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Juan Manuel Santos comprou o Prêmio Nobel

15 de outubro de 2016 - 21:03:43

Graça Salgueiro, em seu programa Observatório Latino, na Rádio Vox, lembra do discurso proferido por Joseph Stálin há 64 anos e reitera a importância de livros como ‘A Hidra Vermelha’, de Carlos Azambuja, para a compreensão da atual conjuntura e de fatos como o vergonhoso Prêmio Nobel dado a Juan Manuel Santos.

E novamente destaca os fatos apontados por Lia Fowler ligados à premiação do presidente colombiano.

Camaradas!

Permitam-me agradecer, em nome do nosso Congresso, a todos os partidos e grupos irmãos, cujos representantes honram nosso Congresso com sua presença, e também aos que enviaram mensagens de saudação ao Congresso obrigado por suas cordiais felicitações, por seus votos desejando-nos êxito e por sua confiança.

Para nós, é especialmente valiosa esta confiança, porque é indicativa de apoiar nosso Partido em sua luta pelo futuro radiante dos povos, em sua luta contra a guerra e em sua luta pela manutenção da paz.

Seria um erro pensar que nosso Partido, por haver-se convertido em uma força poderosa, já não necessita de apoio. Isso não é certo. Nosso Partido e nosso país sempre necessitaram e necessitarão da confiança, da simpatia e do apoio dos povos irmãos do mundo.

A característica distintiva deste apoio consiste em que cada partido irmão, ao apoiar as aspirações pacíficas de nosso Partido, demonstra também estar apoiando a luta de seu próprio povo pela manutenção da paz. Quando o proletariado inglês, em 1918-1919, em plena agressão armada da burguesia inglesa à União Soviética, organizou a luta contra a guerra sob a palavra de ordem “Fora as mãos da Rússia”, apoiou, antes de tudo, a luta de seu próprio povo pela paz, e apoiou também a União Soviética.

Quando o camarada Thorez e o camarada Togliatti declararam que seus povos não farão a guerra contra os povos da União Soviética, estão apoiando, antes de tudo, os operários e camponeses da França e Itália que lutam pela paz, e estão apoiando também as aspirações pacíficas da União Soviética. A peculiaridade deste apoio mútuo se explica porque os interesses de nosso Partido não contradizem, senão que, pelo contrário, se fundem, com os interesses dos povos amantes da paz.

No que respeita à União Soviética, seus interesses são absolutamente inseparáveis da causa da paz mundial. Naturalmente, nosso Partido não pode ficar em dívida com os partidos irmãos, e deve, por sua vez, prestar-lhes apoio e também a seus povos em sua luta pela libertação e pela manutenção da paz.

Como é sabido, e é isso exatamente o que se está fazendo. Depois que nosso Partido tomou o poder em 1917 e depois que adotou medidas efetivas para liquidar a opressão capitalista e latifundiária, os representantes dos partidos irmãos, admirados pela valentia e pelos êxitos de nosso Partido, lhe concederam o título de “Brigada de Choque”do movimento operário e revolucionário mundial.

Desta forma, expressavam a esperança de que os êxitos da “Brigada de Choque” aliviassem a situação dos povos que sofrem o jugo do capitalismo. Creio que nosso Partido justificou essas esperanças, particularmente durante a Segunda Guerra Mundial, quando a União Soviética, esmagando a tirania fascista alemã e japonesa, livrou os povos da Europa e da Ásia da ameaça da escravidão fascista.

Obviamente, foi muito difícil cumprir esta honrosa missão, enquanto que a nossa era a única “brigada de choque” e teve que desempenhar este papel quase só. Porém, isto já ficou no passado. Agora a situação é completamente distinta. Agora, quando desde a China e a Coréia, e até a Checoslováquia e a Hungria, surgiram novas “brigadas de choque” sob a forma de países de Democracia Popular, agora é mais fácil ao nosso país lutar e o trabalho está se tornando mais alegre.

Merecem uma atenção especial os Partidos Comunistas, democráticos e operário-camponeses que ainda não tomaram o Poder, e continuam trabalhando sob o jugo das leis draconianas da burguesia. Obviamente, o trabalho é mais difícil para eles, porém não tão difícil como foi para nós, os comunistas russos no período do czarismo, quando o menor movimento para adiante era declarado delito grave. Entretanto, os comunistas russos se mantiveram firmes, não retrocederam ante as dificuldades e alcançaram a vitória. O mesmo ocorrerá com estes partidos.

Por que não será tão difícil para estes partidos trabalhar, em comparação com os comunistas russos do período czarista? Em primeiro lugar, porque têm ante seus olhos os exemplos de luta e de êxitos da União Soviética e dos países de Democracia Popular. Por conseguinte, estão em posição de aprender com os erros e acertos desses países, e assim facilitar sua atuação.

Em segundo lugar, porque a burguesia, a principal inimiga do movimento emancipador, é diferente, mudou substancialmente, é mais reacionária, perdeu seus vínculos com o povo e, desta maneira, se debilitou a si mesma. Naturalmente, esta circunstância também deve facilitar a atuação dos partidos revolucionários e democráticos.

Antes, a burguesia podia se permitir o luxo de posar de liberal, defender as liberdades democrático-burguesas, e assim ganhar popularidade entre o povo. Agora já não resta rastro desse liberalismo. Já não existem as chamadas “liberdades individuais”, só se reconhecem os direitos individuais dos que têm capital, enquanto que os demais cidadãos são considerados matéria-prima humana, que só servem para ser explorados.

Se pisoteou o princípio da igualdade de direitos dos homens e das nações, substituindo-o pelo princípio de plenos direitos para a minoria exploradora e de ausência de direitos para a maioria explorada. A bandeira das liberdades democrático-burguesas foi jogada de lado.

Creio que corresponde a vocês, representantes dos Partidos Comunistas e Democráticos, levantar essa bandeira e levá-la adiante, se querem unir em torno de vocês a maioria do povo. Ninguém mais pode fazê-lo.

Antes, a burguesia se considerava líder da nação, defendia os direitos e a independência da nação, e os punha “acima de tudo”. Agora, já não resta nem rastro do “princípio nacional”. Agora, a burguesia vende os direitos e a independência das nações em troca de dólares. A bandeira da independência nacional e da soberania nacional foi jogada de lado.

Não resta dúvida de que cabe a vocês, representantes dos Partidos Comunistas e democráticos, levantar essa bandeira e levá-la adiante, se querem ser os patriotas de seu país, se querem se converter na força dirigente da nação. Ninguém mais pode fazê-lo. Tal é a situação no momento atual.

Naturalmente, todas estas circunstâncias devem facilitar a atuação dos Partidos Comunistas e democráticos que ainda não tomaram o Poder. Por conseguinte, existem todos os motivos para contar com o êxito e a vitória nos partidos irmãos nos países dominados pelo capital.

Vivam nossos partidos irmãos!
Saúde e longa vida aos dirigentes dos Partidos irmãos!
Viva a paz entre os povos!
Abaixo os incendiários de guerra!”

Tradução: Graça Salgueiro