Globalismo


Clinton: candidato a czar do Haiti?

Da última vez que se ofereceu para “ajudar” o Haiti, Clinton apoiou um déspota corrupto que fez negócios com democratas-chave e deixou o país mais empobrecido, desprovido desde o ponto de vista institucional e infestado de violência política.

Nas notícias sobre o Haiti das duas últimas semanas, as imagens de um aflito Bill Clinton têm sido quase tão constantes quanto as das próprias vítimas dos terremotos. O ex-presidente americano parece aparecer em qualquer lugar que se olhe, e expressar sua dor e prometer que transformará sua fundação na pedra angular de um amplo esforço de reconstrução.

A primeira república negra e a indústria da ajuda humanitária

Vale a pena atentar para um aspecto que aparentemente tem passado despercebido de comentaristas brasileiros: o da indústria da ajuda humanitária, que propicia às ONGs negócios da China.

Já li mais uma vez, não me lembro onde, a história de que o Haiti merece toda nossa consideração, já que foi a primeira república negra das Américas, nascida de uma revolta de escravos contra o colonialismo francês. É verdade que não foi a única bobagem sobre o país que veiculou a imprensa ontem. Um amigo deste Observatório me alertou para um artigo de um tal Mark Weisbrot, na Folha de S. Paulo, cujo título já é bastante significativo: O Brasil deve defender a democracia no Haiti. O articulista, que garante que o imperialismo norte-americano conspira contra as instituições democráticas naquele país, lembra o papel que o Brasil desempenhou recentemente, em defesa da democracia em Honduras, e, a partir daí, já não é necessário dizer mais nada para deduzir que também existem perfeitos idiotas anglo-americanos.

Grupos católicos são financiados pelo ateu George Soros

Um dos propósitos do dinheiro de Soros, diz Walker, é minorar a importância da questão do aborto entre os católicos e até mesmo fazer da defesa do direito ao aborto uma posição católica “respeitável”.

O papel fundamental da Igreja Católica na aprovação da legislação de reforma do sistema de saúde está passando por um sério escrutínio na mídia. Mas essa história tomou uma direção estranha. Revelou-se que George Soros, o bilionário que opera fundos de alto risco e que também é um famoso ateu, tem despejado centenas de milhares de dólares em grupos católicos “progressistas” que são personagens importantes nos debates nacionais acerca do sistema de saúde e de imigração.

True Lies III – Nada de novo em CopenGate

sn0w-deesOs leitores já notaram a onipotência, a arrogância e a petulância com que os ‘salvadores do mundo’ e ‘construtores do futuro’ falam? Ou melhor, não falam, pontificam sobre nós, os pobres comuns dos mortais que não passam de burros que nada sabem e precisam ser salvos por eles.

And lo it came to pass that in the last month of the last year of the second millennium God sent Algor into the wilderness to receive The Word and bade Algor to write God’s Words in a tome of Truth. God gave to Algor a terrible vision of melting glaciers, of oceans rising to inundate great cities, of storms raging across the land in the expression of God’s True Wrath. (…) “And lo, Dear God, what must we do to assuage your terrible wrath?” Algor asked of God. And God replied in a thunderous voice, “Go forth unto the multitudes and spread the word of my wrath so that man will atone for his terrible sins against the Mother Earth!
Klaus Roth – Excerpts from the Book of Moron [[i]]

Armas da liberdade

FestingerA grande mídia, hoje maciçamente concentrada nas mãos de mega-empresas globalistas, tem um papel fundamental na estupidificação das massas.

A coisa mais óbvia, na análise da História e da sociedade, é que, quando a situação muda muito, você já não pode descrevê-la com os mesmos conceitos de antes: tem de criar novos ou aperfeiçoar criticamente os velhos, para dar conta de fatos inéditos, não enquadráveis nos gêneros conhecidos.

Um “governo mundial” em gestação?

