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Atentado no Andino: réplica a PanamPost e a Daniel Raisbeck, diretor

22 de junho de 2017 - 17:36:45

Centro Comercial Andino, em Bogotá, alvo de um atentado terrorista ocorrido no último sábado, 17.

 

Estimado Daniel,

Parece-me lamentável que PanamPost [1], em vez de fazer uma investigação rigorosa sobre o atentado ocorrido no sábado passado (17.06) no centro comercial Andino de Bogotá, se dedique a fazer eco às especulações mais absurdas e assinale como possível culpado dessa atrocidade a alguém que até hoje, e até que não haja prova em contrário, não é mais que uma vítima do mesmo, a estudante francesa Julie Huynh (foto).

Vocês dizem se basear em declarações de “um expert” anônimo que acredita saber mais do que os investigadores judiciais (embora ele sequer diga se está ou não em Bogotá) e que sugere que Huynh “sustentava o explosivo”, que “tentava armar a bomba ou manipulá-la nesse instante” e que, finalmente, o artefato explodiu acidentalmente. Esse expert foi testemunha desse cruel episódio? Não. Recebeu documentos e elementos de prova que lhe permitam fazer esta dedução? Não. Fora das fotos que a imprensa difundiu, o “expert” não tem nada em suas mãos, e está fazendo conjeturas irresponsáveis no ar.

Em outras palavras, ao dar um sopro de seriedade a essas suposições, PanamPost está tratando, queira ou não, de matar Julie Huynh pela segunda vez. Depois que um terrorista cegou a vida de Julie Huynh e de duas colombianas, vocês, sem estabelecer nenhum problema de ética, tratam de lançar o opróbrio e destruir a honra dessa vítimas, com especulações baseadas em nada.

Sua decisão de não respeitar o princípio da presunção de inocência de uma vítima do terrorismo me parece repugnante. Até hoje havia seguido com entusiasmo o trabalho jornalístico de PanamPost. Depois deste artigo começo a duvidar da seriedade de seu projeto.

O “expert consultado” silencia um fato: que um jornalista inglês, Richard Emblin, segundo a revista Semana, explicou que sua esposa e sua sogra “viram um homem alto e estranho que estava no banheiro das mulheres” do centro comercial, pouco antes do atentado. Por que esse fato não foi mencionado por vocês?

PanamPost também deixa de lado outro ponto crucial: o que fazia um caminhão blindado da empresa Prosegur na frente da porta do centro Andino no momento do atentado? Essa firma, Prosegur, presta serviços de proteção aos chefes das FARC durante sua atividade civil em Bogotá e é dirigida por um polêmico coronel (da reserva) que foi destituído do Exército “por cinco falsos atentados”, segundo a revista Las 2 Orillas.

Baseada em informações do CTI e da SIJIN, Noticias Caracol reitera, ademais, que há uma pista que fala de um homem que ingressou no banheiro das mulheres no segundo andar do centro. E que as suspeitas se dirigem para um grupo terrorista conhecido como MRP, uma suposta dissidência do ELN. Seu artigo deixa de lado esses elementos. Por quê?

Centrar em definitivo sua análise sobre a autoria material do atentado do Andino em uma pessoa que morreu nesse momento, e que portanto não pode se defender, é de uma covardia inaudita. É uma acusação vil a que lançam contra essa estudante francesa. Vil, pois não há nenhuma prova material que lhes permita incriminá-la.

Deixar de lado as outras pistas é outro erro de sua investigação, para não dizer que é uma falta grave. Seu misterioso “expert” sugere que Julie, para fabricar um “pretexto”, teria levado sua própria mãe ao lugar onde o explosivo ia ser detonado. Isso não é uma hipótese totalmente demente? O que o tal “expert” sabe da personalidade e trajetória política de Julie Huynh? Nada que a imprensa já não tenha dito.

Nada permita pensar que ela era uma terrorista habituada e cínica capaz de levar sua mãe ao lugar do atentado quando era sabido que ela, sua mãe, corria perigo e até seria morta ou ferida. Pois foi isso que ocorreu à senhora Nathalie Nadine Veronique Levrand: foi ferida pela explosão e levada a uma clínica, enquanto o corpo despedaçado de sua filha de 23 anos era levado a Medicina Legal.

O artigo parece obnubilado com a idéia de que Julie Huynh é uma espécie de Tanja, a terrorista holandesa das FARC. Devemos ver assim a todos os cooperantes franceses e europeus que chegam à Colômbia para ajudar aos mais pobres? Cair em semelhante paranóia é digno de um redator de PanamPost?

