ateísmo


Carta a um amigo ateu

A ideia passou-me pela mente como sombria nuvem enquanto participava da missa de Natal na Igreja São Pedro, em Porto Alegre. E se aquela celebração não fizesse o menor sentido para mim? E se eu não tivesse fé? Poderia acontecer de não tê-la, dado que tantos não a têm. Fui tomado por um sentimento de […]

O Criador inacreditável

Por que a ideia de um Criador parece inacreditável a muita gente? Por que razão a ideia de um Criador parece inacreditável a tanta gente? Porque a própria ideia da criação tornou-se inconcebível. A maior parte das pessoas nunca criou nada, nem um humilde poema para namorada, nem uma musiquinha com três acordes a falar […]

O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Liberalzinho

Vocês já devem ter visto por aí o famoso liberalzinho pó-de-arroz.

Esse liberal não segue um padrão unificado, mas muitos estereótipos fazem com que ele seja facilmente reconhecido.

Uma dessas características é a ojeriza que ele tem com os palavrões, que ele chama de ‘palavras de baixo calão’ — sem saber que está usando um termo racista derivado da palavra ‘caló’, de origem cigana do sul da Espanha e que significa ‘preto’. Ou seja, dizer que alguém usa palavras de baixo calão é o mesmo que dizer que a pessoa está usando linguagem de preto. O liberalzinho é todo afetadinho; quando escuta ou lê um palavrão, ele diz que está “horrorizado” (sic). Ui!

COP21: a raiz ateia, anticristã e anticientífica da proposta ambientalista

A Terra e todos os seus muito diferentes sistemas geológicos e oceanológicos são o produto de um Planejador infinitamente sábio, de um Criador onipotente e de um Sustentador absolutamente fiel.

Se não temos nenhum problema em dizer que o conjunto da Enciclopédia Britânica é o resultado de um projeto inteligente, então eu não sei por que poderíamos ter problema em dizer que os próprios seres humanos — bem como o sistema climático — são o resultado de um projeto inteligente.


(
Continuação de ‘COP21: “pressão moral” ou “pressão imoral?”‘)

CatolicismoO senhor julga que os norte-americanos são mais propensos que outros povos a uma visão objetiva sobre a questão do aquecimento global? Eles são receptivos à mensagem da Cornwall Alliance e de organizações similares?

Calvin Beisner — Comparadas com sondagens realizadas em várias partes do mundo, constata-se que a população americana é mais cética do que a europeia quanto ao “perigo do aquecimento global provocado pelo homem”.

O Multiverso: 1895 – 2012. Descanse em paz.

O último deus dos ateístas, o multiverso, foi aposentado em janeiro de 2012 em um evento deveras inusitado: a celebração do 70? aniversário de Stephen Hawking, em Cambridge. Com a palavra estava o Dr. Alexander Vilenkin, autor de um artigo apresentado no encontro “Estado do Universo”, de cientistas que se reuniam para honrar Hawking.

Depois de demonstrar as falácias de várias teorias que tentavam validar o multiverso, Vilenkin resumiu a sua conclusão dizendo: “Toda a evidência que nós temos diz que o universo teve um começo.” Isso, naturalmente, deixou todos os naturalistas filosóficos e ateístas de luto, porque o próprio Hawking tinha admitido: “Muitas pessoas não gostam da ideia de que o tempo tenha um começo, provavelmente porque isso sugere a intervenção divina.”

Para os que não estão familiarizados com a ideia do multiverso, a teoria do universo múltiplo postulava a existência simultânea de muitos (possivelmente infinitamente muitos) universos paralelos, na qual quase qualquer coisa teoricamente possível seria realizada no fim das contas. O multiverso era usado por materialistas e ateístas como uma forma de evitar o argumento cosmológico e o argumento do ajuste fino para a existência de Deus.

Richard Dawkins chama o mal de bem e o bem de mal

Imagine ser considerado inapto devido a suas doenças ou dores e sofrimentos.

Quem deveria ter o direito de ser a “polícia” da aptidão? Quem seria considerado o juiz da aptidão? Dawkins?