O mistério adensa-se. A “global governance” está a caminho. Qual será, porém, o equilíbrio de poderes?

John Gray, professor de Pensamento Europeu na London School of Economics, é autor de livros bastante “populares” sobre filosofia política e história das ideias.

O império mundial da burla

Os envolvidos nessa fraude são os mesmos apóstolos do imposto global, assim como os meios usados para ludibriar o público são os mesmos em ambos os casos: a propaganda maciça em escala mundial, travestida de “jornalismo”, e a supressão sistemática dos fatos indesejáveis.

“Tutto è burla nel mondo”
(Falstaff, na ópera de Verdi)

Até umas décadas atrás, o jornalismo refletia a convivência, ora pacífica, ora conflitiva, das três forças que determinavam a sua orientação: o orgulho profissional dos jornalistas, que concorriam entre si na tarefa de informar mais e melhor; os objetivos econômicos dos empresários de mídia; e os diferentes interesses políticos que, através desses dois grupos, disputavam a hegemonia sobre as redações. A variedade das combinações possíveis, num ambiente de concorrência capitalista e liberdade democrática (mesmo em situações políticas não totalmente democráticas), demarcava os perfis dos diferentes órgãos de mídia, desde os grandes jornais e redes de TV até os tablóides de propaganda ideológica e os programas radiofônicos das mais modestas estações do interior.

O latido em uníssono da mídia amestrada

Vejam o primarismo do texto que quer nos fazer crer que o voto do Lula, o palhaço principal do circo globalista, junto com outros atores traidores de suas respectivas pátrias, servirá para salvar o mundo.

Hoje, 56 jornais de 44 países dão o passo inédito de falar com uma só voz, por meio do mesmo editorial. Tomamos essa atitude porque a humanidade enfrenta uma séria emergência.
(Editorial de Zero Hora).

O fim das democracias européias

No novo Estado, “os direitos e deveres vinculados à cidadania da União [são] superiores àqueles vinculados à cidadania nacional [i.e. provincial] em qualquer caso de conflito entre as duas, por causa da superioridade da lei da União sobre a lei nacional [i.e. provincial] e as Constituições”.

Entrou em vigor ontem [1 de dezembro de 2009] o Tratado de Lisboa, que transforma a União Européia em um Estado autônomo. Embora muitos europeus ainda não se tenham dado conta, 500 milhões deles possuem agora um governo comum ao qual os governos de seus próprios países são juridicamente subservientes.  Desde ontem, os 27 Estados da UE foram reduzidos ao status de províncias.

Os nobéis ignóbeis

Enquanto o Sr. Obama fala em desarmamento nuclear, a Coréia do Norte joga um míssil sobre o mar do Japão, ameaça usar seu arsenal atômico e o Irã tenta desenvolver sua primeira bomba atômica para evaporar Israel do mapa.

Ainda me pergunto o porquê dos suecos terem dado o Prêmio Nobel da Paz ao Sr. Barack Obama. Nas palavras deles, os critérios de avaliação foram “a importância especial da visão e do trabalho de Obama para um mundo sem armas nucleares” e o “novo ambiente na política internacional”. Eu não nego meu estupor em ouvir essas justificativas, se bem que os resultados da Academia Sueca, pelo seu histórico nebuloso, não são totalmente supreeendentes. A paz, para os suecos, não é uma circunstância, um estado de equilíbrio em acordos diplomáticos e militares concretos; é um emaranhado de palavras vazias cheias de boas intenções. Será o frio da Suécia que causa isso? Os filmes chatíssimos de Ingmar Bergman? Ou será o esquerdismo gélido e insosso da social-democracia sueca, que na carência de revoluções internas violentas, quer fazer revolução totalitária na casa dos outros? O social-democrata é o comunista chique, o comunista light. Sua ligação com os movimentos revolucionários chega a ser algo masoquista: o social-democrata está para o comunista, assim como a mulher sexualmente reprimida está para a prostituta. Uma inveja a outra.