Colômbia: balanço após 44 meses das negociações FARC-Governo


Uma coisa é a paz que convém ao país e outra a que convém aos mesquinhos interesses politiqueiros de Santos e sua camarilha
.

Quarenta e quatro meses depois de conversações improdutivas para a Colômbia e muito positivas para o Plano Estratégico das FARC que impôs todas as condições sem dar nada em troca, o balanço parcial do até agora acordado é desalentador para o futuro da paz no país, para as relações internacionais do mesmo, para a projeção geo-política colombiana e para o desenvolvimento integral do país.

A nova política externa brasileira em descompasso com o Foro de São Paulo



Não gosto do José Serra nem do PSDB desde sempre, e nunca escondi isso. Entretanto, suas atitudes à frente do Ministério de Relações Exteriores, logo após a posse, têm-me agradado bastante e não posso deixar de reconhecê-lo. Durante os 13 anos de governos do PT o nosso Itamaraty funcionou com a mesma política do compadrio tosco, de ajudar a “cumpanherada” em detrimento dos interesses nacionais, criando embaixadas e consulados em republiquetas falidas de notórios ditadores, como estabeleceu o Foro de São Paulo (FSP). 

Desde que o processo de impeachment da presidente petista começou, os países-membros e organizações pertencentes ao Foro vêm se manifestando com a cantilena de que “é golpe”, mas cinco em particular, sobretudo porque acusam o Brasil daquilo em que são mestres, mereceram notas do novo chanceler: Cuba, Venezuela, Nicarágua, Equador e Bolívia. Nenhum desses países é regido por uma democracia, respeita a liberdade e os direitos individuais da pessoa humana, bem ao contrário, pois Cuba instalou uma ditadura sangrenta através de um golpe, a Venezuela sofreu vários golpes com o falecido Hugo Chávez (o primeiro, falido, em 1992) e agora com Nicolás Maduro, o mais afoito de todos, através de sucessivos golpes violando a Constituição e as leis do Tribunal Superior Eleitoral. Isso sem falar dos golpes por fraude eleitoral que praticaram Daniel Ortega da Nicarágua, Rafael Correa do Equador e Evo Morales na Bolívia.

Carta do presidente do Venezuela Soberana ao ministro de Relações Exteriores do Brasil

Maduro e seus aliados temem que o exemplo brasileiro se estenda por toda a região e derrube seus projetos totalitários.

 Na Venezuela também há um processo um “impeachment”, porque o presidente Nicolás Maduro não pode, e não poderá comprovar sua nacionalidade venezuelana.

Excelentísimo
Dr. José Serra
Ministro das Relações Exteriores
Palácio do Itamaraty
República Federativa do Brasil.

Escrevo-lhe em meu nome e em nome da organização que represento, para parabenizar as instituições brasileiras por fazerem cumprir a Constituição de seu país ao realizar o “impeachment” de maneira tão oportuna, apropriada e transparente. Essa ação do Congresso constitui um exemplo para os povos da América porque mostra um Poder Legislativo autônomo e independente, que tem servido de contrapeso às aspirações autoritárias do Executivo.

Bye, bye, Dilma…

É relevante que os povos da região se rebelem contra o Foro de São Paulo. Porém, nada mudará na América Latina até que os Castro deixem o poder em Cuba. Por enquanto, bye bye, Dilma…

Em um fato político sem precedentes na região sul-americana, mais de dois terços da Câmara de um total de 513 deputados votaram a favor da destituição de Dilma Rousseff como presidente do Brasil. A derrota de Dilma foi, sem dúvida, o golpe mais duro ao que Hugo Chávez chamou de “Socialismo do Século XXI”, do qual são expoentes todos os governantes da região na atualidade, inclusive Juan Manuel Santos Stalin Kerenski que conseguiu o impossível: destronar Maduro em impopularidade.

A reunião Kerry-Farc em Cuba

O encontro do Secretário de Estado John Kerry em Cuba com os cabeças das FARC, articula conotações geopolíticas internacionais do interesse dos Estado Unidos sobre o Caribe, a linha política pacifista exterior de Barack Obama frente a países de tendência anti-ianque, e as conveniências partidaristas democratas no tenso período pré-eleitoral que se vive nos Estados Unidos. Isso foi o que pontuei em entrevista de análise política com o jornalista Carlos Montero, do programa Café CNN, que se transmite desde Atlanta, Geórgia, para as pessoas de fala hispânica do mundo.

Chamado ao Congresso dos Estados Unidos da América


Bandeira dos EUA é queimada durante evento em homenagem a Manuel Marulanda, o
“Tirofijo”, fundador das FARC, em setembro de 2008, na Venezuela.


Escrevo-lhes em meu nome e no das seguintes pessoas e organizações não-governamentais: Verdad Colombia, UnoAmérica, Ricardo Puentes Melo, diretor de “Periodismo sin Fronteras”, Jaime Restrepo, diretor da Asociación de Víctimas de las Guerrillas y del Terrorismo (AVGT), Fernando Vargas Quemba, diretor do Comité Nacional de Víctimas de la Guerrilla (VIDA), Libardo Botero, diretor do “Periódico Debate”, Darío Acevedo Carmona, historiador e professor universitário, pelos jornalistas Eduardo Mackenzie, Plinio Apuleyo Mendoza, Jaime Jaramillo Panesso e Andrés Candela. 

