O Estado de São Paulo


Sociologia do jornalismo: o episódio do MAM e as criaturas que infestam as redações

Comentário do autor, Cristian Derosa: A “performance” apresentada no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) que expôs um homem nu à apreciação de crianças e adolescentes gerou protestos, mas a jornalista Rita Lisauskas, do Estadão, reagiu, no Twitter, com ironia à justa indignação do público. Em sua mente “jornalisticamente correta”, soa absurdo que […]

Caso de polícia: homossexuais passam HIV de propósito

Manchetes de grandes jornais destacaram no final de semana que adeptos das práticas homossexuais estão trocando ideias de como infectar mais pessoas com o HIV. Segundo essas notícias, blogs homossexuais compartilham até dicas de como transmitir o HIV, o vírus que causa a AIDS.

No entanto, embora o conteúdo das notícias seja claramente homossexual, suas manchetes livram os homossexuais de culpa. Por exemplo, a manchete do jornal O Estado de S. Paulo diz: “Os homens que passam HIV de propósito.” Não muito diferente, a manchete do jornal Zero Hora diz: “Homens passam HIV de propósito e preocupam autoridades em saúde.”

Ora, essas manchetes, e outras, deixam claro que há um crime, mas tiram os homossexuais da fogueira. Quem é jogado nela são os homens.

Multiculturalismo e estupidez criminosa

Hoje em dia, contra os cristãos, vemos no mundo inteiro: discriminação social, institucional, corporativa, legal, supressão da atividade missionária, imposição de conversão forçada a outras religiões e supressão da adoração pública.

O filósofo alemão Eric Voegelin nos diz que ninguém tem o direito de ser estúpido. A estupidez, quando praticada, é algo que pode nos trazer infortúnios. Segundo ele, não há qualquer direito básico ou liberdade na letra da constituição nos garantindo o direito de criar problemas para nós mesmos, apesar de não ser necessariamente um crime ser um inveterado praticante da estupidez individual. Todavia, quando o sujeito começa a ser estúpido ao ponto de causar danos a muitas pessoas (especialmente se tratando dos milhares, ou mais), passa-se então a falar da estupidez criminosa.

Falando nisso, o jornalista e homem da direita multicultural-liberal (sic), Gustavo Chacra, disse de modo retumbante que tudo o que foi dito sobre o martírio de cristãos é uma sórdida mentira. A fonte dele é nada menos que a BBC, a rede cujo anticristianismo só não é óbvio a quem nunca ouviu falar em BBC. Embora somente o fato de o jornalista ter usado autofagicamente a BBC para falar sobre tal assunto já nos habilitasse a chamá-lo de um autêntico estúpido de intensidade criminosa, temos alguns outros agravantes:

O previsível Veríssimo

Deixa de ser charlatão, Veríssimo.
Acabou-se o tempo em que você e outros impostores ganhavam por WO.

O escritor Luís Fernando Veríssimo tornou-se reconhecido por suas crônicas adocicadas para colegiais do ensino fundamental. Foi o bastante para que achasse poder ir além e tornar-se um crítico político: acabou apenas consolidando-se como um defensor das ideologias mais espúrias.

No Estadão de ontem (13), ele usa seu estilo literário escolar a serviço de sua militância, fazendo um joguinho de palavras com um suposto significado lisonjeiro da palavra “incrível”, em contraposição à tendência pejorativa de “inacreditável” para com isto dar um toque engraçadinho ao escárnio dos valores conservadores do povo brasileiro e à advocacia do nefasto programa Mais Médicos, do PT. 

O editorial é do Estadão ou da Caros Amigos?

O que pode explicar a vergonhosa atuação dos jornalistas brasileiros na cobertura das primárias republicanas nos EUA? Bruno Pontes analisa editorial do Estadão e a cobertura da Rede Globo.

Começou o processo de escolha do candidato republicano que enfrentará Barack Obama em novembro. As editorias internacionais da nossa imprensa já estão esculhambando o pessoal cafona dos Estados Unidos que não pensa igual ao pessoal bacana das redações aqui no Brasil, como fez o sujeito que escreveu o editorial do Estado de São Paulo de 10 de janeiro intitulado “Republicanos medievais”. Vejamos então como pensa o editorialista e sigamos o seu exemplo para não cometermos a gafe da defasagem intelectual:

A empulhação de Celso Ming

Muito longe de ter resolvido a crise de 1929, o New Deal, de inspiração keynesiana, a prolongou, tornou mais cruel o sofrimento dos cidadãos e contribuiu em grande medida para a eclosão da 2ª Guerra Mundial.

