Diálogos de paz na Colômbia: a guerra primeiro, a política depois

spNenhum país, por sólidas que sejam suas instituições cívicas, está isento destes indivíduos que pensam que a gestão pública é um campo de batalha, na qual o uso de qualquer arma está justificada.

Nas propostas e operações políticas mais tolerantes e plurais, subjazem, em algumas ocasiões explicitamente, certas expressões de violência que às vezes se concretizam gerando um ambiente de confrontação que pode derivar de cruentos conflitos, situação na qual é aplicável a expressão de Carl von Clausewitz de que “a guerra é a continuação da política por outros meios”.

Por sorte, para benefício do cidadão e da comunidade, a maioria dos que incursionam na gestão pública são partidários do debate de idéias e propostas. Rechaçam qualquer manifestação de violência além das paixões que a controvérsia gera, e são partidárias da conciliação por meio do diálogo e das negociações.

Simón Trinidad e a vingança das FARC

As FARC estão novamente reconstruídas graças a um falso “processo de paz”, e estão pressionando a justiça americana e ao próprio presidente dos Estados Unidos para que libertem Simón Trinidad (foto).

Os assaltantes trabalharam em segurança, sem correr riscos e aproveitando a escuridão da noite. A matança foi executada em poucos minutos, sob um fogo cerrado de fuzis de assalto. Duas famílias camponesas que estavam festejando o ano novo em suas humildes residências, foram baleadas de maneira miserável. Dezesseis pessoas ficaram sem vida e seis outras foram gravemente feridas. Entre os mortos havia quatro crianças e seis mulheres. “Não gritaram nada, não nos avisaram nada, simplesmente se limitaram a disparar contra minha casa, na qual estávamos pelo menos umas 15 pessoas”, pois havia ali uma festa familiar, contou Felipe Amaya, um dos sobreviventes, que perdeu um filho de oito anos. Entre os feridos havia três crianças e três adultos, quase todos com feridas de bala no tórax, em braços e pernas.

Ao comemorar 25 anos, o Mercosul mostra a quem serve

Rodolfo Nin Novoa e María Solange Díaz durante a apresentação do selo comemorativo dos 25 anos do Tratado de Assunção que criou o MERCOSUL. (Foto: Pablo Vignali)

No dia 25 de abril, a presidência pro tempore do MERCOSUL, na pessoa do chanceler uruguaio Rodolfo Nin Novoa, realizou um evento no prédio da instituição para comemorar os 25 anos do Tratado de Assunção que estruturaria a criação do bloco inicialmente formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Estiveram presentes os chanceleres e vice-chanceleres dos países membros, além dos deputados que compõem o Parlasul – Parlamento do MERCOSUL -, incluindo a Venezuela que foi adicionada ao bloco ilegalmente, quando da suspensão do Paraguai em 2012.

Curiosa reunião semi-secreta em Bogotá


Esperam que uma “comissão da verdade” diga que as FARC sempre foram os bons do processo.

Os assistentes ao seminário adotaram a linha de Havana: o que há no Brasil é uma “tentativa de golpe de Estado da direita reacionária” e deve-se reeleger Lula.

Como a Venezuela não enviou delegados ao seminário, ninguém pôde perguntar pela militarização desse país com ajuda da Rússia. Idêntica frente à compra recente de armas pesadas da Nicarágua a Putin.

As FARC insistem em ser um partido armado


Não houve assinatura “da paz” em 23 de março. Nesse dia houve, ao contrário, fato raríssimo, uma pacífica manifestação de jovens intrépidos em frente à embaixada dos Estados Unidos em Bogotá, com cartazes em inglês e espanhol. Protestaram pela linha de concessões extremas às FARC que o Secretário de Estado John Kerry respalda e pela recente reunião dele, a portas fechadas, em Havana, com os chefes narco-terroristas.

Colômbia: Santos e as FARC contra a democracia


Santos cumprimenta “Timochenko”, líder das FARC, com o “beneplácito” de Raul Castro.

As FARC exigem a demolição de toda a oposição liberal, conservadora e centrista contra os planos pactuados em segredo com Santos em Havana.
As FARC exigem essa destruição.

