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Coréia do Norte: a brutal perseguição comunista contra os católicos

29 de maio de 2017 - 10:39:34

1954: túmulo de três sacerdotes martirizados em Chunchon

Ninguém conhece o destino dos bispos católicos da Coréia do Norte, informou a agência AsiaNews. No Anuário Pontifício eles figuram como titulares de suas dioceses, porém os considera “dispersos”, um eufemismo por “desaparecidos”.

Para o regime comunista, trata-se de “perfeitos desconhecidos” e desde os anos 80 funcionário algum fornece qualquer informação sobre eles.

A Coréia do Norte esta subdividida em três dioceses ‒ Pyongyang, Chunchon e Hamhung ‒ além da Abadia Territorial de Tomwok.

Nos anos 50, 30% dos habitantes da capital Pyongyang professavam a fé católica, mas no resto do país atingiam só o 1%.

Durante a Guerra de Coreia (1950-1953) as tropas comunistas massacraram missionários, religiosos estrangeiros e católicos coreanos.

O regime norte-coreano, satélite de Rússia e da China, tentou varrer toda presença cristã.

No Norte foram destruídos todos os monastérios e igrejas, e os monges e sacerdotes foram condenados à morte.

Naquela guerra o delegado apostólico no país, Mons. Patrick James Byrne foi condenado à morte.

A execução não teve lugar, porém o representante vaticano foi deportado a um campo de concentração onde faleceu em virtude das privações.

Desde aquela época não se têm mais notícias dos 166 sacerdotes e religiosos presentes no país pelo fim da guerra. “São perfeitos desconhecidos” respondem sempre os burocratas socialistas.

Oficialmente não ficou nem clero nem culto. Fontes de AsiaNews no país afirmam que os “verdadeiros” católicos que restam, não são mais de duzentos, na sua maioria idosos.

O regime autoriza apenas a igreja de Changchung na capital Pyongyang. Na realidade, é mera “vitrina” de propaganda do regime.

Os fiéis devem professar a fé em secreto. Se forem descobertos numa missa podem ser presos, torturados e condenados à pena capital. O simples fato de possuir uma Bíblia é crime punível com a morte.

Mons. Hong Yong-ho foi nomeado Vigário Apostólico de Pyongyang em 24 março de 1944 pelo Papa Pio XII.

Em 10 março de 1962, a Santa Sé elevou o Vicariato à condição de diocese em protesto contra a perseguição do regime comunista.

Mons. Hong tornou-se um símbolo da resistência católica, mas hoje está “desaparecido”.

Se ele estiver vivo teria mais de cem anos, e o Vaticano julga que “não pode se excluir que ainda esteja prisioneiro em algum campo de reeducação”.

Enquanto isso, na Coréia do Sul, num regime de liberdades, os católicos aumentam continuadamente e já superaram a barra de 10% da população total, segundo a agência UCANews.


Luis Dufaur
edita o blog Pesadelo Chinês.

 

  • Forkert

    Quais são as providências tomadas pelo Papa Francisco a respeito?

    • Renato Lorenzoni Perim

      Fazer discursinho vazio e hipócrita na televisão, exatamente igual à nossa presidente do STFzeco.

    • Francisco Carlos Siqueira Mour

      Esse Papa Francisco é o Dom Evaristo Arns, quarenta anos depois.

      • Forkert

        É Jesuita. Que já diz tudo. O Arns perto desse aí, é escoteiro mirim, ou melhor lobinho.

      • Forkert

        Não é não. O Evaristo Arns, nunca foi papa.

        • Francisco Carlos Siqueira Mour

          Claro que não, mas tentaram fazê-lo Papa, mas agora, conseguiram por meio do Bergoglio, quarenta anos depois. Deu para entender.

    • Tulio Stephanini

      https://uploads.disquscdn.com/images/914bec754de8716e1742d4d4e5517ad95678130f6da81d41ca8cfb23e1d83e58.jpg Nesta foto ele demostra muito bem o que acontece com qualquer cristão num país comunista. De resto acho que a maior preocupação do Sumo Pontífice é defender terroristas.

  • Tulio Stephanini

    O Papa tá mais preocupado em agradar os muçulmanos do que com o destino dos fiéis norte-coreanos. https://uploads.disquscdn.com/images/db8e30a0b43cfbb2e68d3e54feea730ece5e2e097153eb9e993a277f08a3a26b.jpg

  • Jônatas de Jesus

    Nenhum Papa fará alguma coisa em relação ao comunismo,pois, eles estão sobre a égide do nefando pacto de Metz.

  • Aaron DiBona

    vc acreditaria q um partido com esse nome e’ de direita??? “Mouvement Social Révolutionnaire (MSR, Social Revolutionary Movement) which in Occupied France supported the Vichy collaboration with the conquerors from Nazi Germany”” kkkk pois e’ a esquerda mundial tem que dizer q esse partido frances q era nazista e entregou as chaves da cidade de paris ao hitler só podia ser de direita!!! kkkk