A disputa sino-japonesa

É possível que estejamos testemunhando uma manobra pela qual estão sendo psicologicamente mapeadas as posições estratégicas do Japão e dos Estados Unidos.

A segunda e a terceira dentre as maiores economias – e também as duas nações mais importantes da Ásia – continuam envolvidas em uma disputa territorial em torno de cinco ilhotas. Quais são as possíveis consequências dessa disputa? Há uma guerra no horizonte? Essa atual contenda não é algo fácil de deslindar. Os chineses não são conhecidos pela franca objetividade estratégica. Sendo assim, quando eles começam a concentrar esforços para uma determinada finalidade, é necessário cogitarmos se não há algo mais em jogo. Talvez seja algo que tenhamos esquecido.

China, 2011: recorde em repressão e tortura

Na China, 2011 foi o pior ano da última década sob o prisma dos direitos humanos. 3.832 dissidentes foram encarcerados, tendo 159 deles sido repetidas vezes torturados, alguns ficando aleijados para sempre.

86% dos encarceramentos não tiveram pretexto legal algum, e em outros 6% dos casos a base legal foi contestável.

Esses dados foram registrados no Relatório Anual da organização Chinese Human Rights Defender, que monitora o estado da dissidência no país.

Poluição chinesa impede ver a Terra, mas ONGs só condenam empresas ocidentais

A ditadura comunista já fez saber à comunidade internacional que enquanto seu desenvolvimento o exigir, nada fará para corrigir a intoxicação que prejudica seus cidadãos-escravos e o ar do planeta.

A NASA publicou uma imagem da névoa de poluição que impede qualquer visibilidade sobre a imensa planície do norte da China. A poluição é tão grave que pode ser verificada a milhares de quilômetros no espaço, noticiou “Il Corriere della Sera”.

A visibilidade na superfície ficou limitada a 200 metros, impedindo a partida normal dos voos no aeroporto da capital chinesa.

China: dissidente não é mais “problema”: desaparece logo

Os “direitos humanos” não causam muita preocupação quando não se trata de um agente de destruição. Por isso, governantes e chefes de Estado fogem regularmente de falar deles nas suas visitas à China.

E, se alguém reclamar esses direitos, o governo marxista já concebeu um método de eliminação talvez não menos cruel que o fuzilamento: o “desparecimento” puro e simples. O método deixa mais à vontade os amigos de Pequim.

A Grande Fome de Mao

“Mas não é simplesmente a extensão do número de mortos que conta, mas também como essas pessoas morreram. Não é que as pessoas morressem de fome porque não havia comida disponível. A comida era na verdade usada como uma arma para forçar as pessoas a cumprirem as tarefas atribuídas pelo Partido.”

UnMondeLibre: Estamos felizes em publicar hoje (7 de outubro de 2010) uma entrevista que o professor Frank Dikötter da Universidade de Hong Kong concedeu a Emmanuel Martin, que acaba de publicar um livro intitulado “Mao’s Great Famine : The History of China’s Most Devastating Catastrophe” (“A Grande Fome de Mao: A história da catástrofe mais devastadora da China”- 2010, Bloomsbury, Londres; Walterbook, New York).

Emmanuel Martin: Professor Dikötter, sua obra trata das conseqüências do “Grande Salto Para Frente”, iniciado por Mao na China. Qual era a idéia, o objetivo deste “Grande Salto Para Frente”?

China: mudanças que não mudam

Atualmente até os bispos da igreja oficial — de obediência ao governo — estão na mira do Partido Comunista.”

“O que teme o partido é que haja uma fusão entre a busca dos valores espirituais e a tensão dentro da sociedade. Existe nisso algum nexo. Esta tensão aparece em situações que são relativamente pouco conhecidas, mas na China há anualmente 180 mil rebeliões sociais.”