1. As manobras desesperadas de Juan Manuel Santos em curso contra o ex-presidente Álvaro Uribe (a captura injustificada de seu irmão Santiago, a tentativa de deter arbitrariamente os dois filhos do ex-presidente e senador, e as intimidações contra o ex-ministro Oscar Iván Zuluaga, presidente do partido Centro Democrático – CD), não é um capricho de Santos, nem o resultado de trâmites legais dentro do Ministério Público. É o resultado de compromissos secretos que Santos pactuou com as FARC no marco do processo de paz. Há uma relação direta entre esse mal-chamado “processo de paz” e ofensiva bestial de Santos contra o senador Uribe, sua família e o maior movimento político de oposição do país, o CD.

Terrorismo do ELN está sincronizado com as FARC

A onda de terror desatada nas últimas semanas por parte do ELN contra os colombianos é uma ação sincronizada e planejada em Cuba e Venezuela, por parte dos cabeças das FARC e ELN.


Em entrevista transmitida simultaneamente pelos canais RCN e NTN24 da televisão colombiana para o resto do mundo, no dia 16 de janeiro, conversei pelo jornalista Jefferson Beltrán, do reconhecido programa La Noche dirigido por Claudia Gurissati, para analisar a inexplicável presença do senador esquerdista Iván Cepeda em uma homenagem ao sacerdote terrorista do ELN Camilo Torres em El Carmen de Chucurí, os nexos do ELN com as FARC na atual onda terrorista, os crimes de lesa-humanidade destes bandos terroristas contra os colombianos e a incidência destes fatos no desenrolar das conversações de paz em Havana, Cuba.

 

Em minha exposição, pontuei:

Colômbia vs. FARC: o que revelam os incidentes de El Conejo

AS  FARC mostraram que podiam amarrar o Exército em um setor-chave de nossas fronteiras. O que acontecerá da próxima vez?

No dia 18 de fevereiro, o Exército da Colômbia perdeu uma batalha contra as FARC. Entraram massivamente com ajuda interna e externa no município de Fonseca (Guajira) e realizaram, durante várias horas, um barulhento ato de propaganda armada e de intimidação. Não mataram nem seqüestraram ninguém, parece, mas humilharam e aterrorizaram o país. O Exército da Colômbia durante essa obscura jornada não moveu um dedo para impedir esse atropelo.

 

O Exército foi paralizado, pois aceitou ser paralizado. Hoje seus chefes devem estar envergonhados com o espetáculo miserável que deixaram a população civil de Fonseca e de El Conejo totalmente à mercê de esquadras de narco-terroristas armados até os dentes.

A chapa está esquentando

No artigo anterior eu havia comentado que o ano de 2015 havia fechado com reveses para o Foro de São Paulo e agora parece que o cerco está se fechando, embora isso não signifique, de maneira alguma, que o fim dessa organização criminosa esteja chegando.

Aqui no Brasil as operações de incontáveis nomes e etapas realizadas pela Polícia Federal, estão chegando perto do chefão mas ainda é cedo para cantar vitória. Entretanto, embora tenha sido divulgado no Brasil mas sem qualquer repercussão (oxalá, fizeram uma “operação abafa”), o delegado que assina o relatório da “Operação Acarajé” cita com firme convicção que a empresa Odebrecht pagou propina ao ex-secretário de Transportes do governo Cristina Kirchner, Ricardo Jaime – que hoje (25.02) foi processado por “malversação de dinheiro público” em irregularidades no reparo de vagões de trem da empresa Belgrano Norte -, e Ollanta Humala, ninguém menos que o presidente do Peru, apadrinhado e eleito pelo Foro de São Paulo.

Venezuela: sem alimentos, sem energia, sem esperança

Os venezuelanos não estão “sentindo o Bern (1), porque o socialismo os levou da prosperidade à miséria sem esperança. Quem sabia que a história se repetiria uma e outra e outra vez. Primeiro as lojas esgotaram o papel higiênico. Depois não havia mais leite. Agora, as lojas não têm sequer energia elétrica.

Os venezuelanos estão acostumados à severa escassez de óleo de cozinha, fraldas e outros produtos de primeira necessidade. Mas aqueles que desejam comprar o que puderem encontrar tiveram uma nova surpresa desagradável esta semana.

Encontraram os shoppings às escuras e fechadas num regime de racionamento de energia do governo.

