Economia


Cenário para 2016

E o que esperar de 2016? Mais do mesmo. Mais inflação, mais desemprego, mais desvalorização do câmbio.

O déficit público é a mais perfeita armadilha para caçar raposas. Este animal é tido por ser muito esperto e atilado e cheio de manhas e artimanhas para alcançar seus objetivos. Não trabalha em linha reta e é imprevisível, quando menos se espera dá o bote. Por isso os espertos da política são apelidados de “raposas”, expressão que é mesmo elogiosa vista do ponto de vista da finalidade da política, mas não da ética. Em geral, os “raposas” são seres sem escrúpulos.

A esperteza da raposa, todavia, é relativa, visto que ela cai frequentemente em armadilhas. As armadilhas para pegar raposas são as que contam com a sua esperteza, pois ela entra no buraco sem saída para pegar a isca sem ao menos se dar conta e se torna vítima fatal dos caçadores. Sempre foi assim. As raposas do PT acharam que poderia dar um “pelé” na lei da escassez e fabricar uma prosperidade artificial praticando déficits. Durou o período pré-eleitoral, quando ninguém ainda tinha se dado conta da esperteza posta em prática. Ao se revelar a verdade, o que se viu foi a raposice inteira presa à armadilha. O déficit público é a corda que está enforcando os espertalhões que praticaram o estelionato eleitoral.

Capitalismo, justiça social e… ignorâncias

Não é possível, em nenhum plano analítico, estabelecer uma equivalência moral entre o capitalismo e a dita “economia” socialista.
O sistema do planejamento central é, simplesmente, o reino do caos e da pobreza programada.

Alguns fala-baratos, pontificando em certos jornais online, vão dizendo que é “inconcebível” que um cabo-verdiano de origem humilde defenda as teses do (neo)liberalismo.

Politicantes como Júlio Correia ou Romeu Modesto vão, de resto, na mesma cantiga de embalar. Repetindo a farsa.

Na triste opinião desses cavalheiros, só os ricos, os “beneficiários” do sistema, em suma, podem ser…liberais ou defender o capitalismo.

Ora, isto é eticamente inqualificável e revelador de uma ignorância estarrecedora.

As falhas de Joaquim Levy


O Brasil está no pior dos mundos e o pior mesmo é que o governo está inerme.

O ministro Joaquim Levy está longe de ter posto em prática as medidas recomendadas pelo chamado “Consenso de Washington”, que poderiam liberalizar a economia brasileira e trazer de volta a prosperidade perdida. Mas ele fez ainda pior, ao abandonar o tripé de sustentação da saúde econômica do Estado, que bem ou mal foi seguido pela gestão do ex-presidente Lula. O desenvolvimentismo de Dilma Rousseff fez renascer a prática da irresponsabilidade fiscal com toda força, que trouxe o Brasil para a grave crise em que se encontra mergulhado. Assassinou o Plano Real.

A crise da Grécia


A Grécia tornou-se a prova viva do fracasso econômico das esquerdas políticas, cujo programa é seguido em toda parte.

As manchetes de todos os jornais do mundo, nos últimos dias, estão debruçadas sobre o caso da crise econômica da Grécia. Os jornalistas fingem que não sabem o que vai acontecer: quebradeira generalizada, desemprego astronômico, queda brutal do PIB, paralisação dos investimentos, fuga de capitais. Isso era possível de ser evitado? Não. A Grécia vem de muitos anos de irresponsabilidade fiscal, tendo a relação dívida/PIB explodido desde 2008, estando hoje em quase o dobro do produto.

A quebra da Grécia afetará o mundo? De forma alguma. A Grécia é um país pequeno e os únicos que sofrerão com o default serão os próprios gregos. Será como foi no caso argentino. Os gregos serão excluídos dos mercados internacionais, não poderão ter suprimento regular de suas necessidades de importação, o sistema bancário será destruído e a formação de poupança também. E, claro, não receberá investimentos externos.

Dos limões… a limonada

Quão raro e agradável é para o poderoso compreender as limitações do poder, verdadeiramente repudiar seu uso, com efeito, devolvê-lo às miríades de indivíduos que compõem a sociedade. Assim foi Ludwig Erhard, que fez mais do que qualquer outro homem ou mulher para desnazificar a economia alemã após a Segunda Guerra Mundial. Ao fazê-lo, ele deu origem a uma miraculosa recuperação econômica.

“Aos meus olhos”, confidenciou Erhard em Janeiro de 1962, “o poder é sempre entorpecente, é perigoso, brutal e, basicamente, até estúpido”.