“Ai daqueles que chamam o mal de bem, e o bem de mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo e amargo o que é doce” (Isaías 5:20). Virar o certo e o errado de pernas pro ar é um hábito humano que remonta a milhares de anos. Os tempos modernos não são diferentes. O famoso biólogo evolucionista e professor na Universidade de Oxford, Richard Dawkins, recentemente mostrou suas garras numa conversa no Twitter que ganhou a atenção da mídia. A BBC, um serviço público de radiodifusão entre muitos outros no Reino Unido, relatou que uma usuária do Twitter disse a Dawkins: “eu honestamente não sei o que faria se estivesse grávida de uma criança com Síndrome de Down. Dilema ético real”. Dawkins replicou, “Aborte e tente de novo. Seria imoral trazê-lo ao mundo se você tem uma escolha”. E prosseguiu: “Estes são fetos diagnosticados antes de possuírem sensações humanas”. Após ficar sob bombardeio por seus comentários, ele se defendeu dizendo, “Nem por um momento me desculpo por abordar uma questão moral filosófica de maneira lógica. Há um lugar para a emoção e este não é ele” (como citado de Hawkins em 2014).

Desconversa científica

No meio científico americano, e excluídas as opiniões dos apologistas professos desta ou daquela religião, o debate sobre a questão religiosa  divide-se, grosso modo, entre os que juram, como Daniel Dennet e Sam Harris, ser a religião uma etapa superada na evolução biológica da espécie humana e os que afirmam que a crença religiosa, ou ao menos uma vaga aspiração metafísica, é uma necessidade permanente, imutável e indestrutível dos seres humanos. Estes últimos chegam a acreditar que não existem ateus de verdade, que o ateísmo é só da boca para fora (http://www.science20.com/writer_on_the_edge/blog/scientists_discover_that_atheists_might_not_exist_and_thats_not_a_joke-139982).

Os argumentos a favor de cada uma dessas correntes são eruditíssimos e ambas fazem questão de apoiar-se nas mais atualizadas pesquisas científicas. É uma pena que tanto esforço intelectual se desperdice numa discussão que parece ser calculada para não levar a parte alguma.

Sobre os sistemas éticos a la carte, ou “os substitutos de Deus”

Arthur Allen Leff, professor de Yale, publicou em 1979 um dos mais influentes artigos da história recente da filosofia do Direito: Unspeakable Ethics, Unnatural Law (“Ética Indizível, Direito Não Natural”, em tradução livre). A tese central do artigo é de que após a queda das concepções que basearam a Ética no comando divino, os diversos sistemas normativos seculares que se sucederam são baseados em última instância nos dogmáticos princípios estabelecidos por seus fundadores.

Em outras palavras: os sistemas éticos propõem diretrizes para avaliar o comportamento humano em termos de certo ou errado, desejável ou indesejável. Em cada um deles, existem premissas incontestáveis, pois fundamentam o próprio sistema. O utilitarismo, por exemplo, considera como boa a ação que produz a maior quantidade de bem-estar na sociedade. O deontologismo, por outro lado, postula que a qualidade positiva ou negativa de uma ação depende da aplicação do imperativo categórico. Qual o fundamento dessas premissas? A mera declaração de sua existência pelos fundadores dos sistemas éticos, respectivamente Immanuel Kant e Jeremy Bentham.

Sobre lobos e cordeiros

Não conheço outro evangélico que tenha tido a coragem e a persistência de Julio Severo para enfrentar, de um lado, a perseguição estatal e, de outro, as ameaças dos fascistas “do bem”. Se isso é ser radical, graças a Deus pelo radicalismo.

Friederich Nietzsche foi o último grande crítico do cristianismo. Depois dele, os intelectuais seculares não tiveram escolha senão a de refazer com outras palavras os questionamentos e críticas do filósofo alemão.

Nietzsche falava da perspectiva de um ateu sem o otimismo infantil nos que assola. Ele sabia que, se Deus não existe, não há salvação possível para o homem. Todas as ideologias, utopias e filosofias são meras ilusões e funcionam como válvulas de escape.

Marx, o vil filósofo dos sem memória

 Por que a bandeira marxista não é tratada da mesma forma que a suástica nazista?

Na filosofia marxista não há lugar para o amor de Deus e para o amor ao próximo.

Karl Marx é o maior filósofo de todos os tempos. Ao menos foi o que muitos ouvintes da rádio BBC afirmaram a responder a pergunta “Qual maior filósofo de nossos tempos?”. Para a surpresa de alguns, Marx liderou a pesquisa (27,93% dos entrevistados), batendo – por ampla margem de diferença – pensadores como Aristóteles (4,52%) e Kant (5,21%).

Marx escreveu muitas coisas, até mesmo palavras admiráveis sobre o capitalismo, o qual via como um avanço explícito nos arranjos econômicos anteriores. O resultado da BBC, no entanto, ressalta uma estranha cegueira nas sociedades ocidentais que persiste em relação a Marx.