FARC e ELN: tiroteios e mortes entre esquerdistas

 PCC-FARC e o ELN abriram outra vez seu volumoso livro de carnificinas.

Juan Manuel Santos comprou o Prêmio Nobel

Graça Salgueiro, em seu programa Observatório Latino, na Rádio Vox, lembra do discurso proferido por Joseph Stálin há 64 anos.

Colômbia: Missão cumprida (para as FARC)


Ao centro, Pablo Catatumbo, terrorista das FARC, discursando em Havana.

 

Lendo as 297 páginas da capitulação de Havana, as FARC conseguiram o que vieram predicando e se ajusta sem equívocos aos ditados do Foro de São Paulo do qual tomo só alguns exemplos por razões de espaço. “O objetivo é conseguir em todos e cada um dos países da América Latina uma via chilena ao socialismo como a tentada por Allende, porém com final feliz”, adotando as lições da experiência da Unidade Popular antes e durante o governo de Salvador Allende no Chile de 1970 a 1973.

Cuba, Bolívia, Venezuela e Equador: a fonte secou

Nosso governo lixava-se para uruguaios, paraguaios, argentinos, bolivianos, equatorianos, venezuelanos, nicaraguenses e cubanos. Sua solidariedade se dirigia aos governantes desses países.

Assim como o Renascimento deve muito à atividade dos mecenas, membros abastados da elite daqueles tempos, assim também existe, há anos, um mecenato político vermelho. Nesse sentido, está a merecer estudo a atividade da Secretaria de Relações Internacionais do PT. Foi dali que saiu o senhor Marco Aurélio (top top) Garcia para determinar, até bem pouco, tudo que realmente importava no Itamaraty. Graças a essa interferência de um partido nas relações externas do Brasil, nosso governo, desde 2003, esteve para os articulados no Foro de São Paulo mais ou menos (não é uma analogia perfeita) como a Rússia para seus países satélites.

A Constituição inaudita



Juan Manuel Santos, Raúl Castro e o narcoterrorista Timoleón Jiménez, o “Timochenko”, líder das FARC.

A Colômbia de julho de 2016 é como a Venezuela de dezembro de 1999: o abismo está ante nossos pés. O “sim” nos lançará no vazio. O NÃO” nos permitirá manter os pés em terra firme.

Esta será, talvez, uma das votações mais fraudulentas da história da Colômbia. O presidente Santos quer que os colombianos votem “sim” no plebiscito, um sim que quererá dizer, segundo ele, “sim à paz”. Na realidade, os que votem sim ou os que se abstenham de contradizer Santos, estarão ajudando aos que tomarão esse sim como um sim a outra coisa: não à paz verdadeira senão a uma nova Constituição, a uma constituição monstruosa, espúria, não-democrática, defensora da impunidade e da injustiça, redigida às escondidas, que prolongará a guerra e nos afundará na miséria mais tenaz.

Tá ruim mas tá bom

O Itamaraty deveria declarar não-reconhecimento à autoridade da UNASUL e de países como Cuba, Venezuela, Bolívia e Equador, governados por ditadores ou postulantes a ditadores.

A reação oficial ainda está distante de uma reação justa e necessária.

É digno de nota que o Itamaraty tenha “repudiado” as declarações dos governantes da Bolívia, do Equador, da Venezuela e de Cuba, além da Unasul, que se recusam a reconhecer o presidente Michel Temer e insistem em chamar o processo constitucional do impeachment de golpe.[1] Contudo, a atitude do Itamaraty ainda está longe, muito longe, do realmente necessário.

Diálogos de paz na Colômbia: a guerra primeiro, a política depois

spNenhum país, por sólidas que sejam suas instituições cívicas, está isento destes indivíduos que pensam que a gestão pública é um campo de batalha, na qual o uso de qualquer arma está justificada.

Nas propostas e operações políticas mais tolerantes e plurais, subjazem, em algumas ocasiões explicitamente, certas expressões de violência que às vezes se concretizam gerando um ambiente de confrontação que pode derivar de cruentos conflitos, situação na qual é aplicável a expressão de Carl von Clausewitz de que “a guerra é a continuação da política por outros meios”.

Por sorte, para benefício do cidadão e da comunidade, a maioria dos que incursionam na gestão pública são partidários do debate de idéias e propostas. Rechaçam qualquer manifestação de violência além das paixões que a controvérsia gera, e são partidárias da conciliação por meio do diálogo e das negociações.

Simón Trinidad e a vingança das FARC

As FARC estão novamente reconstruídas graças a um falso “processo de paz”, e estão pressionando a justiça americana e ao próprio presidente dos Estados Unidos para que libertem Simón Trinidad (foto).

Os assaltantes trabalharam em segurança, sem correr riscos e aproveitando a escuridão da noite. A matança foi executada em poucos minutos, sob um fogo cerrado de fuzis de assalto. Duas famílias camponesas que estavam festejando o ano novo em suas humildes residências, foram baleadas de maneira miserável. Dezesseis pessoas ficaram sem vida e seis outras foram gravemente feridas. Entre os mortos havia quatro crianças e seis mulheres. “Não gritaram nada, não nos avisaram nada, simplesmente se limitaram a disparar contra minha casa, na qual estávamos pelo menos umas 15 pessoas”, pois havia ali uma festa familiar, contou Felipe Amaya, um dos sobreviventes, que perdeu um filho de oito anos. Entre os feridos havia três crianças e três adultos, quase todos com feridas de bala no tórax, em braços e pernas.

Ao comemorar 25 anos, o Mercosul mostra a quem serve

Rodolfo Nin Novoa e María Solange Díaz durante a apresentação do selo comemorativo dos 25 anos do Tratado de Assunção que criou o MERCOSUL. (Foto: Pablo Vignali)

No dia 25 de abril, a presidência pro tempore do MERCOSUL, na pessoa do chanceler uruguaio Rodolfo Nin Novoa, realizou um evento no prédio da instituição para comemorar os 25 anos do Tratado de Assunção que estruturaria a criação do bloco inicialmente formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Estiveram presentes os chanceleres e vice-chanceleres dos países membros, além dos deputados que compõem o Parlasul – Parlamento do MERCOSUL -, incluindo a Venezuela que foi adicionada ao bloco ilegalmente, quando da suspensão do Paraguai em 2012.

Curiosa reunião semi-secreta em Bogotá


Esperam que uma “comissão da verdade” diga que as FARC sempre foram os bons do processo.

Os assistentes ao seminário adotaram a linha de Havana: o que há no Brasil é uma “tentativa de golpe de Estado da direita reacionária” e deve-se reeleger Lula.

Como a Venezuela não enviou delegados ao seminário, ninguém pôde perguntar pela militarização desse país com ajuda da Rússia. Idêntica frente à compra recente de armas pesadas da Nicarágua a Putin.