“Isso é loucura, isso não é a solução!” disse Nataly Orta, 48 anos, na porta trancada do shopping Lider no leste de Caracas.

As autoridades ordenaram a mais de 250 shopping centers para encontrarem outras fontes de energia a partir de 13:00 às 15:00 horas e novamente de 19:00 às 21:00, para os próximos três meses.

Também não há alimentos nem medicamentos, de modo que isso apenas simplifica as coisas.

De acordo com dados publicados pelo jornal El Tiempo, há uma escassez de 90% em bens de primeira necessidade, como farinha, café, açúcar e carne, e de 80% de medicamentos.

Rosalba Castellano, 74 anos, passou horas esta semana no que se tornou uma rotina desesperada para milhões: esperar em longas filas para comprar o alimento que estiver disponível. Ela conseguiu apenas dois litros de óleo de cozinha.

“Eu esperava comprar papel higiênico, arroz, massas,” disse ela. “Mas você não pode encontrá-los.” Sua única escolha será caçar os produtos em preços elevados no mercado negro. O governo, disse ela, “está nos colocando num sofrimento selvagem”.

“Nossos alimentos apodrecem sem eletricidade, e é triste porque é tão difícil encontrar comida aqui”, disse a vizinha do Sr. Chacin, Sasha Almarza. “Quando conseguimos encontrar algum na loja, nós comemos tudo no mesmo dia.”

A saúde universal não está funcionando muito bem também.

Num hospital, no extremo oeste deste país sitiado, a crise econômica teve um efeito desagradável na semana passada: Seis crianças morreram porque não havia medicamentos suficientes  nem respiradores funcionando.

Há poucos dias no Hospital Universitário de Maracaibo, na segunda maior cidade da Venezuela, os pacientes ficavam  em leitos sem lençois em quartos com pisos sujos. Não havia água corrente, remédios, material de limpeza ou alimentos. Fezes flutuavam nos banheiros. Médicos ali disseram que membros de gangues vagueam pelos corredores, obrigando os médicos mal pagos e perseguidos a se trancar nos consultórios para evitar assaltos.

“Parece que este hospital está sob o cerco”, disse Dora Colmenares, uma cirurgiã de fígado. “Precisamos urgentemente de ajuda humanitária.”

Medicina socializada. É uma assassina. Existem soluções, mas os socialistas só conhecem um tipo de solução.

A Assembleia Nacional, agora controlada pela oposição, declarou uma emergência alimentar na quinta-feira, numa tentativa de estimular o governo do presidente Nicolás Maduro, entre outras coisas, a facilitar o controle de preços que criaram escassez de tudo, desde medicamentos à carne.

Maduro, contudo, está executando o seu próprio tipo de emergência. O insano líder de esquerda e ex-motorista da Venezuela indicou os juízes do Supremo Tribunal de forma a dar a si mesmo o poder infinito, mesmo depois de perder as eleições legislativas.

O Supremo Tribunal do país deu ao Sr. Maduro poderes especiais que lhe permitem o controle direto sobre o orçamento e mais liberdade para intervir em empresas privadas.

Porque a melhor maneira de corrigir uma bagunça Socialista é, com mais socialismo. Mas você não pode dizer que Maduro não aprendeu nada de Obama.

Sr. Maduro deu dicas sobre várias iniciativas políticas. Na semana passada, ele abriu uma conta no Facebook. “Quero expandir minha presença direta nas mídias sociais”, ele postou, acrescentando duas fotos.

A oposição só quer que ele saia.

A oposição da Venezuela anunciou que lançará discussões domingo com o objetivo de elaborar um procedimento legal dentro de algumas semanas para derrubar o presidente Nicolas Maduro, a quem culpam pela crise econômica do país rico em petróleo.

Parlamentar proeminente da oposição Freddy Guevara disse no Twitter: “Amanhã vamos começar uma discussão sobre o processo constitucional para conseguir uma mudança de governo.”

Maduro e seus companheiros não vão seguir qualquer constituição. Não mais do que Obama faz. Eles estão dirigindo um narco-estado socialista com seguidores fanáticos. A coisa tá ficando feia.

(1) Trata-se do hashtag da campanha do socialista Bernie Sanders: “Feel the Bern” (Sinta o Bern).

Tradução: William Uchoa