2]

O Che de Soderbergh é uma ficção criada pela comunidade KGB, da qual fez parte o serviço de espionagem romeno ao qual pertenci – o DIE – numa época que me coloca diretamente na trama. O Che real foi um assassino que comandou pelotões de fuzilamento comunistas e fundou o terrível gulag cubano. Foi também um covarde que obrigou os outros a lutar até a morte pela causa comunista e que mandou para o patíbulo centenas de pessoas que se recusaram a fazê-lo, mas que se rendeu sem luta ao exército boliviano embora estivesse armado até os dentes. “Não me matem” implorou Che aos seus captores. “Valho mais vivo do que morto”. [3] O filme de Soderbergh omite este episódio – o qual demoliria o seu Che.