América Latina


Terrorismo do ELN está sincronizado com as FARC

A onda de terror desatada nas últimas semanas por parte do ELN contra os colombianos é uma ação sincronizada e planejada em Cuba e Venezuela, por parte dos cabeças das FARC e ELN.


Em entrevista transmitida simultaneamente pelos canais RCN e NTN24 da televisão colombiana para o resto do mundo, no dia 16 de janeiro, conversei pelo jornalista Jefferson Beltrán, do reconhecido programa La Noche dirigido por Claudia Gurissati, para analisar a inexplicável presença do senador esquerdista Iván Cepeda em uma homenagem ao sacerdote terrorista do ELN Camilo Torres em El Carmen de Chucurí, os nexos do ELN com as FARC na atual onda terrorista, os crimes de lesa-humanidade destes bandos terroristas contra os colombianos e a incidência destes fatos no desenrolar das conversações de paz em Havana, Cuba.

 

Em minha exposição, pontuei:

Colômbia vs. FARC: o que revelam os incidentes de El Conejo

AS  FARC mostraram que podiam amarrar o Exército em um setor-chave de nossas fronteiras. O que acontecerá da próxima vez?

No dia 18 de fevereiro, o Exército da Colômbia perdeu uma batalha contra as FARC. Entraram massivamente com ajuda interna e externa no município de Fonseca (Guajira) e realizaram, durante várias horas, um barulhento ato de propaganda armada e de intimidação. Não mataram nem seqüestraram ninguém, parece, mas humilharam e aterrorizaram o país. O Exército da Colômbia durante essa obscura jornada não moveu um dedo para impedir esse atropelo.

 

O Exército foi paralizado, pois aceitou ser paralizado. Hoje seus chefes devem estar envergonhados com o espetáculo miserável que deixaram a população civil de Fonseca e de El Conejo totalmente à mercê de esquadras de narco-terroristas armados até os dentes.

A chapa está esquentando

No artigo anterior eu havia comentado que o ano de 2015 havia fechado com reveses para o Foro de São Paulo e agora parece que o cerco está se fechando, embora isso não signifique, de maneira alguma, que o fim dessa organização criminosa esteja chegando.

Aqui no Brasil as operações de incontáveis nomes e etapas realizadas pela Polícia Federal, estão chegando perto do chefão mas ainda é cedo para cantar vitória. Entretanto, embora tenha sido divulgado no Brasil mas sem qualquer repercussão (oxalá, fizeram uma “operação abafa”), o delegado que assina o relatório da “Operação Acarajé” cita com firme convicção que a empresa Odebrecht pagou propina ao ex-secretário de Transportes do governo Cristina Kirchner, Ricardo Jaime – que hoje (25.02) foi processado por “malversação de dinheiro público” em irregularidades no reparo de vagões de trem da empresa Belgrano Norte -, e Ollanta Humala, ninguém menos que o presidente do Peru, apadrinhado e eleito pelo Foro de São Paulo.

A esquerda quer também o monopólio da tortura

O PT nunca se posicionou contra as torturas praticadas em países comunistas, como Cuba, porque este país é governado por um sistema totalitário que lhe serve de modelo.


Tortura: “Suplício ou tormento violento infligido a alguém” (Dicionário Aurélio).

Aprovada após o episódio ocorrido na Favela Naval, em São Paulo, quando policiais foram filmados batendo em pessoas paradas em uma barreira policial, a Lei nº 9.455, de 7/4/1997, afirma que tortura é: 1) constranger alguém com uso de violência ou ameaça grave, causando-lhe dano físico ou mental para obter declaração ou confissão, provocar ação ou omissão de crime ou discriminar por raça ou credo; 2) submeter alguém sob sua guarda ou autoridade a intenso sofrimento físico ou mental, para aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo; 3) o crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia; 4) a pena é de reclusão, em regime fechado, de dois a oito anos; se houver morte, a pena é dobrada para até 16 anos; aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-las, deve ser condenado de um a quatro anos de prisão.

Chamado ao Congresso dos Estados Unidos da América


Bandeira dos EUA é queimada durante evento em homenagem a Manuel Marulanda, o
“Tirofijo”, fundador das FARC, em setembro de 2008, na Venezuela.


Escrevo-lhes em meu nome e no das seguintes pessoas e organizações não-governamentais: Verdad Colombia, UnoAmérica, Ricardo Puentes Melo, diretor de “Periodismo sin Fronteras”, Jaime Restrepo, diretor da Asociación de Víctimas de las Guerrillas y del Terrorismo (AVGT), Fernando Vargas Quemba, diretor do Comité Nacional de Víctimas de la Guerrilla (VIDA), Libardo Botero, diretor do “Periódico Debate”, Darío Acevedo Carmona, historiador e professor universitário, pelos jornalistas Eduardo Mackenzie, Plinio Apuleyo Mendoza, Jaime Jaramillo Panesso e Andrés Candela. 

 

Iniciamos uma campanha através do Change.org solicitando ao Congresso dos Estados Unidos não prestar apoio nem político nem financeiro às negociações do governo de Santos com as FARC. Rogo-lhes ler o documento. Se estão de acordo, assinem. Também lhes peço que ajudem a difundi-lo por Twitter, Facebook, correio eletrônico ou por qualquer outro meio. Esta petição pode dar apoio e argumentos aos congressistas norte-americanos que já entendem a situação, ou àqueles que pensam que o apoio à “paz” é apoio à Colômbia. Ao finalizar a campanha encaminharemos a petição diretamente aos gabinetes de todos os congressistas dos Estados Unidos. Espero contar com sua ajuda. O texto do chamado ao Congresso é o seguinte:

 

Não proporcionem apoio financeiro ou político às negociações da Colômbia com a organização narco-terrorista FARC.

