Colômbia: Santos perdeu, e deve renunciar



O ex-procurador-geral Alejandro Ordóñez, um dos titãs que lutaram contra os acordos que
garantiriam a impunidade ao narcoterror comunista. (Foto: RCN)


O NÃO dos colombianos significa que é necessário acabar o processo com as FARC, pedir a renúncia de Santos e de seu gabinete, e convocar eleições adiantadas.
Não tinham a derrota prevista. Inclusive Raúl Castro, que estava céptico sobre a conveniência de fazer um plebiscito na Colômbia, se deixou convencer por Juan Manuel Santos e os cabeças das FARC, e deu sua aprovação ao que eles pensavam que era um triunfo indubitável graças ao maquinário de fraude que montaram na Colômbia. Estavam seguros de que se repetiria o roubo eleitoral com o qual Santos ganhou a re-eleição [1].

Narco-terror comunista: Timochenko e sua estranha idéia do perdão

Sem haver entregado as armas, tendo ainda centenas de seqüestrados, sobretudo crianças, e sem haver sequer expressado um arrependimento real pelas desgraças que ocasionaram à Colômbia, as FARC serão premiadas por Santos, Obama e a União Européia.

Em vez de dizer
“peço perdão a todas as vítimas do conflito”, o chefe das FARC, Rodrigo Londoño, disse o contrário:
“Ofereço perdão a todas as vítimas do conflito”. Entenda quem puder. Ou melhor, entendamos o horror desse discurso pelo que realmente diz, não pelo que quiséramos que dissesse. Ao “oferecer perdão”, Timochenko diz que ele perdoa suas vítimas pelo que elas fizeram às FARC. Ele não diz o contrário. Não se ria. Essa teoria de que os colombianos somos culpados pelo que “fizemos às FARC” é moeda corrente entre alguns políticos. Há dois meses, o prefeito de Cali, Mauricio Armitage, que uma vez foi seqüestrado pelas FARC, escandalizou o país ao dizer:
“A guerrilha tem que pedir perdão, porém nós também que pedir perdão à guerrilha por havê-los conduzido a que estejam 60 anos “dando bala’”.

Colômbia: desacordo final em Cartagena

“Homenagem especial: teremos que prestar homenagem à memória e abnegação desse titã dos povos de nossa América, o presidente eterno Hugo Chávez Frías, sem cujo apoio e impulso inicial nada do que foi alcançado teria sido possível. Não há dúvida de que Bolívar e ele ainda têm muito que fazer na América”. Esta declaração de “Timochenko” (foto) na abertura da X Conferência guerrilheira das FARC, que ratifica a que fez no dia do encerramento do Acordo de Havana, tem que assombrar os venezuelanos porque ocorre que o titã sempre negou aqui ter a menor relação com as FARC cada vez que foi interpelado a respeito. Inclusive quando os computadores de Raúl Reyes confirmaram o affaire dos 300 milhões de dólares, quando encontraram lança-foguetes suecos e outras armas com etiquetas venezuelanas em acampamentos guerrilheiros, quando o chanceler Rodrigo Granda entre outros foi capturado em Caracas e assim ad infinitum.

As reflexões do Coronel Plazas Vega

“Eu não comungo com que se fale de renegociação de acordos de paz, porque acredito que com os terroristas não se negocia. São delinqüentes.”

Depois de 8 anos de estar recluso, a justiça o absolveu e, hoje, desde seu lar onde trata de se recuperar, conta como vê o país e o acordo de paz que se vai assinar com a guerrilha das FARC, e que atualmente não acredita nele, e reitera seu voto pelo “NÃO”.


Depois que o senhor saiu da reclusão, como tem sido sua vida? Em que refletiu?

 

Minha reflexão é profunda. A que níveis de perversão se chegou na Colômbia? Como é possível que sem ter cometido nenhum delito, tenha estado privado da liberdade por oito anos e meio, tenham destruído minha vida e a de minha família, e que que isto tenha sido feito por uns juízes da República? Mas não um ou dois juízes. É que quando se revisa o número de solicitações de liberdade que me negaram, de Cessação de Procedimento, de preclusão, de nulidade, direitos de Habeas Corpus, apelações, impugnações. São dezenas de recursos, sistematicamente negados mediante uma mentira diferente em cada caso.