Há anos que a China se tornou uma unanimidade. Como todas as unanimidades, em que entra a propaganda, junto a banalidades – repetidas como grandes dados do saber – esgueiram-se mistificações e inverdades.

Pergunte-se o leitor o que ouve dizer sobre a China nos meios de comunicação ou nas rodas de conversa de que participa.

A “cultura” do suicídio na China

Há evidência clínica que indica que após um aborto podem se apresentar atitudes suicidas devido à dor da perda e a depressão. Além disso, a preferência pelo varão nas zonas rurais leva ao infanticídio e ao aborto seletivo de meninas. A doutrina de Confúcio, como filosofia e religião, é a influência cultural mais importante da China. A atitude para a morte, inclusive o suicídio, tem a ver com virtudes confucianas.

O aborto está fortemente associado ao incremento de suicídios

56% das mulheres que se suicidam no mundo são chinesas. Uma média de 280.000 pessoas tiram a própria vida a cada ano no país (uma morte a cada dois minutos), das quais mais de 150.000 são mulheres, segundo dados do Ministério da Saúde chinês.

A farsa olímpica

A farsa da cantora-mirim na abertura das Olímpiadas demonstra o pensamento comunista em relação ao indivíduo.

Medalha de Ouro na categoria de “Maior Mentiroso do Mundo” para o Partido Comunista Chinês!
 
Não pôde ser mais expressivo e cruel o show de engodo materialista-dialético proporcionado ao mundo pelo ditatorial Partido-Governo da República Popular da China na abertura espalhafatosa dos Jogos Olímpicos Beijing 2008.
 
O indivíduo e a sua dignidade foram solenemente pisoteados pela China perante os olhos estupefatos do mundo. Enganado que foi sobre quem realmente cantou a canção “Ode à Pátria”, dublada por uma menina chinesa classificada pelo Partido Comunista Chinês como de “boa aparência”, o mundo ignorava que a dona da verdadeira voz que escutávamos, pertencia ao que o mesmo Partido taxou de “menina feia”, a qual foi devidamente obrigada a ficar escondida atrás dos bastidores enquanto cantava. Eis o que os comunistas de todas as cores entendem por Direitos Humanos.
 
Pois que com isso exibiram a melhor aula do que significa na prática o “materialismo dialético”!
 
Para eles, não existem Direitos Humanos para o indivíduo humano, mas somente para uma dita “sociedade humana”, por mais abstrato que tal conceito possa parecer aos olhos de uma pessoa de bom senso.
 
O indivíduo é compreendido pela doutrina comunista como uma mera e material “peça de engrenagem” sem valor algum em si mesmo, ou seja, para os comunas somos apenas um “pedaço de carne” com alguma ou nenhuma utilidade, conforme a aparência.
 
A “menina de boa-aparência” por isso encarnou bem o “espírito” materialista do PC Chinês, inclusive mimetizando perfeitamente a conhecida expressão facial plastificada, arrogante e pretensiosa dos membros do Partido Comunista Chinês, os quais, diga-se de passagem, não respeitam nem os próprios cabelos brancos, pois que os pintam de preto diariamente até a hora da suas mortes… Realmente foi escolhida a dedo!
 
Que pena! A China moderna é construída assim… De imagens grandiosas e falsidades bem trovadas, mas por baixo do tapete são apenas entulho e lixo fedorento. Isto é o que hoje significa
 
Bem-vindo à “MADE IN CHINA”!
 
A arrogância, mendacidade e covardia do Partido Comunista Chinês é tanta e tão virulenta, que a ordem para a “dobradinha” farsesca veio apenas horas antes do show, obrigando o Diretor Musical, contratado para a preparação da Abertura dos Jogos Olímpicos, o cidadão francês, Sr. Chen Qi Gang, a aceitar inaudito escândalo de crueldade para com duas crianças que nada têm a ver com a ideologia porca de adultos, a começar com a de seus pais que permitiram que elas participassem de tamanho vexame e humilhação.