Por qualquer mensuração, a Alemanha em 1945 era um desastre – derrotada, devastada, dividida e desmoralizada – e não apenas devido à guerra. Os nazistas, é claro, eram socialistas ( O nome nazi deriva da abreviatura de Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães), assim que por mais de uma década a economia tinha sido “planejada” de cima. Tinha sido atormentada com controle de preços, racionamento, burocracia, inflação, cronismo (capitalismo de “compadres”), cartéis, desperdício de recursos e comando governamental das indústrias mais importantes. Os produtores faziam o que os planejadores ordenavam. Servir ao estado era o valor mais elevado.

Greve dos professores no Paraná: enlutamento estratégico

A APP-Sindicato, na condição de braço do PT, NÃO LUTA pela educação e muito menos pela democracia, mas sim pelos interesses estratégicos do partido.

 
Não sou tucano, não tenho nenhum apreço especial pelo Sr. Beto Richa, não aprovo seus métodos para sanear a economia do Estado do Paraná e muito menos suas posturas pouco democráticas no trato de temas que afetam interesses específicos. Ademais, entendo que o PSDB, ressalvados posicionamentos pontuais de seus membros, é o colchão amortecedor das quedas do PT; é o cobertor que aquece os petistas quando eles estão com frio. Dito isso, farei um brevíssimo e insignificante comentário sobre a repercussão dos conflitos entre a Polícia Militar do Paraná e os professores e os “professores” da APP-Sindicato-PR.

A imprensa (por burrice ou malícia) e os intelectuais orgânicos (ligados direta e indiretamente ao PT) já marcaram posição no caso: foi um “massacre” contra os professores perpetrado pela força policial “fascista” do Governo TUCANO do Estado do Paraná. Sendo um massacre, só resta difundir a ideia de que o Paraná inteiro está de “LUTO” pela educação e, ora bolas, pelo “fim da democracia”.

Raymundo Damasceno na cúpula da religião biônica da ONU

O ex-presidente da organização revolucionária CNBB, Raymundo Damasceno, figura na lista dos dirigentes da Religions for Peace, a iniciativa das ONU para a criação de um governo mundial.

A Religions for Peace, anteriormente conhecida como World Conference on Religion and Peace, foi criada em 1970 na ONU como uma continuação do Parlamento das Religiões do Mundo (1893), a primeira iniciativa do projeto de governo global de dominar a fé mundial através de uma religião biônica.

Ética econômica e criação da prosperidade: para além dos mitos da esquerda – II

O desenvolvimento é o resultado de atitudes e valores positivos. De um certo ethos. E de instituições políticas que estimulam a inovação e a descoberta.

A mentalidade marxista é uma das principais causas do atraso nacional em Cabo Verde e atormenta, com o seu ranço anticapitalista e a sua mitologia avessa à liberdade individual, consciências e almas serôdias, gerando, assim, mil absurdos em vez de luzes e esclarecimento.

É uma herança miserável do velho “partido único”. Desde 1975, somando-se, aliás, ao corporativismo antiparlamentar adveniente do Estado Novo salazarista, “legitimado” pelo plebiscito de 1933.

Esparta ganha na Europa


Como bem disse Thomas Sowell: “Os fracassos do socialismo são tão evidentes que somente podem ser ignorados pelos intelectuais”.

 Está na hora de a Europa tomar consciência de que sua crise é a crise do socialismo.

Tal como era de se esperar, ganhou a esquerda na Grécia. Como não? Porém, o problema com a Europa é: e o que NÃO É esquerda? Em que país da União Européia hoje não impera o socialismo? Quando Sarkozy, supostamente de direita, governava a França, o gasto público já havia alcançado 57% do PIB e a dívida 125%. Ocorre-me que não parece definível a diferença entre esquerda e direita, além da confusão que impera como conseqüência de que a esquerda considera o fascismo de direita. Conforme esse critério, os Founding Fathers seriam considerados de extrema-direita. Ou seja, que de acordo com a esquerda, que monopolizou a ética, o respeito ao direito de propriedade e a busca da própria felicidade são os determinantes da desigualdade econômica.

Os novos pobres da teologia da libertação

Era necessário encontrar um novo tipo de “pobre”, pois não serviriam mais os tais “despossuídos” das décadas de 80 e 90.

Vocês já notaram que a “opção preferencial pelos pobres” foi desaparecendo ou se ressignificando no vocabulário da teologia da libertação” (TL)? Isto se deve a dois motivos principais:

– em primeiro lugar, à compreensão que o movimento revolucionário teve de que a “revolução sexual” era mais importante do que se imaginava a princípio, pois chegaram à conclusão de que era a família, e não propriamente a propriedade privada, a origem da psicologia do poder, verdadeira causa da desigualdade sócio-econômica.