Argentina perto da Rússia, como no tempo da URSS e da guerra das Malvinas

Os representantes do governo argentino, Agustín Rossi e Sergio Berni, ao longo do ano assinaram em Moscou um vasto leque de acordos de cooperação russo-argentina, informou o jornal Clarín, de Buenos Aires.

Nem mesmo durante a Guerra das Malvinas se tinha visto uma aproximação tão intensa.

Um dos convênios visa à realização, pela primeira vez na história, de exercícios militares conjuntos entre os exércitos russo e argentino.

Outro convênio estabelece que os policiais de ambos os países trabalharão associados na perseguição aos narcotraficantes.

Cuba, entre Eisenhower e Obama

A ruptura de relações entre os Estados Unidos e Cuba foi uma decisão da Casa Branca, que pôs um ponto final ao deterioro das relações entre os dois países.

 

O presidente Dwight Eisenhower, na nota executiva referia a respeito: “É minha esperança e minha convicção de que em um futuro não muito distante será possível que a amizade histórica entre nós encontre uma vez mais seu reflexo em relações normais, de todo tipo”. A parte final do documento apontava: “Enquanto isso, nossa simpatia está com o povo de Cuba que agora sofre sob o jugo de um ditador”.

 

Eisenhower, tampouco o futurólogo mais qualificado, podia pressagiar que os Estados Unidos restabeleceria relações diplomáticas com uma Cuba que cinqüenta e cinco anos depois mostra a penosa distinção de contar com dois ditadores e não com um, como sucedia em 3 de janeiro de 1961.

Obama sacramenta o império castro-comunista




Embaixada dos EUA é reaberta em Cuba no mesmo prédio onde deixou de funcionar, há mais de 50 anos.

No dia 20 de julho o presidente Obama selou com o ditador Raúl Castro o fim das hostilidades entre os dois países, reabrindo suas antigas embaixadas nos mesmos edifícios onde funcionavam antes. Da noite para o dia, Cuba foi cirurgicamente higienizada dos cartazes que antes xingavam e mandavam àquele lugar o país do Tio Sam. Nas ruas uns comemoravam, enquanto outros, lúcidos, diziam não acreditar em mudança real e benéfica para o povão, o cubano “a pé”. E estavam cobertos de razão.

A rainha das testemunhas falsas

 

Quem é Ángela María Buitrago?

 

Após a vitória pírrica que ela obteve ao fazer Ricardo Puentes Melo fugir da Colômbia, um dos jornalistas de investigação mais intrépidos e honestos do país, após conseguir que um tribunal embargasse seu domicílio, medida de grande violência social e psicológica, alguns tratam de mostrar a ex-promotora como uma eficiente funcionária cujas investigações “foram reconhecidas inclusive pela justiça internacional”.

 

Não existe isso. Em agosto de 2010, o Promotor Geral, Guillermo Mendoza Diago, pediu a renúncia da senhora Buitrago porque as investigações que ela pretendia monopolizar, todas de militantes que defenderam o país na luta contra os narco-terroristas do M-19, e de alguns funcionários e políticos acusados de “para-política”, estavam mal instruídas ou estancadas.

Colômbia: um jornalista forçado ao exílio


É inadmissível que alguns, para se vingar de um jornalista independente e para proteger certos interesses políticos, queiram se desfazer de Ricardo Puentes e destruir o importante espaço de liberdade que ele criou.

O Ministério Público acaba de cometer um novo atropelo judicial contra a liberdade de imprensa na Colômbia. O jornalista
Ricardo Puentes Melo, diretor do conhecido portal web
Periodismo sin Fronteras, de Bogotá,  (
N.do.E.: e colaborador do
Mídia Sem Máscara) é objeto neste momento de um processo no qual careceu da possibilidade de se defender. As acusações contra ele não são só absurdas senão que, além disso, o juiz da causa antecipou a pena e impôs uma sanção econômica desproporcional, sem que o processo tenha culminado, ao decretar o embargo da casa onde o jornalista vivia e trabalhava.

O juiz argumentou que esse embargo é destinado a garantir o pagamento da indenização que a demandante exige do demandado. Em conseqüência, Ricardo Puentes teve que abandonar seu domicílio e está frente a um julgamento que rompe com as garantias processuais mais clássicas, entre elas a presunção de inocência. Esse processo põe em perigo a existência pessoal, civil e laboral do jornalista.

Os mistérios do navio chinês

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“É uma operação absolutamente normal de cooperação comercial e militar”, assegurou Hua Chunying, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China.