Yang Peiyi (à esq.), a verdadeira cantora, foi substituída por Lin Miaoke na cerimônia.
AFP/Agência Xinhua

Já pensou?

A história caminha e a China está bombando seu crescimento numa surpreendente versão do capitalismo posto a serviço do totalitarismo.

Parte ativa de um vastíssimo processo de acomodação de forças determinado pela globalização, a China se agiganta no contexto da economia internacional com a força de um player peso pesado. A atual curiosidade sobre o país excede, em muito, a que existia ao tempo dos mistérios e brumas resguardados pela Grande Muralha.

Nunca é demais lembrar que a partir de 1949, quando o comunista Mao Zedong finalmente derrotou os nacionalistas do Kuomintang, essa mesma China repartiu com a União Soviética os amores e os suspiros ideológicos de praticamente toda a esquerda mundial. Centenas de camaradas daqui, inclusive o núcleo central da Ação Popular e, posteriormente, da Guerrilha do Araguaia, foram buscar treinamento militar em Pequim. Em 1967, Jean-Luc Godard acabou sendo profético ao retratar no filme “La Chinoise” a influência da Revolução Cultural e do comunismo chinês sobre a burguesia estudantil francesa que se levantaria em Nanterre e na Sorbonne no ano seguinte. Em certo momento do filme, a personagem Véronique, em consonância com as receitas dos livrinhos vermelhos que se empilhavam no apartamento, afirma: “Eu botaria uma dinamite na Sorbonne, no Louvre e na Comédie Française”. O Livrinho Vermelho dessa China maoísta substituía a Playboy no banheiro da rapaziada daqueles anos muito loucos.

O tempo passou. Após a queda do Muro de Berlim sobreveio algo ainda mais inacreditável: a Grande Muralha arrombou seus portões aos investimentos estrangeiros. O capitalismo já havia chegado à Rússia, é verdade. Mas para a China ele se mudou com armas, bagagens, tecnologia, máquinas, marcas e grifes. A economia do país, crescendo segundo taxas anuais assustadoras, incontroláveis, será a segunda força mundial bem antes de 2020, suplantando o conjunto dos 27 países da União Européia. E, em seguida, ultrapassará a economia norte-americana. No livro “Cuentos Chinos”, publicado em 2005, o argentino Andrés Oppenheimer prenuncia que a hegemonia mundial, em meados do século, estará repartida entre China e Estados Unidos. 

E a velha esquerda não democrática, como fica? Hoje está bem nítido que o anti-americanismo é seu grande fator de unidade, levando-a a abraçar-se com o que há de mais retrógrado no planeta – ditadores africanos, terroristas islâmicos, narco-guerrilheiros colombianos e por aí afora. Esses laços de ternura anti-americanistas ficaram evidentes na recente visita de Lula ao Vietnã, quando nosso homem no exterior transbordou entusiasmo ao lembrar o êxito vietnamita na guerra contra os EUA: “Fiquei tão orgulhoso da vitória quanto os próprios vietnamitas (…) foi a vitória dos oprimidos. E nós nos sentimos co-participantes e muito orgulhosos do significado para a humanidade da vitória de vocês”. A tal grande vitória dos oprimidos matou, logo após, mais de dois milhões de seres humanos, mas acho que o co-participante Lula estava tão orgulhoso que não ficou sabendo.

Contudo, a história caminha e a China está bombando seu crescimento numa surpreendente versão do capitalismo posto a serviço do totalitarismo. É um capitalismo do pior feitio, sanguinário, destituído de quaisquer escrúpulos, que teria causado engulhos ao mais ganancioso empresário manchesteriano do século 19. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos enfrentam uma poderosa força destrutiva interna, que ataca seus valores e seu sistema. E pode acabar se tornando, num mundo bi-polarizado com a China, a versão política e ideológica domesticada pela velha esquerda, sendo por ela adotado como única alternativa remanescente. Já pensou?