China: a maior reforma agrária da História

Era preciso tirar a China comunista da miséria e estagnação. E em 1957 o líder comunista Mao Tsé Tung lançou o chamado Grande Salto Adiante, um inumano esforço igualitário para tirar a economia socialista daquela situação. Foi de um desastre para outro muito pior. Mao descobriu que o país andava sobe duas pernas: a industrial […]

Mao Tsé-Tung: “A revolução não é uma festa”

Mao Tsé-Tung morreu há quarenta anos.
Maria João Marques recorda a vida e o legado do “grande timoneiro” e explica porque os chineses pouco choraram a sua morte.

Quando na manhã de 9 de setembro de 1976, há quarenta anos, os autofalantes espalhados pelas ruas das cidades chinesas informaram, “com a mais profunda tristeza, que o Camarada Mao Tsé-Tung, o nosso estimado e amado grande líder”[i] morrera durante a madrugada, dias depois do seu terceiro ataque cardíaco em quatro meses, os chineses não ficaram surpreendidos. Durante os milénios da história chinesa os fenómenos naturais haviam sido sempre obedientes a informar as populações sobre a manutenção, ou não, do mandato do Céu pelos governantes. Inundações, terramotos e colheitas destruídas? Eram sinal inequívoco de que a dinastia perdera o favor do Céu e que as populações, seguindo os ensinamentos de Mêncio, poderiam substituir os governantes que tinham perdido a virtude.

China: cardeal ataca a falsa “pax” sino-vaticana; Xi Jinping sugere mais repressão a opositores

Se por acaso for afirmado um acordo entre a China comunista e a Santa Sé, ele virá com “a aprovação do Papa”. Mas nem mesmo nesse caso os fiéis estarão obrigados a levá-lo em consideração, se julgarem “em consciência” que é “contrário à fé”, instruiu o Cardeal Joseph Zen, arcebispo emérito de Hong Kong, noticiou o site “Vatican insider”.

O Cardeal lidera a resistência católica à falsa “pax sino-vaticana” que parece estar tomando forma durante encontros silenciosos de funcionários comunistas chineses com representantes do Vaticano com o aval do Papa Francisco.

O alto prelado salesiano exortou os católicos chineses a adotar uma atitude de resistência diante de acordos e praxes pastorais combinados entre Pequim e o Vaticano, ainda que aprovados pelo pontífice romano.

China: tráfico de vacinas vencidas e perigosas apavora a população

O caso não era novidade alguma, mas os protestos foram tantos que o governo fingiu reprimir.

Milhões de chineses descobriram estarrecidos que estavam sendo vacinados com substâncias ineficazes e até perigosas, noticiou o jornal “Le Monde”.

As autoridades chinesas anunciaram a prisão de uma farmacêutica e de sua filha, que vendiam há cinco anos vacinas vencidas ou mal conservadas, avaliadas em 307 milhões de reais.

China: da Grande Muralha de pedra à “Muralha de Fogo”

Protesto em frente à New York Public Library, pedindo liberdade de expressão e fim da censura na China.

O escritor Murong Xuecun, que morou em Lhasa, capital do Tibete, estava conversando com um amigo chinês, que lhe perguntou: “Você sabia que os tibetanos estão ateando fogos em si mesmos?”

China declara “ciberguerra”

Mais de 40 mil homens trabalham para modelar a Internet segundo deseja Pequim.

O Exército Popular de Libertação da China comunista tornou público que entraria na “guerra digital”, registrou a revista Atlantico.

O pretexto alegado foi que “forças hostis do Ocidente e uma minoria de traidores ideológicos” apontados com o dedo são “inimigos” que usam a Internet para atacar o Partido Comunista Chinês.

Corrupção generalizada, instrumento da opressão comunista

Em fevereiro, o governo socialista de Pequim ordenou a execução de cinco empresários que haviam formado grandes fortunas, de acordo com o site FranceTVinfo. Entre eles, o milionário da indústria mineira Liu Han, seu irmão e três sócios.

É impossível formar uma grande fortuna sob um regime socialista nivelador sem ter importantes cumplicidades com o seu sistema hegemônico.

“As desigualdades econômicas são incompatíveis com o socialismo”. Essa foi a causa invocada pelos ideólogos marxistas para produzir a maior chacina da História. Porém, necessidades concretas impostas pelo progresso mundial do comunismo exigem por vezes uma tolerância do regime para com capitais privados.

A maior greve da história da China

Seu tênis é Adidas, Nike, Converse, Puma, Asics ou New Balance? Pagou mais, ou menos por ele? Pouco importa, pois todos saem do imenso conglomerado Yue Yuen Industrial Holdings de Dongguan, na China. A super-fábrica faz toda espécie de tênis para as grandes marcas internacionais.

O capital é taiwanês, mas os operários produzem no regime de escravidão que impera na indústria chinesa, com salários miseráveis e condições de trabalho inaceitáveis em outros países.

China: “política do filho único” continua, apesar do discurso oficial

A lei da planificação familiar vem sendo aplicada com extremos de desumanidade desde 1979 e teria impedido 400 milhões de crianças de nascer.

O Partido Comunista da China anunciou que flexibilizará o controle da natalidade da população, a “política do filho único”, que dizima o país há 34 anos, informou a Folha de São Paulo.

A decisão e outras ordens emitidas pelo Comitê Central do Partido Comunista chinês, na primeira reunião geral sob o comando do novo presidente Xi Jinping, foi divulgada pela agência de notícias estatal Xinhua.

Segundo a Xinhua, os casais estão autorizados a ter dois filhos, se um dos cônjuges for filho único.

China: 2 milhões de censores da internet

Uma mensagem indesejada publicada na internet chinesa pode levar apenas cinco minutos para ser deletada, e, no máximo, 24 horas.

A China tem dois milhões de pessoas vigiando a internet, contingente maior que o das Forças Armadas do país, informou a Folha de São Paulo. O número foi divulgado pelo jornal estatal Beijing News.

Ele oferece uma rara pista para dimensionar o exército secreto usado pelo governo para controlar e censurar a rede dentro do país e no exterior.