É muito confuso isso de acreditar que Julie, por ter viajado a Cuba, pode ser uma terrorista “treinada” lá. Por que PanamPost só disseca a viagem de Julie a Cuba? PanamPost sabe, pois Semana havia escrito antes, que a estudante tinha viajado a vários países, como fazem dezenas de milhares de estudantes franceses hoje em dia, para fazer estágios humanitários e adiantar trabalhos com grande generosidade e desprendimento. Ela viajou, pois, a países como Vietnã, Estados Unidos, Espanha, Grã Bretanha, Holanda, Marrocos e Bélgica. Seu artigo omite esse detalhe, pois ele rompe o esquema do “turismo revolucionário” que sub-jaz à teoria conspiratória do pretendido “expert” consultado por PanamPost.

Esse “expert” dirá: muito suspeito que ela tenha viajado ao Vietnã, país comunista, onde também pode ter sido treinada em terrorismo. Idiotices. Todos os turistas que visitam esses países devem ser vistos como suspeitos? Vietnã e Cuba são dois destinos turísticos relativamente baratos e lingüisticamente compatíveis, e por isso são muito freqüentados pelos jovens franceses. Além disso, uma parte das raízes familiares de Julie Huynh são provavelmente vietnamitas.

Nem tudo o que o artigo de PanamPost diz é tendencioso. Não digo isso. O artigo em questão lembra ao menos que o coronel (reformado) John Marulanda, esse sim um reconhecido analista e expert em segurança, declarou ao diário El Colombiano que “a foto que há da ferida [de Julie Huynh] demonstra que o explosivo agiu muito perto dela, não colado a ela”, razão pela qual ele, Marulanda, não se arrisca a dizer “se [Julie] está implicada no acidente ou simplesmente foi uma pessoa que estava ali”. Que contraste entre a prudência de John Marulanda e os delírios do pretendido “expert” anônimo consultado por PanamPost!

Contra o que diz John Marulanda, o “expert” anônimo deduz que “se a lixeira do banheiro estava situada aos pés de Huynh e voltada para a parede, onde usualmente se encontram as lixeiras nos banheiros do Andino (quer dizer, ao lado oposto da porta da cabine), uma explosão nesse lugar não teria lançado a jovem para ‘a parede traseira do banheiro que ocupava’”. Essa tese mostra que o “expert” sabe pouco acerca da dinâmica aleatória dos gases produzidos por uma explosão. Eles podem tomar direções inesperadas e não as que imagina o profano. Nisso conta a forma de fixação do explosivo, os obstáculos encontrados pelos gases, a temperatura alcançada por eles, a temperatura e correntes do local durante a explosão, etc.

“Outra possibilidade é que Huynh tenha sido utilizada pelos atores criminais”, diz PanamPost. Ela teria, nessa teoria, transportado a bomba sem saber. Por que o redator do artigo não se perguntou se a mesma coisa pode-se dizer das duas mulheres que pereceram no banheiro? Não diz, pois o objetivo de PanamPost é fixar a atenção sobre a jovem francesa.

Ao fazer isso, PanamPost assume uma responsabilidade política: desviar a atenção sobre os verdadeiros culpados por esse crime. Jogar a culpa em alguém que não pode se defender e que é caricaturizado como “suspeita” por ter ajudado uma ONG de um bairro pobre, cujos membros são qualificados sem mais de “guerrilheiros desmobilizados” por PanamPost e, finalmente, menosprezar as outras possibilidades conhecidas de explicação, é assombroso.

Mesmo se a ONG Projetar sem Fronteiras trabalha com “guerrilheiros desmobilizados”, isso não autoriza a ninguém lançar intrigas, sem respaldo material algum, sobre seus membros e muito menos sugerir que a cooperante francesa que esteve com eles durante seis meses era uma terrorista decidida a matar pai e mãe – como o artigo propõe – pela construção do comunismo. Para os que conhecemos algo do fenômeno FARC e de outras variantes do comunismo totalitário, as coisas não são assim tão simples.

É estranho que uma publicação web que parecia comprometida com a luta pela democracia no continente encontre-se agora metida neste impasse. Espero sinceramente que PanamPost consiga sair do pântano moral e informativo em que se meteu.

