Economia


O custo cultural da regulação econômica

Vivemos em meio a uma revolução econômica. O fato de que ela tem nos engolido apenas gradualmente não a torna menos revolucionária. É uma revolução moral do mesmo jeito. Economia é uma questão moral. Não é uma questão sobre a qual os cristãos podem simplesmente concordar em discordar. É incrível a forma como muitos cristãos […]

Comunistas e a implosão do “Estado Burguês”


Richard Andrew Cloward e Francis Fox Piven.

Em 20 anos, para implodir o “sistema burguês” e se manter no poder fáustico, a canalha esquerdista criou cerca de 84 estatais e 39 ministérios prodigalizando regalias do tipo “auxílio- exclusão”, “seguro-defeso” e “Bolsa Família”.

O comunista Antonio Gramsci, “Il Gobbo”, ao perceber que a revolução bolchevique não passava de um inútil banho de sangue, levantou as principais coordenadas: “Primeiro” – disse ele – “você destrói a economia, depois destrói o Estado e, em seguida, acaba com a oposição. Aí, toma conta da sociedade. E a melhor maneira de destruir a sociedade capitalista é depravar sua economia”.

Como (não) tentar justificar o socialismo

Quase não há resposta à pergunta sobre quais são os argumentos a favor do socialismo, porque a maior parte dos argumentos dos socialistas não é em favor do socialismo, mas contra o capitalismo. Mais do que falhas econômicas, atribuem ao capitalismo supostos defeitos morais. Só que, nos últimos cem anos, os socialistas tiveram de ir mudando seus argumentos contra o capitalismo à medida que tais argumentos iam caindo. Vejamos:

1. Exploração
No século 19, Marx e Engels acusaram as empresas capitalistas de explorar seus trabalhadores mediante a suposta “mais-valia” que lhes era “extraída” (como uma chupada de sangue do Drácula). Porém, acontece que na Europa e Estados Unidos, os empregados e operários da Standard Oil, Shell, Ford, General Motors, General Eletric, e muitas outras empresas, não se tornaram cada vez mais pobres, como antecipava a profecia de Marx, pelo contrário, saíram da pobreza, e muitos prosperaram, dentro de poucos anos. Esse argumento contra o capitalismo caiu.

Pequenos ajustes não são suficientes

O socialismo parece reger-se pela “lei do pêndulo”: é o “ciclo econômico” descrito pelos economistas da Escola Austríaca, só que no plano político. Há duas fases.

Primeiro, o populismo desenfreado. Abre-se a fase expansiva na economia, com alta nos gastos estatais, e emissão de toneladas de papel-moeda. Protege-se a “indústria nacional”, por meio da concessão de subsídios e monopólios; desse modo criam-se empresas antieconômicas, e empregos artificiais. Aumenta o emprego estatal, e se decretam “planos sociais” para comprar votos. Além disso, relaxam-se as exigências para empréstimos, a fim de “estimular a demanda”, ou seja, o consumo, estilo Keynes.

Porém, se não há economia ou capitalização, não há desenvolvimento, nem crescimento. A economia fechada se torna ineficiente. E a bebedeira “social” termina em grande ressaca: estagflação (inflação com estagnação), desinvestimentos, com quebra ou fechamento de empresas, e desemprego em massa.

Gasto irracional e corrupção

Os socialistas querem fazer crer que “o Estado existe para redistribuir riqueza”, concedendo educação grátis, saúde e aposentadorias grátis, presentes e auxílios “para o povo!”

Grande mentira! Nada é “grátis” na vida. Pagamos os gastos do Estado com impostos. E entre as contribuições (e multas) “impostas” inclui-se a dívida do Estado, um imposto postergado; a inflação, um imposto disfarçado; e os confiscos de empresas e ativos econômicos a título de “expropriações”.

Porém a educação, a assistência médica, as pensões e, de modo geral, os serviços que o Estado presta são ruins e de má qualidade. As empresas do Estado costumam dar prejuízo. E para a economia privada o Estado também decreta cargas regulamentares, chamadas de “regulatórias”. E acabam não sendo muito produtivas. A fiscalização é selvagem. Na Argentina, por exemplo, os impostos levam uns 50% da economia formal! Em outros países a tributação se aproxima perigosamente desse número. Assim a pobreza resiste em desaparecer, porque a “recuperação” econômica nunca chega.

Cenário para 2016

E o que esperar de 2016? Mais do mesmo. Mais inflação, mais desemprego, mais desvalorização do câmbio.

O déficit público é a mais perfeita armadilha para caçar raposas. Este animal é tido por ser muito esperto e atilado e cheio de manhas e artimanhas para alcançar seus objetivos. Não trabalha em linha reta e é imprevisível, quando menos se espera dá o bote. Por isso os espertos da política são apelidados de “raposas”, expressão que é mesmo elogiosa vista do ponto de vista da finalidade da política, mas não da ética. Em geral, os “raposas” são seres sem escrúpulos.

