Desinformação


Censura prévia na mídia americana

A estrutura de poder no mundo está mudando com uma velocidade tal, que a massa da população, mesmo a parte letrada, não tem a menor condição de percebê-lo claramente.

Por favor, leiam o artigo de Jeremy W. Peters, publicado no New York Times do dia 16 de julho (http://www.nytimes.com/2012/07/16/us/politics/latest-word-on-the-campaign-trail-i-take-it-back.html?_r=1&pagewanted=all%29),  e depois,  se quiserem, os comentários de Joseph Farah em http://www.wnd.com/2012 /07/proof-establishment-media-controlled/.

Juntos ou separados, são a prova cabal de  que a “grande mídia” americana está sob regime de censura prévia. Praticamente nada do que se ouve de altos funcionários da Casa Branca se publica nos principais jornais e canais de TV sem ser antes aprovado, alterado ou totalmente reescrito por homens de confiança do presidente. Pior: o encarregado da censura não é sequer um órgão do governo – é o escritório da campanha eleitoral de Obama, em Chicago.

Israel: a origem do mal

Os inimigos de Israel podem não ter conseguido varrer o Estado judeu do mapa literalmente, mas trabalham diuturnamente para destruir sua reputação, sua legitimidade e seus esforços para sobreviver.

Membros de um grupo terrorista judaico atravessam a fronteira do Sinai, adentrando em território egípcio. Uma vez dentro do território, atacam a tiros um grupo de operários egípcios que trabalhava na construção de uma barreira, matando um deles. Em resposta, as forças egípcias interceptam a célula terrorista, engajam-se em combate e matam dois de seus combatentes. Diante desse incidente preocupante, e ante o quadro de instabilidade do governo israelense – cujo poder é disputado por judeus radicais com ramificações terroristas –, o governo egípcio decide movimentar tanques para a região de modo a evitar novos ataques vindos do território israelense, ainda que isso viole um acordo de paz firmado com Israel há muitos anos. Além disso, em uma ação cirúrgica, o governo egípcio promove um ataque aéreo além de suas fronteiras, matando outros quatro terroristas judeus radicais.

Pravda pergunta: o que aconteceu com a mídia americana?

A imprensa americana está deliberadamente escondendo provas publicadas na internet a respeito da fraude contra o povo americano e da deliberada estripação da Constituição dos Estados Unidos.

É uma reviravolta irônica: O Pravda, site de notícias russo, publicou uma acusação de que a mídia americana é “mansa”, receosa em publicar notícias e que está “deliberadamente escondendo provas publicadas na internet a respeito da fraude [do presidente Obama] contra o público americano e da “estripação” da Constituição americana”.

A blogueira e a gerentona

Para os esquerdistas Yoani é vista como uma “mercenária do império” que é mantida pela CIA (chavão utilizado para todo aquele que se opõe ao regime), e para a verdadeira dissidência ela é tolerada, pois de algum modo chama a atenção do mundo para a Ilha.

No princípio de fevereiro a presidente brasileira visitou Cuba, suscitando muitos comentários e especulações a respeito de seu possível encontro com a dissidência de dentro da Ilha, principalmente a famosa blogueira Yoani Sánchez. (É curioso como para o Brasil a única pessoa que se opõe ao regime dos Castro, dentro da ilha, é esta criatura. Os verdadeiros opositores que correm toda sorte de riscos, perseguições, torturas, prisões e mortes não existem).

O Sul no Norte

Desníveis econômicos entre nações não podem, por si, ser causa de conflitos políticos ou de guerras sem que uma longa e complexa manobra estratégica e propagandística os converta nisso.

Se você quer saber qual será a política de amanhã, leia as publicações acadêmicas de hoje: nada se grita nas praças que antes não se tenha sussurrado em sala de aula, longe das atenções dos “analistas políticos” da mídia, sempre os últimos a saber. O prazo de maturação em que as ideias dos professores se transformam em moda política é de uns vinte e cinco ou trinta anos, o tempo de uma troca de gerações. 

Decorridos alguns meses do desmantelamento da URSS, um amigo meu, militar de alta patente, veio entusiasmado me mostrar uns trabalhos publicados em revistas de estudos estratégicos, que falavam de uma nova divisão geopolítica do mundo: em vez do conflito Leste-Oeste entre regimes comunistas e capitalistas, tínhamos então a disputa Norte-Sul entre países ricos e países pobres. 

Uma outra visão sobre Václav Havel

A luta de Vacláv Havel contra o comunismo teria sido apenas um mito fabricado pelos próprios comunistas? Para o dissidente político Petr Cibulka, sim. Dono do maior arquivo particular com fichas de agentes e colaboradores do serviço secreto comunista da antiga Tchecoslováquia, Cibulka também desmascara uma das maiores operações de desinformação do século XX.