Em sua coluna no Estadão do dia 13 de novembro de 2011, o jornalista Celso Ming perfila tamanho rol de sandices no artigo “Apertar ou desapertar” que quase me vejo sem saber por onde começar a desmascará-las.

Como é que jornalistas feitos e famosos entregam-se à sabujice ideológica em detrimento do dever de dizer a verdade é uma daquelas perguntas dignas de serem feitas a um bom psiquiatra – ou a um bom detetive.

PT, Farc e a imprensa

Ora, a manchete relevante é que o partido governante está mancomunado e associado aos maiores produtores e traficantes mundiais de cocaína. Nossos jornais, todavia, ignoraram o tema por anos a fio. São parte do problema.

Foi preciso que José Serra e seu vice, Índio da Costa, fizessem declarações peremptórias sobre a ligação do PT com as FARC para que a notícia finalmente ganhasse a página principal dos grandes jornais paulistas. O segredo de Polichinelo foi finalmente revelado. Até o Foro de São Paulo foi comentado pelo Estadão de hoje. Não dá mais para a imprensa mentir descaradamente sobre esse fato maiúsculo.

Carta aberta ao Estadão sobre “Guerra ao terror”

Nem vale a pena perder tempo em criticar “Avatar”, que não passa de um amontoado de clichês politicamente corretos bem embalado em novos recursos tecnológicos. Agora, “Guerra ao Terror” é um bom filme, independentemente de sua filiação ideológica, que, a bem da verdade, não é tão explícita quanto sugere Bolognesi.

Senhores,

Não se sustenta a análise que Luiz Bolognesi fez sobre “Guerra ao Terror” e “Avatar” na pág. D-4 do Caderno 2 de hoje. Desde o início, o crítico evidencia o seu parti-pris: já no segundo parágrafo afirma que “Avatar” é interessante por ser “propaganda de esquerda”. Bem, Bolgnesi achar interessante a propaganda de esquerda é compreensível, considerando-se o caldo de cultura em que o Brasil está mergulhado, mas de ele achar interessante a ser interessante de fato a distância é muito grande. Achar que a premiação foi ideológica porque não brindou o filme de esquerda, não significa que o prêmio tenha sido dado a um filme que faz o elogio da máquina de guerra norte-americana, o que “Guerra ao Terror” não faz. Na verdade, Hollywood parece ter feito uma opção pela maturidade, deixando de premiar essa diluição de “O senhor dos aneis” que, no fundo, é a essência de “Avatar”.

Quero uma ideologia para viver…

Ou seja, a culpa de quem impede a concretização das políticas de Obama cai nos ombros de um movimento a-partidário, já rotulado como “oposição organizada”, quando não passa de uma resistência informal de pessoas que simplesmente querem ser deixadas em paz.

…pelo menos é o caso deste texto de Patrícia Campos Mello, publicado em seu blog no Estadão, a respeito dos tea-parties. Trata-se de um primor de desinformação, encharcado de “preconceito ideológico”. Obviamente, a ideologia aqui em questão é a “obamista”, e seu relato sobre a resistência dos tea-parties – adjetivada com os clichês de sempre, como “direitista”, “radical”, “histérica”, etc. – mostra também um medo que prova que tal movimento pode se tornar cada vez mais representativo nos EUA.

Covardia do Estadão sobre a Confecom

A simples idéia de fazer a conferência é um mal em si; realizá-la é apenas um passo para a destruição do capitalismo de livre empresa no Brasil. Dizer que o contrário, como fez o editorial, é acariciar a cascavel antes do bote. Uma postura mais pusilânime diante da gravidade dos fatos seria impossível ao jornal.

Pode-se combater a ameaça de uma cascavel preparada para o bote acariciando-lhe a cabeça? Ou um leão caçando, afagando a sua juba? Pois foi mais ou menos isso que o jornal Estadão fez em dois editoriais sobre a CONFECOM, que quero aqui comentar. Na verdade, o título aqui mais apropriado seria algo da série que tenho escrito, do tipo “Estadão mente sobre a CONFECOM“. Faço a concessão porque sei que o Estadão, outrora tão odiado pelas esquerdas enquanto “barão da mídia”, está morrendo de medo, como de resto todos os empresários do setor. A mídia, desde o início, devia ter sido a vanguarda de resistência contra a tomada do poder pelos leninistas, mas se acovardou. Agora está em xeque e sua própria sobrevivência como negócio sofre ameaça imediata, no estilo daquela feita por Hugo Chávez na Venezuela e pelo casal Kirchner na Argentina.