Cordialmente,

Eduardo Mackenzie

Jornalista

Nota do autor:

[1] https://es.panampost.com/panam-staff/2017/06/19/atentado-del-andino-preguntas/

Nota da tradutora:

 [1] Para se conhecer o fato que motivou a carta do articulista, ver a matéria em: http://www.elmundo.es/internacional/2017/06/18/5945bf89e2704e87568b45fd.html

Tradução: Graça Salgueiro

  • Elvis Trivelin

    Só discordo em ” A propria indignação popular quanto ao que lhe pareceu uma promoção ostensiva da pedofilia já revela um certo estado de confusão”. Na verdade, oxalá essa indignação se transformasse em ações concretas, indo de campanhas de boicote até processos em massa. Indignar-se faz parte natural do processo de tomada de decisão e ação asséptica. A frieza é necessária a partir de então. É aquela história: se você chega em casa e vê um ladrão dentro dela, não vai agir como se estivesse vendo a uma partida de futebol. No momento seguinte é que precisará de astúcia.

  • Jorge Dal Salve Moro

    Seus ataques a nós brasileiros, “semi-analfabetos indignados”, já estão dando no saco.Que tal o senhor começar respeitar as pessoas de bem, que por motivos outros, não tiveram acesso a Aristóteles e Platão?
    Boa parte do nosso povo é honrado e com certeza, quer o melhor para o país, apesar de nos faltar sapiência intelectual, como a sua.
    Fica claro em seus comentários que, com exceção à sua pessoa, os brasileiros estão fadados ao fracasso, por conta da nossa imbecilidade.
    Acredite professor, assim como eu, muitas pessoas, pouco cultas, têm seguido seus ensinamentos, tentando entender o que se passa a nossa volta, mesmo porque, como o senhor afirma, fomos todos vitimas de uma engenharia maquiavélica que desembocou neste estado de coisas em que hoje estamos metidos.
    O senhor está sendo vítima de uma manipulação sórdida que envolveu sua família e acredite, muitos de nós, brasileiros “semi-analfabetos indignados”, estamos torcendo e orando para que o senhor consiga resolver da melhor maneira essa situação.Portanto, tenha em mente, quando dos seus comentários a nós, tupiniquins, que também somos feitos de carne e osso, enfrentando, não só os problemas do país, mas também, problemas pessoais, iguais ou piores que o seu.
    Precisamos do senhor ao nosso lado !
    Forte abraço e pode meter o pau no meu texto, que está cheio de erros, porém, se ele foi compreensível já fico feliz.

    • Felipe Toget

      A conclusão do texto é apenas um resumo. Não há porque ficar indignado com o rótulo. O professor Olavo escreve sem eufemismos. É o estilo. Para vocês verem, ele indicou dois livros nesse pequeno texto. Quem realmente conseguirá lê-los?

      • Roberto Felippe Santiago

        Já estou lendo “Maquiavel Pedagogo”. O outro ainda não procurei.

    • Paulo Fausto Siebra

      O problema não é apenas o acesso ao conhecimento, brasileiros em geral não gostam de estudar, não gostam de ler, mesmo com acesso ao conhecimento, brasileiro tem preguiça de aprender. É cultural e não social!

      • Roberto Felippe Santiago

        Pode ser cultural, mas se nas escolas houvesse estímulo a leituras realmente interessantes, as coisas mudariam. Os livros que são passados aos alunos podem ser muitas coisas, menos atrativos. Aprendi a gostar de ler graças à minha querida mãe, que sentava comigo no sofá e ficava lendo gibis, livros etc. Pena muitos não terem esse tipo de estímulo em casa, mas na falta, deveria haver nas escolas.

    • Emilio Dami Silva

      Legislação e engenharia comportamental então é para nós Brasileiros ou não?

      Se somos “semi-analfabetos indignados” porque não temos condições de sermos outra coisa, por exemplo “eu sou pobre e não posso ir a escola” justifica o porque eu sou um “semi-analfabetos indignados”.

      A desculpa ou a justificativa não tem o condão de nos livrar de sermos o que somos!

      Questione o uso do termo quanto ao fato de sermos ou não digno do termo…ou então você estará apenas confirmando o que foi dito!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • Osvaldo Pereira Júnior

    Não sei o por quê de o pessoal ficar chateado quando o professor Olavo chama a maioria dos brasileiros de semi-analfabetos. Ora, somos semi-analfabetos mesmo!

    A quase totalidade de nós, não consegue escrever um texto sem conter inúmeros erros gramaticais. Essa é a realidade.

    Mas isso não significa que devemos ficar sem dar nossas opiniões afinal como bem disse o colega o que vale é a intenção pois alguns estudos afirmam que até mesmo Sócrates era analfabeto.

    É melhor ter um Sócrates analfabeto falando coisas boas do lado, do que um mestre em línguas defendendo marxismo ou nova ordem mundial.

    Mas claro que se for possível unir as duas coisas melhor ainda!