Em agosto de 1968, quando os exércitos do Pacto de Varsóvia invadiram a Tchecoslováquia e seus tanques massacraram a população nas ruas de Praga esmagando os protestos, o país virou um símbolo da luta contra o totalitarismo comunista no mundo. Jan Palach, estudante de 20 anos, em um ato de desespero, imolou-se pelo fogo e foi imortalizado como mártir da luta pela liberdade do país. Os anos se passaram mas o regime pós 68 acabou colocando o país sob total influência da URSS.  Após 20 anos, houve a queda do comunismo, na chamada Revolução de Veludo, e o então prisioneiro e dissidente Václav Havel assume a presidência em um conto de fábulas repleto de mentiras.

Os comunistas na chefia

A mídia alternativa nunca foi um refúgio de excluídos e marginalizados: foi um pseudópodo lançado pela esquerda dominante desde a chefia dos grandes jornais, um instrumento auxiliar na longa luta dos comunistas brasileiros pelo domínio monopolístico dos canais de informação.

Ainda a propósito da chamada “imprensa nanica” dos tempos da ditadura, duas notas:  

1) Tão logo publicados os meus artigos sobre o assunto, a leitora Míriam Macedo teve a gentileza de me enviar uma cópia da tese “Preparados, leais e disciplinados: os jornalistas comunistas e a adaptação do modelo de jornalismo americano ao Brasil” (2007), dos pesquisadores Afonso de Albuquerque e Marco Antonio Roxo da Silva, ambos da Universidade Federal Fluminense (http://www.compos.org.br/files/22ecompos09_Albuquerque_Silva.pdf).

A tese confirma integralmente o que eu disse: nunca houve uma fronteira nítida, muito menos um abismo de diferença entre a “grande mídia” e a “imprensa alternativa” no período militar. 

A esquerda tinha poder de mando numa como na outra.

O mito da imprensa nanica – 2

Sem o apoio do movimento comunista internacional, nada do que os jornalistas de esquerda fizeram no Brasil e no exterior teria sido jamais possível.

A denominação mesma de “imprensa nanica” é altamente enganosa. A exposição montada pelo Instituto Vladimir Herzog para celebrar o lançamento da sua série de DVDs auto-hagiográficos deu uma prova fisicamente visível daquilo que as palavras dos entrevistados pareciam negar: o gigantismo da mídia esquerdista no Brasil no tempo  da ditadura.

Só no exterior, foram cento e doze jornais e revistas, mais cento e dez no Brasil – sem contar as publicações acadêmicas e inumeráveis jornais de grêmios estudantis, praticamente todos de esquerda, que multiplicariam esse número por dez ou vinte. Isso não é imprensa nanica. É um império midiático de proporções colossais. Tentem fazer uma ideia do custo global da operação, da extensão da mão de obra envolvida, da quantidade enorme de exemplares produzidos. 

“A ‘cumpanheira’ endoidou”

Parabéns, Mírian, você agiu com honestidade, esperamos que agüente o tranco.

“A ‘cumpanheira’ endoidou”. Esta é uma das versões que circula ou circulou entre a cúpula da subversão.

A outra é que a “cumpanheira” e jornalista Mírian Macedo, em decorrência das bárbaras torturas sofridas em 1973, teve uma repentina crise de amnésia.

A torturada, inexplicavelmente, não se recorda dos estupros, das tapas, dos chutes e dos choques elétricos que lhes foram aplicados pelos agentes da repressão.

A sua declaração circula pela internet, no seu blog, confessando que mentiu, descaradamente, por 30 anos ao alegar que havia sido torturada pela repressão.

O mito da imprensa nanica – 1

Os astros da mídia esquerdista eram os mesmos que brilhavam nos grandes jornais e revistas. Ocupavam os mais altos postos, mandavam e desmandavam nas redações. Muitos deles dividiam o tempo entre os bons empregos e o hobby revolucionário.

No seu texto de abertura, o site Mídia Alternativa ( http://midiaalternativabypc.blogspot.com/2007/04/jornal-opinio.html ) afirma: “Em toda a história, um punhado de grupos detiveram (sic) o poder dos meios de comunicação, veiculando o que lhes era de interesse e excluindo uma maioria, sem voz e sem imagem”. 

Capenga o quanto seja, a frase parece descrever literalmente a situação dos conservadores e cristãos hoje em dia, cem por cento excluídos dos grandes meios de comunicação e ali só mencionados em termos pejorativos e caricaturais, quando não francamente caluniosos e odientos; marginalizados, também, no meio universitário, e desprovidos de qualquer canal de expressão fora do universo bloguístico, onde se defendem como podem.