No dia 21 de abril, um juiz de Cartagena permitiu à embarcação Da Dan Xia zarpar para Cuba. O navio chinês permaneceu retido durante um mês e meio, depois que a Polícia Anti-narcóticos encontrou 15 conteiners com explosivos escondidos entre caixas de cereal. Argumentando que o material bélico era um risco para as pessoas, o juiz autorizou a partida do navio à ilha. Entretanto, o mistério ronda o caso, porque o capitão do navio está detido em La Heroica porque não se destruiu o carregamento e porque desde há quase uma década apreendeu-se de bandos criminosos mais de 12 mil armas chinesas.

As negociações diabólicas na Colômbia


O massacre do Cauca apresenta-se depois da decisão de Santos, em março, de suspender os bombardeios aéreos das bases das FARC, como prêmio pela promessa que os guerrilheiros fizeram de um cessar fogo em dezembro.

A execução de 11 soldados colombianos antes do amanhecer de 15 de abril no estado do Cauca por parte das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), está se convertendo em um momento definidor para o presidente Juan Manuel Santos. O mandatário apostou sua presidência às negociações de paz com as FARC, porém as conversações, que agora se encontram em seu quarto ano, polarizaram um país que costumava estar unido contra os rebeldes.

Com o massacre no Cauca a divisão aprofundou-se e o ressentimento latente do público explodiu ante o que alguns vêem como a submissão de seu comandante-em-chefe à guerrilha. Dias depois dos assassinatos, em uma marcha em Bogotá para honrar os heróis militares, o presidente enfrentou uma onda de vaias.

Compromisso de Cochabamba, antítese do Foro de São Paulo

18 de março de 2015.
Cochabamba, Bolívia

Quem somos?
Somos uma equipe de liberais clássicos de vários países latino-americanos, Espanha e EUA. Muito variada também na sua composição: entre nós há políticos ativos, estudantes, técnicos e profissionais, empresários, economistas e investidores, intelectuais e artistas, militares e policiais, juízes e advogados, esportistas, professores e mestres, médicos e enfermeiras, padres, rabinos e sacerdotes, e também donas de casa, agricultores, empregados e trabalhadores.

Qual é nosso COMPROMISSO?
Nós, liberais clássicos, partidários de um governo limitado, do livre-mercado e da propriedade privada, nos comprometemos firmemente a terminar com a hegemonia cultural e política do Foro de São Paulo na região. E para esse propósito, também nos comprometemos:

Igualdade, cegueira da liberdade

Os mais recentes fatos políticos na Venezuela mostram que o presidente Maduro prendeu outro opositor, o Sr. Antonio Ledezma, atual prefeito de Caracas e apreendeu outras 53 pessoas durante os primeiros dois meses do ano. Esses fatos lamentáveis, como bem os podemos considerar, estão tendo um aspecto favorável. Esse fator favorável é que pôs à luz do dia, e por conseguinte ante o mundo, a realidade da tendência totalitária do governo venezuelano, enquanto que por mais de cinqüenta anos ela foi ignorada na Cuba de Castro.

 

Tanto assim que ao tempo em que se põem de manifesto os fatos mencionados na Venezuela, o governo dos Estados Unidos pretende reiniciar relações com o governo de Cuba. Assim, já teve lugar reuniões de representantes dos Estados Unidos com o governo mais criminoso que apareceu na América Latina. E mais ainda, não obstante que Raúl Castro já manifestou que não haverá nenhuma mudança no sistema de governo cubano, está programada a visita do vice-presidente dos Estados Unidos, John Kerry, ao Uruguai, para se entrevistar com Raúl Castro.

A hora do ultraje

Eduardo Mackenzie analisa o seqüestro do Gen. Alzate.

 
Sob o comando do presidente Juan Manuel Santos, as Forças Armadas, e os demais organismos do Estado encarregados da segurança do país, estão vivendo uma de suas piores épocas. O que ocorreu ao General Rubén Darío Alzate, comandante da Força-Tarefa Conjunta Titã, com jurisdição no Chocó, uma enorme e rica região com saída para dois oceanos e por isso mesmo estratégica para a segurança da Colômbia, deixou o país atônito.

O súbito e insólito seqüestro do General Alzate, em 16 de novembro passado, por parte de um grupo minúsculo das FARC, e a forma que adquiriu, 14 dias depois, a liberação dele e de seus dois acompanhantes, o Cabo primeiro Jorge Rodríguez e a advogada Gloria Urrego, não consegue ser digerido por ninguém.