Dilma, passe de mágica e “esquerda obsoleta”


O alívio da Srª Rousseff e do PT, outorgado pelo mesmo senado que acabava de destituir a presidente, sem dúvida está sendo celebrado pelos regimes bolivarianos da Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador e Nicarágua, que em boa medida dependem do PT brasileiro.

1. O Senado brasileiro, baseado em disposições constitucionais, acaba de destituir a presidente Dilma Rousseff, pertencente ao esquerdista Partido dos Trabalhadores (PT), que (des)governou o país durante mais de uma década. A maioria dos cidadãos brasileiros havia manifestado seu apoio à destituição, recorrendo previamente a reiteradas e massivas manifestações de rua. Sem sombra de dúvida, essa destituição constituiu uma má notícia para as esquerdas brasileiras e latino-americanas.

Os interesses econômicos da Suíça e a falsa paz na Colômbia


Para a Suíça tem sentido econômico apaziguar um governo cada dia mais autocrático.
Porém, o faz ao custo da democracia e do Estado de Direito na Colômbia.

Sobre o desarmamento das FARC

Se as FARC acreditam que os colombianos vão aceitar esse retrocesso e que elas vão chegar ao poder fingindo ser um partido como os demais, se enganam.

O desarmamento das FARC (no caso em que haja desarmamento real e completo, coisa que muito poucos acreditam factível) deve consistir não só na entrega física e visível e ante os olhos do país (não atrás de opacos biombos estrangeiros de duvidosa condição) dos fuzis, pistolas, granadas, morteiros, minas, explosivos, laboratórios de droga, veículos e aviões, e demais instrumentos de guerra em poder dessa organização. O desarmamento deve ser unilateral (nada de desmantelar simultaneamente o Estado e a Força Pública).

Colômbia: “Fora, forças estrangeiras!”

Jean Arnault (foto), chefe da Missão de Verificação da ONU na Colômbia, pretende fazer a opinião pública acreditar que a verificação dos “acordos de paz” de Santos com as FARC estará a cargo de 500 soldados estrangeiros, entre os quais ele pretende incluir, com a anuência do presidente Santos e dos chefes das FARC, nada menos que 50 soldados cubanos. Arnault simula que a chegada de tropas estrangeiras não estabelece nenhum problema de soberania nacional à Colômbia, e faz como se tal ato não constituísse uma violação brutal da Constituição e das leis da República da Colômbia.

Colômbia: balanço após 44 meses das negociações FARC-Governo


Uma coisa é a paz que convém ao país e outra a que convém aos mesquinhos interesses politiqueiros de Santos e sua camarilha
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Quarenta e quatro meses depois de conversações improdutivas para a Colômbia e muito positivas para o Plano Estratégico das FARC que impôs todas as condições sem dar nada em troca, o balanço parcial do até agora acordado é desalentador para o futuro da paz no país, para as relações internacionais do mesmo, para a projeção geo-política colombiana e para o desenvolvimento integral do país.

A nova política externa brasileira em descompasso com o Foro de São Paulo



Não gosto do José Serra nem do PSDB desde sempre, e nunca escondi isso. Entretanto, suas atitudes à frente do Ministério de Relações Exteriores, logo após a posse, têm-me agradado bastante e não posso deixar de reconhecê-lo. Durante os 13 anos de governos do PT o nosso Itamaraty funcionou com a mesma política do compadrio tosco, de ajudar a “cumpanherada” em detrimento dos interesses nacionais, criando embaixadas e consulados em republiquetas falidas de notórios ditadores, como estabeleceu o Foro de São Paulo (FSP). 

Desde que o processo de impeachment da presidente petista começou, os países-membros e organizações pertencentes ao Foro vêm se manifestando com a cantilena de que “é golpe”, mas cinco em particular, sobretudo porque acusam o Brasil daquilo em que são mestres, mereceram notas do novo chanceler: Cuba, Venezuela, Nicarágua, Equador e Bolívia. Nenhum desses países é regido por uma democracia, respeita a liberdade e os direitos individuais da pessoa humana, bem ao contrário, pois Cuba instalou uma ditadura sangrenta através de um golpe, a Venezuela sofreu vários golpes com o falecido Hugo Chávez (o primeiro, falido, em 1992) e agora com Nicolás Maduro, o mais afoito de todos, através de sucessivos golpes violando a Constituição e as leis do Tribunal Superior Eleitoral. Isso sem falar dos golpes por fraude eleitoral que praticaram Daniel Ortega da Nicarágua, Rafael Correa do Equador e Evo Morales na Bolívia.