A esperteza da raposa, todavia, é relativa, visto que ela cai frequentemente em armadilhas. As armadilhas para pegar raposas são as que contam com a sua esperteza, pois ela entra no buraco sem saída para pegar a isca sem ao menos se dar conta e se torna vítima fatal dos caçadores. Sempre foi assim. As raposas do PT acharam que poderia dar um “pelé” na lei da escassez e fabricar uma prosperidade artificial praticando déficits. Durou o período pré-eleitoral, quando ninguém ainda tinha se dado conta da esperteza posta em prática. Ao se revelar a verdade, o que se viu foi a raposice inteira presa à armadilha. O déficit público é a corda que está enforcando os espertalhões que praticaram o estelionato eleitoral.

Capitalismo, justiça social e… ignorâncias

Não é possível, em nenhum plano analítico, estabelecer uma equivalência moral entre o capitalismo e a dita “economia” socialista.
O sistema do planejamento central é, simplesmente, o reino do caos e da pobreza programada.

Alguns fala-baratos, pontificando em certos jornais online, vão dizendo que é “inconcebível” que um cabo-verdiano de origem humilde defenda as teses do (neo)liberalismo.

Politicantes como Júlio Correia ou Romeu Modesto vão, de resto, na mesma cantiga de embalar. Repetindo a farsa.

Na triste opinião desses cavalheiros, só os ricos, os “beneficiários” do sistema, em suma, podem ser…liberais ou defender o capitalismo.

Ora, isto é eticamente inqualificável e revelador de uma ignorância estarrecedora.

As falhas de Joaquim Levy


O Brasil está no pior dos mundos e o pior mesmo é que o governo está inerme.

O ministro Joaquim Levy está longe de ter posto em prática as medidas recomendadas pelo chamado “Consenso de Washington”, que poderiam liberalizar a economia brasileira e trazer de volta a prosperidade perdida. Mas ele fez ainda pior, ao abandonar o tripé de sustentação da saúde econômica do Estado, que bem ou mal foi seguido pela gestão do ex-presidente Lula. O desenvolvimentismo de Dilma Rousseff fez renascer a prática da irresponsabilidade fiscal com toda força, que trouxe o Brasil para a grave crise em que se encontra mergulhado. Assassinou o Plano Real.

A crise da Grécia


A Grécia tornou-se a prova viva do fracasso econômico das esquerdas políticas, cujo programa é seguido em toda parte.

As manchetes de todos os jornais do mundo, nos últimos dias, estão debruçadas sobre o caso da crise econômica da Grécia. Os jornalistas fingem que não sabem o que vai acontecer: quebradeira generalizada, desemprego astronômico, queda brutal do PIB, paralisação dos investimentos, fuga de capitais. Isso era possível de ser evitado? Não. A Grécia vem de muitos anos de irresponsabilidade fiscal, tendo a relação dívida/PIB explodido desde 2008, estando hoje em quase o dobro do produto.

A quebra da Grécia afetará o mundo? De forma alguma. A Grécia é um país pequeno e os únicos que sofrerão com o default serão os próprios gregos. Será como foi no caso argentino. Os gregos serão excluídos dos mercados internacionais, não poderão ter suprimento regular de suas necessidades de importação, o sistema bancário será destruído e a formação de poupança também. E, claro, não receberá investimentos externos.

Dos limões… a limonada

Quão raro e agradável é para o poderoso compreender as limitações do poder, verdadeiramente repudiar seu uso, com efeito, devolvê-lo às miríades de indivíduos que compõem a sociedade. Assim foi Ludwig Erhard, que fez mais do que qualquer outro homem ou mulher para desnazificar a economia alemã após a Segunda Guerra Mundial. Ao fazê-lo, ele deu origem a uma miraculosa recuperação econômica.

“Aos meus olhos”, confidenciou Erhard em Janeiro de 1962, “o poder é sempre entorpecente, é perigoso, brutal e, basicamente, até estúpido”.

Por qualquer mensuração, a Alemanha em 1945 era um desastre – derrotada, devastada, dividida e desmoralizada – e não apenas devido à guerra. Os nazistas, é claro, eram socialistas ( O nome nazi deriva da abreviatura de Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães), assim que por mais de uma década a economia tinha sido “planejada” de cima. Tinha sido atormentada com controle de preços, racionamento, burocracia, inflação, cronismo (capitalismo de “compadres”), cartéis, desperdício de recursos e comando governamental das indústrias mais importantes. Os produtores faziam o que os planejadores ordenavam. Servir ao estado era o valor mais elevado.