 

Iniciamos uma campanha através do Change.org solicitando ao Congresso dos Estados Unidos não prestar apoio nem político nem financeiro às negociações do governo de Santos com as FARC. Rogo-lhes ler o documento. Se estão de acordo, assinem. Também lhes peço que ajudem a difundi-lo por Twitter, Facebook, correio eletrônico ou por qualquer outro meio. Esta petição pode dar apoio e argumentos aos congressistas norte-americanos que já entendem a situação, ou àqueles que pensam que o apoio à “paz” é apoio à Colômbia. Ao finalizar a campanha encaminharemos a petição diretamente aos gabinetes de todos os congressistas dos Estados Unidos. Espero contar com sua ajuda. O texto do chamado ao Congresso é o seguinte:

 

Não proporcionem apoio financeiro ou político às negociações da Colômbia com a organização narco-terrorista FARC.

Colômbia: o autoritarismo vaidoso de Santos e a cessão da Isagén

O equilíbrio estratégico do que a Colômbia necessita para seu desenvolvimento industrial e comercial foi rompido, pois ele fica agora nas mãos de um distante grupo canadense que não pensa na Colômbia nem em sua bio-diversidade.

O presidente Santos fez, de novo, o que queria. Cedeu a uma multi-nacional canadense, por um punhado de dólares, um elemento capital da independência energética da Colômbia. A venda da Isagén não foi só uma “privatização”, como pretende a claque governante. Essa venda, que inclui as caras instalações de cinco plantas hidrelétricas e uma térmica, mais de 11.000 hectares de bosques, lagoas e rica bio-diversidade (com 92 espécies ameaçadas ou em vias de extinção), é uma operação administrativa irresponsável que terá repercussões políticas. É, em última instância, o maior crime que um mandatário tenha podido cometer contra a autonomia industrial, social e climática de seu próprio país.

Nova Assembléia venezuelana: mudanças que dizem respeito à Colômbia

A Colômbia é a primeira interessada e afetada pelo que ocorra na Venezuela a partir do momento em que a nova assembléia comece a desandar o longo trecho percorrido pelos comunistas.

Em que pese a discreta e fingida diplomacia inicial de ambos os lados em contenda, o contundente triunfo dos partidos da Mesa de Unidade Democrática sobre o chavismo nas recentes eleições parlamentares na Venezuela, aponta para o desenvolvimento de um complexo conflito de interesses políticos, ideológicos e partidaristas internos no país vizinho que por sua dinâmica tem muito a ver com a Colômbia, com ênfase em assuntos de relações internacionais, segurança nacional mútua, política de fronteiras, comércio bi-nacional, turismo, imigração e com especial atenção à latente tensão de uso da força militar ao ativar o Plano Guaicapuro contra a Colômbia. 

Colômbia: Plazas Vega dever ser absolvido – assine a petição

ABSOLVAM o Coronel Luis Alfonso Plazas Vega!

Petição à Sala Penal da Corte Suprema de Justiça

 

Em 6 de novembro de 1985, o grupo terrorista M-19, financiado por Pablo Escobar, tomou o Palácio da Justiça de Bogotá em uma tentativa falida de golpe de Estado, causando a morte de mais de 100 pessoas. O Presidente nesse momento, Belisario Betancur, ordenou ao Exército recuperar o Palácio, e foi assim que o Coronel Alfonso Plazas Vega encabeçou a defesa do Palácio, salvando 263 vidas. Depois de uma anistia que indultou todos os delitos do M-19, o Ministério Público iniciou, em 2007, um processo contra o Coronel Plazas pelo desaparecimento de 12 pessoas que supostamente haviam saído com vida do Palácio. Entretanto, dos 12 desaparecidos, casualmente 10 foram posteriormente identificados, alguns estavam vivos e outros figuravam entre os cadáveres recuperados do Palácio da Justiça no dia do atentado. O processo incluiu testemunhos falsos impulsionados por um membro do M-19. Houve até uma declaração da promotora, que disse ter recebido os testemunhos de alguém que havia participado da retomada do Palácio. Esta pessoa desmentiu ter feito tal declaração e explicou que jamais havia estado no Palácio da Justiça. Mesmo assim, em 2010, por essas “provas”, o Coronel Plazas foi condenado a 30 anos de cárcere.

Adeus à dinastia K?

 


Daniel Scioli (esq.) enfrentará Mauricio Macri (centro) no próximo 22 de novembro. A quem Sergio Massa (dir.) apoiará? (Foto AFP)

A Argentina foi às urnas em 25 de outubro de 2015 para eleger seu novo presidente da República. Embora tivesse tentado por todos os meios, Cristina Kirchner não conseguiu sua terceira eleição, como já fizeram seus camaradas do Foro de São Paulo Evo Morales, Rafael Correa, Daniel Ortega e Hugo Chávez, agora na pessoa nefasta de Nicolás Maduro.

 

Toda a imprensa nacional e internacional dava como favas contadas a vitória do candidato kirchnerista Daniel Scioli, porém, fartos de tanta roubalheira, inflação (que já atinge a casa dos dois dígitos), insegurança e miséria, os eleitores disseram não à continuidade levando dois candidatos ao segundo turno que acontecerá em 22 de novembro: o opositor Mauricio Macri, da aliança Cambiemos, e Scioli, do FpV (Frente para a Vitoria).