    • Phelipe Strog

      Que isso! Para a minha professora de Sociolinguística, a gramática é ideologista , opressora, dominadora de mentes! “Precisamos mudar a gramática para consolidar o pensamento do mundo moderno!” Isso mesmo: toda a tradição jogada no lixo!
      Dizer que, hoje em dia, ninguém é capaz de escrever de acordo com a norma é uma tremenda mentira! E, se ninguém fala de acordo com a tradição gramatical, a culpa é dos próprios veículos de comunicação os quais utilizam uma linguagem chula e manipuladora a qual é cristalizada na mente do povo por meio das pseudonovelas que vomitam a perversidade de gênero!

    • Newton (ArkAngel)

      Graças a Deus que aqui no Brasil existem semi-analfabetos aos montes, senão, de que outra maneira Olavo poderia manter um curso de filosofia?
      Concordo que somos na maioria semi-analfabetos, mas educação e bons costumes incluem não ofender as pessoas, mesmo porque tais pessoas nem sempre são assim por livre e espontânea vontade. A maneira de dizer certas coisas conta muito.
      Apesar de admirar e considerar Olavo como o maior brasileiro vivo em termos de cultura e sapiência, tal fato não o torna imune às idiotices inerentes à qualquer ser humano. A colocação feita por ele foi extremamente infeliz. Seria como zombar de um deficiente mental por ele ter nascido dessa maneira.

      • Osvaldo Pereira Júnior

        Respeito mas discordo de você pois deficientes físicos não podem deixar de ser deficientes físicos. Já semi-analfabetos são semi-analfabetos por preguiça mesmo.

        Quem aqui já teve coragem de fazer um curso de português e depois um de inglês?

        A maioria não teve, incluindo eu nesse grupo.

        Portanto não acho válida essa comparação de semi-analfabetos com deficientes físicos.

        • Newton (ArkAngel)

          Não citei nada que diga respeito aos deficientes físicos; quando disse que “tais pessoas nem sempre são assim por livre e espontânea vontade” referi-me àqueles que infelizmente estão imersos em uma cadeia de ignorância e pobreza que geralmente é repassada através de gerações. Não por culpa deles, mas o próprio sistema em que estamos mergulhados requer um enorme esforço para nos erguermos um milímetro acima da mediocridade. O cotidiano impõe excesso de ocupações, e o pouco tempo que por vezes resta é ocupado por distrações que imbecilizam (rede globolixo e afins), impostas por governantes inescrupulosos cuja agenda é perpetuar tal cadeia de mediocridade.
          Pelo que sei, o professor Olavo também teve uma infância e juventude difíceis, porém, tais como vários outros gênios da humanidade, felizmente para todos nós, ele nasceu com um talento e inteligência excepcionais e inatos, coisas que a grande maioria das pessoas possuem em nível menor. Portanto, minha crítica refere-se à maneira pela qual o professor refere-se àqueles que, por ignorância ou simplesmente falta de referências, estão imersos no mar de desinformação e falta de cultura que impera neste país. Antes de criticarmos devemos nos atinar às razões pelas quais as pessoas continuam ignorantes, e não simplesmente responsabilizá-las por coisas que na maioria das vezes elas sequer têm consciência.
          Quem me dera ter um milionésimo da consciência e sapiência do professor Olavo; porém, creio que só o fato de estarmos aqui discutindo tal assunto, já nos eleva um centímetro que seja acima de tal mar de ignorância, pelo menos o suficiente para não morrermos afogados.
          Abraço e bom domingo!

      • Emilio Dami Silva

        Sim. Contudo, como chamar sua atenção para que você tenha condição de ver a sua realidade senão com um choque de realidade que no caso é o uso de um poderoso “semi-analfabetos indignados”;

        Mas, lembre-se, ainda que a surtiu efeito em alguns, o discurso não é dedicado aos verdadeiros “semi-analfabetos indignados” que não sabem ler ou escrever e que no momento lidam com a fome, mas com aqueles que em função da sua “semi-analfabetos indignados” ser muito elevada que a despeito de sua abastança de recursos disponíveis para o uso, apenas escolheu ser um “semi-analfabetos indignados”… É isso.Talvez, aquele verdadeiro sem recurso pode ter tanta força de vontade que já não é mais um desses que sejam atingidos pela expressão usada pelo colunista!

        • Newton (ArkAngel)

          Educação também faz parte da cultura. Se o objetivo do Professor é deixá-las propositadamente indignadas ao chamá-las de “analfabetos indignados”, com o intuito de despertá-las, que ele tome muito cuidado, pois é justamente o fato de serem analfabetas que as faz não compreender tal intenção. É como ralhar com uma criança, dependendo da sua abordagem, o corretivo pode ter efeito contrário. Pessoalmente, não me sinto ofendido, mesmo porque tenho humildade suficiente para reconhecer tal fato; além disso, cada um tem seu tempo e momento de despertar para outras realidades.