Dedicação total ao fracasso

Poucos sabem (esse dado, quando divulgado, irritou Lula profundamente) que o governo petista, devidamente “virado à esquerda” como pretendem os acólitos marxistas da SeSo, tem resultados bem piores do que seus antecessores na melhoria do IDH nacional.

Engana-se quem supõe que o desastre da pedagogia marxista se dá apenas na sala de aula onde estão os alunos mais vulneráveis, aqueles que Paulo Freire chamava “oprimidos” e aos quais dedicou uma pedagogia que os oprime para o resto da vida. O aluno que recebe dos professores, ano após ano, uma carroça cheia de materialismo histórico, dualismos e conflitos em sociedade de classes, sai da escola pronto para coisa alguma – ou para as “lutas sociais”. Jamais para ganhar a vida, que isso é coisa de neoliberal. Mas não é somente ali que se prepara o desastre. Idêntico problema se derrama sobre todo o sistema de ensino, transmitindo aos estudantes uma visão de sociedade e de Estado incapaz de estimular o desenvolvimento individual e, consequentemente, o desenvolvimento social e econômico do país.

Pequenos ajustes não são suficientes

O socialismo parece reger-se pela “lei do pêndulo”: é o “ciclo econômico” descrito pelos economistas da Escola Austríaca, só que no plano político. Há duas fases.

Primeiro, o populismo desenfreado. Abre-se a fase expansiva na economia, com alta nos gastos estatais, e emissão de toneladas de papel-moeda. Protege-se a “indústria nacional”, por meio da concessão de subsídios e monopólios; desse modo criam-se empresas antieconômicas, e empregos artificiais. Aumenta o emprego estatal, e se decretam “planos sociais” para comprar votos. Além disso, relaxam-se as exigências para empréstimos, a fim de “estimular a demanda”, ou seja, o consumo, estilo Keynes.

Porém, se não há economia ou capitalização, não há desenvolvimento, nem crescimento. A economia fechada se torna ineficiente. E a bebedeira “social” termina em grande ressaca: estagflação (inflação com estagnação), desinvestimentos, com quebra ou fechamento de empresas, e desemprego em massa.

IV Cúpula da CELAC, Santos, FARC e Maduro


Rafael Correa fala, na abertura da IV Cúpula da CELAC, para um público desinteressado e sonolento.

Entre os dias 27 e 28 de janeiro celebrou-se a IV Cúpula da CELAC em Mitad del Mundo, no Equador, cidade que leva esse nome por ficar no marco zero da linha do Equador que divide os hemisférios norte e sul. Seu anfitrião, o presidente Rafael Correa, abriu a sessão no prédio da UNASUR que leva o nome do ex-presidente argentino Néstor Kirchner, fazendo menção às memórias deste e de Hugo Chávez da Venezuela. A presidência pró tempore foi entregue por Correa ao presidente da República Dominicana, Danilo Medina.

Colômbia: o autoritarismo vaidoso de Santos e a cessão da Isagén

O equilíbrio estratégico do que a Colômbia necessita para seu desenvolvimento industrial e comercial foi rompido, pois ele fica agora nas mãos de um distante grupo canadense que não pensa na Colômbia nem em sua bio-diversidade.

O presidente Santos fez, de novo, o que queria. Cedeu a uma multi-nacional canadense, por um punhado de dólares, um elemento capital da independência energética da Colômbia. A venda da Isagén não foi só uma “privatização”, como pretende a claque governante. Essa venda, que inclui as caras instalações de cinco plantas hidrelétricas e uma térmica, mais de 11.000 hectares de bosques, lagoas e rica bio-diversidade (com 92 espécies ameaçadas ou em vias de extinção), é uma operação administrativa irresponsável que terá repercussões políticas. É, em última instância, o maior crime que um mandatário tenha podido cometer contra a autonomia industrial, social e climática de seu próprio país.

Gasto irracional e corrupção

Os socialistas querem fazer crer que “o Estado existe para redistribuir riqueza”, concedendo educação grátis, saúde e aposentadorias grátis, presentes e auxílios “para o povo!”

Grande mentira! Nada é “grátis” na vida. Pagamos os gastos do Estado com impostos. E entre as contribuições (e multas) “impostas” inclui-se a dívida do Estado, um imposto postergado; a inflação, um imposto disfarçado; e os confiscos de empresas e ativos econômicos a título de “expropriações”.

Porém a educação, a assistência médica, as pensões e, de modo geral, os serviços que o Estado presta são ruins e de má qualidade. As empresas do Estado costumam dar prejuízo. E para a economia privada o Estado também decreta cargas regulamentares, chamadas de “regulatórias”. E acabam não sendo muito produtivas. A fiscalização é selvagem. Na Argentina, por exemplo, os impostos levam uns 50% da economia formal! Em outros países a tributação se aproxima perigosamente desse número. Assim a pobreza resiste em desaparecer, porque a “recuperação” econômica nunca chega.