  • marcelo almeida

    Se os semi-analfabetos perderem sua capacidade de indignação, aí sim, estará definitivamente sepultada a esperança.

  • Divino Souto

    Leio a predicação “semi-analfabeto” do Professor Olavo como direcionada ao tais formadores de opnião, gente que escreve nos jornais, que se apresentam na televisão e dão palpites aqui e acolá, que se portam como portadores do mais excelso saber sem o ter…….não vejo a predicação direcionada ao porteito do prédio, motorista do ônibus, à empregada doméstica, enfim, devemos notar o que é exortação daquilo que é realmente ofensivo, com intuito apenas depreciativo !!!!!

  • Marcos Menezes

    O Olavo já tinha recomendado esse livro SNAPPING no TRUE OUTSPEAK se não me engano.Esse livro pode ser muito útil para entendermos muitas coisas,principalmente nessa época de exposições bizarras.

    • a Savaget from Portugal

      Encontrar o livro à venda é que é difícil…

      • Roberto Felippe Santiago

        Se tiver sorte, vc encontra como e-book na net. Foi assim com o “Maquiavel Pedagogo”.

        • a Savaget from Portugal

          Sim, esse eu encontrei em .pdf na net e imprimi .

  • Rafael

    Os dois líderes das pesquisas eleitorais mostra sim que o brasileiro é semi-analfabeto.

    • Andrey Henrique

      Não confie em pesquisas eleitorais.

  • Rafael Nascimento

    99% da população brasileira é semi-analfabeta. Eu sou um deles. Por isso vou me inscrever no COF e ver o quanto consigo subir na escala intelectual, se eu aprender a interpretar textos e escrever razoavelmente, já valeu!

  • Andrey Henrique

    Mais pura verdade, por isso temos de nos preparar.

  • Francisco A. Lobo

    A arrogância e megalomania do Sr. Olavo faz com que ele esnóbe até mesmo a grande parte dos brasileiros de bem que se revoltam contra justamente aqueles absurdos que ele sempre, e com razão, critica..Não sei de onde vem e o porquê de tanto pedantismo.

    • Vavá

      Mais um babaca que entra aqui pra xingar sem se referir a porra de fato nenhum. Olha só como é bom: “vá tomar no olho do cú, Francisquinha”. Viu como é chato? Palhação. Esnobe e pedante é gentalha como você que vem cagar adjetivos sem motivo algum.

  • Alemoon

    Por que a indignação?

  • luiz lobo filho

    Se ‘não é assunto para semi-analfabetos indignados’? Espera-se o que dessa gente trabalhadora e indignada que age por instinto a favor dos bons costumes? Uma gente que reage com as armas que possui, uma vez que a instrução que está à disposição é aquela que visa justamente manter essa gente no cabresto? Culpar os indignados, que é a maioria da população, e dizer que não é assunto para semi-analbafetos é desejar que fiquem no #gueto e aceitem a sua condição. Evidente que engenharia social, que é uma coisa complexa, a massa não tem a obrigação de conhece-la a fundo, ela vive do trabalho, de pagar as contas e fazer a máquina funcionar, ela não tem opção de parar e “ser ou não ser”. Eu vejo aqui um levante de olavetes contra opinião de quem não bajulam e expõe suas necessidades, como se Olavo fosse um indefeso. Isso é fanatismo sem a coragem de analisar sem paixão os pensamentos colocados aqui. Aliás, bajulação a um ícone reconhecido – e brilhante – é o que a #esquerda faz com seus ícones. Uma coisa é certa, o inimigo a bater não é o povo, a massa semi-analfabeta. Tem é que cobrar dos supostos intelectuais as suas responsabilidades e criar novos intelectuais, de preferência massivamente, para trazer o Brasil a razão novamente. Formar políticos conservadores, mudar a forma que juízes entram no #STF, mudar o currículo das universidades, ocupar espaços.

    • Emilio Dami Silva

      Não importa!

      Legislação e engenharia comportamental não é para qualquer um mesmo! E se eu for escrever um artigo sobre isso, vou dizer que esse assunto não é para qualquer um mesmo.

      Talvez melhor começar com algo mais inicial e depois, quem sabe, estudar este tema?

      Eu creio que se não gostam do cara, não vá a página dele criticar o que ele escreve! Ou se tem uma critica com razão ou sem teor relevante a critica não ajuda a ninguém.